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Notícias breves

por t2para4, em 03.05.12

O pediatra telefonou-me de manhã e pediu para lhe levar as piolhas para as ver. Estivemos grande parte da tarde no seu gabinete, no serviço de urgências pois ele estava a fazer banco, e ainda tenho muita informação para assimilar. 

 

Em jeitos de tópico para abreviar:

- os comportamentos que referi não são tidos como retrocessos mas sim como patamares nas etapas de desenvolvimento, ou seja, devemos imaginar o desenvolvimento como uma grande escadaria com lances de escadas, patamares, lances de escadas, patamares e por aí fora. Não é uma curva ascendente mas um percurso a subir com altos e baixos.

- os comportamentos agressivos (auto e hetero) não são para desvalorizar e o seu regresso pode indicar que lhes faz falta algo que as regule de forma eficaz, ou seja, não houve como evitar o regresso à medicação. 

- voltaram à risperidona/risperidal, com a dosagem 0,25 inicial para ver se esses comportamentos desaparecem e elas descem dos seus níveis altíssimos de ansiedade

- haverá sempre comportamentos de auto-regulação que podem ser estranhos ao mundo exterior mas necessários para elas, como se esses comportamentos funcionassem como o roer unhas ou fumar um cigarro, ou seja, ajuda adiminuir a ansiedade e a regulá-las

- consulta antecipada para daqui a 3 semanas para novas avaliações e mais testes e mais coisas do género

- ficou posta de parte a hipótese de epilepsia (devido aos tais episódios de birras descontroladas e silêncios), para já.

 

Já conversei com a educadora e com a psicóloga da ANIP que lhes dá apoio. A retoma da medicação parece um grande passo atrás mas, a verdade, é que lhes traz qualidade de vida, reduz-lhes imenso o nível de ansiedade, estrutura-as e regula-as de modo a que não se auto-agridam. Não posso virar as costas a isto. É preferível uma dosagem mínima durante mais tempo, mesmo que implique anos, do que este pára-avança-recua que só lhes pode fazer mal... A minha mãe é epileptica e toma medicação certa desde que nasci, ou seja, já lá vão 32 anos... E nunca mais teve um ataque.

 

Agora vou tentar apanhar este tempo que me parece perdido algures entre birras e agressões. E gerir o cansaço com a deceção e a coragem de seguir em frente. Com calma. Ainda me falta acabar a parede do meu quarto que me ajuda a pôr a cabeça em ordem.

 

Responderei aos comentários deixados mal possa. Obrigada pela vossa presença e partilha, mais uma vez.

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publicado às 23:11

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4 comentários

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De Rainbow Mum a 04.05.2012 às 11:38


Mnha querida, sei que deve estar a ser muito difícil tudo isto... Mas concordo com o pediatra quando diz que não estamos a falar de retrocessos. Também se passa tantas vezes com o meu filho estar a passar por uma fase tão boa e depois piorar e depois melhorar de novo... A questão da medicação não pode ser encarada como um passo atrás mas de facto se nesta fase lhes vai trazer mais tranquilidade e qualidade de vida então terá que ser por mais um tempinho. Acredito que essa regulação que elas têm que efectuar será rápida e que daqui a uns tempos não seja de novo necessário.

No entanto, e estando eu à distância e por isso te peço para desculpares estar para aqui a mandar bitaites sem saber tudo o que se está a passar, acho que também o nível de stress em que te encontras contribui para piorar tudo e depois como já sabemos entrar num círculo vicioso. Pelo menos se for como o que se passa comigo tantas e tantas vezes, sempre que estamos agitadas eles imediatamente retribuem com um estado de agitação terrível...

Eu tenho tentado olhar para as coisas de outra maneira, desvalorizar as más e ficar muito feliz com as conquistas mesmo sabendo que as coisas estão muito longe de estarem perfeitas. Mesmo sabendo que há dias em que volta a estar super agitado, em que se porta mal na escola e bate nos colegas, em que em casa desata aos gritos e atira coisas ao chão para me provocar... Respiro fundo, falo com ele com calma, desvio-o desses comportamentos tentando chamar-lhe a atenção para outra coisa, nem que seja pegar nele e enchê-lo de mimos, cócegas e beijos. Pois sei se ele me vir com cara de preocupada, assustada, triste a achar que tudo está a piorar, que está a regredir, etc etc... só vai deixá-lo ainda pior. E esta técnica no geral até tem resultado. Para mim e para ele.

Não sei é até quando :) Um dia destes lá sou assolada outra vez pelo fantasma da decepção, pessimismo, tristeza e lá volta à montanha russa... Mas até lá vou tentando viver desta maneira pois a alternativa é bem pior...

Um beijinho e força. As coisas só podem melhorar.
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De Vera a 05.05.2012 às 14:52

Também concordo que o mais importante é que elas estejam bem. E se é a medicação que vais deixá-las bem, seja. Linda, imagino que sintas que são passos atrás, mas não são. Há quem tome medicação a vida toda, desde sempre. O meu filho é um deles, tem que tomar aspirina todos os dias. Tem os seus contras? Tem, claro, todos os medicamentos os têm. Mas o benefício é extraordinariamente maior. E sei que a probabilidade dele se manter bem com a aspirina é muito maior do que sem ela. Tenta encarar numa perspectiva custo/benefício - se concluis que o benefício é maior, não te martirizes. Quando elas melhorarem tu também vais melhorar.
Beijoca grande
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De Daniela Santos a 06.05.2012 às 12:07

coiso.
tal.
não desistas... estou por aqui se precisares.
bjocas
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De t2para4 a 08.05.2012 às 09:50

Mais uma vez, obrigada.


Apesar de me parecer uma eternidade, pouco a pouco, parece que estamos a voltar ao que éramos há uns dois meses atrás. Acalmamo-nos mutuamente, ajudamo-nos mutuamente, trabalhamos em equipa, cuidamos de nós e olhamos uns pelos os outros. 
Não faz milagres, não é infalível, não é perfeito. Mas foi o que encontrámos para já e tem resultado.


beijos grandes

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