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Fim de semana fora - Belém - parte 2

por t2para4, em 23.05.17

Ora, continuando a nossa experiência de um fim de semana fora. O tempo para escrever não abunda e, infelizmente, ainda não descobri uma forma de passar todos os meus posts mentais para o blog. Vamos à parte 2.

 

Logo depois do evento Volvo Ocean Race, fomos a Sintra matar saudades, ainda que por uns breves momentos, e acabámos por lanchar e jantar por lá. Uma visita à séria ficou mentalmente agendada para depois. Recapitulámos o que tínhamos planeado em casa:

- passaríamos a noite no hotel (ficámos no Holiday Inn Express Lisbon – Oeiras que reservámos através do site amoma, a um preço super convidativo, com pequeno-almoço incluído. Condições incríveis, higiene e limpeza fantásticas, ambiente muito calmo e tranquilo. Falando com as piolhas sobre tudo isto, para elas, foi o máximo dormir num quarto de hotel e ter um pequeno-almoço tão variado com tabuleiros na mesa).

- aproveitaríamos para visitar os monumentos na zona de Belém de forma gratuita, visto ser o 1º domingo do mês, mas tentaríamos evitar o tempo de espera em filas ou em locais que não dissessem muito às piolhas.

- tentaríamos estacionar numa zona relativamente segura e próxima da área que pretendíamos visitar e almoçaríamos por lá.

 

No domingo, acordámos cedo com miminhos das piolhas por ser dia da mãe e, pela 1ª vez, vimos que havia pouco trânsito eheheheh nem parecia Lisboa. Chegámos a Belém pelas 8h45, estacionámos no parque ao lado do Monumento ao Combatente e preparámo-nos para visitar o máximo possível a pé.

A 1ª paragem foi em passagem pelo Monumento em si, a que apenas aludi que homenageava todos os soldados portugueses mortos em combate ou funções militares e expliquei que a maioria das placas com nomes e nomes quase sem fim se referia à guerra do Ultramar (o nosso Vietnam, por assim dizer). Não quisemos entrar em muitos pormenores pois esse conteúdo será mais tarde abordado na escola. Referi a importância do respeito pelos locais onde passávamos: tirar fotos e selfies é fantástico e sou totalmente a favor mas desrespeitar túmulos ou invadir áreas fechadas ou interditas é, além de proibido, de uma desconsideração e desrespeito atroz. Vimos gente a tirar fotos em cima do túmulo do soldado desconhecido para ficarem bem ao lado da chama ou em janelas do Palácio da Pena. Visitar sim, respeitar sempre.

 

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Próximo foi a Torre de Belém que nos maravilhou novamente. O Tejo estava em maré baixa, havia um cheirinho fantástico a maresia, não se via ninguém por ali (à exceção de algumas pessoas a correr). Vimos tudo o que conseguimos por fora, analisámos a miniatura e até percebemos a sua importância na saída das naus pela altura dos Descobrimentos.

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Dali, depois de vermos o avião alusivo à 1ª travessia aérea do Atlântico Sul por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, avançámos para o Padrão dos Descobrimentos, sempre à beira rio, a ver entrar um navio-cruzeiro e passarem os rebocadores, os veleiros, as lanchas. Lá, vimos as figuras em relevo nas laterais do monumento, o desenho do monumento em si, a espada que “segura” tudo e as piolhas correram pela roda dos ventos a identificar os pontos cardeais de que se lembravam.

 

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Atravessámos a rua, pelo túnel, em direção aos Jerónimos, mas não deu para irmos pelos jardins centrais por causa de um evento, mas fomos pelos laterais e ainda vimos patinhos bebés. No Mosteiro dos Jerónimos já havia filas intermináveis e ainda não eram 10 horas. Vimos o exterior e ponderávamos seguir, mas reparámos que a entrada para a Igreja/Panteão estava sem pessoas. Vimos os túmulos de Luís de Camões e de Vasco da Gama, que as piolhas identificaram logo, e a beleza da pedra trabalhada com elementos a lembrar o mar e a natureza. Mesmo na penumbra, é sempre deslumbrante.

 

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Próxima paragem quem adivinha? Pois claro! Ali na zona, tinha mesmo de ser no belo do pastel de Belém! E foi! Mais um deslumbre das piolhas naquela fábrica com ar de café que afinal é um autêntico mundo de salas.

 

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Fomos para o MAAT pelo jardim. Ainda fomos abordados por uma senhora idosa cigana que nos queria ler a sina e afiançou logo que estávamos carregadinhos de inveja. Sorrimos perante o óbvio, mas recusámos, apesar da simpatia (e do desconto do preço que nos fazia) da senhora. Deu para as piolhas ficarem a conhecer a residência oficial do Presidente da República e acharem o máximo ele viver mesmo lá.  Na direção oposta à caminhada que encontrámos (algo relacionado com a Dona Estefânia e que associei a maternidade e ao dia da mãe), caminhámos à beira-rio até ao MAAT, passando pelo Museu da EDP. Que vistas deslumbrantes! E o Tejo tão lindo, toda aquela luz… Lisboa é uma cidade extremamente luminosa que parece sempre tão jovem.

 

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Não avançámos mais e decidimos adiar uma visita ao Aquário Vasco da Gama para uma próxima – por causa do estacionamento. Voltámos para trás sempre à beira-rio, a aproveitar toda aquela luz e sol e maresia. Eu aproveitei para rever alguns dos monumentos e as piolhas para os conhecer – ainda que fosse só pelo exterior. Mais tarde, numa altura menos movimentada e com menos calor, faremos o mesmo percurso, mas a visitar o seu interior e até alargar para o Museu de Marinha, Museu dos Coches e afins.

 

Chegámos cansados ao carro mas com aquele cansaço bom de quem gostou do que fez e viu. E decidimos, sem mais nem menos, regressar a Sintra.

 

 

 

 

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publicado às 11:17

Fim de semana fora - Algés - parte 1

por t2para4, em 16.05.17

Tentei não me entusiasmar muito antes da data marcada para não ter expectativas muito altas e, depois, acontecer algum imprevisto e não irmos para lado nenhum. A ideia era participar num encontro de proprietários Volvo no âmbito da Volvo Ocean Race, passar a noite num hotel perto de Lisboa e conhecer Belém e aproveitar o 1º domingo do mês para visitar alguns museus sem pagar. Correu tudo muito bem, conseguimos finalmente concretizar um desejo que já aqui andava há muito tempo, acabámos por fazer isso tudo e ainda apresentar Sintra às piolhas.

 

Marcou-se um encontro da Volvo, associado à Volvo Ocean Race. As condições para nos inscrevermos e participarmos eram apenas ser proprietário de um veículo (não importa qual, pois, no encontro até um camião apareceu) da marca Volvo. Os únicos custos envolvidos foram mesmo em combustível e refeições.

 

Por partes: a Volvo Ocean Race consiste no seguinte: É uma regata em vela, que parte a 22 de outubro de 2017 em Alicante, Espanha, durará oito meses e será a mais longa de sempre, com 11 etapas nos cinco continentes. Este percurso, que terá passagem em Lisboa, é o mais longo e exigente da história das 43 edições da competição. A primeira etapa de mar ligará a cidade espanhola a Lisboa, a 22 de outubro, num total de 1.300 quilómetros. Lisboa terá direito igualmente a uma regata costeira, a 28 de outubro, para, a 05 de novembro, os barcos largarem de Lisboa rumo à África do Sul, sendo que a 08 de dezembro haverá nova exibição em frente à Cidade do Cabo. Mais informações em http://www.volvooceanrace.com/en/home.html

 

Para nós, participantes do encontro, houve a oferta de test-drives de várias viaturas (desde jipes a híbridos), visita guiada ao armazém/estaleiro de construção dos barcos e passeio no Tejo num speedboat (também fabricado pela Volvo).

Escusado será dizer que, uma vez lá, aproveitámos para fazer o gosto ao dedo. Eu conduzi um jipe com mudanças automáticas pela Doca de Pedroços (deus ma livre ter de sair dali e enfiar-me naquelas ruas, desculpem, mas aquele trânsito assusta-me). O marido conduziu um híbrido de 2 motores, versão break: elétrico e combustível. As mudanças automáticas não me apaixonaram (gosto muito de controlar a condução do carro) e o silêncio dos motores do híbrido intrigaram o marido (habituado a motores que roncam). Mas foi bom conduzir carros novos pelo menos uma vez na vida eheheheheh As piolhas andaram sempre connosco e davam a sua opinião sobre tudo, obviamente. Continuam a preferir os nossos carros velhinhos embora tenham gostado da break.

 

O recinto tinha rolotes para que pudéssemos petiscar e tomar um café sem necessidade de sairmos da Doca e as casas de banho eram nos armazéns. 

 

Passeámos imenso por aquela área, desde a zona de rebentação do Tejo, ali mesmo na foz, até ao final do passadiço, cheio de gaivotas. Ainda deu para darmos um pulinho a pé à Torre de Belém, depois de almoço, para dar um pequeno vislumbre daquele local lindíssimo e cheio de turistas nacionais e estrangeiros às piolhas. Explicámos-lhes também sucintamente em que consiste o Museu do Combatente e o Monumento erigido. Deu para perceber que elas quase que sentiam o peso de tantos nomes naquelas paredes…

 

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De regresso à Doca, apanhámos a visita guiada aos barcos e ao estaleiro. É incrível ver como funciona um verdadeiro trabalho de equipa onde todos metem as mãos na massa, desde o diretor neozelandês ao engenheiro português. Os barcos são praticamente feitos à mão e todos colaboram para um mesmo fim.

 

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Terminada a visita, hora de passeio. E posso garantir que, apesar de ter sido fantástico, não é uma experiência que volte a repetir. De coletes colocados, com as crianças nos bancos em frente aos adultos, lá fomos, com duas piolhas cheias de entusiasmo, a falar e a falar e a falar e a falar. Mal saímos da zona do porto, começam a aceleração (que afinal “só” foi até a um máximo de 60km/h) e as acrobacias. O-h   m-e-u   d-e-u-s…… eu só fincava os pés no chão do barco, agarrava-me ao banco e segurava uma das piolhas, repetia incessantemente “segura-te, agarra-te” enquanto ela gritava histericamente de felicidade, repetia “É brutal!” e estava mesmo com a adrenalina no máximo. O marido tinha as alças do colete da outra piolha bem presas numa mão enquanto fincava os pés no chão do barco e tentava filmar alguma coisa. E lá íamos dizendo à piolha mais incomodada “está tudo bem” ao que ela respondia “não, está não!” mas nem pensar em levantar o braço para mandar parar o barco. E eu só temia que uma delas vomitasse em jato e era uma vergonha pegada. Mas não. Elas estavam mesmo a aproveitar aqueles 20 minutos ao máximo - apesar dos saltos, das ondas, das rotundas doidas em água, de mais saltos, de guinadas para a direta e para a esquerda.

Fomos da Doca de Pedroços até aos pilares da Ponte 25 de Abril e Crsito Rei, sempre no Tejo (que depois de levarmos com uma onda na cara, descobrimos ser salgado).

Foi porreiro mas confesso que desperta todos os meus sinais de alerta e de atenção. Mas depois vem a parte racional que nos diz que há crianças a bordo e os condutores fazem aquilo na boa, a velocidades bem maiores e não são amadaores. 

 

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Foram experiências incríveis e que, certamente, se transformarão em memórias fantásticas. Elas gostaram imenso e nós também. É o que verdadeiramente importa.

 

 

 

 

 

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publicado às 11:28

A propósito dos F

por t2para4, em 14.05.17

E Portugal ganhou tudo o que havia para ganhar (apesar de fazer lembrar as premissas salazaristas...) o que nos deixa num ambiente otimista, de festa, de celebração. Gosto desse sentimento!

 

Fiquei muito satisfeita com a vitória no Festival. Há anos que não via (ainda sou do tempo do Eládio Clímaco a apresentar), nunca percebi se Portugal continuava a participar desde a Sara Tavares (shameful, I know...).


Ao contrário do que disseram algumas más línguas, eu gosto da música. Faz lembrar música dos antigamentes, da Disney. A voz é melodiosa e harmoniosa sem aqueles efeitos sobe e desce, agudo grave que estão na moda fazer em todas as canções. E a letra é muito bonita. Gostei mesmo mesmo muito.

(E, não me levem a mal, mas aqueles maneirismos dele, a forma como torcia as mãos, fez-me lembrar esterotipias idas... Talvez, por isso, tal como acontece com o Messi, eu sinta um carinho diferente por ele... Não estou a fazer diagnóstico a ninguém, atenção!). Achei o Salvador alguém de uma simplicidade fantástica e gostei muito. Parece alguém muito puro, igual a si mesmo, sem artifícios. 

Que esta vitória abra novas portas a músicos como ele, porque, neste país, de arte e só de arte, não me parece que alguém viva...

 


Futebol a mim não me diz nada. Rumo aos 37 estou eu, basicamente, pois 36 estão quase a passar ehehehehe Há outros desportos, há outras modalidades, não há o mesmo impacto, a mesma devoção. Mal tinham os jogadores tinham pegado na taça e já havia relatos de distúrbios e confrontos... Seriously? Desde quando é que isso é festejar?

Parabéns, anyway. Falta conquistar o penta para se equipararem ao FC Porto de há uns anos.

 

 


O papa Francisco é um querido. Cá em casa, até as piolhas gostam e simpatizam muito com ele. E aquilo que diz faz-me sentir bem menos culpada no que respeita à minha relação com a religião. Houve um abalo gigantesco em 2010 e parece que a fissura se mantém, com mais ou menos profundidade. Não sei muito bem como me sentir. Diria que, se fosse um facebook status, "numa relação complicada"...

Mas a visão que este papa dá é uma lufada de ar fresco. Havia uma data de dogmas (ridículos, if you ask me) que nunca entendera e que me parecem ter sido desfeitos (como o não batizar crianças de pais divorciados ou pais solteiros, por exemplo). Naquele coração cabem todas as pessoas do mundo, independentemente da sua crença - ou não-crença - pois o que verdadeiramente importa é a sua atitude, o seu valor, o seu comportamento. O papa Chico, como carinhosamente, o chamamos por cá, é mesmo um querido. E anda sempre bem-disposto e sorridente!

 

E, como dizia há pouco o marido, acho que, para nós, se impõe um outro F, quem sabe bem mais importante: o F de Futuro. Agora, no rescaldo de toda esta festa - que acho que nos faz bem ao espírito, não nego -, as coisas, de facto, não parecem tão negras. Conseguimos ter uma ténue esperança de que coisas boas virão, a nível pessoal, profissional, familiar. Assim seja. 

 

 

 

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publicado às 09:53

No âmbito do projecto Autism Spectrum Disorder in the European Union (ASDEU), no qual o Instituto Nacional de Saúde e o Hospital Pediátrico de Coimbra participam, foram desenvolvidos dois inquéritos que pretendem recolher evidência sobre:


1) os custos socio-económicos do autismo para as famílias;


2) as práticas de deteção, diagnóstico e intervenção no autismo, na União Europeia.

 

Os resultados destes dois inquéritos servirão de suporte à programação de apoio médicos, educativos e sociais mais adequados para as pessoas com autismo, em cada país participante do projeto e na União Europeia.

Os inquéritos são respondidos online, e podem ser acedidos através dos links:


1. Custo da Perturbação do Espetro do Autismo em Portugal: http://asdeu.limequery.com/survey/index/sid/758623/newtest/Y/lang/pt


2. Identificação, diagnóstico e intervenção precoce em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (para pais/famílias):
https://usalinvestigacion.eu.qualtrics.com/jfe/form/SV_6lKhtERFQogPPMN?Q_Language=PT-BR

ou ainda através do site do projecto ASDEU: www.ASDEU.EU

 

Não custa nada ajudar! Partilhe-se!

 

 

 

 

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publicado às 18:48

Estragaste? Agora sujeitas-te.

por t2para4, em 02.05.17

Algo que faço desde sempre com as piolhas é tentar incutir-lhes o sentido de responsabilidade e de as fazer perceber que não se estragam as coisas de propósito. E, quando isso acontece, de propósito entenda-se, alguém sofre as consequências dos seus atos. Nem sempre resulta à primeira, muitas vezes as piolhas não gostam mas têm de se sujeitar.

 

Umas das coisas que têm de perceber - a bem ou a mal - é que quem estraga, repara/paga/arranja. Já aconteceu com pequenas coisas como blocos de post-its com um familiar ou com um livro de casa que acabaram por ter que comprar com o dinheiro que tinham amealhado. Hoje aconteceu com um brinquedo do ATL. A uma das piolhas passou-lhe um gato preto p'los olhos e lembrou-se que a última moda em cavalos de brincar é pintá-los com verniz das unhas. A última vez que isso aconteceu cá em casa ficaram mais de um ano com uma Rarity e uma Celestia (poneis brancos de cabelos brilhantes) de cor verde jade. Só quando me fartei de ver os brinquedos assim é que, com paciência, lá limpei tudo com acetona). Ora, no ATL, não vai ser assim: estragou, pagou, ficou sem um dos seus brinquedos. Cá em casa tem tinha um igual. Vai direitinho para o ATL amanhã. E eu vou vê-la fazer a entrega e justificar-se.

 

Muito duro? Pois, se calhar, é; se calhar, até sou má mas, se calhar, fica a ideia de que a vida não é fácil e nem sempre lhe vão passar a mão pelo pêlo e que há consequências quando não se cumprem regras. 

 

É a vida.

 

 

 

 

 

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publicado às 18:25

Momento ahhhhhh das piolhas #13

por t2para4, em 30.04.17

Fomos almoçar e passear com uns amigos do Norte. Tinha estacionado o carro num local central onde pudessemos todos nos encontrar facilmente. Dali seguiríamos para outro lado e estavamos a decidir, de entre as crianças, quem iria com quem. 

As piolhas, como habitualmente, andavam comigo, já havíamos decidido quem viria connosco, no nosso carro, e estava já eu pronta para dar a indicação do costume "entrar, sentar e pôr o cinto" quando uma delas pede algo que não ouvi bem (se calhar, o meu sistema optou por não ouvir) e pedi para repetir. Dizia ela, pois então:

"Mãe, posso ser eu a levar o carro?"

Ora, se estávamos todos a decidir quem tinha idade ou altura para ir no banco da frente e, se afinal, uma das amiguinhas com 10 anos (mas assim 10 anos a chutar para aspeto de 13) podia ir à frente, por que razão não podia ser ela a conduzir? 

 

(Memo to myself: nunca mais (tipo nunca mais mesmo!!!) dizer, quando as piolhas estão fartas de algum lado e querem vir para casa, "toma lá a chave do carro e vai andando". Qualquer dia a meu sarcasmo irónico pode ser tomado à letra, não vá esta oportunidade de conduzir antes do tempo escapar.)

 

 

 

 

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publicado às 19:20

Tagarelice #54

por t2para4, em 25.04.17

A acabar de chegar a casa (e ainda bem, já perceberão porquê), numa tentativa de discussão com o pai, uma das piolhas acaba a defesa do seu ponto de vista com um gesto e uma expressão (agora estão a tentar usar expressões idiomáticas e provérbios mas ainda falham os contextos e parecem definitivamente o Sheldon - Teoria do Big Bang):

"Estou em olho de ti", dizia isto com uma vozinha de menina a tentar estar séria e mexia os dois dedos dos olhos dela para os olhos do pai e repetia a frase "Estou em olho de ti".

 

Foi de rir até às lágrimas porque foi inesperado, foi contextualizado e foi muito bem apanhado, mesmo com as preposições trocadas. Depois de atinar com "Estou de olho em ti" e ter aperfeiçoado o gesto (ela faz aquuilo de uma maneira tão gira com os dedos que parece diferente), passou a ser a nossa mais recente private joke quando queremos chamar a atenção uns dos outros cá pelo t2.

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 20:49

Oh, querida Julia...

por t2para4, em 11.04.17

Já lá vão uns anitos em que o handflapping era muito comum. Ainda tende a aparecer, de vez em quando, em momentos de maior tensão ou de incompreensão do que as rodeia.

 

Apesar de já ter falado da Julia antes (aqui), vê-la trouxe-me lágrimas aos olhos porque vi ali um 1:20 de piolhas... Certo que evoluímos muito desde então mas, ainda assim, custa e dói um bocadinho... Porque, se por um lado houve evolução da parte delas, por outro, parece que falta tanto caminho ainda...

 

 

In  https://www.facebook.com/GoodMorningAmerica/videos/10155619103608812/

 

 

 

 

Oxalá as minhas "Julias" encontrem sempre alguém que as compreenda e as respeite por fazerem as coisas "a little differently"...

 

 

PS: aqui para nós, não acharam a Julia uma miúda feliz, assim, genuinamente feliz? Eu achei. E, apesar de tudo, as piolhas também são miúdas felizes.

 

 

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publicado às 17:02

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