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As agendas CAA das piolhas

por t2para4, em 30.08.15

Aproxima-se o novo ano letivo - em passo de corrida, já numa espécie de sprint final - e, à semelhança do que acontece comigo, as piolhas tambem têm umas agendas. Para não baralhar muito o sistema, apesar de funcionarmos com 2 contagens de anos - o ano letivo e o ano civil -, optei por uma agenda do ano civil.

 

A agenda é em Comunicação Aumentativa e Alternativa, com recurso ao sistema de PECs (Picture Exchange Communication) e foi preparada pelo nosso terapeuta da fala, que assinalou, nos determinados dias, certas datas especiais ou feriados. Nos restantes espaços, as piolhas preenchem à vontade ou apenas consultam.

Recebi o ficheiro em powerpoint pelo que optei por imprimir em vários diapositivos por página, a cores, só frentes (assim, o verso poderia ser usado para anotações ou desenhos).

 

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De seguida, recortei tudo e encadernei em espiral.

 

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Juntei uma bonita capa em cartolina com relevos e pinturas brilhantes das piolhas, que cortei à medida, personalizei de modo cursivo, bem como uma contracapa em plástico.

 

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O resultado final não podia agradar-me mais: ficou funcional, giro e útil. Para o próximo ano, irei repetir embora talvez faça algumas alterações.

 

 

 

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publicado às 19:04

Primeiro que tudo, deixa-me tratar-te por "tu", já que, a partir do momento em que te achas em condições de opinar sobre o que quer que seja da minha vida ou, mais especificamente, da das minhas filhas, sem nos conheceres de lado nenhum, pressupõe um nível de familiaridade que, na nossa língua, se traduz num tratamento pela 2ª pessoa do singular.

 

 

Sabes, não sou a mãe perfeita. Não sou a mãe zen. Não sou a mãe devoradora de livros e manuais e estudos e artigos escritos pelo Dr. A em articulação com a Universidade C em compadrio com o dr. B, vendido pela editora X. Não sou a mãe imaculadamente bem vestida com criancinhas tratadas por "você" com nomes coquettes. Não sou a mãe exemplo.

Vou dizer-te que tipo de mãe sou: sou a mãe que consigo ser com todas as minhas forças, dedicação, paixão, amor, que cada célula viva ou morta do meu corpo, da minha mente, da minha alma possa transmitir. Sou a mãe que se esforça para poder proporcionar o melhor da vida às suas filhas - e isso não implica dinheiro ou bens! quero apenas que sejam felizes, capazes, autónomas, resistentes, resilientes, justas. Sou a mãe que não desiste mesmo quando tudo indica que é melhor parar por ali ou algum iluminado diz que "se calhar, não será capaz de..." ou "é melhor evitar...". Sou a mãe que lhes saiu na rifa, com tudo o que de bom e de mau há nisso. Sou mãe até ao âmago, sem tirar nem pôr. Sou a mãe devoradora de livros, artigos dos Dr. X, Y e Z numa determinada especialidade, da qual já te falarei.

 

Portanto, quando passas por mim e estou, como habitualmente, acompanhada pelas minhas filhas e me ouves falar com elas de forma autoritária, quase à Cesar do "Dog Whisperer", e paras propositadamente, fingindo-te de ocupado, para ouvir tal sermão, não sabes nem sonhas nem tens a mínima ideia do que originou essa situação e, sem esse sermão, que consequência poderá advir daí. Falta-te o contexto, ou seja, tudo o que envolve aquele momento, todo o seu background, para que possas compreender, em pleno e no seu todo, e assimilar aquilo que ouves. Mas, como te falta essa base, aquilo que fazes é ouvir, julgar, tomar notas e, muitas das vezes, abrir essa tua boca de onde brotam os mais absurdos disparates ou, mais grave ainda, frases feitas e clichés pseudodidáticos em tom de brincadeira, como se, naquele momento, eu estivesse louca de vontade de me atirar ao chão agarrada à barriga de tanto de rir.

 

Quando assistes a uma birra de miúdas de 8 anos que choram e berram e gritam por um motivo, para ti, tão irrisório, como não terem tido um brinquedo ou um bolo que queriam, não assumas o que te vem de imediato à cabeça e não a acenes como se tivesses Parkinson. É feio e fica-te mal.

Vou explicar-te uma coisa: cada indivíduo, desde o seu nascimento, tem mecanismos de regulação internos que o auxiliam a acalmar-se, a combater a ansiedade, a reconhecer padrões neurológicos, a regular a sua emoção, os seus estados de agitação e vigília. Alguns individuos têm essa função - chamemos-lhe assim - tão bem conectada que são pessoas extremamente pacíficas, serenas e calmas; outras têm mais dificuldade em conseguir esse tipo de regulação e podem até mostrar alguma agitação, ansiedade, ter um ou outro vício como roer as unhas ou fumar; outras não possuem reguladores tão bem interligados e é aí que se inserem as minhas filhas bem como tantas outras crianças, jovens e adultos. São individuos que têm Autismo ou uma Perturbação do Espectro do Autismo. E, além de muitas outras coisas associadas, uma das suas maiores e mais evidentes dificuldades em todos eles é alcançar um nível de regulação saudável e funcional e manter esse nível. Consegues compreender esta simples explicação?

Aquele "espetáculo", como lhe chamas em surdina soprada de modo a que eu ouça, é um efeito avassalador e desgastante da ausência e dificuldade de autorregulação para elas e para mim, a mãe. E para o pai também, porque, sabes, apesar de termos muitos homens armados em machos latinos por cá, os verdadeiros pais sofrem com e pelos filhos. É-lhes, a elas, complicado entender e assimilar de uma só vez a informação de que há coisas que nos escapam ao controlo e que não podemos nem devemos nem é saudável fazermos as mesmas coisas sempre da mesma maneira, porque o mundo e a sociedade não funcionam assim. Apesar de elas não gostarem nem saberem lidar com isso, eu - a tal mãe que criticas - tenho que as preparar para esse mundo, tenho que lhes dizer "não" à rotina do donuts com chocolate de cada vez que vamos ao Lidl e não ao mini-brinquedo caríssimo que só existe naquela determinada loja e é sempre ali que se compra, por hábito. E, deixa-me dizer-te que, muitas vezes, basta uma vez para se tornar um hábito - é um bocado como fumar, percebes?

 

Vês-me de cara fechada e de nariz arrebitado, com ar arrogante até, a sair do shopping ou do hipermercado em passo certo com duas crianças a gritar desalmadamente. Às vezes, vais ouvir-me zangar-me com elas; outras vezes, vais ver-me ignorá-las enquanto elas gritam cada vez mais. O que tu não vês é as lágrimas a subirem-me aos olhos, os meus ouvidos a apanharem todas as vossas bocas e indiretas, os gestos dos vossos filhos a apontar descaradamente para as minhas filhas e a terem comportamentos piores que o delas, o meu olhar periférico a captar todas as vossas expressões faciais - que elas não compreendem nem interpretam (também é uma das coisas inerentes ao autismo) mas eu interpreto muitíssimo bem. O que tu não vês nem ouves, sou eu, com a calma que me é possível, colocá-las no carro e ensiná-las, ainda que entre berros e uma agitação motora descomunal e esperneares impossíveis que, muitas vezes, me magoam fisicamente, que a vida é feita de ações e que cada ação tem consequências e que, por vezes, essas consequências podem ser um castigo por terem sido incapazes de se controlar um bocadinho mais ou não terem pedido para sair quando sentiam uma birra a chegar ou por terem cedido à ansiedade quando até já aprenderam uma ou outra estratégia para a controlar (imagina-te a treinar uma equipa de futsal, porque talvez 11 jogadores seja demais para ti, e a formação que treinaste com a equipa desaparece em campo em pleno jogo e, por muito que grites e ralhes e ameaces nada volta ao controlo. A culpa não foi tua mas sim da vespa que entrou/do chão demasiado encerado/do capitão de equipa que naquele dia se zangou com o seu amigo e quer dar-lhe uma abada). O que tu não vês - porque não te interessa nem estás lá para  ver - é o ar de cansaço que se abate subitamente nessa mãe e nessas crianças. Que, segundos depois, já reguladas devido ao ambiente familiar e semiobscuro do carro e (aparente) calma da mãe, já se parecem com as demais crianças daquela idade.

 

Quando me apontas o dedo, quando comentas algo com a pessoa que vai contigo, quando permites que o teu filho mais velho faça cenas do género tapar os ouvidos e dizer que é pior que as birras do irmão mais novo, odeio-te. E penso que te faria bem passares pelo que eu passo. Afinal, tens filhos neurotípicos (é o rótulo que damos aos "normais") e eu não.

Mas, no segundo seguinte, ocorre-me que não é esta a mensagem que eu quero transmitir ao universo: desejo que nunca venhas a conhecer a dor que é querer ajudar um filho e não saber nem perceber como e, em 90% das vezes, ires às adivinhas; não te odeio, lamento-te... lamento que não tenhas mais discernimento para pensar além do que os teus olhos vês; e fico feliz por me dares a oportunidade de fazer, eu própria, a minha comparação com os teus filhos: as minhas filhas com autismo são bem educadas. Não posso nem quero desperdiçar a minha energia contigo porque, talvez já tenhas reparado, eu preciso dela para me dedicar ao que é realmente importante para mim - as minhas filhas. E, felizmente, nesse campo, o treinador sou eu e tu e as tuas opiniões descontextualizdas e inconscientes valem zero.

 

 

Antes de terminar, deixa-me só dizer-te mais umas coisas: tolerância, inclusão, sociabilização - não gosto do teu perfume/aspeto de tia de cascais/de gordo desleixado/dos teus filhos a apontarem dedos mas tolero e não faço nem digo nada que te possa magoar, não são contas do meu rosário - ajudo-te se vir que precisas; não me agrada mesmo nada que te sentes na mesa ao lado e metas conversa comigo ou com as minhas filhas, mas somos todos diferentes e, apesar do teu olhar estrábico ou de seres obeso, eu não te rejeito pelo teu aspeto nem pela tua deficiência, acolho-te e incluo-te naquele meu espaço, dou aulas aos teus filhos sem nunca deixar que as suas ações interfiram com o meu profissionalismo; mesmo que não te agrade - e, acredita, é mútuo - levares comigo e com as minhas filhas, eu não vou desistir de sair com elas, de tomar café com elas, de ir às compras com elas, de as ensinar a atravessar a estrada porque sociabilizar é também aprender a conviver em sociedade e ser-se tolerante e inclusivo. Reparaste como estas coisas funcionam como um ciclo?

 

Vê em vez de observares apenas. Todos nós nascemos com um cérebro: usa-o. E, mais importante, arranja uma vida em vez de te preocupares com a minha.

 

 

 

 

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publicado às 21:45

O que se lê/leu por cá...

por t2para4, em 22.08.15

... nestes últimos anos... Que vergonha, tanto tempo sem atualizar esta área e eu até tenho lido bastante. Eu e as piolhas!!

 

Há cerca de 3 anos atrás, decidi ler, de uma assentada só, os livros mais históricos de José Rodrigues dos Santos e, seguindo o fio condutor dos enredos passados durante a I Guerra Mundial, li também um livro de uma autora grega (Ilse Losa) que relatava a mesma guerra sob outra perspetiva. Foi bastante interessante e aprendi muito. Já com uma maturidade e interesses que não tinha na altura em que isto era matéria de estudo, agora, tudo me pareceu muito mais acessível.

Entretanto, dali, ainda no mesmo verão e meses seguintes, passei para conteúdos acerca da II Guerra Mundial e da Ditadura e pós-revolulção em Portugal. E voltei a sentir o mesmo. E é sempre muito enriquecedor ler várias versões do mesmo acontecimento sob várias outras perspetivas.

 

A maioria dos livros que li, foram requisitados na biblioteca da minha localidade ou emprestados por amigas. Alguns são meus, outros foram ofertas, outros estão em formato pdf.

 

Portanto, li:

 - A vida num sopro , A filha do capitão e O Anjo Branco a que, juntei em leitura, todos os romances publicados desde então, de José Rodrigues dos Santos (O Homem de Constantinopla, Um Milionário em Lisboa e as aventuras de Tomás Noronha, nos restantes livros. Detestei, mas detestei mesmo! este recente A Chave de Salomão: parecia que estava no Departamento de Física da FCTUC a ter aulas de Física e não de Letras!!!! Tão exaustivamente teórico e com explicações tão detalhadas de conceitos de física e química e cenas quânticas que não consegui apanhar metade. Não foi um livro fácil de ler nem me captou... E, mesmo tão explicativo em determinadas coisas, fiquei sem entender bem na mesma...)

- O mundo em que vivi, de Ilse Losa.

- Um Amor em Tempos de Guerra e Os retornados de Júlio Magalhães. Depois encantei-me com a escrita e conteúdos históricos e segui com Longe do meu coração

L'oasis secrète , de Paul Saussman, em francês e adorei. Para quem gosta de thriller histórico-qualquer coisa, aconselho.

- Todos o que apanhei à mão de Philippa Gregory, desde 2012 até ao momento. Devo confessar que acabei de ler o último em versão pdf, em Inglês, de seu nome The Red Queen. Adoro esta escritora, o cuidado bibliográfico que tem, a sua escrita. E adoro os períodos históricos de Inglaterra que retrata. Ainda me faltam ler alguns que estão em pdf, à espera que os passe para o tablet para ser mais simples de ler do que no pc

- Mas o período americano e até o colonialismo inglês também têm o seu interesse e, no meio de muita ficção e romances de faca e alguidar, consegui gostar de Nunca me esqueças, Nunca digas adeus e Segue o coração de Leslie Pierce.

- Catherina Anderson e Nora Roberts são leitura para desanuviar. Não são autoras cujos livros eu vá a correr requisitar ou pesquisar na net para download.

- Danielle Steel: comecei a ler, em versão inglesa, e não consegui passar do 1º capítulo... Não me convenceu nadinha. Nada mesmo. E nem Earl não sei quê com as 50 Sombras de Grey. Nem peguei no livro e não o farei. Fazem-me um bocado de espécie enredos onde as mulheres são umas coitadinhas deslumbradas que ficam afortunadas com não sei quê.

- Billy Hopkins com um Kate's Story de que gostei muito - período inglês da Revolução Industrial - e um thriller interessante de Nicci French The Safe House

- Os crimes do monograma, um Agatha Christie's relançando um Poirot ressuscitado (salvo seja), foi um presente de aniversário. Deu para matar saudades do homenzinho de olhos verdes e bigode peculiar.

- depois de uma obra sobre pintura do século XIX, em especial um quadro muito peculiar, O Deus da Primavera, li um livro sobre os bons costumes americanos no início do século XX, Rumores.

- De volta ao romance histórico, saio da corte de Henry VI e da Guerra das Rosas para um tempo anterior, que une Inglaterra e Portugal, Filipa de Lencastre de Isabel Stillwell. Para minha grande infelicidade, a biblioteca local não dispõe de nenhum outro exemplar da autora e os preços de compra são proibitivos, pelo que, acbada a leitura deste, ficou todo o resto em stand-by.

 

Neste momento, leio as obras de Sir Conan Arthur Doyle e o seu Sherlock Holmes, que dispensa apresentações e ligações externas. Estou a ler pequenos contos, publicados depois das grandes obras. E, agora que vi os filmes com Robert Downey Jr. e a série com Benedict Cumberbatch (estou apaixonada, a sério... Adoroooooo. O seu Sherlock é algo de incrível e aqueles traços de autismo fazem-me sentir uma proximidade com a personagem que só pessoas com um diagnóstico destes por perto entendem. E apercebi-me que, tal como ele - a personagem - as piolhas também têm um mind palace... E uma organização de ideias muito semelhante em determinados momentos. Mas não são génios. Um pouco antissociais mas já me custou mais que agora), ler os livros faz-me imaginar todo aquele final de século XIX com um Sherlock de voz grave.

Em cima da mesa de cabeceira, aguarda-me o livro "Demain, j'arrête!". Lá chegaremos.

 

Bem, creio que a atualização está feita. Prometo não deixar passar tanto tempo... Parece mal... E ainda para mais para quem acaba por ler tanto. E pensava eu que lia pouco... Afinal...

PS - Obviamente que não entram para aqui, leituras prazentosa, livros sobre autismo nem sobre a minha profissão. Isso já daria para uns outros quinhentos...

 

 

 

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publicado às 17:59

Numeração romana e um relógio de sol

por t2para4, em 21.08.15

E, assim, de forma extremamente simples, lúdica e clara, as piolhas aprenderam o básico da numeração romana. Com um relógio de sol fantástico, perto da marina da Figueira da Foz, de olhos postos na conjugação de pedras da calçada com espreitadelas ao sol para ver onde faria incidir uma ténue sombre (visto que estávamos no pico do dia), a "aula" improvisada foi um sucesso.

 

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A correr do I que significa 1, a juntar todos os I até perfazer um III que quer dizer 3, lá descobrimos um erro no 4 que estava marcado como IIII quando deveria estar IV. E expliquei que, um I antes de outra letra era para se fazer uma subtração, depois era para fazer uma soma. Depois de saber que o V é um 5, o resto foi canja até ao X, que é 10. Saber a tradução de VIII e de IX para números já foi na boa e queriam era correr ainda mais para chegar ao XII e ter o relógio completo.

No final foi ver que horas eram. A sombra tão direitinha parecia mesmo um ponteiro que oscilava (estava vento ou não fosse essa uma das maiores características da Figueira) entre a I e as II. Foi depois necessário falar da mudança de hora (algo do género: estes relógios existiam antes do acordo mundial de mudança de hora, por isso, temos que adiantar ou atrasar a hora que marca no chão para a hora que os nossos relogios atuais marcam - nada de mais explicações).

 

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As letras L, C, D, M  e traços e combinações ficam para uma outra altura, para um outro local.

A verdade é que, entre brincadeiras, a pouca vontade de caminhar - a pé... que raio de mania esta de os humanos terem que se deslocar prioritaria e maioritariamente a pé para tudo... se dependesse delas, não o fariam de boa vontade - desvaneceu-se num instante. E até a verificação da maré baixa pelas marcas da água no cais e visibilidade de imensas algas e mexilhões ficou, subitamente, muito mais interessante!

 

 

 

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publicado às 23:13

Oh boy... um estranho sabor agridoce

por t2para4, em 17.08.15

É o que sinto agora...

Setembro aproxima-se demasiado rápido para os meus desejos e vontades. Ainda não consegui recuperar nem um décimo do anterior ano letivo e já estamos a enfiar-nos num novo...

Os últimos meses do anterior foram tão desgastantes, tão trabalhosos, tão complicados que estou francamente apavorada com o começo de 2015/2016. Por todos os motivos e mais alguns.

 

E, quando é que parece que estamos mesmo mesmo mesmo a enfiar tudo nas mochilas e a despachar os miúdos para a escola?

- quando o tempo está bipolar (como tem estado nos últimos dias)

- quando era suposto eu estar na praia mas não posso porque está demasiado frio para isso e... chove

- quando vou buscar os manuais porque já chegaram

- quando sou forçada a comprar materiais de que preciso antes do início das aulas (material de encadernação - principalmente -, lápis, canetas de pintar, etc. para aproveitar promoções)

- quando vejo os livros em leque e penso "oh meu deus... só mais um mesito, só mais uns dias de sol e dolce farniente..."

 

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Para não me sentir tão escolástica e académica, acabei por oferecer um livro diferente às piolhas. Como, na maioria dos passeios que temos dado, há uma mini-aula de História por detrás que muito as tem entusiasmado, achei que não se perdia nada se abordássemos em poucos minutos os mais de 8 séculos de Portugal. O livro é fantástico e cativante e está atualizado (edição de 2014). E sempre se abrem mais os leques a outros reis que não D. Dinis e D. Isabel de Aragão, D. Afonso IV e D. Pedro e os seus (des)amores e D. João de Avis e D. Filipa de Lencastre...

 

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Mas, seja como for, o início de um ano - mesmo que seja letivo - é sempre um início, certo? Portanto, bora lá pr'á frente qu'atrás vem gente! Cá nos safaremos!!

 

 

 

 

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publicado às 16:55

E assim foi o aniversário este ano

por t2para4, em 04.08.15

Simples, organizado e pensado por mim, com bolos feitos e decorados por mim, tudo em casa, já noite, depois das piolhas na cama, a dormir.

 

O tema não foge ao habitual: My Little Pony. Mas, este ano, com menos trabalho do que no ano anterior (aqui e aqui) mas mais diversão. E foi tudo uma questão de levar a celebração do aniversário para o ATL - já que iriam às atividades previstas - et voilà, uma festinha fantástica, um bolo giríssimo para partilhar com os colegas e outro com os avós e tia, e até direito tiveram a "canhão de festas" (leia-se tubo de confetis)! Ora, digam lá, se a Pinkie Pie não esteve presente nas suas preparações, eheheheh

 

 

 

Por partes, então.

 

Bolos

Simples, de iogurte, com pedacinhos minúsculos de ananás, regado com a calda, depois de frio e desenformado.

Comprei apenas pasta de açucar branca e rosa fúscia, uma forma de borboletas e corantes (usei líquidos, o que se revelou extremamente difícil de manusear depois de misturados na pasta) e velas brilhantes. Imprimi a cores os desenhos das bonecas, colei aos sticks e coloquei no bolo.

Usei a pasta de acuçar branca misturada e amassada com umas gotas de corante para dar o tom arroxeado que têm. Estiquei e cobri o bolo.

Fiz o mesmo processo para as borboletas (que moldei e cortei com a tal forma) e para os arco-íris, que fiz rolinhos com as mãos (juro que, sempre que precisava de moldar ou rolar tirinhas para o arco-íris, só me lembrava da plasticina...).  As nuvens cortei com a ponta afiada de uma faca e usei um cotonete para suavizar os bordos, visto que não tinha uma forma para isso. Para evitar a transferência de cores entre decorações, usei luvas de silicone e papel vegetal como base.

Para rematar o fundo dos bolos, usei uma fita de organza que atei à frente e toda a decoração seguiu daí.

No 2º bolo, começou a faltar material e tive que improvisar, usando as sobras de pasta que ainda por cá tinha. Felizmente, correu tudo bem e fiquei com o bolo decorado.

Não ficaram bolos como os de catálogo mas ficaram bonitos aos olhos de quem mais importava e deliciosos para as bocas de todos.

 

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Festa

Foi uma pool party, na verdadeira conceção da palavra. A manhã foi passada na piscina local com os coleguinhas e monitores do ATL. E divertiram-se tanto, tanto! Foi fantástico estar todo aquele tempo na brincadeira e nos mergulhos e nas chapinhadelas e, depois, secar a jogar UNO com os colegas que se juntavam cada vez mais para irem entrando no jogo que, a certa altura, parecia interminável. Fiquei de coração cheio.

 

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A hora de almoço, ao estilo picnic, trouxe o bolo como sobremesa bem como o "canhão de festas" que fez as delícias de todos. E elas tão felizes!!!

 

À hora do lanche, depois de se despedirem dos colegas e monitores, depois de uma bela banhoca quentinha, vestidas a rigor como Equestria Girls (Twilight Sparkle e Fluttershy), seguimos para a parte 2, com a família próxima. Mais uma nova cantoria de "parabéns a você!" e um novo disparo do canhão de festas que pregou um belo susto ao pai e ao avô!! E elas riam a bandeiras despregadas, sopravam velas já apagadas, comiam a cobertura colorida do bolo, rodeadas de presentes, confetis, serpentinas e, acima de tudo, muito muito amor.

 

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E, contas feitas, ficou tudo acessível: pasta de acuçar a 1,5€/100gr (comprei 250 da branca e 100 da fúscia, tinha ainda cerca de 400 gr de pasta branca em casa), tubos de confetis a 2, 25 €, velas brilhantes 1€, sticks 0,65€, formas de borboletas 1,25€ - tudo nas lojas chinesas, fatos de carnaval reutilizados neste dia (post para um dia destes).

 

 

E, no fundo, éo amor que dedicamos a fazer os nossos filhos felizes que mais importa. Festas grandes, com muitos adultos que nada lhes dizem e com os pais ocupados a cuidar desses adultos, só trazem confusão e gastos, cansaço, impulsos que não conseguem controlar, estímulos aos quais não conseguem escapar. Para elas, valorizam mais estarem com os colegas próximos e só não vieram os da turma e priminhos porque estavam ocupados ou de férias. O que mais importa é estarem rodeadas de quem significa algo para elas e as aceita como são. Sentirem-se amadas e serem felizes. E foi divinal ouvir "obrigada, mãe, gostei muito deste dia! Foi muito fixe!"

 

 

 

 

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publicado às 21:55

Parabéns às minhas Marias Capazes!

por t2para4, em 27.07.15

Sim, elas também são umas “Marias Capazes”!

 

Desde o primeiro instante.

Agarraram-se ali, teimosa e afincadamente, à vida. O que aconteceu ao seu lado, na outra bolsa, não era o que tinham previsto para si mesmas, por isso, cada uma na sua bolsa mas com o mesmo elo comum, lá cresceram, se tornaram cada vez mais fortes, foram surpreendendo pela sua garra e tenacidade, arrumaram o espaço minúsculo que aquele T0 lhes proporcionava e lá se prepararam para nascer, surpreendendo tudo e todos – mais uma vez e, como sempre.

 

Foi há 8 anos.

 

 

O espírito guerreiro, conquistador e batalhador mantém-se. Continuam, como sempre, a surpreender, a conquistar, a alcançar - um passo de cada vez, às vezes em corrida, outras vezes em passinhos de bebé, nunca desistindo!

O esforço e a tenacidade também se mantêm. Todos os dias há algo novo para aprender e algo novo que as faz recuar. Mas, como sempre, surpreendem e encaram essas novidades imprevistas e, algumas vezes, inoportunas, com garra e chegam onde os outros chegam. Não é preciso atingir a perfeição nem a suposta “normalidade”. Houve tempos em que, eu mãe, a buscava mas, hoje, passados 8 anos e tanta vida vivida, apercebo-me que há coisas/momentos tão mais importantes e úteis do que a dita “normalidade”.

A energia non-stop e o carisma que fazem toda a gente apaixonar-se por elas mantêm-se inalteráveis. O mundo é para explorar! Que seca aquela parede tão lisa sem se poder trepar por ela acima!! E para quê sapatos se o chão é muito mais divertido e certo, muito mais sensorial e fresco! E, com um sorriso ou uma tagarelice marota, não há rancores nem zangas nem ralhetes nem castigos que durem muito tempo. Impossível!

Ser cientista de si mesmo parece o mojo recente – que é como quem diz, dos últimos 8 anos, mantendo-se também sem fim à vista. Quem resiste a uma experiência linguística em formato elogio mas com o sentido todo trocado? Porque havemos de dizer “estou fresca que nem uma alface” logo pela manhã quando nos sentimos joviais e cheios de energia mas já não se utiliza isso para dizer “mãe, és tão linda como uma alface” quando queremos dizer a mesma coisa? Por aqui, desde 2007, que somos cientistas e estudiosos em várias áreas de expertise. E we keep getting better and better!!

 

 

8 anos depois e, volvido todo um percurso que não se avizinhava de todo pelo duplo risco vermelho naquele pauzinho branco, as minhas meninas são umas Marias Capazes.

Capazes de surpreender sempre, desde sempre; capazes de aprender da forma mais espantosa sem ajuda qualquer; capazes de aprender com quem as entende e compreende; capazes de ser felizes, não importa o quê/quem/onde/como; capazes de fazer frente aos mais negros diagnósticos e perspetivas; capazes de lutar por si mesmas; capazes de mostrar educação e valores que já se tornam raros; capazes de uma honestidade que já começa a fazer falta.

 

São as minhas Marias Capazes, as minhas princesas, as minhas bebés a crescer e a surpreender, como sempre…

Parabéns. Por mais um ano, por tudo.

 

 

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publicado às 00:01

Pintar e desenhar!

por t2para4, em 16.07.15

Já não temos paredes disponíveis para mais pinturas... Nem sequer na garagem (aqui)! Mas hoje queriamos pintar juntas, num espaço grande sem preocupações com as tintas e as gotas que salpicam e sujam.

Voltámos à garagem mas desta vez com uma grande tira de papel pardo (que me sobrou de uma grande atividade de há uns meses) e sobras de tintas. Muitas delas ansiavam pelo seu fim pois já estavam com os pigmentos a estragar...

E foi muito giro. Fizemos desenhos, inventámos personagens novas, criámos espaços, misturámos cores, fizemos uma grande sujeira e utilizámos outros materiais para dar cor àquela tira de papel.

 

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Porque pintar é divertido, atua como regulador, estimula a criatividade e a imaginação! 

Porque gostamos de pintar e inventar!

Porque é fixe e é umas das atividades de verão mais fantásticas a fazer já que, logo a seguir, temos uma banheira à nossa espera para limpar as nossas marcas de guerra!

 

 

 

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publicado às 20:49

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