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Por uma vez

por t2para4, em 14.08.12
  • gostaria de sair de casa sem ter que dizer para onde vamos, onde vou estacionar o carro, se este fica a 5 a 200 metros do local onde temos que ir;
  • gostaria de não ter que antever e presumir e adivinhar e sei lá mais o quê que possa surgir de imprevisto;
  • gostaria de não ter que adivinhar se as piolhas estão cansadas ou com sono e ter que o fazer ainda mal sejam 10h da manhã, hora a que, teoricamente, estariam bem e sem sono ou sem cansaço;
  • gostaria que as piolhas me dissessem, por palavras, como se sentem;
  • gostaria que não houvesse birras em público, em que ambas parecem alarmes de carros com tantos guinchos e choradinhos;
  • gostaria de não perder a cabeça e acabar por lhes dar uma palmada ou ter que as pôr de castigo, já que, com palavras mansas e promessas não vou lá;
  • gostaria de não estar constantemente a pensar que o ideal era trazê-las por uma trela ou num carrinho, quando já têm 5 anos e, no próximo ano letivo, estarão no 1º ciclo;
  • gostaria de não me sentir envergonhada em público;
  • gostaria que não houvesse esta cena do "dois dias bem e um mal ou dois passos para a frente e um para trás". Será que não dá para ver que assim fazemos um caminho muito mais comprido do que os outros???
  • gostaria de saber eu própria lidar com esta frustração;
  • gostaria de não me sentir constantemente cansada e poder fazer uma vida normal sem um esforço hercúleo por trás.

Será pedir tanto assim? 

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publicado às 11:54

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7 comentários

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De momentosdisparatados a 14.08.2012 às 14:23

Se eu como mãe de só uma criança já me sentia muitas vezes assim ...nada me admira que andes de rastos.
Beijinho
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De Silvia Pereira a 14.08.2012 às 15:59

Eu já me sinto cansada só com uma por isso acredito que com 2 te sintas muito mais.
 Eu adoro a minha piolha mais que tudo no mundo mas há dias em que o desespero se apodera de mim.
Às vezes penso nas birras em público e penso que se lixe ninguém tem nada a ver com isso eu é que tenho que aguentar mas na altura não consigo também deixar de ter o sentimento de vergonha. Mas depois também acaba por vir o sentimento de desespero por ser mãe e não conseguir que a minha filha se sinta bem o suficiente para não se sentir frustrada e ter estas birras. Depois começa a passar pela cabeça se serei uma boa mãe e depois penso que nos dias bons a minha filha é feliz e dá-me muitas alegrias por isso alguma coisa de bom eu deve estar a fazer. 
É incrível a quantidade de emoções que podemos sentir num só momento.


Bjinhos e sempre tudo de bom
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De t2para4 a 14.08.2012 às 22:05

Oh Sílvia, é tal e qual isso mesmo! Conseguiste colocar nas palavras corretas aquilo que sentimos depois de uma coisa destas. não costumo sentir vergonha pelas atitudes e ações que faço mas hoje correu mesmo mal... Fiquei com a sensação que tinha feito uma cena igual à delas. E para piorar, só reparei que o meu futuro ex-patrão estava a observar tudo. Pffffff... 
Nestas alturas questiono-me sempre se estarei a ser boa mãe ou, pelo menos, a mãe que elas merecem...


Força por esses lados também.
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De rainbow mum a 15.08.2012 às 17:55

Como te entendo... Mas nos por vezes tambem damos demasiada importancia as coisas. Infelizmente o meu anda de novo a fazer mais birras... Coisas inacreditaveis tipo se a banana parte e não pode depois consertar, se cai um chupa ao chao e não quer outro, se trazemos um livro para pintar e não trazemos a borracha para apagar... Enfim anda outra vez numa fase de nos deixar completamente exaustos sem saber já o que fazer. Curiosamente acho que e por estar mais com o pai pois estamos de ferias, que facilmente perde a calma, grita com ele e se for preciso da-lhe uma palmada. Quando esta comigo sozinho as coisas sao bastante diferentes pois acho que já consegui entender que o braco de ferro não resulta. Respiro fundo, tento desviar-lhe a atencao e não dou a minima importancia as birras. E acho que ate resulta pois ele acaba por acalmar. Qto mais perdemos a cabeca pior pois eles entram numa espiral, não conseguem auto regular-se e as tantas as coisas ficam totalmente fora de controlo. Não e fácil e com 2 nem sei o que seria... Enfim, melhores tempos virao :) No meu caso já vieram e parece que estamos a enfrentar um pequeno retrocesso mas ha que acreditar e ter espirito positivo q isto melhore. Beijos
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De t2para4 a 15.08.2012 às 21:46

Mas se calhar é isso mesmo que também se passa por aqui. Estamos de férias, elas têm que levar comigo 24h/7 dias, porque não tenho ninguém para ficar com elas nem que sejam 5 minutos - e não quero incomodar ninguém só porque a minha cabeça assim o diz - mas noto que estamos muito tempo juntas em todas as emoções, desde as mais básicas e simples, às birras e esses desvios do género do teu. As minhas embirram muito se a colher está suja de sopa já não dá para mais comida nenhuma; o gelado está frio e grita porque o quer pôr no micro-ondas, etc. Parece que algumas "manias" ficam mais exacerbadas. Esta semana foi uma complicada para todas nós ( a minha irmã teve um breakdown e juro que nunca vi tantos comportamentos autistas como nesse dia, até o enrolar do cabelo era igual ao da minha piolha) e apanhei imensos punhados de cabelo no chão... 
O período de férias não é fácil, confesso. Criar estratégias para criar rotinas que as estruturem, dar-lhes alguma liberdade para que aproveitem o bom tempo e espaço, etc também me consome tempo e energia. E elas não querem saber se EU estou de férias: acordam cedíssimo!! 
Mas é como dizes, esperemos que se dê um passo em frente, embora, fosse muito mais fácil se não tivessemos que passar por tudo isto...
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De Sandra a 17.08.2012 às 01:17

Olá!
Ao ler este post, lembrei-me de uma brincadeira de que o meu filho gosta muito, e que poderá (??? - talvez...) ajudar as piolhas a interiorizarem que "inesperado" não é necessariamente igual a "mau, stressante".
Por ser difícil explicar aqui como funciona, acabo de te enviar uma descrição detalhada para o mail do blog; lendo depois com calma, poderás aferir se vale a pena experimentar ou não (é uma possibilidade - ideias diferentes podem acabar por ser apenas isso mesmo - diferentes e ponto final).
Boa continuação e boas férias (porque já li o post a seguir a este e sei que, embora às vezes pareça, a vida não é só stress)!
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De Silvia Melo a 05.09.2012 às 16:53

Não é pedir muito. Nem sei como expressar o quanto me identifico com esse texto. Não sei se continue a ler o blog e tenha alguma luz sobre o que me espera ou se pare e vá eu para um cantinho balançar-me para variar. Desejo-lhe muita força e muita sorte na procura de emprego, e pense sempre que mesmo que dê dois passos para a frente e um para trás, pelo menos avançou um. 

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