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Ora, no dia de hoje:

por t2para4, em 22.03.17
- está um frio do camandro que não se aguenta e passei a manhã com os pés qual bloco de gelo;
- caiu granizo de 5 em 5 minutos e, para variar, quando não perco os chapéus de chuva, não faço ideia se estarão em casa ou em qualquer um dos carros;
- tenho de ir à bruxa mandar fazer umas rezas e umas benzas e queimar umas arrudas e fumar umas passas e coisas e tal do género;
- tenho de fazer um exame ocular bem detalhado pois acho que, de repente, também ando a ver mal ao perto e não devo acertar com o tamanho da letra que deve ser para aí tamanho 3 ou 4, como as fraldas;
- tenho um aluno particularmente preocupado com a minha preparação profissional que me avisa sempre que estou correta acerca das informações que transmito e que me informa que aprendeu o mesmo de outro modo, diferente do meu, claro está;
- metade de uma das minhas turmas está com acesso livre à casa de banho, sem precisar de avisar - cortesia do rotavirus;
- vão voltar as 25h letivas no 1º ciclo quando as piolhas vão sair dele (e nem vou falar no que penámos nestes 4 anos);
- ainda não fizemos os trabalhos extra de terapia da fala porque andamos estoiradas de todo e estamos as 3 em fase de preparação para as fichas (eu para as fazer e dar aos meus alunos; elas e eu para as estudar, ou seja, hello frações equivalentes e problemas com contas decimais whhhhhoooohoooo - vodka, preciso de vodka);
- esqueci-me de fazer o jantar e tivemos que improvisar com as sugestões do chef Continente;
- precisei de dormir meia hora para ver se a neura gigantesca passava, qual criança de 3 anos.
 
O calendário diz que é 4ª feira e nem sequer é dia 13.
 
 
Alrighty then.
 
 
 
 
 
 
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publicado às 22:13

O pai

por t2para4, em 19.03.17

O pai é a versão masculina da mãe mas em versão menos acelerada e mais ponderada.

 

 

O pai do t2 é, também ele, um pilar. E é muito mais divertido e muito menos falador que a mãe. E não fala tão alto (mas, a bem dizer, não sofre do mal da profissão da mãe). 

 

O pai é hoje aquilo que ele mostra ser todos os dias, com a diferença de que, num qualquer calendário se decidiu assinalar o dia 19, dia de S. José, como dia do pai. E eu até nem me importo.

 

O pai não vai sofrer revezes comerciais hoje: vai ter a nossa visita no seu local de trabalho, muitas prendinhas homemade and DIY e muitas surpresas docinhas.

 

O pai do t2, mesmo que diga o contrário, mesmo que fizesse algo totalmente diferente numa viagem ao passado, nasceu para ser pai. E fá-lo o melhor que sabe, sem livro de instruções e sem conselhos de quem já foi pai.

 

O pai foi o primeiro amor das piolhas e era com ele que queriam casar, de tutu cor de rosa enfiado na cabeça como um véu e bouquet de poneis a fazer de flores.

 

O pai será sempre um dos homens da vida das piolhas - mesmo quando encontrarem o homem das suas vidas - num lugar inalcançável, num pedestal, num trono.

 

O pai será sempre o protetor incançável e insubstituível das piolhas.

 

Aos olhos e no coração do pai, as piolhas serão sempre as meninas do papá.

 

O pai é O pai e mais nada. 

 

 

 

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publicado às 11:09

Se me tivessem dito, há 7 anos que tal seria possível, e não teria acreditado, teria chorado de raiva e frustração... Mas hoje quase chorei mas de alegria, de orgulho, de felicidade! Decidimos arriscar -afinal, o pior que poderia acontecer era termos que pintar a cara de preto e tentar sair o mais discretamente possível da sala - e ainda bem que o fizemos!

 

As piolhas participaram hoje, pela 1ª vez, numa atuação perante uma sala cheia (falamos de cerca de 400 lugares, todos ocupados), com música bem alta - mais do que num cinema -, com música, dança e mais música. E elas não foram dançar mas foram mostrar um pouco do que fazem nas suas aulas de psicomotricidade - onde estão inscritas desde 2015, e que funciona para nós como Terapia Ocupacional, nas áreas de coordenação corporal, motricidade fina e grossa, psicomotricidade, dissociação, equílibrio, coordenação óculo-motora, compreensão e cumprimento de regras ou instruções, etc. 

 

Lá foram elas, de cabelos bem presos enfeitados com fitinhas coloridas, tutus esvoçantes brilhantes e fitinhas na mão. Felizes, tão felizes. E estiveram tão bem, tão bem!

 

No final da atuação, depois de retirados os acessórios, regressaram aos seus lugares na plateia e assistiram ao resto do espetáculo, aplaudiram familares, colegas e conhecidos, cantarolaram as músicas das coreografias e até ponderaram enveredar pela área da ginástica, mais tarde. Bateram muitas, muitas, muitas palmas. E voltaram a subir ao palco para se juntarem a todos os outros participantes, pular mais um pouco e tirar fotografias. 

 

Estou de coração cheio, quase que nem acredito que é real, que aconteceu mesmo. 

 

O verso da medalha? Não quisemos esticar demais a corda e, assim que terminou o espetáculo, esgueirámo-nos para a saída, antes da grande confusão e regressámos a casa, onde passámos o resto da tarde em atividades calmas, sem alaridos, sem estímulos demais. As piolhas estiveram cerca de uma hora entretidas a criar mosaicos de poneis; ainda jogaram uns jogos no tablet, viram TV, desenharam imenso, terminaram um TPC e brincaram muito com Legos e Pinipons. Não houve meltdowns, não houve birras, não houve sobrecarga sensorial. Demos-lhes o espaço e tempo de que necessitavam para recuperar da manhã. 

 

E eu continuo feliz, feliz!!  As minhas piolhitas conseguiram!

 

 

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publicado às 21:24

Se, na Faculdade, em vez das secas descomunais que apanhei em Psicologia Educacional a falarmos de estágios de desenvolvimento que em nada de refletem ou aplicam na escola, tivessemos falado de coisas bem mais úteis e destas matérias, eu teria sido uma gaja muito mais informada e atenta. E, provavelmente, não teria chumbado à cadeira e ter que a repetir na época especial - mas isto já são os maus fígados a falar.

 

Adiante. Contra mim falo, a mim me atinjo em parte pois também tenho que obedecer - ainda que em parte - ao sistema. Tento sempre fazer algo diferente, algo que promova a aprendizagem através de outras vias, algo que fique na lembranças dos miúdos - e graúdos - que os possa ajudar na utilização de um conteúdo na vida real. Mas, confesso que, nos moldes atuais, a avaliação tão formal é algo que me dá imenso trabalho - a preparar e a fazer e a sentir-me injusta, em muitas situações, que não me permite muita flexibilidade, que não me deixa fazer algo diferente para cada aluno. E que me dá ainda mais que fazer quando tenho de preparar as piolhas para isso... Porque com ou sem necessidades especiais, há sempre - sempre - avaliação... Formal. Da que se converte em percentagens e usa números. E nem sequer vou dar a minha opinião acerca dos quadros de mérito ou rankings, pelo bem da minha sanidade mental e dos meus nervos.

 

Não sou eu quem manda, eu não governo nem faço escola em gabinetes... Mas sei com o que lido.

 

 

Noam Chomsky on the Dangers of Standardized Testing

“The assessment itself is completely artificial. It’s not ranking teachers in accordance with their ability to help develop children who will reach their potential, explore their creative interests. Those things you’re not testing.. it’s a rank that’s mostly meaningless. And the very ranking itself is harmful. It’s turning us into individuals who devote our lives to achieving a rank. Not into doing things that are valuable and important.”

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The following is a partial transcript for an interview with Noam Chomsky uploaded to youtube by The Progressive Magazine.

 

“You take what is happening in education. Right now, in recent years, there’s a strong tendency to require assessment of children and teachers so that you have to teach to tests. And the test determines what happens to the child and what happens to the teacher.

 

That’s guaranteed to destroy any meaningful educational process. It means the teacher cannot be creative, imaginative, pay attention to individual students’ needs. The student can’t pursue things, maybe some kid is interested in something, can’t do it because you got to memorize something for this test tomorrow. And the teacher’s future depends on it, as well as the student.

 

The people sitting in the offices, the bureaucrats designing this, they’re not evil people, but they’re working within a system of ideology and doctrines that turns what they’re doing into something extremely harmful.

 

First of all, you don’t have to assess people all the time… People don’t have to be ranked in terms of some artificial [standards]. The assessment itself is completely artificial. It’s not ranking teachers in accordance with their ability to help develop children who will reach their potential, explore their creative interests. Those things you’re not testing.

 

So you are giving some kind of a rank, but it’s a rank that’s mostly meaningless. And the very ranking itself is harmful. It’s turning us into individuals who devote our lives to achieving a rank. Not into doing things that are valuable and important.

 

It’s highly destructive at the lower grades. This is elementary education, so you are training kids this way. And it’s very harmful. I could see it with my own children.

 

When my own kids were in elementary school, at a good quality suburban school, by the time they were in third grade they were dividing up their kids into dumb and smart. You’re dumb if you’re lower tracked, smart if you’re upper tracked.

 

Think of what that does to the children. It doesn’t matter where they’re tracked, the children take it seriously… If you’re caught up in that it’s just extremely harmful. It has nothing to do with education.

 

Education is developing your own potential and creativity. Maybe you’re not going to do well in school and you’ll do great in art. That’s fine. What’s wrong with that? It’s another way of living a fulfilling wonderful life, and one that is significant for other people as well as yourself.

 

The whole idea [of ranking] is harmful in itself. It’s kind of a system of creating something called “economic man.” There’s a concept of economic man, which is in economics literature. Economic man is somebody who rationally calculates how to improve his own status (and status basically means wealth).

 

So you rationally calculate what kinds of choices you should make to increase your wealth, and you don’t pay attention to anything else. Maximize the number of goods you have, cause that is what you can measure. If you do that properly, you are a rational person making informed judgments. You can improve your “human capital,” what you can sell on the market.

 

What kind of human being is that? Is that the kind of human being you want to create? All of these mechanisms- testing, assessing, evaluating, measuring- they force people to develop those characteristics… These ideas and concepts have consequences…”

 

~Noam Chomsky~

 

 

in https://creativesystemsthinking.wordpress.com/2015/02/21/noam-chomsky-on-the-dangers-of-standardized-testing/

 

 

 

 

 

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publicado às 13:26

A propósito do dia de hoje

por t2para4, em 08.03.17

Num mundo e numa era muito comercial e com deturpação das origens e verdadeiras mensagens de datas importantes a assinalar, as piolhas achavam que seria mais uma festa com trocas de presentes, apesar da sua boa vontade e carinho de querer "premiar" as mulheres das suas vidas.

Lá lhes tentei explicar, em versão rápida e curta e sucinta, que a vida não corre de feição para as mulheres, ainda que vivamos num pedacinho de céu. E contei-lhes que a discriminação contra as mulheres ocorre em formas tão subtis que parecemos nem notar: ordenados mais baixos, cargos de chefia limitados, despedimentos por gravidez, ilegalidade nas questões em entrevistas de trabalho, trabalho doméstico, etc. E ainda lhes disse que, em muitos países, as mulheres nem sequer vão à escola, podem usar determinados tipos de roupa, votar ou tirar a carta de condução. Basicamente, it's a men's world though they need women...

 

Estou com a neura. E depois de o marido me ter chamado agorinha mesmo à atenção para uma publicidade do stand virtual sobre o dia da mukhere e sensores de estacionamento, a neura aumentou ainda mais. Mas, enfim, não estou para isto.

 

Quero que as minhas filha s- que serão mulheres neste mundo e sociedade - nunca jamais em tempo algum deixem de se sentir bem na sua condição ou se sintam inferiores a quem quer que seja. Que continuem a ir à luta como têm ido até agora. E que saibam que há mulheres incríveis em todas as épocas, em todas as sociedades, em todos os lados - e que, independentemente dos entraves - nunca desistem e abrem pequenas brechas que se transformam em portas, mais tarde, para que outras mulheres possam seguir os mesmos caminhos. 

Não é feminismo, não é sufragismo, não é andar de maminhas ao léu e queimar soutiens: é ser-se mulher sem discriminação, é saber-se apreciar o esforço de uma mulher, apesar de tudo. A História reza de muitas mulheres que se transformaram nos chefes de família e nos trabalhadores da família, conseguindo não só mostrar o quão fantásticas elas são nos seus papeis multitasking, como também mostrar que são capazes. De tudo.

 

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-03-08-Carolina-votou-em-1911.-Foi-a-primeira-e-a-Republica-mudou-a-lei-para-impedir-o-voto-feminino 

 

Logo, será disto que falarei às piolhas. E aos meus alunos também, se surgir. 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:43

Estava eu tão entusiasmada com estes (míseros) dias de pausa para descansar que, quando veio a indicação do ATL das piolhas para informar se iriam ou não estes dias, disse logo que não. E só muito depois me lembrei que teria de acompanhar a minha mãe a uma consulta de especialidade (por causa da sua doença auto-imune), nos Hospitais da Universidade de Coimbra, às 9h, comigo a ter que estacionar no parque que fica perto do hotel e da escola (para proteção do meu velhinho bólide e certeza de que há lugar para estacionar).

Bem, não houve outro remédio. Vão comigo.

 

Preparei-as de antemão com indicação de que iriam atravessar uma das zonas mais movimentadas de Coimbra, que teríamos de andar a pé um bom bocado, que teríamos de esperar bastante numa sala de espera com muitas pessoas e que subiríamos as escadas até ao 6º andar se a zona dos elevadores parecesse conter metade da cidade à espera (imaginem a quantidade de germens e micróbios e bactérias naqueles espaços contíguos onde só falta haver empurradores profissionais para meter mais uma pessoa naquele elevador... Me-doooooo). 

 

Correu bem. Muni-me de mochila com livros de colorir, cadernos de desenho, estojo com materiais e ainda umas palavras cruzadas. E um lanche (iogurtes líquidos e bolachas) e água. Tive que levar chapéus de chuva pois o tempo estava muito instável mas lá fomos nós deixar a avó na área das consultas externas e estacionar o carro no outro lado. E ir até ao hospital a pé, atravessar passadeiras, gerir o espaço dos passeios com árvores e pessoas, prestar atenção ao caminho por onde íamos. Tivemos sorte pois nem choveu nem apanhámos enchentes nos elevadores (acabámos por poupar as pernas numa subida do -1 até ao 6 andar).

 

As piolhas estiveram tão bem, foram de um comportamento e atitudes irrepreensíveis. Até no gabinete do médico estiveram tão sossegadas e tranquilas que não se notava que estavam lá. As minhas piolhas estão novamente de parabéns. 

O regresso correu bem, só houve queixas de algum cansaço pois tivemos que estugar o passo. Ameaçava chover e não me apetecia nada andar por Celas de chapéus de chuva abertos a gerir crianças.

 

Estou mesmo muito feliz com esta nova etapa aprendida e adquirida. Há muito trabalho ali, nota-se, quase que se consegue tocar mas ao ter uma recompensa destas, vejo que vale a pena; vale mesmo a pena.

Poderia ter corrido muito mal, poderiamos ter que sair do gabinete ou da sala de espera para um recanto isolado, poderia ter sido o caos pô-las a caminhar no meio da cidade mas... sem arriscar nunca saberia que também poderia correr bem, que também são capazes de conseguir ir um bocadinho mais além, que também se desenvolvem em outros níveis. E eu levo as minhas filhas para todo o lado comigo, queiram os outros ou não. A avó precisa de acompanhamento nas consultas mais importantes (por causa de surdez total de um ouvido) e eu sou assim, ou me aceitam com filhas e tudo ou temos pena. Elas vão. E corre bem ;) Se correr mal, também estou cá para assumir. E corrigir. E tentar de novo.

 

 

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publicado às 16:38

O Carnaval das piolhas 2017

por t2para4, em 28.02.17

Não somos grandes celebradores do Carnaval e, até já o tinha dito aqui, há uns anos, só comecei a dar-lhe alguma importância quando as piolhas já eram toddlers e estavam na creche. E, à exceção dos seus primeiros dois anos em que, de facto, comprei roupinhas a preços de achado, daí em diante, fui sempre fazendo e conjugando coisas para lhes dar um ar festivo e carnavalesco na 6ª feira anterior à Terça-feira Gorda.

Então, recapitulando:

- em 2011, foram umas simpáticas joaninhas (as tais do fatinho que durou uns 2 ou 3 anos, até não caberem mesmo dentro dele)

- em 2012, foram Doras, as exploradoras (viva o improviso, já que foi uma altura particularmente complicada; também voltaram a ser joaninhas)

- em 2013, foram umas fadinhas rosa (nada de especial apenas um conjunto de asas, varinha de condão e antenas pindéricas  com roupa cor de rosa normalíssima, pois, foi - again - uma altura complicada)

- em 2014, foram trabalhadoras alusivas aos poneis (nem quero acreditar que foi o 1º ano delas na escola... Tema profissões antigas que, com algum engenho, lá consegui misturar com as profissões dos poneis de My Little Pony)

- em 2015 e 2016, foram de Equestria Girls (com a totalidade dos acessórios feita em casa mais alguma roupa normal a compor a coisa. Adoraram e seria mais um ano a repetir mas enough is enough)

 

Então, para este ano, 2017, após muito pensar e sem grande tempo para me dedicar a projetos DIY, as piolhas lá se decidiram pela Marinette que tem a Miraculous Ladybug por alter-ego. Para tal, foi fácil decidir o que fazer e onde arranjar o que faltava. Assim, em casa, no roupeiro das piolhas já tínhamos as leggings, as camisolas (polares que aqui faz frio), os casacos cintados (apesar de terem cores diferentes do da personagem), sapatilhas (está demasiado frio para sabrinas), as carteirinhas rosa a tira-colo.

Do que precisei:

- mascarilha, que comprei no Espaço Criança por 1,25€ e depois pintei com as cores e manchas da LadyBug

- perucas azuis (daquele tom de azul Marinette) que comprei numa loja chinesa, por 3 euros (e que, depois de fazer os puxinhos e atar com fita vermelha, cortei a jeito)

- fita vermelha já tinha, de outros trabalhos

- feltro e linha de atar chouriços, que também já tinha de outros trabalhos, para fazer uma Tikki (o amuleto vivo, por assim dizer, da Marinette e que a transforma em LadyBug)

 

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 (apesar de eu achar que elas ficaram um pouco estranhas - sinistras, vá, por causa dos olhos -, as piolhas disseram que estavam fofinhas)

 

E o resultado final, que já tinha partilhado no Facebook do blog, ficou bem melhor do que eu inicialmente imaginara. Tudo se arranja, com alguma imaginação e boa vontade. As piolhas ficaram felizes e eu também, por vâ-las felizes.

 

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publicado às 17:22

Pequenos grandes gestos

por t2para4, em 15.02.17

No dia em que se diz celebrar o amor, por excelência, há apenas a constatação do que se vem vivendo nos restantes dias do ano, sem festividade associada. Não saímos, não jantámos fora, não fomos passear. Estivemos - os 4 - a trabalhar. E o dia começou bem cedo, ainda antes das 7h, com as piolhas bem despertas pelos seus próprios relógios biológicos tão ajustados aos seus desejos quanto elas querem (sim, se decidirem acordar às 6h30, elas conseguem. Sem qualquer tipo de despertador. Aí está algo que poderão ensinar-me, um dia destes...). Começou com passinhos miúdos no chão, com vozes murmuradas de "hoje é dia de São Valentim" e "o pai está cá?" (às vezes, o pai faz o turno da noite e só chega de manhã) e ainda "o pai e a mãe têm de estar juntinhos para desejar feliz dia de São Valentim". E nós a distribuirmos milhentas bejocas matinais, tão boas, os 4 no miminho bom. 

 

E, de tanta coisa que fiz e falei - e ainda estou em fase de realização - com os alunos acerca dos afetos, continuo a fazer notar - a nós e aos outros - a importância das pequenas coisas que, todas juntas, fazem muito. E quando digo pequenas coisas, são mesmo pequenas coisas, que, independentemente dos dias, podemos fazer sempre que nos apeteça. Em casa, além de um postalinho pindérico todo meloso que adore no computador (deu nas vistas pois o portátil estava fechado e eu nunca o deixo fechado), tinha a casa arrumada e o marido estava a passar a ferro - um alívio de trabalho acrescido para o resto da semana em que estou cheia de aulas e consultas. A minha retribuição melosa foram umas garrafinhas de Sumersby e um arrozinho malandro com moelas. As piolhas não receberam prendinhas da escola ou assim (receberam um caderno de desenho da nossa parte) e estavam, todas airosas, a descansar na sala - gazetando, mais uma vez, a ida à piscina -, depois de dois dias de fichas de avaliação e muitas horas de estudo e trabalho. E o melhor de tudo é, à medida que vamos conversando e que vamos passando o dia, haver ainda mais pequeninas coisas que nos deixam de sorriso bom. Afetos, carinho, amizade, cumplicidade, amor, sim. Também mas não só.

 

Uma piolha decidiu escrever um bilhetinho de carinho ao avô. E até pediu ajuda à tarefeira para fazer um envelope e poder guardá-lo em segurança, sem se amassar. Quando nos contou que iria aguardar até setembro para oferecer o bilhete ao avô (altura em que regressa a Portugal), perguntei o que ela achava de lhe enviar amanhã, por correio. Fez-lhe um pouco de confusão ter que escrever uma morada em língua estrangeira - que não o inglês - mas já temos correio para despachar amanhã e, certamente, um sorriso muito feliz na cara do avô quando o receber.

 

O dia acabou um pouco mais tarde do que eu previra, depois de nos termos enroscado no sofá a ver "A Bela e o Monstro" (e eu a estranhar pois sou do tempo do lançamento em VHS, em versão brasileira; posteriormente, já com piolhas bebés, a versão originbal em inglês, pelo que, a versão portuguesa é, para mim, uma novidade. E, para que conste, não há nada de errado com a minha noção temporal, os anos 90 foram mesmo há 10 anos, ok? Sim, porque eu lembro-me que foi no ano em que abriu o CoimbraShopping e o Continente, local onde comprei a cassete. Portanto, dizia eu, há pouco mais de 10 anos.).

 

A felicidade está mesmo nas coisas simples, no bem que podemos fazer uns aos outros, no que sentimos quando estamos felizes. E, ainda que em dias negros, amaldiçoemos o termos que nos contentar com as "pequenas coisas", a verdade é que, ninguém as valoriza como nós - nós e alguém como nós.

 

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publicado às 23:39

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