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... e definições de produtor, comerciante e consumidor - que, para isto fazer algum sentido tive que pôr nestes termos:

 

                   "A Hasbro é a produtora do My Little Pony, o Continente é o comerciante que compra ao produtor e vende a ti que és o consumidor ou cliente". Se ficou percebido? Ficou tão claro que até surgiu um neologismo: consumirante.

 

O iluminado que achou que crianças de 8 anos precisam de perceber circuitos comerciais e aprender cenas maradas como alavancas [- barras rígidas que se apoiam em fulcros, espera, fulcro, como a lista de corruptos do BlackList que o Reddington encontrou... Não, pára, concentra-te, e podemos encontrar em objetos do dia-a-dia, como alicates e quebra-nozes, já não ouço esta música há imenso tempo, hei-de tratar disso. Focus: balança: pratos suspenso por um braço e um fiel - fiel, como os cães e os fulanos dos armazéns... Porquê fiel de armazém, não faz muito sentido.... É este o meu ponto de concentração...] e baloiços [M., vem aqui ajudar-me: se eu tenho um baloiço apoiado numa cena destas e coloco uma cena pesada aqui e uma cena pesada ali, como diabo endireito isto, aproximo ou afasto ou... E toca de fazer a experiência e as piolhas ficam com o olhar vazio e o marido com lápis de joaninhas cabeçudas pendurados nos dedos ...] e móbiles [essa parte é fácil ehehehehe] e saber a definição sem se perceber bem, abstratamente, como funciona, esse iluminado preocupado com as metas sei lá de quê deveria passar a misturar tabaco nas merdas que fuma.

 

Estou com a minha cabeça feita em água, senhores.

E, honestamente, não estou nada, nadinha confiante na prestação que as piolhas farão na ficha que aí vem.

E, honestamente, para já, não vejo utilidade nesta matéria. Por que não aprofundar outros conteúdos mais ricos e mais importantes, nesta fase neurológica desta faixa etária?

 

Sumário: Fulcros, "consumirantes", fieis de armazens, "rodanas" (rol-danas, filhota. E ela, mas isso não vem de roda? A "rodana" não é uma roda? Good point, kiddo...), pendulos, alavancas de paus mas que podem ser alicates (eu não visualizo um alicate de pau...)  e coisas que tal. Está aqui uma casa bem arrumada, está está.

 

Senhores dos programas do ministério da deseducação: comecem a misturar tabaco nos cigarros, por favor.

 

 

 

 

 

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publicado às 15:01

O momento ahhhhhh das piolhas #9

por t2para4, em 26.01.16

E quem é que já enviou o seu 1º email, com anexo e tudo? Yay!!!!

 

À conta de um TPC (nem tudo pode ser mau), fizeram uma cópia de um texto no word, guardaram e com a minha ajuda e a do pai, formatámos o texto, ensinámos a compor um email, a anexar e a enviar.

É algo perfeitamente seguro pois está no nosso servidor e totalmente controlado por nós - ainda são demasiado pequenas para essas história da privacidade do correio e blá blá blá, com franqueza - pelo que vamos vendo o que fazem naquele campo. Para já, tudo 5 estrelas!!!

 

 

 

 

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publicado às 22:16

Por cá, adoramos experimentar novas coisas mas com peso, conta e medida. A comida é uma área sensível e não convém abusar da sorte, já que, as piolhas comem muito bem e não têm muitos problemas com a alimentação. Mas, às vezes, gostamos de brincar. E, ao contrário do que diziam os nossos pais e avós de que "não se brinca com a comida", eu acho exatamente o oposto.

 

 

Comprei, há uns bons meses (ainda no verão), um conjunto de pauzinhos no Lidl, a bom preço. E, em casa, sem grandes mistturas de sabores estranhos, decidi fazer um prato que desse para que todos experimentássemos comer com pauzinhos. Já tínhamos experimentado caracóis e foi um sucesso (as piolhas adoraram e perceberam logo a ideia de retirar com o palito o bichinho de dentro da casca). Ora, como quer para comer caracóis quer para comer com pauzinhos, há que ter aqui algum domínio motor da mão e algum tipo de motricidade controlada, toca de inventar para treinar.

Não é nada fácil comer com pauzinhos e, ao invés de me perder no youtube, decidi improvisar: juntei os pauzinhos das piolhas com elásticos (dos de escritório) e elas desenrascaram-se lindamente. Com a prática, não fosse o elástico, e diria que estão perfeitas.

 

 

Eis como faço:

Com um elástico de escritório pequeno e unimos os dois pauzinhos em 2 voltas.

 

IMG_3138.JPG

 

A 3ª e última volta é, na realidade, uma meia volta, pois fica entre os pauzinhos. Devemos deixar o elástico com alguma folga senão fica apertado demais e restringe os movimentos.

 

IMG_3139.JPG

 

Et voilà!

IMG_3140.JPG

 

Por defeito, os pauzinhos ficam levantados mas ajuda nos movimentos e impede que caiam, ou seja, não há o esforço adicional (e,  muitas vezes frustrante) de segurar dois pauzinhos que não se unem e que quando tentamos abrir para agarrar a comida, se desfaz tudo e não seguramos nada. Como não quero que as piolhas passem a usá-los como espetos, assim está ótimo. E, com calma, retiraremos o elástico, um dia.

Como nem toda a comida é fácil de agarrar com os pauzinhos, há sempre uma colher de reserva ;)

 

Tentem! É muito divertido! (E trabalhamos, ao mesmo tempo, a motricidade!) ;)

 

 

 

 

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publicado às 11:16

E pronto, refluxo amargo...

por t2para4, em 07.01.16

E lá calha perder a paciência, depois de um dia de trabalho, quase no final da semana. Com as piolhas, por causa de TPC e teimosias e sei lá mais o quê.

 

Assumo que não sou muito dada à paciência e o nível de tolerância para determinadas atitudes é muito baixo. Irritam-me profundamente atitudes de desafio ou um levanta-vira-costas a meio de um trabalho, mais ainda quando vejo isso em casa...

Estou a ter muita dificuldade em conseguir ensinar truques e dicas de conhecimento que permitam a uma das piolhas uma melhor noção do que é escrever um pequeno texto, mesmo orientado. Infelizmente, o autismo (ainda) domina muitas áreas e esta é uma delas... E há sempre sempre sempre um texto com um diálogo repetitivo sem nexo e em nada relacionado com o que se pede a que se junta a fuga ao conteúdo. E, quando confrontada com a correção, não acata lá muito bem e não aceita corrigir e quer manter as ideias familiares e seguras e pronto, estala a confusão de todos os lados com um "és chata", acompanhado de um levanta-se e sai porque "vou brincar".

E, eu, lá tento ir, com muita calma, a prometer mundos e fundos, bónus e coisas e ela a esquivar-se e a desafiar e dar erros propositadamente que me arrepiam e eu a encher e a começar a avançar nas ameaças dos castigos que vêm e ficam. E, passado um bocado, ela começa aos gritos e a fugir e eu começo aos gritos e pronto, acaba tudo num "queres imitar o teu colega x? É isso que queres fazer? Porque dá trabalho não queres fazer? Então, escusas de ir para a escola visto que de nada te serve pois dá trabalho...". Altamente producente e didático, não é? grumpf.... porra...

Acabamos por fazer um intervalo de 1 minuto e em segundos, parece o paraíso: ideias organizadas, correções voluntárias, sugestões aceites, um trabalho final impecável com uma caligrafia invejável. E eu fico a pensar "mas por que diabo não foi esta porcaria feita assim logo desde o inicio, quando estávamos ambas bem dispostas, tinham-se evitado estas cenas tristes de parte a parte e eu escusava de estar a sentir-me uma verdadeira troll de merda?". Fazemos as pazes imediatas, sem ressentimentos e sem mágoas (bem, a minha fica...) e ela acaba por realmente entender que nada se faz sem esforço, nada é garantido... E há coisas que dão trabalho mesmo que não vejamos os resultados que esperamos mas é assim a vida...  

 

Não acredito nem por um segundo que não haja uma mãe que não passe pelo mesmo, uma vez na vida, que seja. Eu não consigo entrar em cenas zen e de tratamento dos filhos como se fossem da nossa idade ou nós da idade deles, correntes modernistas pró-qualquer-coisa-não sei-quê. Ninguém fica traumatizado porque nos enervamos umas com as outras. Somos um povo latino, de clima mediterrânico (quase, vá...), o sangue ferve-nos com facilidade, falamos com as mãos, rimos alto e... gritamos! A vida familiar (e as relações pais-filhos) não são um mar de rosas nem um mundo de algodão doce com unicórnios e arco-íris. Mas esse momento azedo passa. E, a seguir, está tudo bem e pronto.

 

Mas, no fundo, além do sabor amargo que fica, é aquela velha sensação tão familiar que nos diz que "hoje andamos 2 passos para a frente mas amanhã vamos dar 3 para trás, só para que não te esqueças de como é".

Crap. Era só a porcaria de um texto onde era só copiar os elementos... E que correu às  mil maravilhas com a imrã.

Crap, crap.

(Vou ali suicidar-me um bocadinho e ja volto. Prometo não sujar, até porque teria que ser eu a limpar.)

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publicado às 22:16

O momento ahhhhhh das piolhas #8

por t2para4, em 06.01.16

Fomos às compras, das que se fazem rapidamente. Encontrei um dos meus formandos que é do Reino Unido. Cumprimentamo-nos, em português, ele vê as piolhas e começam os 3 em altas conversas:

- oh, hello!

- Hello! - dizem elas - How are you?

- Oh! - diz ele admirado - I'm great and you?

- We're fine! Where are you from?

- I'm from Scotland!

- It's in the UK! - dizem elas.

 

Eu, pasmada da vida, estava ali a admirar e a saborear tudo isto, elas numa fluência fantástica, sem vergonhas e sem se engasgarem, e ele todo contente a conversar com elas. No final, depois de pagarmos, foi meter conversa com elas:

- O meu nome é... E o teu?

- My name is... and her name is... (em inglês, atão, pois! e com sotaque!)

- What you're going to do now? Dinner?

- We're going home, my house.

 

E despedimo-nos, até à próxima aula e ela, maravilhadas, perguntavam se ele era meu aluno e que ele era do UK e que sabiam os países do UK e que não entendiam porque estava eu com cara de pasma porque elas sabiam falar inglês. Indeed, they know!

 

Portanto, baba de mãe às litradas por aqui.

 

 

 

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publicado às 18:22

É com este espírito que começámos ontem, a aproveitar o bom humor das piolhas, a leitura de livros mais extensos, com cerca de 120 páginas e 11 capítulos.

 

Desde o ano letivo anterior que, da biblioteca escolar só trazem, requisição atrás de requisição, os livros da coleção "Gatinho Mágico" de Sue Bentley. Ler um livro que não seja de uma assentada só - tipo os da Barbie ou da Princesa Sofia - não é tarefa fácil pois, para elas, não havia muita lógica no começar a ler, parar, marcar com um marcador, recomeçar mais tarde, parar, marcar e por aí fora. Ou seja, basicamente, estavam sempre a ler as páginas do prólogo e já sabiam aquilo de cor...

Como tudo tem o seu tempo devido, desta vez, deixei passar as férias e notei algum interesse nos livros da coleção Frozen da Disney, já de cerca de 100 páginas, onde é preciso ir lendo e fazer algumas paragens. Notei que já entendiam a cena do marcar a página onde estavam a ler. Foi o que me bastou.

 

Ontem, foi dia de ir à biblioteca escolar e o que veio para casa? Mais uma vez, dois livros da dita coleção. Combinei com elas que, todos os dias, até o livro acabar -  mesmo que isso implique ficarem mais tempo com ele do que o prazo habitual de uma semana - leríamos um capítulo por dia. Em voz alta para treinar, com a minha ajuda para compassar o ritmo, para corrigir algumas palavras, para melhor articulação de sons - até porque uma das piolhas revela mais dificuldade na leitura audível e na articulação das palavras e junção de sons. Quando se sentirem - elas e eu! - confiantes o suficiente, farão o resto do percurso sozinhas: trarão os livros desejados e lê-los-ão, pouco a pouco, sozinhas, marcando a página onde vão, para retomar mais tarde, em qualquer altura.

 

 

Espero que corra bem e que se sintam tão entusiasmadas pela leitura como eu. Ler abre-lhes tantas tantas janelas! Melhora a criatividade e imaginação, dá-lhes ferramentas úteis para a leitura, interpretação e escrita académicas, ajuda na dicção e articulação de palavras e sons, e sei lá mais o quê! Só encontro vantagens!! E nós temos uma biblioteca tão vasta em casa... Seria lamentável não se interessarem por ela. O gosto pelos livros já lá está, desde tenra idade; a leitura também, desde cerca dos 4 anos e picos (palavras isoladas); o desejo de ler um livro para ver como acaba também (daí o ler algo de uma assentada só, mas com livros grandes é mais complicado...);  a vontade de ler tudo e mais alguma coisa aumentou desde que começaram a juntar palavras em frases, pelo que, a grande função parental que temos agora é manter e incutir um ainda maior gosto pela leitura.

E siga!!

 

Para já, nestes próximos meses, estes serão os meus amigos de leitura,

2016-01-04_205014.jpg

 

a par com romances com teorias da conspiração/procura por artefactos místicos e afins. Ou seja, enquanto acompanho as aventuras de Flame, já li as "Flores de Lótus" de JRS e estou a terminar "A Irmandade do Santo Sudário", de Julia Navarro, para começar "Encontro em Lisboa" de Tom Gabbay.

 

 

E o que se lê por aí? Como é com os filhotes?

 

 

 

 

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publicado às 09:41

O regresso à "normalidade"

por t2para4, em 04.01.16

Devo ser das poucas mães que não desespera com as férias nem ansia pelo regresso às aulas nem partilha memes desesperados de countdowns para o final do tempo livre. Adoro estar em casa com as piolhas!!

Nem sempre foi assim, confesso. Confesso que, no auge de todos os sintomas de autismo e sem uma única resposta que me auxiliasse e sem qualquer tipo de intervenção terapeutica, eu desesperava por umas míseras horas em que eu pudesse descansar e respirar sem preocupações prementes.

As coisas começaram a mudar, gradualmente, desde o reforço na intervenção precoce e terapias e, com a devida maturidade e desenvolvimento neurológico, conseguimos alcançarum excelente equilíbrio já no verão de 2012, se a memória não me falha. Cansativo sim, mas não desesperante.

Nesta fase, é fantástico andarmos as 3 juntas, termos um tempo só para nós, estarmos juntas de férias, ainda que isso implique um 24/7. Mas, apesar de nos pegarmos as 3 - sim, também nos pegamos e a paciência tem limites -, é extremamente gratificante o tempo que passamos juntas e custa regressar a uma suposta "normalidade".

 

Estas férias - para mim, nem tanto - serviram para descansar, acima de tudo, e recuperar energias. Voltámos às tomas de vitaminas - que, ocasionalmente, fazem parte das nossas rotinas matinais - e fomos levando os nossos dias entre atividades prazentosas e atividades obrigatórias, tentando não procrastinar. Os TPC foram todos feitos, um em cada dia desde o final das aulas (exceto nas festas), e até houve tempo para tabuadas e produção de textos extras de forma voluntári (bem, não tanto as tabuadas...).

A mãe procrastinou toda a pausa letiva e começou a organizar-se no fim de semana... A promessa de que o monte de dossiers e cadernos e organização do computador seria para fazer ainda dentro da pausa cumpriu-se mesmo no limite, com algumas arestas por limar, no entanto. Todos os materiais para esta nova semana de aulas estão preparados, imprimidos, prontos para entrega e trabalho.

 

Como fazemos para nos organizarmos nestas fases?

- as mochilas - e pasta - são esvaziadas para lavar, limpar e verificar se precisam de arranjos. O mesmo com os estojos.

- verifico todo o material escolar e substituo o que está estragado, em falta, pequeno demais.

- à medida que os trabalhos vão sendo feitos, esse material vai sendo colocado dentro das mochilas - ou pasta - onde já estão os estojos devidamente verificados e apetrechados.

- revejo os materiais das estantes para verificar se ainda faz sentido tê-los perto do computador ou se já podem ser arquivados e levados para o arrumo, para junto dos restantes manuais, pastas, materiais, arquivos, etc.

- imprimo todos os documentos importantes relativos a avaliação das piolhas, quer escolar quer terapeutica, coloco na devida pasta e arquivo o seu ficheiro no disco externo para o efeito.

- organizo o computador, movendo ou apagando ficheiros, transferindo dados para os discos externos, preparando novos ficheiros para o caso de novas aulas/cursos/etc.

- reforço o stock de resmas de papel para a impressora, verifico também como estamos de toner e encomendo, se for o caso (bem, peço ao marido para tratar disso. Aliás, esta tarefa é feita ao longo do ano e não só nesta fase)

- reforço o stock de lanches para todas levarmos para o trabalho/escola - bem como o stock de café...

 

Chegada a altura de regressar às aulas e ao trabalho, como fazemos?

- TPC ou materiais importantes são feitos ou preparados no próprio dia. Só deixo para dias seguintes ou fim de semana, preparação de aulas mais importantes, cursos, módulos, testes, cotações ou elaboração de pautas, ou, no caso das piolhas, trabalhos de pesquisa.

- na véspera, preparo as roupas de toda a gente, tiro pão para descongelar durante a noite (a menos que use pão de forma) para o pequeno-almoço e lanches do dia seguinte, pondero as refeições que farei no dia seguinte e, se for preciso, tiro algo para descongelar no frigorífico.

- informo-me se há saldo nos cartões, se as refeições estão compradas, se as carteiras das piolhas têm lá tudo de que precisam e se a minha bolsa também está pronta.

- faço um plano mental do que, à partida, terei que fazer no dia seguinte e consulto a agenda - onde tenho todas as minhas aulas e atividades anotadas.

- de manhã é tempo para tomar pequenos-almoços em paz - deixo as piolhas ver TV na sala, ao quente, onde também se vestem - e preparar os lanches e a água que vão logo para as mochilas e pasta. Se for um dia complicado, não há tempo para mais nada e saimos; se eu entrar mais tarde, levo as piolhas à escola e regresso a casa onde adianto algum material no computador ou dou um jeito às camas, estendo roupa ou concluo outra domesticidade qualquer.

- se for um dia de atividades - como piscina - ou de aulas para mim, em que cheguemos a casa às 20h ou depois, aproveito a minha hora de almoço - em que vou sempre a casa - e faço também o jantar.

- os fins de semana são para concluir o que não se conseguiu fazer durante a semana, preparar a semana seguinte, fazer as domesticidades que só se conseguem nestas alturas (adiantar refeições para congelar, tratar de roupas, etc.), descansar muito (o que inclui dormir até mais tarde ou fazer sestas, ver tv, ler um pouco, inventar coisas na cozinha, brincar com as piolhas) ou passear (se o trabalho do pai e o tempo metereológico assim o permitirem).

 

Não é fácil saber que, mesmo quando fechamos a porta da sala de aula, o dia não está terminado e há mais umas quantas horas de serviço não pago, não compreendido na sua totalidade e não passível de ser adiado por muito tempo, mas é assim que as coisas funcionam comigo e eu vou levando. E não é nada fácil, em dias de saídas tardias do trabalho, chegar a casa e ainda ter que verificar e acompanhar TPC... De parte a parte, entenda-se...

Quando me sinto verdadeiramente cansada ou surgem imprevistos, é tudo uma questão de nos adaptarmos. Mantemos a base e algumas das rotinas mas damos a volta.

 

 

E, por aí, como fazem para regressar à "normalidade" depois das pausas e quando não aptece nada regressar? Como minimizam os esforços?

 

 

 

 

 

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publicado às 09:00

Ora, então, adeuzinho, sim?

por t2para4, em 30.12.15

Assim, a quente e de repente, 2015 foi um ano, como dizer, horrível. Sim... horrível, horrendo e terrível.

 

Não começou da melhor forma, pois, para mim, começar um ano novo sem a família presente não é começar da melhor forma e, infelizmente, quando alguém trabalha por turnos, de vez em quando, lá nos sujeitamos...

A nível profissional obrigou-nos a tomar novas medidas e a abraçar diferentes desafios que, apesar de imensamente trabalhosos e gratificantes, não são um paraíso financeiro... Ensinou-nos, também, que, muitas vezes (já deveríamos saber disso, por esta altura), não podemos confiar no que diz a hierarquia superior e o que ninguém sabe ninguém estraga. Pequenos memos que ficam para 2016.

Fui "obrigada" a fazer uma especialização que, a bem dizer, para este momento, contou para absolutamente nada. Bem, gastei dinheiro, queimei mais uns quantos neurónios saudáveis, tive que interpor recursos hierárquicos para resolução de questiunculas básicas e, após tudo set and done, fiquei na mesma como a lesma... Mas, pronto, acreditemos que, a médio e longo prazo, será uma mais-valia (e não uma mais valia estar quieta). 

2015 fez-me passar por fases terríveis de ansiedade a ponto de cair o cabelo e ficar sem unhas. Não vale a pena. E, eis que, do nada, tudo surge e me vejo, neste momento, a ter que ponderar situações, a ter que fazer contas de merceeiro, a manter-me fiel aos meus princípios (ou seja, família primeiro) e a recusar o que outros diriam ser oportunidades fantásticas que, talvez para outros o fossem mesmo, mas para nós, implicam desgaste físico e psicológico, mais despesas desnecessárias e deslocações que roubam tempo e que impedem de manter compromissos já assumidos.

2015 não terminou no seu todo e ainda nos obriga a passar pelas decisões que nos impedem de dormir descansadamente e que não nos deixam fruir de coisas básicas como momentos relaxados em família. Obriga-nos a rever opções e dar vontade de "que se foda" e decidir intuitivamente. Servirá de memo - outro a juntar aos já referidos - para o novo ano.

2015 impediu-nos de fazer muitas coisas que famílias normais fazem. Por motivos alheios à nossa vontade; porque há coisas que, neste país, nunca vão mudar; porque, muitas vezes, só podemos contar connosco mesmos. Conseguimos, porém, contornar um pouco a situação e limar algumas arestas, só para que, para as piolhas, férias sejam mesmo férias e não um tempo infindo de seca em casa longe da escola e dos colegas e sem nada interessante para fazer ou para visitar e aprender.

 

A escola foi o meu maior pesadelo em 2015. O meu maior pesadelo enquanto mãe/encarregada de educação e enquanto funcionária. Cada vez me convenço mais que a escola - a instituição, não o local físico - tem um caminho gigantesco a percorrer ainda. Passámos meses medonhos que me mostraram e ensinaram tudo o que NÃO se deve fazer num local de ensino no que concerne aos nossos filhos com necessidades especiais e que não pretendo voltar a sentir nem que as minhas filhas sintam. Por isso, estou bem mais que preparada para o que aí vem. Nesse aspeto, 2015 ensinou-me bem depois de me ter mandado ao tapete umas poucas de vezes.

Continuamos a ver que, por muitos anos e governos que passem, os ministérios não comunicam e os relatórios pouco ou de nada servem, ou seja, a escola não lê  que o médico escreve e vice-versa. Nestes meandros, a família acaba por ser o grande jogador que tem que jogar para ganhar e não pode dar-se ao luxo de perder absolutamente nada.

 

 

2015, no entanto, trouxe algo de bom a nível de desenvolvimento das piolhas: nestes últimos 2 a 3 meses, temos assistido a um boom de maturidade neurológica e de desenvolvimento que permitiu alcançar imensas etapas, fazer imensas conquistas e treinar mais e mais competências. Claro que, tal como nos dizem aqueles papéis que só nós lemos, a cru, preto no branco, há ainda taaaaaaaaaaaaaanto caminho a percorrer que quase nos deita abaixo mas é passo a passo que se faz esse caminho.

E, honestamente, foi basicamente o melhor que aconteceu... Porque, de resto, continuamos a fazer o que sempre fizemos até agora: a adaptarmo-nos.

 

Não estou minimamente virada para resoluções de ano novo. Até porque, como professora, parece que passo por isto 2x/ano com um setembro que sabe a janeiro e é duplamente horrível. Eu e o marido anotámos algumas das coisas que terão impeterivelmente de mudar, algumas coisas que nos propomos alcançar, alguns objetivos concretizáveis. Com pés assentes na terra e coração ao largo. Não vou bater tachos, nem comer passas, nem pedir desejos. Experiências anteriores comprovam que, bem, é tudo uma grande BS...

O que faremos é muito mais terreno e agradável: fazer pequenos e saborosos petiscos, comer alguns, sentar para comer à hora do almoço e levantar pela 1h da manhã, brindar em copos de cristal roubados da cristaleira da avó, beber, petiscar, comer mais um bocado, - deu para entender a ideia, certo?

 

 

Para já, a reflexão é esta. Adeuzinho ou vai-te embora 2015. Se 2016 é para vir pior, que venha com cuidado pois os humores estão negros.

 

Até novo balanço, Feliz Ano Novo para quem nos lê!

 

 

 

 

 

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publicado às 09:03

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