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Unhas, cabelos e stress

por t2para4, em 20.10.14

Assunto bonito e fútil para um post, hein? Nada disso. Para mim, começa a tornar-se um assunto sério.

 

Desde que me conheço como gente que roer as unhas era o meu passatempo preferido. A minha mãe tentou de tudo: vernizes com mau sabor, unhas pintadas, piripiri nas mãos, palmadas, etc etc etc De vez em quando, a roedela era tão forte que lá ficava eu com uma bolha toda infetada que só lá ia quando a estoirava com tintura de iodo (delícia, não?).

Por volta dos 16 anos, decidi deixar de as roer. Morria de inveja de uma colega que tinha umas unhas maravilhosas, lindas, grandes, fortes e que pintava de cores fantásticas, tons escuros como eu gosto. Mas, se deixar de roer não custou assim tanto, vê-las crescer fortes e saudáveis foi coisa que nunca aconteceu...

Assim, embora não cedendo à tentação, lá ia tendo umas unhas mais ou menos, um cabelo mais ou menos. A parte de lidar com o cabelo foi fácil: o mais ecadeado possível, de pereferência em U ou V nas costas para dar vida e naturalidades aos jeitos patéticos que ele tinha; apostar num bm champô e amaciador em separado - geralmente para cabelos ondulados ou encaracolados.

Já as unhas... É o meu grande desgosto... Fininhas, cheias de jeitos, quebradiças. Tanto faz aplicar verniz ou séruns ou cenas para fortalecer.

Quando casei, decidi pôr unhas de gel. Pela 1ª vez fiquei com umas mãos e unhas lindérrimas. Amei. Mas não gostei do tamanho... Para quem sempre roeu unhas, ter uns centímetros a mais nas pontas dos dedos já faz uma grnade diferença. E eu tenho um problema sério com as simetrias... Uma unha caiu na lua de mel. Para não ficar feio, arranquei todas as outras na viagem de regresso. Com os dentes...

 

Mais um período de desistência. Ia à manicure de tenpos a tempos, punha base e verniz. Ficavam lindas 2 dias. Fui desistindo. Entretanto, surgiu o diagnóstico de autismo das piolhas e era uma vez unhas. Em alturas boas, andavam arranjadinhas e pintadas - fui investindo em vernizes de secagem rápuda e num bom top coat -; em alturas más, os meus dedos pareciam uns tocos.

 

Esta Primavera decidi que enough was enough e rendi-me às unhas pintadas com verniz gel.Lindas!!! Nunca tive unhas tão bem desenhadas, tão delineadas, tão bonitas, tão arranjadinhas... De há uns tempos para cá, infelizmente, o verniz não aderia o suficiente e comecei a dar prejuízo à casa... Algumas saltavam como pipocas, outras caíam na ponta da unha, outras levantavam... Fomos trocando de base, de selante, de primer, de vernizes. Na semana passada arranjei-as. Estavam lindas. Nem uma semana duraram... Fiquei mesmo triste.

Altura de desistir. E porquê? Porque o stress em que ando é tão grande que não há cabelo nem unhas que resistam. O estado deve ser tal que, depois do tratamento feito pela minha técnica, coloquei um verniz normal com top coat e até esse estalou nas pontas.

O cabelo? O cabelo pede outra tesourada um dia destes. Está estranho, com uma textura que não me agrada - apesar de o marido me ter oferecido a Braun Silk 7 não sei quê - e as pontas estão duras.

 

A prova dos 9 foi hoje na aula de yoga. A pedido de uma das alunas, a instrutora decidiu alinhar-nos os chakras. Não acredito muito nestas coisas e tenho muita dificuldade em concentrar-me nas meditações mas esforcei-me ao máximo para fazer tudo direitinho. A verdade é que não me senti nada alinhada e tanto tempo na mesma posição deu-me caimbras nos pés (hoje foi um dia para esquecer com o raio da caimbras nos pés). A instrutora disse-me logo "Andas sempre stressada pá, não descansas um minuto!".

 

E, all of a sudden, tudo fez sentido... O cabelo, as unhas que teimam em não ficar bonitas, os chakras não sei quê. Raios partam. Eu juro que me esforço e até durmo quando ando muito cansada e insisto em ler à noite ao invés de ficar no sofá a costurar. Já experimentei chás de camomila e afins mas só ganhei sustos pois a tensão arterial desceu tanto que eu mal conseguia levantar-me... O meu normal é sempre 9-6, com 3 cafés ou mais por dia e, hoje, até com uma tablete de chocolate de avelãs inteira.

E, posto isto, só me ocorre dizer "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga...". Ainda fico com tocos no lugar de dedos e cabelo pelas orelhas (me-do!!!!) se isto não passa.

 

Truques para destressar. Precisam-se. Com urgência.

Agradecida.

 

 

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publicado às 22:35

Vamos começar por ordem decrescente, para causar impacto.

 

5. São gémeas?

Um clássico. Apetece logo responder algo do género "Não, são clones", "Não, são hologramas", "Não, o/a senhor/a precisa de ajustar a sua graduação", "Não, estavam em promoção e comprei mais uma", "Não, encontrei aquela ali no estacionamento e decidi ficar com ela"

 

 

4. Por que não levas as miúdas à missa/pões na catequese?

Hmmm, deixa cá ver, porque não há tarefeiras na catequese, porque não gosto da maioria dos catequistas da minha localidade, porque elas não entendem a big picture daquilo, porque eu não quero. São opções pessoais, não?

 

 

3.  Por que não mudas de profissão?

Por qué no te callas?! Eu ainda acredito no que gosto de fazer, eu ainda sinto uma paixão enorme e uma entrega total em ensinar, eu ainda vou tendo horários - alguns melhores, outros miseráveis - todos os anos, eu adoro o que faço.

Quando isto deixar de ser assim, quando eu deixar de conseguir horários, desistirei. Só aí mudarei de profissão. Até lá, sou assumidamente professora. Ponto.

 

 

2. Tens a certeza que têm autismo?

Eu deveria ganhar dinheiro com esta pergunta, dada a quantidade absurda de vezes que me é feita. Apetece responder "Ah e tal, estava tão cansada da minha vida monótona de mãe de gémeas que decidi que faltava sofrer um pouco mais e encher toda a gente de trabalho e gastar fortunas em qualquer coisa que não se vê, assim, tipo terapias. Vai daí, pensei: é pá, o ideal é uma deficiência, daquelas que ninguém vê e põe toda a gente a dizer como é possível porque são tão lindas. Pesquisei muito e achei que o ideal era Autismo. Foi assim que decidi. Escolhi uma deficiência que toda a gente acha que é uma doença e que poucos sabem o que é. Nunca mais tive momentos de seca familiar! Um mimo!"

 

1. Mas se trabalhas tão poucas horas por que andas sempre cansada? Cansada de quê?

A pergunta que mais ouço. É espantoso, juro. Primeiro: não tenho que dar justificação do meu cansaço a ninguém; segundo: o meu cansaço não prejudica o  meu trabalho; terceiro: não tenho uma vida familiar propriamente cor de rosa e cheia de purpurinas; quarto: não preciso de ter razões para estar cansada. Estou cansada e pronto.

 

 

 

 

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publicado às 11:49

Como se define que o mesmo autismo que tantas portas nos fecha, tanta dor e sofrimento nos traz, tanto trabalho nos obriga a ter, tanto esforço financeiro nos obriga a ter, seja exatamente o mesmo autismo que, de repente e do nada, nos abre uma janela? Eu cá acho irónico... A vida dá, de facto, imensas voltas e, vai na volta, alguns esforços e empenhos até são mesmoo recompensados, será?

 

Por agora, ainda não posso avançar muito, mas ainda esta semana, conto o que se passa.

 

Entretanto:

- continuo sem sabers e fui/sou/serei selecionada numa oferta a que concorri. Era urgente mas já vamos em 3 semanas...

- continua a haver algumas queixas acerca do comportamento das piolhas.

- continuo a partir a cabeça de tanto pensar em estratégias alternativas que as motivem a gostar de fazer TPC (!!!) e de como organizar e estruturar o seu tempo na escola. A ideia já cá está e sei exatamente o que fazer mas, como o Crato é um incompetente de primeira, ainda não se lembrou que as escolas estão à espera de, sei lá, horários e colocações!!!!!!! E, obviamente, como isso influi com os horários das piolhas, não posso estar a criar algo rigido agora, para ser subitamente alterado daqui por uns dias, já com uma rotina estabelecida...

- continuo a detestar dias sombrios que me puxam para baixo.

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publicado às 12:11

É no dia 2 de novembro, pelas 10h. E tencionamos ir!

Este post não é patrocinado, nem tem nada a ver com custos. Falo de eventos e locais onde me sinto bem com as minhas filhas e sei que elas não são encaradas nem olhadas de viés por causa de determinados comportamentos ou gestos estranhos. Não tenho vergonha de sair com as minhas filhas oara onde quer que eu vá. E este tipo de eventos é muito bom para sair em família.

Se correr como o do Verão , sei que as piolhas vão adorar. E, tal como elas, também outras crianças! O cantinho dedicado aos mais pequenos, com a empresa que já participou em junho, é fantástico e as pessoas muito simpáticas e carinhosas. Além disso, o espaço é lindo! É na Quinta de São Pedro em Cernache, que fica nos arredores da cidade de Coimbra. Não há nada de errado em fazer-se algo fora do centro! Pensemos em termos práticos: passeio, novos locais, acessibilidades, facilidade de estacionamento, indicações mais precisas. E é um local lindíssimo. E podemos ir a Coimbra, no final do evento, por exemplo ;)

 

O que me sensibiliza mais é não ser apenas mais um evento entre muitos, mais um mercadinho entre muitos, mas haver uma causa por detrás. Desta vez, apoiam-se duas entidades: a APSI e o Mercado dos Santos.

Vemo-nos por lá!

 

Mais pormenores em http://avidaa4d.blogspot.pt/2014/09/4d-friends-uma-feirinha-com-historia-5.html

 

 

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publicado às 18:46

Pelo autismo sem mitos - campanha

por t2para4, em 12.10.14

Campanha Anímate (Adelante, Atrévete) por un autismo sin mitos! (https://www.facebook.com/anabel.cornago/media_set?set=a.10152730821957560&type=1)

Basta tirar uma foto a usar meias e chinelos diferentes (quem não quiser pode usar sapatos diferentes, ou ténis, whatever) a favor da diferença e inclusão de todos, mas especialmente pelo autismo sem mitos, um passo pela diversidade... Tal como há tantos graus e uma diversidade tamanha dentro do espectro do autismo (por isso se chama "espectro"), mostramos o simbolismo/a metáfora/a imagem da diversidade a começar por nós.

 

O objetivo é tornar esta campanha viral, quer pelo desafio uns aos outros, quer apenas pela partilha de fotos. Não há custos envolvidos, não há jantares envolvidos, não há penalizações envolvidas, não hé pedidos de donativos envolvidos. Única e somente a colocação de uma - ou várias!!!! - fotografias com pés calçados com meias desaparceiradas e calçado de diferentes nações!! E postar no vosso facebook ou blog! Se quiserem podem enviar fotos para aqui (mail ali ao lado) ou colocar no facebook do blog. Interessa que partilhemos e façamos isto. Bora lá? Os meus familiares e amigos já começaram!

Se tanta coisa se torna viral e não tem jeito nem objetivo nenhum, por que não tornar isto viral?

 

A maltinha do t2:

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publicado às 10:58

"A presença da mãe é essencial"

por t2para4, em 10.10.14

 

Poucas semanas depois de sabermos o diagnóstico de PEA das piolhas, o marido encontrou o filme "Temple Grandin". Vimo-lo juntos e, apesar de eu ser a chorona de serviço, ele também ficou abalado. Em algumas circunstâncias, acho que, independentemente da diversidade de graus de autismo, todos os pais e filhos passam pelas mesmas situações.

Na vida desta mulher fantástica, a mãe nunca desistiu dela, enfrentou todos os médicos que a achavam louca (a ela e à filha!), arranjou estratégias para comunicar com a filha, inventou trabalhos e atividades, experimentou terapeuticas e conselhos médicos, arrependeu-se, chorou, caiu, levantou-se. Nunca desistiu da filha, nunca saiu de perto dela, sempre se esforçou por levá-la mais longe. E conseguiu.

 

A própria Temple Grandin consegue exprimir o valor e a importância que esta teimosia e presença da mãe tiveram na sua vida e no seu percurso. Infelizmente, o que vemos por cá é uma segregação em relação a outras mães que acham que, nós autism moms, exageramos; entidades patronais que nos penalizam; hipóteses de trabalho que, na maioria das vezes, nem nos chegam a ser permitidas (eu, por exemplo, já fui recusada por um call center... Incrível, não é? A razão? Os horários... pois...).

Ler este artigo, que me foi enviado por uma mamã de crianças neurotípicas ( e isto é importante, pois mostra que começa a haver cada vez mais consciencialização, apesar de tudo) e que me animou pois, apesar de eu saber que sou protetora e chata e blá blá blá mi mi mi e louca na boca de muita gente, vejo que estou a agir como qualquer mãe deveria agir. E assim vou continuar.

 

 

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/05/presenca-da-mae-e-essencial-diz-idosa-simbolo-da-luta-contra-autismo.html

 
Quem assiste às palestras da professora Temple Grandin, de 67 anos, não imagina que na infância ela não se relacionava com outras pessoas e só pronunciou a primeira palavra aos quatro anos de idade. Diagnosticada autista grave, Temple formou-se em veterinária, fez pós-doutorado na área e é especialista em ciências animais. Os passos para a nova vida foram dados graças à ajuda da mãe, que a incentivava a ter uma rotina normal. “Se não fosse pela dedicação dela, talvez eu não chegasse onde estou.”

Nascida em Boston, nos Estados Unidos, Temple foi diagnosticada ainda criança com grau considerado grave de autismo. Os médicos indicaram internação em uma clínica psiquiátrica, decisão que dividia a família, já que o pai concordava, mas a mãe optava por uma educação inclusiva. "Sempre que alguém nos visitava, minha mãe me obrigava a receber o convidado, dar a mão para cumprimentá-lo, pegar o casaco, conversar e ficar com todos na sala. Isso fez com que eu aprendesse um comportamento novo, algo que não conhecia."

A insistência da mãe em fazê-la conviver com outras crianças e ensiná-la que a doença não a deixava diferente das outras pessoas, conseguiu mudar o jeito de Temple ser e pensar. Hoje, a veterinária viaja o mundo transmitindo os mesmos ensinamentos aos pais de crianças autistas. Para ela, o apoio da família - e, principalmente, das mães - é fundamental na formação e na evolução do filhos.

“O pai e a mãe têm que perceber o comportamento das crianças, têm que sentir se há alguma coisa errada. Por isso, a presença da mãe é essencial. Não pode ficar só jogando videogame. Elas precisam sair, ver e viver o mundo", afirmou a professora, cuja história de superação virou tema de filme lançado em 2010 e que conquistou o Emmy - considerado o oscar da TV norte-americana - em cinco categorias.

Temple Grandin venceu o autismo e hoje ajuda outras pessoas a superarem a doença (Foto: Paulo Villas Boas/ Divulgação)
Temple esteve em Ribeirão Preto durante rápida
visita ao país (Foto: Paulo Villas Boas/ Divulgação)
 

Desenvolvimento
Ainda segundo Temple, os pais devem incentivar os filhos autistas a praticarem atividades culturais, para o desenvolvimento cognitivo das crianças. A professora relembrou que aos oito anos, a mãe percebeu sua vocação para as artes e a fez participar de aulas de pintura e trabalhos manuais na própria escola onde estudava. Aos 14 anos, Temple também foi levada pela mãe para uma fazenda e foi nessa oportunidade que teve a ideia de desenvolver o que ela chama de "máquina do abraço", ao observar como as vacas eram vacinadas.

"Os animais eram colocados em um corredor com barras de ferro, que se fechavam. Eles não se machucavam e ficavam tranquilos. A pressão ajudava a acalmar os bichos. Eu gostei e tive a ideia de copiar isso, criando a máquina do abraço. Eu controlava a pressão da máquina e ficava ali até 20 minutos", afirma.

Em uma rápida visita pelo Brasil, Temple esteve em Ribeirão Preto (SP) e afirmou que o autismo não deve ser encarado pelos pais e pela sociedade como um obstáculo. "Existem dois tipos de cérebro: um social e outro pensante. Aqueles que têm cérebro social, estão por aí, passeando e socializando. Os pensantes, são capazes de fazer criar coisas geniais."

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publicado às 09:48

Não vou dar a minha opinião acerca deste assunto senão saíria daqui um testamento e não chegaríamos a nenhuma conclusão prática, seria como as autópsias: "inconclusivo".

 

Mas, nada como estudar o assunto e tentar perceber o que falha e onde se pode começar a atacar.

Este inquérito é anónimo e demora cerca de 3 minutos a ser preenchido. Se puderem colaborar, agradeço!

 

https://docs.google.com/forms/d/1aKq2eiJL6uKZoNJ4olOs2FHjoOXFqNgeqhLn8VNoXOQ/viewform

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publicado às 09:44

Haja pachorra!

por t2para4, em 07.10.14

- para aturar todos os que se metem na minha vida e me perguntam se estou em casa, se estou a trabalhar, por que não concorro para longe, por que fico por aqui, por que não mudo de profissão;

- para não revirar os olhos até darem uma volta perfeita no globo ocular de cada vez que me dizem "ahhhhhh, mas elas não parecem ter nada, são tão lindas!" (dizer isto com voz sofrida e espantada) quando se fala em autismo, por algum motivo contextualizado;

- para aturar um bando de incompetentes - olha! estou mesmo a falar do (des)governo!!! - que coloca tudo em estado de citius e que tenta esclarificar situações que não tem esclarificação nenhuma;

- para entender por que razão só neste país é que se pode trabalhar português e matemática de manhã e o desporto faz mal e ai ai ai e tatatatata;

- para perceber por que raio me farto eu de trabalhar - na escola, em casa, em trapices e pinturices, em aulas extra fora da escola - e não parece haver retorno nenhum! Muita gente pseudo-interessada e cutchicutchi ai tão lindo mas poucos se chegam à frente e voluntariado é noutro local, não é nisto;

- para me aperceber por que sou eu tão honesta e fiel aos meus valores e princípios e, ao invés de ver recompensas nisso, só levo é cabeçadas;

- para tentar atingir o porquê de nunca podermos baixar os braços na luta pelas minhas filhas porque senão já alguém extrapolou não sei o quê e já há uma lei em incumprimento e mais do mesmo;

- porque raio é assim tão difícil cumprir prazos neste país????? Será possível, seriously?! Aulas, terapias, colocações, plataformas, resultados de concursos, pleaaaase!!!, haja um mínimo de decência!;

- para, nesta fase do campeonato e com as mentiras notícias que vamos lendo/ouvindo/vendo, ainda tenha um resquício de naturalidade ao escrever "nacionalidade: portuguesa".

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publicado às 18:11

Dia da República; Dia do Professor

por t2para4, em 05.10.14

Assim, a nu, à primeira vista, de acordo com os acontecimentos dos últimos anos e o meu saldo bancário, a minha atual situação profissional, o desrespeito para com as minhas filhas, não vejo razões para se celebrar seja o que for.

Celebrar o quê? Uma república das bananas? Uma sucessão infindável de erros em todos os sistemas que, tericamente, serviriam para nos aproximar e agilizar colocações e julgamentos? Uma profissão que adoro de paixão e vocação mas que ninguém respeita menos ainda o ministro da educação? Um desrespeito imenso por quem realmente trabalha e desconta e paga os seus impostos e se sacrifica a tantos níveis? Que motivos há para se fazer o que quer que seja neste dia?

Assim, a nu, à primeira vista, de acordo com os acontecimentos dos últimos anos e o meu saldo bancário, a minha atual situação profissional, o desrespeito para com as minhas filhas, não vejo razões para se celebrar seja o que for.

 

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publicado às 09:49

No dia Mundial do Animal...

por t2para4, em 04.10.14

... faz todo o sentido mostrar e dedicar um post à bicheza cá de casa (parasitas não incluídos - desses queremos distância!!!!).

Os peixes, sem nomes, já ultrapassaram a barreira dos 3 anos e são gordos e enormes. A bem dizer, também não têm muito espaço para exercício físico, coitados. Mas nenhum de nós imaginaria que cresceriam tanto e viveriam tanto! Não mudámos - nem vamos fazê-lo - o aquário mas embelezámo-lo com uma tela. Ficou mais marítimo.

 

 

 Os gatos, Quico e Silvestre, já com 6 meses e uma castração na agenda, continuam a crescer fortes e saudáveis. Apesar das agruras que causam ao marido, fazem as delícias e vigiam bem as piolhas. E têm, apesar de serem extremamamente teimosos e muito totózinhos, aprendido imenso e muito rápido. E adoram as piolhas e elas adoram os seus gatos.

 

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publicado às 20:36

Um novo dia? Hope so...

por t2para4, em 03.10.14

Não lígámos ao toque do despertador, apesar de eu ter acordado. Preferi deixar as piolhas dormir mais um pouco, caso quisessem, face aos acontecimentos do dia anterior. Mas as piolhas acordaram bem dispostas e quiseram ir à escola. Gostei de saber  e ver o entusiasmo.

 

Os poneis irão acompanhar as piolhas no dia de hoje, na roupa (cortesia da avó), bem como a promessa de tomarmos um cafézinho no bar da escola no intervalo grande.

Enquanto eu falava com a professora, as piolhas fizeram o TPC. E, agora sim, fez todo o sentido e sei que treinaram o raciocínio e o cálculo. No entanto, sei que as grandes dificuldades com a matemática - que está a ficar cada vez mais abstrata e interpretativa - estão a começar. Mas isso fica para depois, agora não tenho cabeça para pensar nisso.

 

Anyway, apesar de tudo, fico contente por saber que as piolhas são bem tratadas na escola e gostam de lá estar.

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publicado às 09:23

Desregulação sensorial/comportamental

por t2para4, em 02.10.14

Exemplos muito concretos, uma vez que explicar isto é muito complicado. Básica e sucintamente, é uma mistura histérica e desproporcional de comportamentos, sensações, sentimentos, etc., sem controlo.

Hoje o dia na escola foi assim: chora-ri-reclama-gincha-chora-ri-reclama. O horror, o drama, a tragédia porque:

- fevereiro tem 28 ou 29 dias - provavelmente, na cabeça delas, não se entende por que raio este há de ser diferente, ainda por cima, de 4 em 4 anos;

- esperar em fila - apesar de estarem habituadíssimas a fazê-lo e saberem que  têm que fazer e estarem a fazê-lo. Confuso? Yep.

- eu fui às compras. Para elas. Reação? "Tu só compraste roupa de mulher!!!!!" + guinchos + choro + lágrimas gordas a escorrer pela cara (para que conste, comprei cuecas, um soutien de desporto e um pijama para mim; para elas, comprei um gorro pinderiquíssimo giríssimo e cuecas com princesas); "E tu foste ao fórum sem eu!" + choro + guinchos + lágrimas gordas; "E eu quero as t-shirts da princesa sofia com o amuleto a brilhar!" + choro + guinchos + lágrimas gordas

- comprar ração ou areia para os gatos - + choro + guinchos + lágrimas gordas porque estão em promoção e os brinquedos não.

- temperaturas - está um calor do caraças mas estamos assim: de gorro na cabeça, de t-shirt, soutien de desporto da mãe por cima da roupa, descalças, a comer a única coisa que aceitaram (bolo de chocolate) e a partilhar com os gatos...

 

- gostos estranhos e incoerentes - "Eu quero ir para o futebol!!!!" + choro + guinchos + lágrimas gordas. Ela que nem sequer se aproxima de bolas...

- brinquedos - não está fácil chegar a acordo entre as duas.

- comida - não sabem o que querem, querem comer o que lhes apetece quando lhes apetece.

- emoções/sentimentos - está tudo confuso e não sabem gerir o que sentem, daí toda esta gritaria, choro, riso, reclamações à bebé de dedo esticado e boca escancarada, exigências do género "quero a tampa do iogurte toda tirada" + choro + guinchos + lágrimas gordas

 

Que fazer numa situação destas?
Bem, nada é infalível, por isso, vamos indo por tentativa e erro. Não vale a pena insistir em TPC, por exemplo, ou alimentar as possíveis causas - sejam elas quais forem - desta instabilidade. Mantemos a firmeza quando querem comer bolachas com 5 kg de chocolate e dizemos não mas deixamo-las andar de gorro e pé descalço; deixamo-las correr até ficarem exaustas; deixamo-las chorar se isso as alivia; deixamo-las jogar computador se isso as ajuda a acalmar. E, só mais tarde, perguntamos pelos TPC - se der - ou falamos no jantar ou nas rotinas habituais. Temos em atenção a segurança delas no meio destas desregulações mas, a verdade, é que não há muito a fazer... É mesmo vigiar, não alimentar furores, não gritar nem castigar (porque, na realidade, elas não estão a ter a noção correta do que se está a passar), esperar que passe. E passa. Embora custe muito vê-las assim...

 

Agora, se me dão licença, vou ali escrever um recado - porque hoje não vou massacrá-las com TPC - e fazer um jantar de que elas gostem e o marido deteste - massa.

 

E assim vai a vida no t2.

 

 

 

PS - Por favor, não me levem a mal. Eu vou responder aos emails e comentários assim que possa.

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publicado às 18:17

34

por t2para4, em 01.10.14

Assim. Simplesmente 34.

Mais um dia, banalíssimo - felizmente! - e, com e na presença de quem realmente importa. A única coisa a escapar ao banal é a mudança aqui do Sapo. Até o Sapo mudou!!! Também fez anos? Também precisou de uma mudança de ares, agora com a mudança de estação, eh eh eh

Por isso, ficamos assim, simplesmente 34.

 

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publicado às 23:13

Podia ser a minha OST

por t2para4, em 30.09.14

e de mais uma série de mães/pais que conheço.

Sempre numa luta pelos nossos piolhitos.

 

 

 

All the life she has seen

All the meaner side of me

They took away the prophet's dream

For a profit on the street

 

Now she's stronger than you know

A heart of steel starts to grow

 

All his life he's been told

He'll be nothing when he's old

All the kicks and all the blows

He won't ever let it show

 

'Cause he's stronger than you know

A heart of steel starts to grow

 

When you've been fighting for it all your life

You've been struggling to make things right

That's how a superhero learns to fly

Every day, every hour, turn the pain into power

When you've fighting for it all your life

You've been working every day and night

That's how a superhero learns to fly

Every day, every hour, turn the pain into power

Oh-oh, oh, oh

Oh-oh, oh, oh

 

All the hurt, all the lies

All the tears that they cry

When the moment is just right

You see fire in their eyes

 

'Cause he's stronger than you know

A heart of steel starts to grow

 

When you've been fighting for it all your life

You've been struggling to make things right

That's how a superhero learns to fly

Every day, every hour, turn the pain into power

When you've fighting for it all your life

You've been working every day and night

That's how a superhero learns to fly

 

Every day, every hour, turn the pain into power (power, power, power, power, power)

(Power, power, power, power)

Every day, every hour turn the pain into power (Power, power, power, power)

(Power, power, power, power)

Every day, every hour turn the pain into power

 

She's got lions in her heart

A fire in her soul he's a got a beast

In his belly that's so hard to control

'Cause they've taken too much hits, taking blow by blow

Now light a match, stand back, watch them explode

She's got lions in her heart

A fire in her soul he's a got a beast 

In his belly that's so hard to control

'Cause they've taken too much hits, taking blow by blow

Now light a match, stand back, watch them explode

 

When you've been fighting for it all your life

You've been struggling to make things right

That's a how a superhero learns to fly

Every day, every hour, turn the pain into power

When you've fighting for it all your life

You've been working every day and night

That's a how a superhero learns to fly

 

Every day, every hour, turn the pain into power (power, power, power, power, power)

Oh, yes (power, power, power, power)

Every day, every hour, turn the pain into power (Power, power, power, power)

 Ooh, yeah Whoa (power, power, power, power)

Every day, every hour, turn the pain into power

When you've been fighting for it all your life

You've been struggling to make things right

That's how a superhero learns to fly


Read more: Script - Superheroes Lyrics | MetroLyrics

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publicado às 11:15

Meio a meio

por t2para4, em 21.09.14

Ao olhar para as piolhas, com olhos de fora, tentando afastar o meu olhar de mãe, vejo duas crianças que são obcecadas por poneis (nem sei definir se será algo saudável ou não, visto que o dominio do inglês vem daí bem como o de ferramentas informáticas e controlo do teclado real e virtual), que continuam a manifestar dificuldades em chegar-se a grupos, que estão muitas vezes sozinhas no seu mundo e que ainda têm estereotipias (o handflapping, deus meu, o raio do handflapping).

Por outro lado, esse mesmo olhar, mostra duas crianças que são já capazes de brincar com os seus pares e até crianças mais novas, seguir regras implícitas de jogos sem que estas lhes tenham sido explicadas, saber estar em pequenos grupos, querer fazer as mesmas atividades que outras crianças, tentar acompanhar a mesma linguagem (apesar de aqui a balança ainda pender para outros campos).

Se por um lado, me regozijo e fico imensamente feliz e parece que tão longe vão os tempos do não falar; por outro lado não sei quanto caminho ainda me/nos falta percorrer... E, ainda não sei se festejo um bocadinho ou se chore um pouquinho...

Odeio-te autismo.

 

 

 

PS - Tenho comentários para responder, peço desculpa pela demora, mas tentarei fazê-lo o mais breve possível. O regresso às aulas deveria ser mais pacífico mas o final da semana não foi lá muito nosso amigo...

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publicado às 20:46

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