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Grumpf :( 2

por t2para4, em 09.09.12

Sinceramente eu juro que não sei por que ainda me dou ao trabalho e ao benefício da dúvida. Chega.  Saímos hoje, a pedido das piolhas e para comprar uma prenda de aniversário para o pai. Correu terrivel e pesadelosamente mal. Atingi o meu limite.

 

Acabaram, de vez, todas as saídas. Todas.

 

Não me convidem para encontros, festas (sejam elas de que tipo for), batizados, casamentos, etc. Nem para um café sequer que implique levar a família. Não me falem em almoços ou jantares, em idas à praia ou à piscina. Somos total e absolutamente anti-sociais por imposição. Tentámos, lutámos e falhámos. Quando estivermos prontos para abolir esta nossa decisão, avisaremos.

Não insistam, façam apenas o favor de (tentar) compreender. Se quiserem pois neste momento já me estou a borrifar para o que os outros pensam.

 

Só vejo aspetos positivos nesta decisão: não gasto dinheiro, não  me chateio, não tenho que preparar ninguém com antecedência do que vamos fazer e para onde vamos, não tenho que levar com birras, não tenho que levar com gente a olhar como se eu fosse ET (esse já há muito que foi para casa, lembram-se?), não tenho gente a recriminar-me ou a olhar de lado, não tenho que perder a paciência, não tenho que ouvir gritos ou ver meninas a atirar-se ao chão, não tenho que gerir sonos/refeições/estímulos. O dinheiro/esforço/energia/combustível/preparação que dispensaríamos numa saída básica a um shopping da treta ou a um mcdonald's vulgaríssmo podem reverter a favor de umas férias num futuro. próximo ou distante, não sei. Basicamente, só coisas boas!!!

 

O que vamos fazer se não saímos? Simples: exercícios. Ficamos em casa a fazer exercícios. De todo o tipo: físico, cognitivo, intelectual. Porque, assim como assim, para o próximo ano letivo, se houver uma crise deste género, pode até ser que elas nem percam tudo e já levem alguma bagagem. Podemos ver um filme ou brincar ou arrumar a casa ou pintar ou ou ou ou ou. Não quero saber. Sair, não saio. 

E podem vir agora os experts todos, os médicos e enfermeiros, os psicólogos e terapeutas que eu empresto-lhes a todos de bom grado as minhas piolha spor uma única tarde e depois conversamos e alinhamos estratégias. Até lá, até esse dia, palavras leva-as o vento.

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publicado às 16:20

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9 comentários

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De Daniela Santos a 10.09.2012 às 12:32

de onde é que eu conheço este filme? ...

beijinho  grande.
Daniela
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De Rainbow Mum a 10.09.2012 às 14:11

Isso passa-te :) Bem sei que é terrível às vezes, que com 2 deve ser completamente impossível, que juramos sempre que não passamos por mais nenhuma mas a verdade é que não podemos viver como eremitas o resto da vida... Olha, eu este fds estive quase para não ir a uma festa de putos. O meu andava impossível e não me estava nada a apetecer mais filmes... Mas fui, e correu tudo maravilhosamente bem! Nunca sabemos, certo? Um dia começa a correr tudo muito melhor mas se não tentarmos nunca vamos saber...

Quanto aos olhares dos outros borrifa-te nisso. Não podemos controlar muita coisa mas se nos mentalizarmos que nos estamos verdadeiramente a borrifar para aquilo que os outros pensam então as coisas correm logo melhor. Depois, acho que no teu caso as pessoas têm já uma tendência natural a olhar por serem gémeas... E por isso deves de facto sentir-te mais observada. Mas ignora, a sério.

Beijos
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De Silvia Pereira a 10.09.2012 às 23:37

Olá,


Compreendo muito bem o que queres dizer, acho que no fundo acabamos todas por perder a paciência em alguma altura e achamos que é o limite e que não conseguimos mais.
Mas os momentos bons acabam por chegar, a minha teve uma altura em que qualquer coisa significava uma birra monumental, agora anda um pouco mais calma, bem até este fim de semana. Já sabia que existiam médicos idiotas mas para dizer a verdade ainda não tinha apanhado uma....
Na sexta feira a minha pequena veio embora do infantário com febre e no Sábado estava cheia de bolhas, fui ao hospital com ela e foi terrível, berrou, chorou, atirou-se para o chão, vomitou,.... e por aí adiante, claro as pessoas todas a olhar mas para dizer a verdade nem queria saber tal era o estado da pequena cheia de febre. Fui chamada ao gabinete da médica e a birra continuava, mal a levei ao gabinete ela atirou-se novamente para o chão e a médica" mãe não posso permitir que a menina esteja assim no chão pf controle-a", e lá tive eu a explicar o problema há médica. O certo é que ela pega no telefone e liga para alguém a dizer" vem aqui que está aqui mais um caso de espectro". Até aqui nada de mais.
Depois chega uma equipa com 4 enfermeiros e mandam-me ficar atrás e começam a agarrar a pequena para a médica a examinar. Eu só me apetecia bater neles todos mas depois a médica diz que precisavam de ver se a menina tinha algum problema mas que afinal só tem varicela. Depois enquanto estava a prescrever uma receita virasse para mim e diz" mãe tem noção que a sua pequena é pequena para a idade( eu fiquei de boca aberta, a minha filha é enorme para a idade, tem 33 meses e mede 1mt05 é mais alta que a filha da minha vizinha de 4anos e é uma das mais altas da sala mesmo sendo a mais nova) e continuou" e também tem a cabeça grande para o corpo que tem", bem aí foi o limite porque a minha pequena é perfeitamente normal e tem os parâmetros dentro do normal. Então deu-se uma pequena explosão da minha parte e peguei na receita, na minha filha e disse para a médica que o governo anda a cortar muita coisa e talvez por isso ela não possa pagar uma consulta no oftomologista, já que a visão dela estava num estado péssimo.
Agora ela anda tão choquinha que nem birra faz, só quer estar deitada no sofá, espero que isto passe porque nem gosto de a ver assim, prefiro o normal e ela não parar quieta 5 minutos. Agora vê-la no sofá a ver tv até me faz confusão.
Acho que as pessoas vão sempre olhar por isso não ligues e continua a fazer é o melhor pelas tuas meninas.


Bjinhos
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De Rainbow Mum a 11.09.2012 às 10:33

Silvia às vezes é melhor não dizermos que a criança está no espectro do autismo! A partir daí começam a ser vistos quase como alliens :) Ela tem 33 meses bolas!!!! Com 33 meses os putos qd estão doentes berram, vomitam, fazem fitas. Com e sem autismo. Todos sem excepção.

Acho que às vezes nos esquecemos que são acima de tudo crianças...
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De Silvia Pereira a 11.09.2012 às 18:02

Sim aprendi a lição, mais vale estar calada.
Mas acredita as pessoas vão sempre olhar, como não aparentam nenhum problema a razão das birras e de todas as fitas é sempre dos pais:-)
Força para ai e bjinhos
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De Rainbow Mum a 12.09.2012 às 19:01

Pois que olhem... e que achem que o problema é meu que eu sinceramente não quero saber. Quero apenas que ele esteja bem, feliz, e o resto que se lixe. Com a minha vergonha posso eu bem :)

Beijos
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De sara antunes a 11.09.2012 às 11:25

Ola Mara! Adorei o teu desabafo no sentido literario, não o seu conteudo obviamente! Força rapariga... sabes que para mim és a mãe coragem! Quando as coisas acontecem com nos proprias... não faz mal! mas quando acontecem aos nossos filhos... faz todo mal! beijinhos ADORO TE
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De Isabel Carvalho a 11.09.2012 às 15:52


BJS amiga e muita força.
O meu tb me tira do sério, são crianças e sei que a dobrar o problema dobra, nem me quero imaginar, o meu parece hiperactivo e tb tinha imensos receios do 1º ciclo, as coisas "horríveis" que a educadora me dizia, as idas à psicóloga, enfim. No 1º ciclo tudo mudou, adorou a escola, pois falei com a professora e ela tinha-o de olho, mesmo à frente e sózinho numa carteira ainda se consegue distrair, vai para o 3º ano e surpreendeu-me bastante pela posistiva, notas razoáveis, claro que uma mãe quer sempre mais, mas fiquei mt orgulhosa do meu filho. Por vezes dá connosco em malucos e já tem 8 anos e não se decide o que quer levar para sair de casa para brincar e não quer estes sapatos, esta roupa, o pequeno almoço e antes de sair digo-lhe as regras todas de comportamento e sabes não tem o problema das tuas, certas atitudes é normal da idade, de uma criança, não te preocupes tanto com os outros, eu já me preocupei mt agora simplesmente ignoro. BJS
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De t2para4 a 12.09.2012 às 22:27

Obrigada pelas vossas palavras de apoio e conforto e, mais uma vez, estou muito grata pela partilha de experiências e situações semelhantes. 
Eu sinto-me extenuada e com a sensação absurda de falhanço e de esforço hercúleo. Tem-me sido muito difícil continuar a encarar tudo como um desafio e estar constantemente a encontrar desvios e a contornar obstáculos. E eu noto e sinto que as piolhas não estão tão bem como estavam antes e que há ali algo - que eu não consigo explicar muito bem - que não está a encaixar. 
Há pouco enviei uns relatórios do jardim de infância e da terapia da fala ao pediatra da unidade de autismo e relatei um pouco do que têm sido estas semanas mais recentes, as estereotipias que regressaram e que estratégias temos adotado para ultrapassar tudo isto. Aguardo resposta e orientações. 
Até lá, continuo a fazer por ir levando as coisas e tentando fazer as piolhas felizes....

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