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Chaos in the morning, hmmm, delicious

por t2para4, em 23.08.14

(suspiro) É desta que me dá uma coisinha má.

Desde 2ª feira que não sei o que é dormir uma noite completa, não ter insónias, não acordar preocupada com febres ou afins. Agora que não há febre, a noite foi atribulada por causa de dores de ouvidos que desapareceram miraculosamente de manhã (go figure...).

Mas a melhor parte do dia (e ainda só são 10h30) é mesmo sentir um cheiro estranho pela casa toda e não associar a quê, levantar-me e deparar-me com...

- as piolhas cheias de verniz das unhas verde-azulado no pijama, cara, braços, pernas, etc.

- a mesinha de centro cheia de verniz e top coat em forma de pegadas de poneis

- poneis totalmente pintados de verniz

- barbies com cores de cabelo tout à la mode

- a minha carpete com pintas de verniz

- toneladas de toalhetes no caixote do lixo mais verde-azulados que brancos

 

Resultado:

- uma dor de cabeça brutal por causa do cheiro (e abri logo as janelas)

- metade de um saco de discos de algodão usado na remoção do verniz

- pijamas no caixote do lixo

- mesinha de centro a precisar de algo que lhe dê brilho depois de levar com litros de acetona em cima

- poneis e barbies nem lhes mexi

- salvamento da carpete (yes! consegui)

 

E, agora, a pergunta dos 100 mil euros: por que raio só lhes puxa o coiro para fazer disparates deste género, a sério? Quando nao se besuntam de creme para os  lábios no cabelo, dá-lhes para isto... E piora sempre quando recuperam de maleitas! Não devem ser da mesma estirpe das minhas...

aiii, vou precisar de tirar férias das férias...

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publicado às 10:53

Ler antes de agir

por t2para4, em 19.08.14

 

Eu acredito que as intenções possam ser as melhores, mas há casos e casos... Por mim, prefiro que falem comigo antes, em vez de abordarem as piolhas.

 

 

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publicado às 12:03

São as férias das piolhas

por t2para4, em 18.08.14

Não estamos de ferias. E há várias razões para isso, incuindo a económica.

Mas, independentemente do que nos impede de fazer malas e sair por um fim de semana que seja, quero que as piolhas achem que estamos de férias, melhor, quero que elas se sintam de férias.

Estas paisagens maravilhosas das fotos ño blog ou no facebook do blog são quase ao lado de casa, dentro do distrito de Coimbra. Numa manhã temos viagens e praia feitas, evitando assim as horas de sol a pique - aproveitando as horas de sol suave e saudável - e a confusão de pessoas que, entretanto, vem chegando.  
O marido tem trabalhado que nem um louco, em turnos completamente alucinados, pois o desemprego está de novo na minha pele... (que, apesar de tudo, espero ter resolvido já no próximo mês). Nessa altura, está prometido, iremos passar um fim de semana fora, agendado há imenso tempo e que aguardo com impaciência!!!
Seja como for, não deixa de ser bom para as piolhas perceber que a sociedade tem regras bastante distintas, que há profissões que não seguem o calendário escolar, que os pais fazem de tudo para lhes proporcionar memórias felizes e fantásticas. E, às vezes, como é o caso agora, é só uma questão de redescobrir o que existe aqui ao lado...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 (apesar de não identificadas, todas as fotos são da minha autoria)

 

E, as férias grandes, também são isto: passeio, trabalhos escolares para não se esquecer o que se aprendeu, almoços/jantares em casa da avó, brincadeiras até à exaustão no jardim, idas ao parque, visitas a monumentos, compras, aviar recados com a mãe e estarmos juntas 24/7 até ao regresso às aulas. Um regresso às minhas férias grandes da infância.

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publicado às 21:16

Em estado aquático

por t2para4, em 16.08.14

 

 

 

 

 

 

 

 

Vamos aproveitar as vagas de calor ao contrário do que faz a maioria das pessoas: praia, água, rio, whatever!, de manhã, pelas horas de sol em que nem é preciso colocar protetor solar, picnics, tardes de jogos, descanso e sestas.

Já voltamos.

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publicado às 15:41

Descobrir a escrita

por t2para4, em 14.08.14

Uma das piolhas, de há uns dias para cá, descobriu que é giríssimo escrever (à mão, no seu caderno, com lápis e borracha) histórias que inventa. Eu acho isto, pura e simplesmente, fantástico, ainda que, no final, depois das correções, tenha que interpretar o que ela quer transpor para o papel pois aquilo que pensa é mais rápido do que aquilo que escreve e sai um texto um pouco confuso.

No entanto, adoro esta nova fase, esta nova descoberta, este novo prazer que ela tem em querer escrever o que bem lhe apetece e inventar para poder usar as palavras que quer. Ontem fazia questão de usar a palavra "acidente" que tinha lido num cabeçalho de um jornal. Hoje quis usar a expressão "ir contra a árvore", vá-se lá saber porquê.

 

E, é assim, nunca um momento de descanso. Por trás desta nova fase, acaba por estar trabalho escondido: motricidade fina, interpretação, escrita, desenho das letras, aprendizagem, reescrever os erros da forma correta, etc.

 

Talvez assim, o novo ano letivo não comece de forma tão caótica como no ano anterior... E com um gosto cimentado, pode ser que as coissas corram melhor para todos...

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publicado às 11:16

https://hypescience.com/apesar-de-ser-uma-doenca-autismo-nao-e-defeito-mas-sim-pode-ter-muitas-vantagens/

 

Interessante de se ler. Não concordo com o título "doença". Perturbação, síndroma, desordem, sim; doença não. As minhas filhas não são doentes.

 

No entanto, isto deixa-nos a pensar... Por que razão tudo o que escapa à suposta normalidade, tudo o que não é padronizado, tem de ser visto como atípico, anormal, diferente, mau? A genialidade também é algo fora do padronizado e, muitas vezes, considerada uma desordem, mas não deixa de ser admirada. E isso já é algo no bom caminho. Se a sociedade parar de ver as pessoas com deficiência intelectual (autismo incluído) como um problema e passar a encará-lo como um revés da medalha do que é neurotípico, aposto que as nossas lutas seriam extremamente mais fáceis.

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publicado às 10:44

"Oh captain, my captain"... Adeus...

por t2para4, em 12.08.14

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/morreu-o-actor-robin-williams-1666163

 

 

Nem acredito, é daquelas coisas que não se imaginam... Não houve drogas nem cenas maradas nem cancros nem suicídios nem coisas que achamos típicas de americanos ou de atores. Simplesmente, morreu, combatendo uma depressão profunda - talvez ai, sim, se possa falar em suicídio. Como é possível que alguém tão jovial, alguém cujos olhos riem, se tenha extinguido da vida para sempre? Não faz sentido...

 

Ficam as deliciosas vozes de desenhos animados, os filmes fantásticos, o "carpe diem" do "oh captain, my captain", que hoje parece fazer muito mais sentido do que nunca.

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publicado às 09:27

Tema: "My Little Pony", como no ano anterior, obviamente.

Com direito a pinhata, obviamente (cuja conceção foi igual à do ano passado, exceto na personagem que, desta vez, era a Rarity).

Com novas brincadeiras e uma surpresa.

 

Todas as coisas preparadas foram feitas em casa, por mim. Não tivemos festa de aniversário, do modo que se idealizou inicialmente, porque o marido teve que ir trabalhar mais tarde nesse dia (trabalho por escalas não é fácil...) mas, os convites seriam algo assim. Fiz um para guardar.

 

Os materiais usados foram cartolinas, folhas de papel colorido e alguns acessórios que uso nas minhas costurices. Depois foi só combinar e colar. O ponei é 3D, embora não pareça, pela foto.

 

Durante algumas noites, depois de as piolhas já dormirem a sono solto, entretive-me a pintar um mural com as 6 amigas poneis em festa. Ficou lindíssimo, modéstia à parte. E as piolhas, que só o viram no ATL, ficaram perdidas de alegria.

Só precisei de cartolinas e tintas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das melhores coisas desse dia foi o de ter partilhado a celebração, os cânticos de parabéns e as cargas de porrada à pinhata com um dos monitores que também faz anos no mesmo dia. E assim se passou uma excelente tarde, quase quase a ir de férias.

 

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publicado às 16:26

Como fazer um bolo arco-íris

por t2para4, em 10.08.14

E aqui se segue uma série de posts sobre o aniversário das piolhas que já deveria ter saído há imenso tempo... Mas, agora também dá.

 

As piolhas quiseram, à semelhança do que fizemos no ano passado, seguir o tema "My Little Pony". E, claro, o bolo teria que ser algo neste âmbito. Mas, ao invés de oo comprar, decidi fzê-lo eu mesma. Juro que, na véspera da sua confeção até dormi mal e sonhei com bolos coloridos grande parte da noite.

Fiz algumas pesquisas no google e dispensei os vídeos. E decidi seguir o mais simples e evitar confusões, até porque eu teria que fazer 2 (sim, dois) bolos: um para o almoço do dia de aniversário e outro para levarem para o ATL, no dia seguinte.

 

Assim, muni-me do que precisava e não tinha: corantes, uma forma redonda média sem buraco, muita paciência. E decidi-me por um bolo de iogurte, absolutamente banal.

 

A receita que usei foi esta, em dobro, para que o bolo ficasse alto e pesado, uma  vez que, a minha ideia, era que ele tivesse no mínimo 6 cores.

 

4 iogurtes de coco (que podem ser naturais ou de outro sabor qualquer)

1 copo (o do iogurte) de óleo

5 copos de açucar

8 copos de farinha

1 cálice de licor beirão (convém ser algo incolor ou com pouca cor)

8 claras (as gemas alteram as cores dos corantes. Guardei-as para usar em mousse de chocolate caseira, by Yämmi)

 

Não usei fermento e optei por bater as claras em castelo. No fim de misturados todos os ingredientes, pesei a massa que rondava os 2,700 kg. Dividi este valor por 6 e separei essa porção em 6 tacinhas, com a ajuda de uma concha.

 

Untei a forma com óleo e a ajuda de um pincel e polvilhei de farinha mas, na vez seguinte, já só pincelava com óleo.

Depois de tudo a postos, foi a vez de começar a colorir. E eu tinha que ser comedida pois os corantes tinham que dar para os 2 bolos.

Vermelho - gotas (usei umas 10) do corante vermelho mas ficous empre rosa. Não fiz questão de inventar mais nada.

Laranja - 6 gotas de corante amarelo e 2 de corante vermelho.

Amarelo - 10 gotas de corante amarelo.

Azul - 8 a 10 gotas de corante azul.

Verde - 6 gotas de corante amarelo e 2 de corante azul.

Roxo - 6 gotas de corante vermelho e 2 de azul.

No caso de as cores não ficarem ao gosto esperado, é só uma questão de ir juntando mais gotas até apurar. Não esquecer de lavar as varinhas entre massas, senão ficam as cores todas misturadas.

 

Vai ao forno, uma massa de cada vez (porque só tenho 1 forno e 1 forma), tipo panqueca. Fui espetando com um palito a ver quando estavam prontos - uns 10 a 15 minutos chegam - e depois virava a forma para cima de um pouco de folha de alumínio para irem arrefecendo. Entre cada fornada, não esquecer de untar a forma senão o bolo parte ou agarra.

 

 

 Depois de frios, é só encamá-los seguindo a ordem das cores do arco-íris. O recheio pode ser o que quisermos. Eu optei por usar chantilly num e natas batidas (mas ainda um pouco líquidas) no outro.

 

 

Fui pondo no frio enquanto ia preparando as coisas porque o chantilly depois não fica com a espessura desejada. No final, e com o calor que estava, de porta do frigorífico aberta, acabei de enfeitar o bolo: cobri-o de chantilly, salpiquei-o de confetes de açúcar coloridos, espeitei umas velas todas giras em cima de bases de açúcar e coloquei os poneis que as piolhas escolheram e que foram feitos pela Dragões e Criaturas Inc.

 

 

E, contrariando o marido e a minha mãe que achavam que o bolo não ia ficar nada de jeito e que valia mais comprar um e blá blá blá mi mi mi, eu fiz uma dança da vitória depois de sopradas as velas e fatiado. Estava lindo, húmido, delicioso!

 

 

O bolo do ATL foi apenas regado com as natas, depois de todo espetado com um palito das espetadas, e não levou recheio. Ficou mais simples mas igualmente saboroso e não sobrou nada para contar a história!

 

 

De manhã foi só colocar as mesmas decorações, enfiar o bolo numa caixa e ir cantar os parabéns e comer!

 

Como se vê, apesar do trabalho (afinal, acabei por fazer e cozer 12 bolos, no total), fica bem mais barato e imaginativo criar algo em casa. As piolhas estavam todas orgulhosas do seu bolo Rainbow Dash, feito pela mãe. E eu toda feliz por vê-las tão felizes. E é isso que importa!

E, sem o esperar, acabei por ter muita sorte: os gatos dormiram toda a tarde e não andaram debaixo dos meus pés a empatar-me; as piolhas estiveram entretidas no quarto, onde parecia ter passado um furacão força 10.

 

 

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publicado às 15:02

Adivinha (das difíceis)

por t2para4, em 06.08.14

Ora, adivinhem lá, o que é, o que é, que parece uma base de um piaçava (ou piaçaba? ) mas não é?

Pista (muito importante): envolve poneis...

 

 (PS - just for the record, esta coisa nunca foi usada... Só precisava do escovilhão mas não se vendia em separado)

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publicado às 19:49

São estas pequenas coisas...

por t2para4, em 04.08.14

... que sinto que nos parecem ter sido devolvidas porque eu acredito e sinto que nos foram roubadas desde que as piolhas nasceram.

Estamos tão habituados a ter as coisas por garantidas que só lhes damos o devido vaor quando não as temos ou as perdemos. A verdade é que, connosco, todas as pequenas coisas são alvo de festejos ou de alegrias. São pequenas conquistas, extremamente árduas. E o valor e o sabor que elas têm não se comparam a nada do que possamos imaginar.

 

Na semana passada tivemos um pequeno aperitivo, chamemos-lhe assim. Pela primeira vez em 8 anos - sim, em 8 anos!!! - tivemos uma manhã de praia! Whooohooooo!!!!!!!!!!! Praia, senhores, praia, daquela com areia e mar e sol e sabor a sal e escaldões e chapéus na areia e areia em todo o lado e ondas, ahhh, as saudades que eu tinha disto. Pela primeira vez, uma vez que ao longo do tempo, desistismos de ir para estes lados com as piolhas porque era impossivel, tivemos uma manhã inteirinha de praia. Maravilhosa! A água estava fenomenal, a areia estava limpa, o dia estava lindo, tudo se combinou de  forma perfeita para uma manhã impecável. Foi bom para todos.

 

 

Mas há mais!

No fim de semana metemo-nos, sozinhas porque o pai foi trabalhar, numa viagem de 200 e tal km. E não é que correu bem? Não me enganei - vá, entrei no estacionamento errado e estava a chover e, à volta, segui as indicações do GPS que me mandou por um outro caminho -, passámos o dia quase todo longe de casa sem qualquer problema/birras/meltdowns/fitas/etc etc etc, estivemos com amigos daqueles que lamentamos não viverem mais perto de nós e fizemos uma viagem segura. E descobrimos a loja da Disney, que é uma perdição, dio mio.

 

 (qualquer dia, deixamo-nos de tretas e embarcamos...)

 

 Mas, ainda há mais!

Hoje o dia começou cedo! Passeio! Uma piolha quis levar a bicicleta, a outra quis ir a pé. E atenção, porque, entre voltas e voltinhas, ainda se fazem uns 2 ou 3 km a pé.

Não tenho palavras. Não consigo encontrar palavras que descrevam o que sinto quando me sento numa esplanada com as piolhas, a tomar café, um simples café, e elas sentadas a meu lado, a conversar comigo sobre tudo e sobre nada, apenas sentadas enquanto eu tomo um café. Isto é tão gigantesco. Algo totalmente impensável no ano passado ou há 2 anos.

 

Criámos um horário de trabalho que engloba saídas, trabalho, yoga e muita brincadeira. Foi feito em conjunto e é totalmte flexível para saídas especiais e folgas do pai.

 

 

E foi isto:

 

 

 

 (o pormenor do Quico todo esparramado ao colo da piolha enquanto elas faziam a fichinha de matemática)

 

Ao que se acrescenta uma consulta dos 7 anos perfeitamente normalíssima, tudo fantástico, aliás, elas próprias disseram à enfermeira e ao nosso médico que estava tudo bem, só iam vê-lo.

 

E, para terminar, foi a loucura!!!! Enlouquecemos e decidimos aproveitar a maré e ... trrrrrrrrrrrrrrrbbbbrrrrrrr, rufam tambores.... ir ao restaurante!!!!!!!!!!!!!!! E foi sen-sa-ci-o-nal!!!!!!!!!!!! Oh yeah!!!!!!!!!!!!! A nossa primeirra ida a um restaurante!!!!! As piolhas estiveram impecáveis, aguentaram todos os procedimentos normais da ida a um restaurante (o escolher mesa, o sentar, o consultar a ementa, o escolher a comida, o esperar que a comida chegue, as bebidas que chegam primeiro, o esperar que uns acabem de comer quando outros já terminaram e terem que permanecer à mesa, o escolher de sobremesas, o pagar, o sair). Parece algo banalíssimo mas, para as piolhas, isto é algo tremendo que não conseguimos fazer desde os seus 2 anos (e já nessa altura era complicado...). Foi um passo tão importante para nós, tão cheio de significado.

 

Fomos a um restaurante chinês e levámos a tia. Não pedimos doses especiais para elas, apenas o que nós todos comemos e elas comeram connosco. E  foi muito bom vê-las tão bem. E felizes!

 

 

 E, posto isto, in your face autism!

"Because I'm happy,

Clap along if you feel like a room without a roof
Because I'm happy
Clap along if you feel like happiness is the truth
Because I'm happy
Clap along if you know what happiness is to you
Because I'm happy
Clap along if you feel like that's what you wanna do"

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publicado às 23:06

Diz que hoje é dia dos gémeos

por t2para4, em 01.08.14

Por isso, feliz dia dos gémeos!!!

 

 

Cumprimentos a todos os pares e triplos que conhecemos, desde familiares, amigos e conhecidos. E são muitos! Admirável mundo este da gemelaridade e que tanto me fascina, quer pelo interesse em si, quer pelo facto de, entre mim e o marido, termos conseguido combinar, de forma natural, os nossos genes e a nossa hereditariedade e termos tido as nossas gémeas (que teriam sido trigémeas, não fosse uma das bolsas não ter vingado, mas isso é outro assunto).

 

Um feliz dia, portanto!

E, por aí? Quantos gémeos - pais, filhos, avós, etc. - nos leem?

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publicado às 12:31

Antes de mais, parabéns meus amores por mais um aniversário. Eu sei que vocês passam a vida a ouvir isto de toda gente que vos conhece desde que nasceram mas é a mais pura das verdades: vocês estão enormes, vocês são lindas e o tempo passa mesmo rápido. Não para vocês que andam a desejar fazer anos desde julho de 2013 e ainda não chegou o dia 27 de julho de 2014 e já pensam no aniversário de 2015. Einstein, um cientista fabuloso de quem eu gosto muito, explica tudo isto com a sua Teoria da Relatividade. O mesmo tempo que para vocês tanto demora a passar, para mim, passa muito rápido. E daí eu vos dizer tantas vezes que até parece mentira, vocês tão pequeninas e, de repente, já tão crescidas...

 

Hoje, gostaria de vos contar como nasceram e o que senti quando vos vi. Não vou demorar muito, prometo.

Depois de muita confusão com internamentos e tratamentos, na 6ª feira, dia 27 de julho de 2007, por volta das 11h, a médica manda-me para o bloco de partos (vocês estavam em amena cavaqueira, voltadinhas de frente uma para a outra, sentadinhas na boa, mas a apertarem imenso os meus rins) para cesariana depois de saber se havia vagas nas incubadoras, o que acabou por não ser preciso. Já estava a dieta 0 desde a véspera. Vieram uma enfermeira e uma auxiliar preparar-me, puseram-me numa maca e ala para o bloco.

Lá, a equipa de enfermeiros apresentou-se e tentaram acalmar-me (estava um bocadinho nervosa e ansiosa por vos conehcer, para ver a vossa carinha...) e começaram os preparativos. Entretanto, chegam os anestesistas que me perguntam se queria fazer a cesariana com anestesia geral ou com epidural mas eu não fazia ideia! Expliquei-lhes que só tinha 2 exigências: não sentir dor alguma e que a gémea da minha esquerda era E. e a da minha direita a B. (escreveram os vossos nomes e o meu nas pulseiritas que vos colocaram mal nasceram. Eu já sabia bem quem vocês eram e nem as vossas muitas mudanças de posições me enganaram). Bem, o anestesista explicou-me que, em termos de recuperação, com epidural era muito mais rápida e que não havia interferência alguma com os bebés enquanto que a anestesia geral já comporta mais riscos a nível de reacções alérgicas, complicações cardíacas e recuperação mais lenta. Perguntei o que seria melhor para os bebés e ele respondeu-me que seria a epidural e eu decidi que o que era bom para vocês, seria bom para mim.

Piolhas, não custou nada e a sensação que eu tinha era que estava no dentista: sentia remexer e repuxar como se me estivessem a arrancar um dente mas na barriga e não na boca. Tudo tranquilo!  A certa altura, ouvi o aspirar de águas e a médica a perguntar-me o teu nome, tu 1ª gémea, a da minha esquerda, que nasceste às 12h46, com 2,430 kg, já a fazer xixi e có-có,  muito despachada. Não há palavras que descrevam o que senti nesse minuto... Eu queria tanto tanto tanto ver-te e pegar-te mas a enfermeira disse-me que a primeira pessoa a ver os bebés era sempre o pediatra. Dois minutos depois nasces tu, minha piolha B., com o mesmo peso da tua mana, 2,430 kg... e volta a sensação indescritível. Mostraram-me as meninas mais bonitas do mundo e, mais uma vez, nada descreve o que se senti no momento... É algo tão arrebatador, tão pleno, tão inundante de amor, que parece que vai rebentar o meu coração. O pai viu-vos pouquinho depois e deu logo colinho a uma de vocês enquanto a avó C. deu colinho à outra.

 

Descobri medos que julgava não serem possíveis existir, descobri que é possível dois seres minúsculos nos ensinarem mais que um mestre, descobri que o amor pode muito bem ser verdadeiro/repleto/sincero/indescrítivel, descobri forças que nem sabia possuir e descobri que me assemelho cada vez mais a uma mãe-ursa com as suas crias bem debaixo do nariz.

Descobri que, graças a vocês, amores da minha vida, somos - eu e o vosso pai - muito mais felizes e mais completos; vocês trazem luz, brilho e felicidade às nossas vidas todos os dias. Amamo-vos infinitamente.

 

Termino aqui, princesas. Desejo que passem um dia muito feliz e que gostem das surpresas que vos preparámos, que se divirtam muito e que, acima de tudo, sejam sempre - sempre! - felizes.

 

(só para a saudade e suspiro da mãe, vou colocar aqui uma foto vossa, assim pequeninas, do dia em que viemos para nossa casa... )

 

 

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publicado às 00:02

Só uma espreitadela...

por t2para4, em 26.07.14

 

Um especial obrigada à Mee, que ofereceu estas - e outras belezas! - às piolhas, que, claro, deliraram!

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publicado às 22:02

As piolhas estão quase quase quase a fazer anos. Andam a contar os dias desde o início do mês mas esta semana entrámos no verdadeiro countdown.

Não terão a festa que tinha planeado fazer porque o marido está com uma escala de serviço muito complicada. Mas, nada que não se resolva e, em vez de trazer a festa a casa, levamos a festinha ao ATL. Ta-da!!!

Assim sendo, o t2 e seus habitantes (exceto os gatos), estão em modo preparação da festinha de aniversário. Falta muito pouco para tratar. Modéstia à parte, está tudo lindo lindo lindo. As piolhas vão delirar.

 

Curiosos? Saberão tudo tudinho muito em breve, todos os detalhes e fotografias.

Ah, tema? My little pony, claro, eh eh eh eh

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:50

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