Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Parabéns às minhas Marias Capazes!

por t2para4, em 27.07.15

Sim, elas também são umas “Marias Capazes”!

 

Desde o primeiro instante.

Agarraram-se ali, teimosa e afincadamente, à vida. O que aconteceu ao seu lado, na outra bolsa, não era o que tinham previsto para si mesmas, por isso, cada uma na sua bolsa mas com o mesmo elo comum, lá cresceram, se tornaram cada vez mais fortes, foram surpreendendo pela sua garra e tenacidade, arrumaram o espaço minúsculo que aquele T0 lhes proporcionava e lá se prepararam para nascer, surpreendendo tudo e todos – mais uma vez e, como sempre.

 

Foi há 8 anos.

 

 

O espírito guerreiro, conquistador e batalhador mantém-se. Continuam, como sempre, a surpreender, a conquistar, a alcançar - um passo de cada vez, às vezes em corrida, outras vezes em passinhos de bebé, nunca desistindo!

O esforço e a tenacidade também se mantêm. Todos os dias há algo novo para aprender e algo novo que as faz recuar. Mas, como sempre, surpreendem e encaram essas novidades imprevistas e, algumas vezes, inoportunas, com garra e chegam onde os outros chegam. Não é preciso atingir a perfeição nem a suposta “normalidade”. Houve tempos em que, eu mãe, a buscava mas, hoje, passados 8 anos e tanta vida vivida, apercebo-me que há coisas/momentos tão mais importantes e úteis do que a dita “normalidade”.

A energia non-stop e o carisma que fazem toda a gente apaixonar-se por elas mantêm-se inalteráveis. O mundo é para explorar! Que seca aquela parede tão lisa sem se poder trepar por ela acima!! E para quê sapatos se o chão é muito mais divertido e certo, muito mais sensorial e fresco! E, com um sorriso ou uma tagarelice marota, não há rancores nem zangas nem ralhetes nem castigos que durem muito tempo. Impossível!

Ser cientista de si mesmo parece o mojo recente – que é como quem diz, dos últimos 8 anos, mantendo-se também sem fim à vista. Quem resiste a uma experiência linguística em formato elogio mas com o sentido todo trocado? Porque havemos de dizer “estou fresca que nem uma alface” logo pela manhã quando nos sentimos joviais e cheios de energia mas já não se utiliza isso para dizer “mãe, és tão linda como uma alface” quando queremos dizer a mesma coisa? Por aqui, desde 2007, que somos cientistas e estudiosos em várias áreas de expertise. E we keep getting better and better!!

 

 

8 anos depois e, volvido todo um percurso que não se avizinhava de todo pelo duplo risco vermelho naquele pauzinho branco, as minhas meninas são umas Marias Capazes.

Capazes de surpreender sempre, desde sempre; capazes de aprender da forma mais espantosa sem ajuda qualquer; capazes de aprender com quem as entende e compreende; capazes de ser felizes, não importa o quê/quem/onde/como; capazes de fazer frente aos mais negros diagnósticos e perspetivas; capazes de lutar por si mesmas; capazes de mostrar educação e valores que já se tornam raros; capazes de uma honestidade que já começa a fazer falta.

 

São as minhas Marias Capazes, as minhas princesas, as minhas bebés a crescer e a surpreender, como sempre…

Parabéns. Por mais um ano, por tudo.

 

 

2015-07-25_193855.jpg

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook -------------------- 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01

Pintar e desenhar!

por t2para4, em 16.07.15

Já não temos paredes disponíveis para mais pinturas... Nem sequer na garagem (aqui)! Mas hoje queriamos pintar juntas, num espaço grande sem preocupações com as tintas e as gotas que salpicam e sujam.

Voltámos à garagem mas desta vez com uma grande tira de papel pardo (que me sobrou de uma grande atividade de há uns meses) e sobras de tintas. Muitas delas ansiavam pelo seu fim pois já estavam com os pigmentos a estragar...

E foi muito giro. Fizemos desenhos, inventámos personagens novas, criámos espaços, misturámos cores, fizemos uma grande sujeira e utilizámos outros materiais para dar cor àquela tira de papel.

 

IMG_2082[1].jpg

 

Porque pintar é divertido, atua como regulador, estimula a criatividade e a imaginação! 

Porque gostamos de pintar e inventar!

Porque é fixe e é umas das atividades de verão mais fantásticas a fazer já que, logo a seguir, temos uma banheira à nossa espera para limpar as nossas marcas de guerra!

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook -------------------- 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:49

Pensava eu que ia ser o caos... Imaginava eu que todas as (poucas) peças cor-de-rosa ou saias ou vestidos que eu tivesse seriam minuciosamente escrutinadas e postas a uso abusivo.

E arrisquei.

 

Um dia, cheia de boa vontade (ou loucura), decidi que, durante uma semana inteira, seriam as piolhas a escolher a roupa que eu levaria para o trabalho, reuniões, apresentações, saídas, etc. Elas escolheriam a roupa e eu os acessórios. O calçado ficava por conta delas no caso de eu ter dúvidas sobre qual ficaria melhor.

Levei as piolhas para o meu quarto, abri as portas do roupeiro e as gavetas e disse-lhes onde estavam as roupas de verão (não fossem elas querer pôr-me de golas altas na altura mais quente do ano) e quais as peças que não posso usar agora (por questões de saúde). Elas escolheram o que quiseram para cada dia da semana e eu organizei um montinho com as escolhas delas e coloquei na cadeira do quarto, à vista de todos. O marido só se ria.

E, interpus, como objetivo o seguinte: se não me sentisse bem com as roupas escolhidas (apesar de estar prometido andar com elas no dia estipulado) é porque não valia a pena ter aquelas peças em casa (e iria dá-las ou colocá-las no contentor de recolha de roupa).

E sujeitei-me...

 

E fiquei supreendida. Apesar de ter muitas vezes as pernas ao léu, as escolhas até foram muito boas! E, não fossem elas, provavelmente, aquele vestido rosa não teria saído tão cedo do armário ou teria sido usado numa saída de praia...

 

Eis o resultado final:

2015-07-15_220030.jpg

 

 Que tal? Uma boa surpresa, não? Hei-de repetir para todas as estações, ou seja, pelo Outono, farei novo jogo destes e, daí em diante, para ver a evolução dos gostos e no que dá. E sujeito-me pois...

 

 

E, agora, um desafio: quem se deixa vestir pelos filhos/sobrinhos/netos e tem a coragem de partilhar? Alguém se atreve?

Para os mais corajosos, podem enviar os resultados por mail ou postar no facebook do t2para4! Atrevam-se! É uma experiência muito gira! Basta uma foto como as minhas, imagens unidas no word e captura pelo paint. Feito! Quem arrisca?

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:02

Old vs new - fotografar à séria!

por t2para4, em 11.07.15

As piolhas tiram imensas fotografias (principalmente aos poneis) com os nossos telemóveis ou os seus tablets. E colaboram imenso quando lhes pedimos para tirarem uma foto ao pai ou à mãe, evitando selfies desajeitadas ou temporizadores. E tudo isto é tão simples e rápido como pôr o dedo em cima de um monitor onde está um círculo...

 

Ontem fomos ver as ruas de Tomar enfeitadas para a Festa dos Tabuleiros e levámos a nossa velhinha companheira de fotos, a 1ª coisa supérflua que comprámos, há quase 10 anos, com um subsídio de férias quando casámos: Canon 350d. Ainda (só) vai nos 7 mil e tal disparos, estamos com um problema de abertura do diafragma numa das lentes (a mais pequena, que veio de origem com a máquina) mas descobrimos que se não abrirmos a lente até ao grau mais afastado, a máquina não dá erro, pelo que, enquanto podermos e ela colaborar, esta nossa relíquia anda connosco. Não há nada como focar em condições, sem ter que sair do lugar. E não é zoom nem foco digital que acaba pixelizado, é mesmo foco de objetiva. Uma maravilha.

 

Pedi às piolhas para nos tirarem uma foto, a mim e ao pai juntos. Nem me ocorreu que não fosse intuitivo mexer naquilo, do género, segura, olha e carrega para disparar.

Foi...  O horror, o drama, a tragédia.

- Primeiro foi um problema com o peso da máquina (e só tinha a lente mais pequena...)

- Depois, onde agarrar a máquina e colocar as mãos sem mexer em todos os botões laterais

- O olhar para o quadradinho com um olho aberto enquanto o outro pisca porqu eo monitor só mostra a imagem depois da foto tirada.

- O focar sem mexer na objetiva porque nem seuqre sabem como se mexe naquilo

- O ruído da máquina ao focar sozinha e ao apitar para informar da luminosidade

- O carregar com pressão no botão para tirar a foto.

 

 

Entre "tenho medo" e "a máquina está a dar erro" (era o tal beep da luminosidade e não um erro), "não consigo" (pois é preciso carregar num botão físico e não num monitor), só conseguiram tirar 2 fotografias e, ainda por cima, levámos com flare mesmo no meio da tola. Nem quero imaginar o horror que seria se isto se passasse com uma máquina de rolo... Ai a despesa...

 

 

Por isso, hoje, andamos em fase de testes para que, na próxima saída, tenhamos as piolhas super à vontade com máquinas à séria, a tirar fotos como umas profissionais, a saber mexer em algo que não seja num écrã tátil. Porque, muitas vezes, voltar ao passado não é assim tão mau quanto isso!

 

IMG_2033.JPG

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:12

A 1ª ida ao cinema

por t2para4, em 07.07.15

IMG_1990.JPG 

 

Fomos ao cinema. Cinema a sério, com sala às escuras e som habitual, não as sessões que costumam fazer-se de vez em quando para crianças com  necessidades especiais.

Fomos ver o "Divertida-mente (Inside Out)" por imensas razões:

- as piolhas viram o trailler n vezes no Disney Junior;

- uma delas repete exaustivamente "Quê, mulher? O quê??" e ri-se imenso;

- estamos de férias;

- o enredo e as personagens são assuntos que tratámos em terapia da fala, educação especial e até cá em casa, isto é, passamos a nossa vida a analisar emoções para as podermos reconhecer.

 

Lá fomos nós. Nem queria acreditar na minha sorte... Ir ao cinema, de boa vontade, em família!!! Uauuuuu!!!!!!!!!!!!

Tivemos uma pequena preparação prévia: avisei das alterações de luz e som (embora, no carro o nosso rádio nunca esteja abaixo dos 25 de volume), descrevi o interior da sala, pesquisámos juntas os preços e horários da sessão, prometi um balde de pipocas. Ainda me ri com a preocupação de uma delas em saber se tinham idade suficiente para poder assistir ao filme (ehehheheheheheh, private joke of ours porque perguntamos-lhes se querem ir ver o James Bond em novembro mas elas, espertas, sabem que aquilo será apenas  para maiores de 14 e respondem sempre que não, porque não podem - e não estão para aí viradas, pois James Bond, é na TV).

 

Já de bilhetes comprados, entrámos e escolhemos os nossos lugares, bem cá atrás como eu gosto. Avisei que as luzes iriam baixar um pouco durante a publicidade antes do filme começar e que o som era alto. Uma ainda deu um salto na cadeira quando começaram as marteladas da "Nós"... (seriously?? Com tanta maneira de começar é preciso começar logo pelas pancadinhas absurdas de má imitação de Molière?) mas o resto foi tranquilo e o meu "está tudo bem?" de 5 em 5 minutos, acabou por esmorecer.

 

O filme foi incrível. As piolhas estiveram impecáveis, super bem reguladas, muito concentradas. Perceberam bem o filme, gostaram e uma delas chorou imenso na parte mais emotiva... É um coração doce, aquela minha princesa... Rimos juntas, gargalhámos juntas, emocionámo-nos juntas. E queremos voltar juntas!!! Talvez haja uma próxima ida em breve.

Tivemos uma descompensação no final. Mas contava com isso. Sabia que iria ser complicado gerir, cá fora, todo aquele controlo e regulação. Mas, ainda assim, passada essa fase má, valeu a pena. Neste momento, cá por casa, só se fala da experiência, contada com detalhe ao pai, que estava a trabalhar nesse dia.

 

 

Não há qualquer dúvida de que estão a crescer e a conquistar maturidade neurológica para adquirir tanto tanto que, para outros, para os seus pares, já está mais do que assimilado e garantido. E são passinhos destes que me orgulham tanto do quanto já são capazes de fazer e de gostar. Ir ao cinema foi divertido e não assutador; foi giro e não medonho; foi confortável, apesar do escuro.

 

Vão ver o filme. Aproveitem porque explica muito muito bem, com aquela qualidade a que a parceria Dinsey-Pixar já nos habituou, que somos muito mais do que áreas pretas e brancas, somos uma mistura de tantas emoções, todas elas coloridas e essenciais, todas elas de curta e longa duração, todas elas dentro de nós mesmos e que, com ou sem upgrades, nos definem. Isso explica muita coisa. Sem necessitar de palavras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:39

Os cuidados com o cabelo das piolhas

por t2para4, em 27.06.15

A minha intenção era manter o cabelo das piolhas o mais intacto possível, durante o máximo de tempo possível, sem necessidade de o cortar. Até ter começado um dos nossos grandes pesadelos (aqui e aqui).

Para disfarçar as áreas sem cabelo (peladas), fomos cortando sempre abaixo da nuca sem acertar totalmente senão a piolha ficava com um corte à tropa. A verdade é que, passados todos estes anos, o cabelo que nasceu de novo, diferencia-se muito bem daquele que foi sendo cortado pois, nas pontas, na parte onde não tinha cabelo, ainda se enrola como o cabelo de bebé... Vai certamente perder esse jeito na próxima ida ao cabeleireiro.

 

Neste momento, e há já uns tempos, que estamos numa fase muito muito boa, no  que diz respeito aos cuidados capilares. A tricotilomania parece ter desaparecido de vez e o objetivo bem marcado das piolhas é ter o cabelo tão ou mais comprido que o das amigas trigémeas (que têm pela cinta). Eu não me oponho nem me importo, apesar da trabalheira que dá...

 

 

Que cuidados temos para evitar que a estereotipia regresse, para que o cabelo se mantenha saudável, para que ele cresça:

- corte saúde no mínimo de 4 em 4 meses ou máximo 6 em 6 meses;

- champo suave para crianças (adeus Johnson's, que já não dava conta do recado);

- condicionador para adultos, edições "previne pontas espigadas", "especial verão", etc.;

- spray com mistura de amaciador e água para desembaraçar quando parece um ninho de ratos e é preciso pentear;

- cerca de 3 x/semana, aplico um óleo protetor de pontas espigadas;

- cabelo lavado todos os dias no verão e de 2 em 2 dias no inverno;

- no inverno, usamos secador; no verão, seca ao natural;

- o cabelo é penteado apenas depois do banho ou se estiver muito eriçado ou precisar de ser apanhado, de resto, não penteamos;

- usamos uns elásticos torcidos (que fazem lembrar os cabos dos telefones fixos) e verificamos que, ao tirá-los, raramente vêm cabelos agarrados (ao invés do que acontecia com os outros);

- quando fazemos prevenção ou tratamento contra piolhos, nunca deixo de ter em atenção estes cuidados e uso sempre imenso condicionador;

- quando vamos à piscina, por causa do cloro que seca o cabelo, levam sempre um apanhado, para evitar que se embarace e se enrede;

- vitaminas à base de geleia real 2 x/ano;

- evitamos penteados elaborados ou apanhados muito repuxados, uso de lacas ou gel (apenas um creme para caracóis/ondulados, em dias de festa);

- reforço positivo das intenções da piolha - ter um cabelo comprido;

- elogio do progresso até a momento e da tenacidade que têm.

 

 

Dá muito trabalho, é preciso estar atento aos produtos de qualidade no supermercado (e aproveitar as promoções), ter cuidados redobrados no verão por causa dos banhos piscina/rio/mar e pediculose, aperceber-me atempadamente se há um retrocesso na estereotipa ou perda de muitos cabelos e o que motiva a isso. Mas creio que os resultados valem bem a pena todo este esforço e dedicação.

Vejam por vocês mesmos! Fotografia sem edição (só recortei e nomeei).

 

IMG_6752.jpg

 

Pode parecer fútil e algo que não interessa a ninguém, mas, para mim, o facto de elas (principalmente uma delas), ter conseguido ultrapassar a estereotipia que tinha e ter recuperado de todas aquelas clareiras sem um único cabelo, é algo extraordinário. E, modéstia à parte, elas estão com um cabelo lindíssimo, super bem cuidado e que lhes fica lindamente!!

O próximo corte será em setembro, para apagar possíveis estragos do verão e porque está na altura de mais um corte saúde. Primeiro elas e depois eu.

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:29

Ontem foi dia de passeio à grande (mas isso fica para outro post). Tal como os muitos milhões de pessoas que possuem smartphones, também nós tirámos fotos e selfies (que já fazia em 1989 com máquina fotográfica de rolo mas tudo bem) e recebemos uma ou outra chamada. E foi só e unicamente isso.

O objetivo era passear, mostrar a nossa cidade às nossas filhas, criar memórias felizes, aproveitar folgas/férias e não desperdiçar um dia fantástico. Telemóvel substituto de máquina fotográgfica e ponto.

 

Antes de virmos para casa, fomos a um shopping. E foi aí que verifiquei que, ó meus amigos, ou a evolução está tramada ou a humanidade supostamente desenvolvida começa a tomar tino de gente. Estamos a descambar do Homo Sapiens para o Homo (stupidus) smartphonus? Mas por que raio anda toda a gente com o nariz enfiado no telemóvel enquanto caminha/empurra carrinhos de compras/passeia os filhos???? Não têm a mínima noção de por onde andam, se chocam com alguém, se tropeçam ou se estão na direção correta. Muitos ainda ficam ofendidos se são interrompidos com a nossa presença correta, tipo, estávamos naquele caminho, ai de nós.Tive que desviar as minhas filhas, por umas três vezes de gente que vinha "ocupada" dessa forma. E são elas as autistas?? Seriously?

 

Eu até sou a favor do multitasking e uso imenso o telemóvel mas, já diz o meu marido, "enquanto se capa não se assobia". Vamos lá a levantar os olhos, a dar largas ao bom uso da boa educação, a arranjar bolsinhas para os acessórios eletrónicos e a ver por onde se caminha, sim?

Grata.

 

 

Ah, só para terminar. Ou não fosse eu algo cáustica. Por assim dizer.

 

 

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:59

Uma mão cheia de filhas

por t2para4, em 13.06.15

Mas só duas é que são minhas; as outras três são as nossas amigas próximas como se fossem familiares emprestadas pela vida, amadas desde o início, todas juntas.

 

Conheci a G. na maternidade pouco depois de ambas começarmos as nossas consultas de gravidez múltipla: eu com gémeas (idênticas,) elas com trigémeas (duas idênticas/uma fraterna). As coincidências uniram-nos logo no primeiro internamento: além de partilharmos a suite, partilhavamos uma gravidez múltipla espontânea, sem dificuldades, com datas de concepção próximas e datas previstas de parto também próximas, somos da mesma idade, tínhamos casado no mesmo ano. Nós e as nossas barrigas sobrelotavamos o quarto. Ela ficou internada por um longo período de tempo, eu fui tendo altas e admissões que coincidiam com o regresso ao mesmo quarto.

 

E, num belo dia de Santo António, sem que nada o fizesse prever, às (apenas) 29 semanas, as nossas trigémeas tiveram que nascer. E seguiram-se quase 4 meses de internamentos, de emoções doidas, daquelas dificuldades que só os pais de bebés prematuros entendem na perfeição. 3 meses de incubadora xpto, método canguru apenas autorizado meses depois, momentos de aflição gigantescos seguidos de alívios que quase se palpavam. Apesar de não ter autorização para visitar as meninas (porque eu própria tinha de ficar deitada e não ser da família), ia sabendo delas com regularidade e recebia a visita da mãe no meu quarto quase sempre. Sempre que chegava com os olhos inchados e cara fechada, o meu coração parava e eu só rezava para que a mais pequenina (a que nasceu com pouco mais de 600 gr e ficou com algumas sequelas a nível motor) se aguentasse e se agarrasse às irmãs. E lá se ouviam as minhas preces silenciosas e eu quase me sentia um balão a esvaziar de alívio.

 

E, um dia, entrei em trabalho de parto. E as 3 primeiras pessoas (além de mim e da equipa médica) a verem as minhas gémeas foram o pai, a avó materna e ela. Isto tem que ter um significado grande, obviamente. Estamos unidas pelas nossas filhas, pelo nosso percurso de barriga e, apesar da distância geográfica, mesmo que fiquemos alguns meses sem falar, parece que nunca passou tempo nenhum.

 

As nossas meninas estão enormes, umas já com 8 anos feitos hoje, outras a caminho. Umas louras, de olho azul límpido, com cerca de 1,40m de altura e com um desenvolvimento tal que, hoje, além de ninguém acreditar que são trigémeas, ninguém acredita memso que uma delas foi uma superprematura!! As outras, morenas, de olho castanho com aro verde escuro, com os seus 1,25m, surpeendem toda a gente com o seu ótimo peso ao nascer e dispensam incubadoras e internamentos; olham para as amigas querem ter o cabelo comprido igual aos das trigémeas mas em castanho!

 

E, quando se juntam e vemos ali uma mão cheia de filhas, todas lindas, fortes, saudáveis, guerreiras e já com tanto vivido, ninguém consegue entender a nossa alegria, o nosso orgulho.

 

São e serão sempre as nossas meninas, louras e morenas. E, 8 anos depois, esta é a minha maneira de desejar mais um "Feliz aniversário"!

 

 

2015-06-13_205231.jpg

 

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:41

"Não me digam o que não posso fazer"

por t2para4, em 11.06.15

Lembram-se do Lost ("Perdidos", em Portugal)?

Se não, youtubem e vejam o trailer de apresentação.

Se sim, lembram-se do John Locke? Ya, esse mesmo. O fulano que estava numa cadeira de rodas por causa de uma queda e que queria fazer um walkabout na Austrália e TODA a gente lhe dizia que ele não podia? O mesmo fulano que, depois de cair o avião, na ilha, foi um heroi que se tornou vilão e fez tudo o que, teoricamente, TODA a gente lhe dizia que ele não podia fazer?

 

 

Pois, a modos que estou um pouquinho farta de saber o que NÃO podemos fazer. É que, para uma família de crianças com necessidades especiais, essa é a informação base, aquela que nos faz perder as estribeiras, negar, enraivecer, chorar, entrar em mágoa, que nos mata de cada vez que temos que informar terceiros sobre limitações e défices em vários termos desenvolvimentacionais - até nos levantarmos do chão e fazermos a nossa própria ilha, estejamos ou não "perdidos".

 

 

Eu sei o que NÃO posso fazer, as piolhas sabem o que (ainda) NÃO podem fazer, mas parece-nos que ainda restam dúvidas. Não nos digam o que não podemos fazer, foquemo-nos no que poderemos vir a fazer - mais tarde.

Festas, santos populares, arraiais, foguetes, fogo de artíficio, missas são coisas que, para já, não são um campo sensorial seguro - analogia do quadro elétrico: liguem todos, todinhos os vossos eletrodomésticos, vão aumentando a potência deles e vejam o que acontece ao quadro elétrico.

De cada vez que se aproximam eventos sociais altamente ricos em estímulos de todo o tipo mas que me trazem saudades de outros tempos, surge bem claro tudo aquilo que não podemos fazer, sem que nos seja dito por palavras ou por alguém.

 

 

Para já, mesmo que pessoas próximas não o entendam e acabe por afetar a relação que se tem, a nós custa-nos levar com uma suposta inclusão à força e ter a noção cuspida e escarrada na tromba do que NÃO podemos fazer. E isso, nós já sabem, portanto, lembremo-nos do Jonh Locke, personagem fictícia e não o filósofo mas filosofante à sua maneira estranha, deixem-nos ir para a ilha e "don't tell [us] what we can't do".

 

 

jl.jpg

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:33

Estou na fase do "tudo me faz espécie, tenho que mudar alguma coisa cá em casa".

 

O aquário dos peixes, começou por ser redondo e estar na sala. Pouco depois, mudámos para um aquário maior e com filtro. O local ideal foi a banca da cozinha, acessível aos olhos das piolhas e onde os peixes moraram desde sempre, porque a banca seria o único local seguro o suficiente para aguentar o peso do aquário.

 

Na minha sala, há uns tempos, decidi criar uma coffee station para estarmos à vontade quando recebessemos visitas (ahahahhahahahha, como se fossemos os melhores hosts do mundo e a nossa casa fosse super frequentada por amigos...). Nos entretantos, mudei tanta coisa na sala (um móvel saiu e entrou outro, um sofá foi acrescentado, uma parede ficou vazia, trocámos os varões dos cortinados, pintámos as paredes, etc.) que a coffee station ficou demasiado cheia, pouco prática e eu precisava era das máquinas na cozinha, ao lado do micro-ondas... O problema era o aquário... Seria seguro colocá-lo no lugar das máquinas? O marido disse que sim e eu tratei logo do assunto (antes que me passasse a vontade).

 

 

Então, aqui temos o antes:

 

IMG_1527.JPG

 

E o depois (aligeirei também a decoração):

 

IMG_1528.JPG

 (já viram o tamanhão dos peixes?! Cresceram imenso desde que cá moram!!!)

 

 

Na cozinha, consegui o que queria: ter as máquinas perto do micro-ondas e sermos práticos - aquecer o leite, pôr café, tomar pequeno-almoço/café/chá/etc. e louça para lavar logo ao lado. Não recebo pessoas suficientes em casa que justifique ter uma área da sala dedicada única e exclusivamente a convívio social em volta de café/chá/laranjada. Nessas ocasiões, prefiro preparar um tabuleiro com tudo e levar para a sala.

 

IMG_1529.JPG

 

 

E, na agenda já estão previstas alterações ao quarto das piolhas, a juntar a algumas já feitas e a outras que vão acontecer. E este entusiasmo ajuda-me a ultrapassar neuras e a não pensar. E tenho a vantagem de poder gastar pouco dinheiro nestas alterações (ou o mínimo possível) e ficar com a casa giríssima!

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:12

- estou estupida e absurdamente cansada, ali na fronteira com o burnout
- não vou ter férias (o que vai perfazer um total de 9 anos sem férias, yaayyyy, mal posso acreditar, whoohoooooo estou a felicidade personificada - not)
- vai acabar o contrato de trabalho

- pareco a cozinheira de uma cantina escolar com panelões de sopa e tachos de comida que têm que servir para quinhentas refeições em dias de trabalho tardio ou acabo a cravar a tia para jantarmos lá por casa mais vezes do que é moralmente admissivel
- faleceu a mãe de uma pessoa que foi A amiga durante 16 anos mas, de repente, passámos 15 anos sem nos falar e sem nos vermos, e , de repente, estamos abraçadas a chorar e não sei gerir nada disto, estes sentimentos são extremamente confusos e difíceis de entender e não sei o que fazer e depois penso onde estava ela quando eu precisei e se fosse ao contrário ela não o faria mas ela precisa de alguém por perto e eu devo-lhe isso em consciência e, porra, pá, os sentimentos nunca são zonas claras e concisas, e eu acabo a pensar que o tempo que passo com os que mais amo nunca é suficiente e será que fui boa filha/mãe/esposa/amiga/colega/etc....

- o que me faz lembrar que há raízes do autismo nesta salganhada toda e que me volta à mona que pode vir a ser uma porcaria genética do meu lado porque junto a+b+c+d  e o raio da equação é forte e segura demais

- a mãe do marido continua a manifestar a sua vergonha em relação à família: vergonha que tem do filho que, benza-o deus, nunca terminou os cursos universitários que começou e se encheu de esperanças que ele fosse tirar um curso superior ao estilo Novas Oportunidades para se poder gabar, "ó pá, ele é doutor, ele é um grande estudante", ao género "Afonso, olha a sebenta" e se esquece que ele é um excelente profissional, pai e marido e nunca faltou nada em casa; vergonha da nora que se matou a estudar e tem uma licenciatura + um ramo educacional + uma fomação profissional + um curso todo xpto que o Ministério mandou tirar e que preferiria mil vezes ter feito mestrado na área da Educação Especial com incidência nas Perturbações do Espectro do Autismo mas isso é demasiado para se dizer na rua a quem perguntar por nós; vergonha das netas porque, até para lhes dar prendas, escolhe alturas em que não estão em casa, ou seja, não vê as netas mas "cumpre a sua função"

- tenho tido extremas dificuldades em dormir: adormeço bem, acordo  sobressaltada por volta das 2h e depois é um acordar/adormecer contínuo até às 7h30. Se tomo um victan para acalmar isto tudo, tenho que fazer uma sesta senão ando aos caídos.

- ter de fazer um esforço extremo para falar com as pessoas, cumprir rituais sociais e sobrecompensar isso trabalhando, onde me sinto mais eu (porque, realmente adoro o que faço) apesar do quanto me custa deslocar-me (acho que Pessoa deveria dizer "Todo o professor é um fingidor...")

- para que as piolhas conseguissem recuperar da fase de exaustão em que entraram, tivemos que ajustar o horário delas, o que me implica uma ginástica gigantesca entre o vai buscar à escola/deixa-as com uma amiga ou vizinha/vou trabalhar/vou buscá-las/volta para casa + as rotinas do costume e não abdicar do brincar (nunca). A manhã de hoje começou com um pai e uma mãe cegos de sono e de neurónios queimados de volta de áreas e perímetros para miúdas que estão no 2º (segundo!!!!) ano (eu sou uma gaja de Letras, for god's sake!!!!)

- explicar muito bem, deixar bem claro que não é má-vontade, mas que as piolhas não vão à festa da escola, muito menos atuar em palco para a comunidade escolar (visualize-se isto, por favor), depois das 20h. Mal elas leram o horário, entrou logo do disco autista das rotinas e dos horários a seguir e do não quero ir.

 

 

Avoiding-Motherhood-Burnout.jpg

 

 

 

Por isso, if you'll excuse me, tenho uma bela eristoff fresquinha no frigorífico à minha espera, um duche catártico para tomar e um sofá à minha espera, onde tenciono encolher-me em posção fetal a queimar os últimos neurónios que me restam a ver TV.

 

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:08

Quero e não quero

por t2para4, em 31.05.15

Quero:

- pegar no carro, com as piolhas lá dentro, sem pensar em mais nada e conduzir sem destino, até se acabar o combustivel, haja ou nao haja reserva (o depósito está cheio e tem uma capacidade de cerca de 80 litros...)

- que estas míseras semaninhas que faltam para terminar o ano letivo passem a voar de forma supersónica (velocidade da luz está ótimo)

- ter (direito) a férias, algo que não sei o que é, desde que engravidei, portanto, há mais de 8 anos.

- poder dar a conhecer às minhas filhas os locais fantásticos que o nosso país (e arredores) tem, pôr-lhes uma máquina fotográfica nas mãos e deixá-las ver a beleza do que nos rodeia

- afastar-me de pessoas, de locais apinhados de gente, de gente per se

- viajar para fora, regressar a Paris (e arredores), aos Açores (e fazer as viagens de barco entre ilhas), a Espanha, ao Luxemburgo, à Bélgica

- ir à Escócia e à Irlanda, saborear aqueles sotaques maravilhosos mesmo sem perceber uma única palavra, perder-me naquelas cores que não existem em mais lado nenhum

- embebedar-me daquela felicidade que só se atinge com um dolce farniente em família

- paz, sossego, respeito pelo nosso espaço pessoal, por nós, pela nossa vida, pelas nossas escolhas (mesmo que, aos olhos dos outros, não façam sentido. No que toca às nossas filhas, qualquer decisão foi/é extremamente ponderada e pensada)

- dormir 24h seguidas, sem nenhuma preocupação ou ansiedade

- rodear-me apenas do que nos faz bem, de quem nos quer bem

- fugir daqui, sem destino

- cheiro a protetor solar e sardas no nariz e picnic na manta azul grossa e limonadas e advertências de "põe o chapéu porque está sol" e pernas cruzadas à chinês no banco do carro, em viagem

- estar num local, num tempo e numa vida, onde questões sociais e competências sociais behaviouristas não sejam "a" prioridade e se possa valorizar também a adpatação e a cognição

 

 

 

Não quero:

- estar aqui pelos santos populares, a (re)lembrar-me constantemente do que não podemos fazer, de onde não podemos ir, do que não podemos ver

- ter que andar constantemente a encontrar alternativas para poder vivenciar o mesmo que outros:andar de carrocel durante a tarde e não à noite; ouvir e ver fogo de artifício da janela do quarto a mais de 10 km de distância do local onde ele é perfeito; comer farturas frias porque não podemos comprá-las na hora

- ter que me preocupar com finanças e impostos e compras e salários e trabalho

- passar mais um verão a fingir que estou de férias

- matar a minha cabeça a pensar no que diabo posso eu fazer, na maioria das vezes sozinha, para que as piolhas sintam que estão de férias e que está a ser fantástico

- ter que me preocupar com o que acontecerá em setembro, quer profissionalmente quer academicamente

- que me digam que estou nervosa e mais magra e que por isso é que as piolhas também andam agitadas (não é essa a causa, trust me)

- gente má e tóxica por perto, com desculpas absurdas para não ir trabalhar - aos fins de semana, apesar de estar de escala - e implicar trocas de turnos que obrigam o marido a ir trabalhar

- que a escola envenene o verão de descanso das piolhas porque ai temos que nos preparar para exames, ai o ano é comprido, ai a matéria é mais séria, ai temos tanto que fazer (mark my words: não quero saber; o objetivo que eu atribuo à escola não é esse.)

- que o autismo continue a querer roubar-me as filhas e, pior que isso, haver a possibilidade de ele conseguir fazê-lo se não trabalharmos todos no mesmo sentido (família, escola, médicos, técnicos... Era tudo tão mais fácil e seguro nos tempos áureos do jardim de infância...)

- sentir-me triste e perdida

- ficar por aqui; preciso de respirar fora daqui, sair daqui, não estar aqui.

 

 

Imagem 452.jpg

 

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:51

Malhar em ferro frio

por t2para4, em 27.05.15

Coloquei este tópico no facebook do blog mas acho que aqui também faz sentido.

 

 

Vou explicar o que é malhar em ferro frio.


- É insistir em conteúdos pedagógicos e fichas/testes de avaliação depois de exames, nesta fase do ano letivo.
- É ignorar que andamos todos - adultos e crianças, alunos e professores - a tocar a redline e não tarda ficamos com o motor às costas.
- É escolher esta altura para festas, jogos e viagens e ainda insistir em aulas e fichas.
- É ignorar a meteorologia e achar que estamos todos maravilhosos a ser produtivos, em vez de nos adaptarmos....
- É pôr o pé na escola e ouvir queixas acerca do comportamento das piolhas da parte de miúdos e graúdos - como se não houvesse um diagnóstico ou isto fosse o fim do mundo em cuecas, quando ainda há pouco, na minha aula um miúdo faz eco ao arrotar e outro atravessa a sala de um lado ao outro a gatinhar.
- É olhar p'rá porcaria do horário e dos TPC e das aulas e dos relatórios e dos sumários e dos materiais e pensar "put@ que pariu a merd@ da escola que mais parece uma linha de produção em série com defeito".
- É pegar no telemóvel e perguntar ao médico se um atestado de 2 semanas para as piolhas é viável - tal é o (meu) desespero.

 


Portanto, malhar em ferro frio e esperar que dali saia uma forja perfeita é, além de impossível (a Física deve explicar isto), de uma crueldade atroz.

 

PQP ao abrigo do (novo e velho) acordo ortográfico.

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:03

Tagarelice #44

por t2para4, em 26.05.15

Por cá, escolhe-se, sempre que possível, de véspera a roupa a usar no dia seguinte para eviitar (mais) stresses matinais.

Os modelitos escolhidos (por mim, acabaram as abébias do "hoje podem escolher a vossa roupa" senão só vestem coisas com poneis) são estes. Eu adoro, estão bem giros e combinados, modéstia à parte.

 

IMG_1415.JPG

 

 Reação imediata de uma delas:

"EU NÃO QUERO SER SELVAGEM!!!!!!!!!!!!" com direito a lágrimas e choro e todo o espetáculo desta minha pequena drama queen.

Tive que sair do quarto para rir e depois tive que lhes explicar o que é uma drama queen...

 

Ah. E vai levar aquela roupa. Eu (ainda) mando.

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:58

E correu tudo bem! O 1º espetáculo ao vivo - O Zig Zag!!

 

Há mais de um ano atrás, fizemos a experiência. Vi a informação que o Zig Zag viria ao Dolce Vita Coimbra num fim de semana e fiquei logo de antenas no ar. As piolhas nem por isso. Lá acabei por dissuadi-las pois o Zacarias, o Pedro Leitão e os novos fantoches foram bons argumentos.


Chegámos cedo e, após a ida habitual e da praxe ao Jumbo Box - temos que lá ir SEMPRE antes de irmos a outras lojas), encontrámos um lugar sentado. Estiveram sempre junto de mim, ou seja, num lugar para 3, distribindo o seu peso por cada perna. Ainda esperámos cerca de 25 minutos pelo começo do espetáculo - que foi pontual. A escolha do local sentado foi uma feliz intuição: permitia-nos ver bem o palco e o ecrã mas evitar a perceção da multidão que se foi acumulando à nossa volta, ficando assim resguardadas.


Findo o espetáculo, não nos metemos na multidão para os autógrafos, fomos à nossa vida, com as piolhas todas contentes e eu eufórica por tamanha conquista!

 

Falta ter agora vontade de começarem a querer ir a concertos eheheheheh (não de Violettas, por favor.) Aproximam-se os Santos Populares, pode ser que eu tenha sorte, este ano...

 

2014-05-27_203639.jpg

2014-05-27_203824.jpg

 

 

 

---------------- Estamos também no Facebook --------------------

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:23

Contador

AmazingCounters.com


Direitos Reservados

Algumas das fotos publicadas neste blog são retiradas da Internet, tendo assim os seus Direitos Reservados. Se o autor de alguma delas discordar da sua publicação, por favor informe que de imediato será retirada. Obrigada. Os artigos, notícias e eventos divulgados neste blog tem carácter meramente informativo. Não existe qualquer pretensão da parte deste blog de fornecer aconselhamento ou orientação médica, diagnóstico ou indicar tratamentos ou metodologias preferenciais.


Mais sobre mim

foto do autor







Copyright

É proibida a reprodução parcial/total de textos deste blog, sem a indicação expressa da autoria e proveniência. Todas as imagens aqui visualizadas são retiradas da internet, com a excepção das identificadas www.t2para4.com/t2para4. Do mesmo modo, este blog faz por respeitar os direitos de autor, mas em caso de violação dos mesmos agradeço ser notificada.

Visitas


Translate this page


Mensagens