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Texto adaptado do original em http://lifestyle.sapo.pt/familia/pais-e-filhos/artigos/20-sinais-de-que-e-mae-de-meninas, à realidade do t2para4

 

 

Apesar de terem momentos simplesmente arrapazados e se tornarem em marias-rapazes em casa da avó durante o tempo quente, trazerem leggings completamente rasgadas nos joelhos de cada vez que as vestem e vão para a escola, tenho duas pindéricas vaidosas em casa. E gosto! Gosto das duas versões! Uma não impede a outra!

 

 

Portanto:

1. O cesto da roupa suja é uma mina de brilhantes soltos, ganchos e puxos de cabelo e uma ou outra peça de roupa das Polly Pockets (go figure...).

2. Conhece cada palavra de cada canção alguma vez interpretada nas séries e filmes "My Little Pony", "Frozen", "Princesa Sofia".

3. Já teve de justificar a sua manicure aos alunos, quando tem unhas brilhantes ou uma de cada cor.

4. Sabe todos os nomes, enredos e príncipes, para cada uma das princesas da Disney. E, vamos ser honestas, também está secretamente muito animada para visitar a Disney. O momento em que ela vê pela primeira vez o castelo da Cinderela ou cumprimenta a Bela? É incrível! É favor incluir aqui "My Little Pony". Ainda hoje (re)vi pela enésima vez "Equestria Girls Rianbow Rocks" e fartei-me de cantar com elas.

5. Consegue perceber todas as piadas de pisar em Lego se estes forem substituídos por Polly Pockets ou Littlest Pet Shop.

6. Procura caminhos alternativos nos centros comerciais para evitar passar à porta de uma H&M (porque vendem lá roupa My Little Pony).

7. Já presenciou um colapso nervoso épico sobre… roupa. E sapatos.

8. Já viu a sua filha a pestanejar para conseguir o que quer (na maioria das vezes com o pai).

9. Ri-se todas as vezes que a sua filha calça os seus sapatos, agarra na «mala» e nas «chaves do carro» e diz «Estou pindérica?».

10. Já cedeu e deixou a sua filha ir ao supermercado vestida com um tutu e uma coroa de feltro porque simplesmente não quis ouvi-la aos gritos.

11. Já raspou autocolantes de todas as superfícies imagináveis.

12. Pode tornar-se profissional das coreografias das músicas "Equestria Girls - My Little Pony".

13. Justificou a presença de poneis em sua casa com um "mas elas aprendem tanto em inglês com os poneis" (o que é verdade. Hoje, ao (re)ver o filme, com legendas em inglês, notei que perceberam melhor que eu algumas falas e que leem aquilo na boinha).

14. Já subornou a sua filha para que ela vestisse algo incrivelmente bonito.

15. Já fantasiou sobre a sua filha se tornar um ás em algo decididamente não-feminino – carros ao estilo "Velocidade Furiosa" e "Overhauling".

16. À hora do jantar, tem que ordenar ao estilo militar que não quer poneis nem sofias nem ambers nem littlest petshop em cima da mesa..

17. Já foi a bruxa má, o príncipe, o bebé, uma princesa/sereia amiga e, sim, o gato, mais vezes do que consegue contar pelos dedos das duas mãos.

18. Já procurou online por mais do que uma vez torrents para sacar os últimos episódios do "My Little Pony" ou "Princesa Sofia".

19. Já viu as suas filhas realizar um movimento de dança sexy e quase caiu da cadeira (na realidade ia tendo um AVC).

20. Adora sair com as suas filhas para um «tempo de meninas», mesmo que não seja realmente uma mulher ultrafeminina.

 

 

Adaptado por Maria João Pratt e readaptado por moi

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publicado às 23:53

Tagarelice #39

por t2para4, em 20.11.14

Há já muito que não vinha postar as conversas das piolhas!

 

Todos os dias, ao acordar e enquanto bebem o leitinho, gostam de ir ao google pesquisar o que se celebra nesse dia. Hoje, uma das piolhas veio ter comigo e pergunta-me:

 "O que é 'consciência negra'?"

E pensei eu "Holly shit, como vou explicar os princípios da moral humana, de que somos todos iguais independentemente da cor da pele e das diferenças e que isto tem a ver com a luta contra o racismo?" Acabei por lhe responder, de forma demasiado simplística, que "consciência negra" era gostar e respeitar pessoas com um tom de pele de cor diferente, como alguns dos seus coleguinhas de turma, pelo que eles são e não porque têm uma cor diferente. E que, além disso, os coleguinhas delas eram muito giros e um deles tem um cebelo lindíssimo! E são bons meninos. E é isso que interessa.

 

Silêncio.

 

Resposta dela: "Então, hoje é o dia de sermos todos castanhos como os nossos colegas?"

Bato na cabeça à Homer Simpson mentalmente e digo "Não é sermos todos de cor de pele igual, é respeitarmo-nos por igual".

"Mas já fazemos isso!", exclama ela admirada.

 

E nada me enche mais de orgulho do que saber que as minhas filhas, apesar da complexidade dos temas com que a sociedade nos presenteia e da sua própria dificuldade em entendê-los (obrigadinha, autismo - ironia), são crianças que não vêm a diferença antes de ver a pessoa (aqui sim, sem ironia, obrigada autismo). E têm valores universais como o respeito e amor ao próximo.

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publicado às 12:57

Novembro - mês da prematuridade

por t2para4, em 16.11.14

E dia 17, o dia escolhido para assinalar a consciencialização e sensibilização para a prematuridade.

Toda a informação sobre o que é a prematuridade, o que é ser-se prematuro, que condições especiais um bebé prematuro requer, que tipo de prematuro pode um bebé ser, etc, uma verdadeira fonte de informação fidedigna em http://www.xxs-prematuros.com

 

As piolhas seriam consideradas prematuras pré-termo limiar, visto que nasceram às 35 semanas + 5 dias e com peso de 2,430kg. Seriam consideradas mas eu nunca as considerei prematuras por razões que explicarei à frente.

 

As piolhas sempre foram muito apressadinhas para nascer e cresciam demasiado depressa para o ritmo do meu útero. A certa altura, fiquei proibida de fazer festinhas na barriga ou de estar com a mão pousada (o que me custou imenso....) e até a sonda do ecógrafo fazia saltar o gráfico das contrações... Foi a muito custo pessoal e com muito empenho da parte da minha família e da equipa médica que me/nos acompanhou que as piolhas se aguentaram tão bem e tanto tempo, surpreendendo toda a gente com um peso excecional. O risco de super prematuridade surgiu logo às 24 semanas, altura das ordens de repouso absoluto. E o risco não era só para as bebés nem para mim, era para todos nós... O incrível é que a maternidade onde fiquei e onde fomos bem tratadas (exceto nas consultas de desenvolvimento mas isso são outros quinhentos), não estava preparada para receber mais bebés prematuros abaixo do peso considerado habitual. Quase todas as incubadoras estavam ocupadas e só havia uma de reserva no sótão + a do INEM em caso de necessidade. Esta hipótese esteve sempre pendente sobre as nossas cabeças até ao dia do parto. Lembro-me perfeitamente da angústia, do medo que senti e do quanto chorei quando a equipa médica se reuniu no quarto onde eu estava e falava como se eu não estivesse presente, ponderando uma transferência para os únicos locais do país preparados para bebés com tão baixo peso: ou Porto (no São João) ou Lisboa (na Estefânia). Mas ninguém se chegava à frente pois a viagem era um risco, quer de helicóptero quer de ambulância. Foi às 33 semanas e as ecografias mostravam bebés saudáveis (embora também pairasse sobre nós a ameaça de ter apanhado varíola, o que nunca se confirmou) mas com baixíssimo peso para o tempo de gestação. Acabámos por vencer essa batalha, à custa de imensa medicação e corpo deitado... Quando me punha de pé e precisava de andar, parecia que tinha as pernas descoordenadas e não aguentava o peso da barriga.
Entrei em trabalho de parto sem o saber. A equipa foi surpreendida e não dava para esperar mais. Lá veio a incubadora de reserva e o INEM foi alertado. Escusadamente porque as piolhas surpreenderam tudo e todos ao nascerem com quase 2,5kg!!!! Tudo impecável, capacidade respiratória perfeita, indíce de apgar normalíssimo, tudo fantástico e até mamaram na primeira meia-hora! O mecónio de uma foi feito mal nasceu, o da outra pouco depois. Portanto, órgãos a funcionar perfeitamente.

 

Apesar de não terem ido à incubadora, acompanhei de perto a luta das nossas amigas trigémeas e relembrava os gémeos da vizinha dos meus pais que cresceram lá em casa, todos prematuros. Uma das trigémeas nasceu com 650 gramas. Eu olhava para 1kg de arroz em casa e doía-me o coração... Estávamos as duas grávidas do mesmo tempo e, enquanto eu lutava para manter as piolhas na barriga, uma das gémeas dela começou a mostrar problemas com a placenta por estar a partilhá-la... Nasceram todas de 29 semanas: duas gémeas idênticas e uma fraterna. Foram meses infernais e de uma angústia horrível que aqueles pais passaram na maternidade, entre as minhas entradas e saídas e depois saída final, ao todo, cerca de 3 meses na maternidade e mais 1 mês no hospital da localidade dela... Ela foi a 1ª a ver as minhas filhas, acompanhada pelo meu marido e mãe. Uma amiga para sempre, umas meninas quase minhas também. Lembro-me tão bem, bem demais!, do aspeto que elas tinham quando começaram a livrar-se dos fios e das terapias e ainda tão vermelhinhas, tão cabeçudas, tão carequinhas, com os olhos tão salientes... E pensava que não era justo começar a vida numa luta tão grande e tão desigual. E sem saber se elas poderiam fazer o que todos os outros bebés fazem, sem dificuldades... Ninguém dava certezas de nada...
As sequelas, felizmente, foram mínimas, apesar de ter havido "buracos" na cabeça que demoraram a desaparecer. A que tinha menos peso sofre de paralesia cerebral a nível motor e precisa de fisioterapia regular e de injeções de botox no braço e perna esquerdos. Mas monta a cavalo melhor do que muitos adultos que conheço. Sozinha!
Hoje com quase 8 anos, estas meninas são lindas, inteligentíssimas, fluentes em 2 línguas, crescidonas e ninguém NINGUÉM diria que passaram por um calvário à nascença. Quantas vezes se me parava o coração quando via a mãe delas surgir na porta do meu quarto no internamento, lavada em lágrimas? Felizmente, essa má notícia nunca veio.

 

Para mim, as piolhas nunca apresentaram nenhum sinal de prematuridade exceto o tempo de gestação com que nasceram. E, tenho para mim, que essa ausência poderia ser, desde logo, um dos muitos sinais de autismo. Nunca quis e sempre objetei a sugestão da idade corrigida porque o que elas faziam/não faziam não batia nem coincidia com nenhuma das check lists que os pediatras por lá tinham. Aliás, sempre lhes fiz tudo, baseando-me na idade de nascimento. E, continuo a fazê-lo, apesar de saber que a idade comportamental deve agora rondar os 5 anos e a idade congnitiva há de andar algures perto dos 8 anos. Demasiadas idades dentro de uma idade cronológica de 7 anos e 4 meses.

 

Não tenho palavras para descrever a força com que estes bebés se agarram à vida, a luta que travam todos os minutos, as angústias e medos e sorrisos e dores e felicidade dos pais, o sabor de cada vitória mínima - aquilo que valorizamos quando aos outros é dado como facto adquirido. O pavor das sequelas, o ter que lidar com elas - quando existem - para o resto da vida, em família, desgasta relações, os pais e até os filhos. E é neste mundo cruel e injusto que vive uma mãe trabalhadora que tem lidar com tudo isto, acabando por perder o emprego ou meter uma licença interminável sem vencimento porque, durante os primeiros anos, tudo será um teste às imunidades que são diminutas, as ausências ao trabalho serão imensas, a impossibilidade de colocar os filhos numa creche uma realidade. E poucos, muito poucos, percebem que a prematuridade não é só no nascimento mas também durante muitos anos...


Por isso, hoje, haverá uma peça roxa no meu vestuário em honra das minhas lindas guerreiras trigémeas mas também de todos aqueles que lutaram desde o 1º minuto de vida, quando essa fase deveria ser de tudo menos de luta.

 

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publicado às 21:55

Estivemos em mais um evento

por t2para4, em 16.11.14

No 4D&Friends, como tinha referido anteriormente. E os motivos prendem-se com questões pessoais, profissionais, de lazer e porque sim.

Raramente vamos a eventos e, na definição da palavra, poderemos incluir concertos, festas populares, algumas festas de aniversário, casamentos/batizados, festas de aldeia, mercados centrais. E as razões são as do costume: muita gente, muita confusão, ambientes barulhentos e com muitos estímulos (cheiros, sons, imagens, luzes), imprevistos impossíveis de antever, ausência de locais onde possamos refugiar-nos na iminência de um meltdown. Por isso, todos os locais onde vamos em passeio ou festas a que levamos as piolhas são bem ponderadas para que não seja estranho nem para elas, nem para nós, nem para os outros, em caso de crise.

 

As piolhas têm ido a algumas festas de aniversário e eventos públicos que seguem alguns dos trâmites mentalmente impostos por mim ou pelo pai: espaços amplos, pessoas conhecidas, mínimo de confusão, som controlável.

O evento do passado dia 2 de novembro encheu-nos as medidas. A Quinta da Pousada de São Pedro é um local fantástico, com um salão completamente amplo e sem pilares a meio; ida direta ao bar sem termos que fazer um percurso de obstáculos; disposição dos expositores das marcas muito bem pensado e organizado de forma a não nos baralhar nem forçar a passar pelos mesmos locais duas ou três vezes; espaços privados para mamãs que amamentam/aleitam e muda-fraldas, separados dos habituais wc; um espaço exterior maravilhoso perfeitamente adaptado e adequado a carrinhos de bebé, cadeiras de rodas ou andarilhos; piscina vedada com a proibição de utilização durante eventos (adorei a medida); estímulos exteriores saudáveis de forma a minimizar o aglomerado de pessoas no interior. E o insuflável fez as primeiras delícias das piolhas.

Passei a valorizar muito muito mais pessoas que têm em consideração o acesso a espaços que tenham determinadas condições para receber todas as pessoas. E enche-se-me o coração de alegria quando verifico que um evento preparado para uma escala bem maior do que o esperado, tem tudo aquilo que me/nos permite usufruir de tudo: compras, espaço, serviços, brincadeiras, sem esquecer áreas dedicadas às crianças como individuos com vontades próprias e não apenas os acompanhantes dos pais.

As más-línguas podem acahar snobismo ou esquisitice da minha parte pois quem vai a shoppings vai a todo o lado. Errado. As nossas idas ao shopping foram treinos e seguem rotinas que não podem ser quebradas (visitas por aquela ordem àquelas lojas para ver aqueles produtos e comer aquelas comidas, única e exclusivamente) mas que servem de preparação para a confusão facial, de vozes, sons, luzes, que incomodam muito quem tem autismo. Ir ao um congresso ou evento num salão sem acesso ao exterior - um exterior seguro - não é a mesma coisa e implica uma preparação prévia exaustiva da nossa parte. Não vale a pena o esforço. E, em caso de crise/meltdown, onde poderemos refugiar-nos? Num wc do género balneário?

Continuaremos com as nossas opções que, até ao momento, não têm sido más de todo.

 

As piolhas maravilharam-se com a mousse de chocolate do bar e com a conversa fiada da Concha e do Afonso, que, sem as conhecerem de lado nenhum, se meteram logo com elas por causa dos brinquedos e dos blogs. E a pobre da minha mãe sem perceber nada da conversa mas encantada com o à-vontade deles e delas!

Eu confesso-me maravilhada com o expositor da Catavento e, ao passar por ele umas poucas de vezes, pois estava mesmo ao lado da zona infantil onde as piolhas pintavam as caras e se divertiam com balões e jogos da macaca, namorisquei uns quantos jogos. Como já vem sendo hábito no t2, a maioria dos jogos didáticos que se aplicam às piolhas nesta fase já os temos (story cubes, puzzles em histórias, livros sociais, etc.) mas, ainda assim, acabei por comprar um puzzle de 200 peças com um mapamundo onde nos continentes estão desenhados os animais característicos de cada zona do globo, com poster incluído. Fiquei fã.

No espaço exterior, as maravilhas de um insuflável dão uns bons minutos de sossego aos pais. Pude sentar-me e conversar com a minha mãe enquanto as piolhas saltavam e atacavam com pulos a vaca e as latas do leite. E até havia um ponei!!!!! A única grande desilusão é que, além de cheirar mal (a ponei, pois...), não era colorido nem tinha cabelos compridos nem a magia da amizade para espalhar. Mas fizeram-lhe muitas festinhas e visitaram o cavalo ao lado que também recebeu miminhos.

 

E, depois de mais uma voltinha no relvado e umas fotos, beijinhos dados à Sofia e mais uns quantos enviados para a família e lá fomos nós de regresso a casa.

Este tipo de saídas costuma correr bem devido à variedade de hipoteses em caso de "indisposição" das piolhas. E, à medida que elas vão crescendo e adquirindo mais capacidades e competências sociais, mais fácil se torna para nós também. Para já, só tenho a agradecer a pessoas como a Sofia que, mesmo sem se aperceberem, têm aquela sensibilidade especial para criar algo a que posso chamar inclusivo.

 

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publicado às 18:09

Double trouble? Ná, orgulho a dobrar!

por t2para4, em 11.11.14

Há coisas que só os gémeos idênticos fazem e que eu nunca pensei que as minhas gémeas idênticas o fossem fazer, aliás, desistira de o esperar.

Eu explico melhor. Há coisas que fazem parte do mundo encantado dos gémeos idênticos como o culpar o irmão com o propositado intuito de baralhar os pais, o baralhar propositadamente os pais respondendo pelo nome do irmão, o trocar de lugares com o irmão, o falar criptofásico.

 

As minhas piolhas, gémeas idênticas, passaram pela criptofasia - confesso que ainda há alguns termos que me escapam e que são coisas mesmo e somente delas -, pela tentativa de enganar os pais - a mim! - respondendo pelo nome trocado, pelo culpar constante uma da outra para que ficássemos mesmo baralhados. E pronto. Ficou por aí a minha ânsia de cenas gemelares.

 

Mas ontem, ontem, eu saí da escola feliz. E admirada. E feliz. E estupefacta.

As piolhas estão sempre juntas, em todas as atividades por opção nossa e delas, mas, na hora final do ATL, os muitos pares de gémeos são separados por salas e tem funcionado muito bem. Como os alunos com e sem ATL saem todos pelo mesmo bloco, a confusão é imensa e os monitores organizam-se por filas para cada responsável levar a sua fila de meninos até à respetiva sala.

A minha alegria começa aqui: aproveitando a confusão, a gémea mais caladita, engendra o plano de trocar de lugares com a irmã porque na sala da irmã estava um brinquedo qualquer de que gosta imenso. Plano aceite, troca feita. E cada uma se manteve fiel à troca, sem se descair. Elas até foram com roupas de cores diferentes para a escola, por isso, tudo a corre bem.

Na sala da piolha do plano brilhante, os monitores acharam estranho mas, mesmo ao perguntarem o nome, ela esquivava-se e nada de se descair. Só foi totalmente descoberta e as dúvidas retiradas na altura da chamada... Como são muito territorialistas com o nome, a piolha disse que havia um erro na lista e que era o nome dela que ali deveria estar e não o da irmã.

 

Eu achei isto extremamente brutal. É qualquer coisa de extraordinário. O pensar e congeminar um plano - ainda que simples -, o aproveitar a confusão para fazer a troca, o saber que estariam sempre com pessoas conhecidas e seguras, o seguir em frente com esta ideia mostra um desenvolvimento e uma capacidade incríveis. Eu estou maravilhada (ainda vou arrepnder-me disto mas quero lá saber!!!!), é gigantesco! Não tenho palavras ideais para descrever este passo incrível.

Eu e o pai achámos tremendo e rimos bastante com isto. E sentimo-nos bem. E elas fizeram algo que só os gémeos idênticos podem e conseguem fazer e que eu - confesso - tanto ansiava que fizessem.

 

You go, girls!

 

 

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publicado às 20:38

Só porque me apetece dizer....

por t2para4, em 05.11.14

... que estou cansada de estar cansada

... que quero as minhas unhas normalíssimas de volta

... que não estou nada MESMO nada preparada para passar sei lá quantos meses de pouco sol, muita chuva, muito frio e sabe-se lá que mais

... que não gosto do Inverno, nem de andar encolhida com frio mesmo que vista 30 camadas de roupa

... que as piolhas estão numa fase tão fantástica, tão boa, que até tenho medo de verbalizar isto

... que sempre que há uma coisa maravilhosa - como a anterior - relacionada com as piolhas, há de vir sempre a tal Lei de Murphy lixar-me o esquema

... que tenho que ir fazer ecografia mamária e mamografia e tenho medo

... que estou extremamente orgulhosa do regresso desejado pelas piolhas à piscina e aulas de natação

... que sou uma Microsoft Innovative Educator e o meu projeto foi aprovado para ir a concurso (fácil de adivinhar o tema, não?)

... que queria ter mais tempo para tudo o que idealizo fazer. E dinheiro também daria jeito

... que quero ver o filme sobre Stephen Hawkins

... que, na maioria das vezes, ultimamente, não me apetece sociabilizar: prefiro ficar em casa e sair, única e exclusivamente, para dar as minhas aulas

... que adoro ser professora e que, apesar de miserável em condições horárias, este ano letivo está a correr muito melhor do que esperava

... que as piolhas têm associações de ideias que me fazem desatarr a rir mas com uma nuvem negra a espreitar porque ninguém as entende

... que há pessoas muito crueis neste mundo louco mas também há pessoas boas

... que me enchi de lata para pedir uma abóbora a uma senhora simpática e regresso a casa com abóboras, nabos, rama de nabiças, chuchus e, não fosse eu já ter, ainda traria kivis e alho-francês, a custo zero

... que há pessoas que me arranjam as coisas mais estapafúrdias que peço (óculos sem lentes, espigas de milho, penas, enfim...) sem questionarem se endoideci de vez e não se importam nada de me ajudar

... que tenho alunos que gostam mesmo de mim. E das piolhas. E isso enche-me o coração de carinho ilimitado

... que adoro enroscar-me numa mantinha quentinha, ao lado das piolhas, no sofá da sala, ouvir a respiração delas, sentir o cheiro do seu cabelo e adormecer com elas

... que não duvido que as piolhas têm as pessoas certas a trabalhar com elas

... que, às vezes, me apetece fugir para a serra e gritar de frustração ou chorar ou rir loucamente

... que irei lutar sempre por uma inclusão justa e não forçada, pela felicidade das minhas filhas, até ao fim, até sempre

... que acenderei uma vela por avós que já não estão entre nós

... que continuarei a encarar o yoga como o meu escape legítimo, a minha atividade extra-mãe, extra-esposa, extra-tudo

... que cortei o cabelo, que estava abaixo do meio das costas, acima dos ombros (apesar de eu ter pedido, especificamente, abaixo dos ombros) e o marido não achou lá muita piada nem a minha mãe nem a minha irmã mas agradou aos meus alunos - go figure

... que ando a esforçar-me imensamente para sair deste stress e ansiedade quase agudos que me fazem doer o peito

... que vou pôr as piolhas na cama e, depois de um bom banho quente, vou ver mais um episódio da série "The Blacklist"

... que adoro a minha família

... que detesto, cada vez mais, ler/ver/ouvir notícias

 

Só porque me apetece falar. Ou desabafar. Ou pôr um turbilhão de coisas por escrito. Para acalmar pensamentos. E evitar cenas. E coisas.

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publicado às 21:11

Tudo é mudança

por t2para4, em 03.11.14

Porque a nossa vida nunca é do jeito que idealizamos ou que esperamos;

Porque não dá para fazermos muitos planos nem com prazos muito alongados;

Porque, tantas vezes, temos que decidir no momento - naquele momento;

Porque tivemos e ainda temos que nos adaptar a todas as mudanças;

Porque mudámos também, de tantas maneiras, umas vezes para pior, outras para melhor;

Porque gosto de dizer "Querido, mudei a casa" e ele gosta de dizer "Querida, mudei o carro";

POrque temos que ensinar as piolhas a viver com a mudança, com o imprevisto;

Porque, tantas tantas tantas vezes, mudar tem que ser;

Porque, para já, mudar é bom.

 

E, nós vamos mudando... Mentalidades, comportamentos, gostos, visuais, atitudes. Mas nunca mudaremos o amor que sentimos pela nossa família, pela felicidade de estarmos juntos.

 

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publicado às 14:41

Terapia e aula felina

por t2para4, em 30.10.14

O que se ouve no video do link abaixo (cliquem!) é, em algumas circunstâncias, principalmente nas que implicam mudança de voz, ecolália. A piolha reproduziu a sua aula sobre os 5 sentidos, referindo o tato e decidindo identifiicar as partes do corpo do Quico. E, ele, calmamente, lá se deixo ficar, a servir de cobaia.

 

link do video no facebook do blog (cliquem!): https://www.facebook.com/video.php?v=650791218366799&set=vb.303770269735564&type=2&theater

 

Estas pequenas coisas enchem-me o coração. É algo que não se consegue explicar, é preciso ver para sentir o afeto entre as piolhas e o gato (o nosso Quico, o mesmo que, afinal, já não gosta de voar) e a paciência e carinho que sente por elas.

E venha quem vier, com as teorias que quiser: nunca vi esta ligação entre as piolhas e a golden que tivemos. E, sem dúvida alguma, nota-se que as piolhas são cat lovers.

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publicado às 20:50

Às vezes, sinto-me assim...

por t2para4, em 29.10.14

 Palavras para quê?

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publicado às 23:11

O gato que gosta de voar

por t2para4, em 28.10.14

Esta madrugada o Quico, um dos gatos do t2, deve ter pensado que a música da vida dele seria "I believe I can fly". A sua vida deve, de facto, ser uma monotonia desgraçada pois, agora que está castrado (cuja operação foi na 6ª feira dia 24) é que ganhou tomates para ser aventureiro. Vai daí, toca de trepar as grades da varanda e, qual equilibrista felino doméstico, pavonear-se para a frente e para trás - não é à toa que, em inglês, passerelle se diz catwalk...

Ora, dadas as condições atmosféricas adversas - leia-se vento, muito vento - desta noite, o Quico deve ter dado um grande trambolhão e, como já o havia feito o gato do vizinho do andar de cima, refugiou-se  na nossa garagem, que estava aberta.

Demos pela falta dele, logo de manhã, ao não responder aos chamamentos, ao não se deixar enganar pelo som da taça da comida húmida. Chamei-o e procurei-o por toda a casa e, na sua ausência, deduzi logo que decidira voar.

 

As piolhas lá foram para a escola, sempre a perguntar por ele, e onde estava... Regressada a casa, lá andei a chamá-lo pela zona das garagens e terrenos vizinhos. Quem me ouvisse "Quico! Bchhshhshshshsh", havia de pensar que endoidara de vez...

Ouvi miar. Chamei de novo. Ouvi um miado familiar, vindo da garagem. Abri o portão e lá estava ele, com o coração descompassado, a mil à hora, pronto para mimo. Peguei-o ao colo e trouxe-o, pela rua, para casa, onde saltou para o chão mal viu o irmão Silvestre e reconheceu "território" familiar.

 

Tem uma pequena ferida, tipo um arranhão, numa pata traseira, e uma mancha acastanhada clara no pelo dessa pata. Lambe-se muito na zona da castração. Acredito que esteja muito dorido embora caminhe bem, salte bem (já se empoleirou na maquina o ar condicionado), corra bem. E, posto isto, não há cá consultas no veterinário. Eu avisei-o de que se caísse da varanda abaixo, não o levaria ao veterinário. Ele está bem e a nossa carteira agradece.

 

Entretanto, lá regressei à escola para falar com as piolhas e dizer que o Quico estava escondido na nossa garagem depois de ter caído... E elas, mais descansadas, lá ficaram no ATL, a fazer desenhos no quadro para explicar esta aventura às monitoras. E eu acordei sem precisar de ter tomado café. Antes das 8h30.

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publicado às 14:35

Unhas, cabelos e stress

por t2para4, em 20.10.14

Assunto bonito e fútil para um post, hein? Nada disso. Para mim, começa a tornar-se um assunto sério.

 

Desde que me conheço como gente que roer as unhas era o meu passatempo preferido. A minha mãe tentou de tudo: vernizes com mau sabor, unhas pintadas, piripiri nas mãos, palmadas, etc etc etc De vez em quando, a roedela era tão forte que lá ficava eu com uma bolha toda infetada que só lá ia quando a estoirava com tintura de iodo (delícia, não?).

Por volta dos 16 anos, decidi deixar de as roer. Morria de inveja de uma colega que tinha umas unhas maravilhosas, lindas, grandes, fortes e que pintava de cores fantásticas, tons escuros como eu gosto. Mas, se deixar de roer não custou assim tanto, vê-las crescer fortes e saudáveis foi coisa que nunca aconteceu...

Assim, embora não cedendo à tentação, lá ia tendo umas unhas mais ou menos, um cabelo mais ou menos. A parte de lidar com o cabelo foi fácil: o mais ecadeado possível, de pereferência em U ou V nas costas para dar vida e naturalidades aos jeitos patéticos que ele tinha; apostar num bm champô e amaciador em separado - geralmente para cabelos ondulados ou encaracolados.

Já as unhas... É o meu grande desgosto... Fininhas, cheias de jeitos, quebradiças. Tanto faz aplicar verniz ou séruns ou cenas para fortalecer.

Quando casei, decidi pôr unhas de gel. Pela 1ª vez fiquei com umas mãos e unhas lindérrimas. Amei. Mas não gostei do tamanho... Para quem sempre roeu unhas, ter uns centímetros a mais nas pontas dos dedos já faz uma grnade diferença. E eu tenho um problema sério com as simetrias... Uma unha caiu na lua de mel. Para não ficar feio, arranquei todas as outras na viagem de regresso. Com os dentes...

 

Mais um período de desistência. Ia à manicure de tenpos a tempos, punha base e verniz. Ficavam lindas 2 dias. Fui desistindo. Entretanto, surgiu o diagnóstico de autismo das piolhas e era uma vez unhas. Em alturas boas, andavam arranjadinhas e pintadas - fui investindo em vernizes de secagem rápuda e num bom top coat -; em alturas más, os meus dedos pareciam uns tocos.

 

Esta Primavera decidi que enough was enough e rendi-me às unhas pintadas com verniz gel.Lindas!!! Nunca tive unhas tão bem desenhadas, tão delineadas, tão bonitas, tão arranjadinhas... De há uns tempos para cá, infelizmente, o verniz não aderia o suficiente e comecei a dar prejuízo à casa... Algumas saltavam como pipocas, outras caíam na ponta da unha, outras levantavam... Fomos trocando de base, de selante, de primer, de vernizes. Na semana passada arranjei-as. Estavam lindas. Nem uma semana duraram... Fiquei mesmo triste.

Altura de desistir. E porquê? Porque o stress em que ando é tão grande que não há cabelo nem unhas que resistam. O estado deve ser tal que, depois do tratamento feito pela minha técnica, coloquei um verniz normal com top coat e até esse estalou nas pontas.

O cabelo? O cabelo pede outra tesourada um dia destes. Está estranho, com uma textura que não me agrada - apesar de o marido me ter oferecido a Braun Silk 7 não sei quê - e as pontas estão duras.

 

A prova dos 9 foi hoje na aula de yoga. A pedido de uma das alunas, a instrutora decidiu alinhar-nos os chakras. Não acredito muito nestas coisas e tenho muita dificuldade em concentrar-me nas meditações mas esforcei-me ao máximo para fazer tudo direitinho. A verdade é que não me senti nada alinhada e tanto tempo na mesma posição deu-me caimbras nos pés (hoje foi um dia para esquecer com o raio da caimbras nos pés). A instrutora disse-me logo "Andas sempre stressada pá, não descansas um minuto!".

 

E, all of a sudden, tudo fez sentido... O cabelo, as unhas que teimam em não ficar bonitas, os chakras não sei quê. Raios partam. Eu juro que me esforço e até durmo quando ando muito cansada e insisto em ler à noite ao invés de ficar no sofá a costurar. Já experimentei chás de camomila e afins mas só ganhei sustos pois a tensão arterial desceu tanto que eu mal conseguia levantar-me... O meu normal é sempre 9-6, com 3 cafés ou mais por dia e, hoje, até com uma tablete de chocolate de avelãs inteira.

E, posto isto, só me ocorre dizer "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga...". Ainda fico com tocos no lugar de dedos e cabelo pelas orelhas (me-do!!!!) se isto não passa.

 

Truques para destressar. Precisam-se. Com urgência.

Agradecida.

 

 

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publicado às 22:35

Vamos começar por ordem decrescente, para causar impacto.

 

5. São gémeas?

Um clássico. Apetece logo responder algo do género "Não, são clones", "Não, são hologramas", "Não, o/a senhor/a precisa de ajustar a sua graduação", "Não, estavam em promoção e comprei mais uma", "Não, encontrei aquela ali no estacionamento e decidi ficar com ela"

 

 

4. Por que não levas as miúdas à missa/pões na catequese?

Hmmm, deixa cá ver, porque não há tarefeiras na catequese, porque não gosto da maioria dos catequistas da minha localidade, porque elas não entendem a big picture daquilo, porque eu não quero. São opções pessoais, não?

 

 

3.  Por que não mudas de profissão?

Por qué no te callas?! Eu ainda acredito no que gosto de fazer, eu ainda sinto uma paixão enorme e uma entrega total em ensinar, eu ainda vou tendo horários - alguns melhores, outros miseráveis - todos os anos, eu adoro o que faço.

Quando isto deixar de ser assim, quando eu deixar de conseguir horários, desistirei. Só aí mudarei de profissão. Até lá, sou assumidamente professora. Ponto.

 

 

2. Tens a certeza que têm autismo?

Eu deveria ganhar dinheiro com esta pergunta, dada a quantidade absurda de vezes que me é feita. Apetece responder "Ah e tal, estava tão cansada da minha vida monótona de mãe de gémeas que decidi que faltava sofrer um pouco mais e encher toda a gente de trabalho e gastar fortunas em qualquer coisa que não se vê, assim, tipo terapias. Vai daí, pensei: é pá, o ideal é uma deficiência, daquelas que ninguém vê e põe toda a gente a dizer como é possível porque são tão lindas. Pesquisei muito e achei que o ideal era Autismo. Foi assim que decidi. Escolhi uma deficiência que toda a gente acha que é uma doença e que poucos sabem o que é. Nunca mais tive momentos de seca familiar! Um mimo!"

 

1. Mas se trabalhas tão poucas horas por que andas sempre cansada? Cansada de quê?

A pergunta que mais ouço. É espantoso, juro. Primeiro: não tenho que dar justificação do meu cansaço a ninguém; segundo: o meu cansaço não prejudica o  meu trabalho; terceiro: não tenho uma vida familiar propriamente cor de rosa e cheia de purpurinas; quarto: não preciso de ter razões para estar cansada. Estou cansada e pronto.

 

 

 

 

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publicado às 11:49

Como se define que o mesmo autismo que tantas portas nos fecha, tanta dor e sofrimento nos traz, tanto trabalho nos obriga a ter, tanto esforço financeiro nos obriga a ter, seja exatamente o mesmo autismo que, de repente e do nada, nos abre uma janela? Eu cá acho irónico... A vida dá, de facto, imensas voltas e, vai na volta, alguns esforços e empenhos até são mesmoo recompensados, será?

 

Por agora, ainda não posso avançar muito, mas ainda esta semana, conto o que se passa.

 

Entretanto:

- continuo sem sabers e fui/sou/serei selecionada numa oferta a que concorri. Era urgente mas já vamos em 3 semanas...

- continua a haver algumas queixas acerca do comportamento das piolhas.

- continuo a partir a cabeça de tanto pensar em estratégias alternativas que as motivem a gostar de fazer TPC (!!!) e de como organizar e estruturar o seu tempo na escola. A ideia já cá está e sei exatamente o que fazer mas, como o Crato é um incompetente de primeira, ainda não se lembrou que as escolas estão à espera de, sei lá, horários e colocações!!!!!!! E, obviamente, como isso influi com os horários das piolhas, não posso estar a criar algo rigido agora, para ser subitamente alterado daqui por uns dias, já com uma rotina estabelecida...

- continuo a detestar dias sombrios que me puxam para baixo.

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publicado às 12:11

É no dia 2 de novembro, pelas 10h. E tencionamos ir!

Este post não é patrocinado, nem tem nada a ver com custos. Falo de eventos e locais onde me sinto bem com as minhas filhas e sei que elas não são encaradas nem olhadas de viés por causa de determinados comportamentos ou gestos estranhos. Não tenho vergonha de sair com as minhas filhas oara onde quer que eu vá. E este tipo de eventos é muito bom para sair em família.

Se correr como o do Verão , sei que as piolhas vão adorar. E, tal como elas, também outras crianças! O cantinho dedicado aos mais pequenos, com a empresa que já participou em junho, é fantástico e as pessoas muito simpáticas e carinhosas. Além disso, o espaço é lindo! É na Quinta de São Pedro em Cernache, que fica nos arredores da cidade de Coimbra. Não há nada de errado em fazer-se algo fora do centro! Pensemos em termos práticos: passeio, novos locais, acessibilidades, facilidade de estacionamento, indicações mais precisas. E é um local lindíssimo. E podemos ir a Coimbra, no final do evento, por exemplo ;)

 

O que me sensibiliza mais é não ser apenas mais um evento entre muitos, mais um mercadinho entre muitos, mas haver uma causa por detrás. Desta vez, apoiam-se duas entidades: a APSI e o Mercado dos Santos.

Vemo-nos por lá!

 

Mais pormenores em http://avidaa4d.blogspot.pt/2014/09/4d-friends-uma-feirinha-com-historia-5.html

 

 

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publicado às 18:46

Pelo autismo sem mitos - campanha

por t2para4, em 12.10.14

Campanha Anímate (Adelante, Atrévete) por un autismo sin mitos! (https://www.facebook.com/anabel.cornago/media_set?set=a.10152730821957560&type=1)

Basta tirar uma foto a usar meias e chinelos diferentes (quem não quiser pode usar sapatos diferentes, ou ténis, whatever) a favor da diferença e inclusão de todos, mas especialmente pelo autismo sem mitos, um passo pela diversidade... Tal como há tantos graus e uma diversidade tamanha dentro do espectro do autismo (por isso se chama "espectro"), mostramos o simbolismo/a metáfora/a imagem da diversidade a começar por nós.

 

O objetivo é tornar esta campanha viral, quer pelo desafio uns aos outros, quer apenas pela partilha de fotos. Não há custos envolvidos, não há jantares envolvidos, não há penalizações envolvidas, não hé pedidos de donativos envolvidos. Única e somente a colocação de uma - ou várias!!!! - fotografias com pés calçados com meias desaparceiradas e calçado de diferentes nações!! E postar no vosso facebook ou blog! Se quiserem podem enviar fotos para aqui (mail ali ao lado) ou colocar no facebook do blog. Interessa que partilhemos e façamos isto. Bora lá? Os meus familiares e amigos já começaram!

Se tanta coisa se torna viral e não tem jeito nem objetivo nenhum, por que não tornar isto viral?

 

A maltinha do t2:

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publicado às 10:58

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