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Não podia, obviamente, deixar de partilhar, depois da mamã Célia me ter indicado o link e de já ter visto uma notícia semelhante aqui e aqui , postadas pelo Pai.

 

É uma nova esperança, sem dúvida. E, apesar de tudo, podemos e devemos agarrar-nos a essa esperança. Não falo em fazer dos nossos filhos cobaias, não me interpretem mal, mas, acho - tenho a certeza - que se as piolhas estivessem no fundo do espectro do autismo, sem qualquer tipo de receptividade a qualquer tipo de estímulo, se fossem autistas clássicas, o meu coração iria explodir e eu iria tentar por tudo que elas pudessem beneficiar deste novos tratamentos/vacinas/suportes farmacológicos/etc. 

Apesar de o autismo ser o que nos rodeia e a vida dos nossos filhos, se houver a hipótese de uma cura ou reversão, vale a pena acreditar. 

 

E fico muito feliz por ainda haver quem investigue e se dedique a trazer novos mundos a estes mundos dentro do nosso mundo... 

 

 

Autismo: Estudo traz esperança de cura ou reversão

Autismo: Estudo traz esperança de cura ou reversão

Ligações sinápticas no cérebro de um ratinho. Foto © Stephane Baudouin
O distúrbio nos circuitos neuronais que está na origem do autismo poderá ser revertido. A conclusão é de um estudo suíço, que identificou uma disfunção específica causada pela doença e que conseguiu revertê-la, o que poderá abrir caminho à cura e constitui um enorme passo no desenvolvimento de um futuro tratamento.
 
Atualmente não existe uma cura para o autismo, um distúrbio hereditário do desenvolvimento do cérebro que se caracteriza por comportamentos repetitivos e dificuldade de comunicação e de interação social. 
 
Até ao momento foram identificadas mais de 300 mutações relacionadas ao risco da doença e um destes genes foi de especial importância para os investigadores do Biozentrum da Universidade de Basileia que assinam este trabalho recente: o neuroligin-3, que desempenha um papel de relevo na formação das sinapses, estruturas que permitem a comunicação entre os neurónios.
 
Em comunicado, os investigadores explicaram que os ratinhos que sofriam com a falta do gene neuroligin-3 desenvolveram padrões de comportamento que refletiam características importantes observadas nos autistas, tendo identificado um defeito na transmissão de sinais sinápticos nos roedores que interfere com a função e a plasticidade dos circuitos neuronais. 

Equipa conseguiu reverter falhas nos circuitos neuronais
 
Segundo a equipa de especialistas, coordenada por Stephane Baudouin e cujo estudo foi publicado na prestigiada revista científica Science, a existência deste defeito prende-se com uma produção exagerada de um recetor neuronal, o glutamato, que modela esta transmissão, impedindo o desenvolvimento normal do cérebro a longo-prazo e dificultando a aprendizagem.
 
O principal interesse do estudo prende-se com o facto de estas falhas no desenvolvimento do circuito neuronal serem reversíveis, o que poderá traduzir-se numa cura para o autismo.

Ao reativarem a produção de neuroligin-3 nos ratinhos, os investigadores fizeram com que as células nervosas voltassem a produzir glutamato em níveis normais e o defeito detetado na transmissão de sinais sinápticos típico do autismo desapareceu.
 
Futuramente, a descoberta poderá significar um combate efetivo à doença, que, por enquanto, pode apenas ser atenuada através de terapia comportamental e outro tipo de tratamentos que aliviam os sintomas.
in http://www.boasnoticias.pt/noticias_Autismo-Estudo-traz-esperan%C3%A7a-de-cura-ou-revers%C3%A3o_12714.html
Artigo completo em  http://www.sciencemag.org/content/early/2012/09/12/science.1224159.abstract?sid=f42b9ccd-de71-4a03-bd31-3c189bf7fcf5

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publicado às 13:44

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3 comentários

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De Anónimo a 04.10.2012 às 15:43

São realmente notícias maravilhosas



obrigada pela partilha
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De Vera a 04.10.2012 às 15:48

Mara, são excelentes notícias! E é claro que não se trata de fazer dos nossos filhos cobaias - apesar do meu filho estar agora muito bem, se me dissessem que havia um fármaco/técnica que transformaria o seu coraçãozinho num coração sem "remendos", num coração que, à partida, nunca mais iria ter problemas, como poderia eu ignorar algo que iria melhorar a vida dele? 


E sim, temos que acreditar sempre; felizmente, a investigação não pára, por isso a esperança nunca morre.


Beijoca grande
Vera
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De t2para4 a 06.10.2012 às 17:57

Eu fico mesmo feliz que ainda haja estudos e financiamentos para isso. O meu grande medo é, tal como a mamã Célia deixou entrever, é acreditar desesperadamente numa possível cura e isso não resultar em humanos ou não ter a aprovação devida para avançar ou demorar 30 anos a chegar... 
Bom, interessa, para já que há hipóteses de... e isso é bom!

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