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Já foi há alguns anos atrás... Vamos repetir daqui a alguns anos, espero :)

 


 

 

 

 

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publicado às 18:44

Passeios - Promenades

por t2para4, em 31.08.11

 

Uma das coisas que gostamos muito de fazer é dar umas voltinhas na nossa vila e levar as piolhas connosco. Costumamos fazer o caminho a pé e levá-las nos carrinhos. Uma das paragens quase obrigatória é uma praceta que tem um monumento com água. Adoram andar por lá às voltas e correr!

Com os dias a ficarem mais pequenos e o regresso à escola e trabalho, este tipo de saídas torna-se mais esporádico. Ficam as fotos de bons momentos!

 

 

 

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One of the things we like a lot to do is taking a few walks in our town and take our little girls with us. We use to make it on foot and take them on their strollers. One of the stops is almost obligatory: is a little square with a watery monument. They love running around there!

With the days getting shorter and going back to school and to work, this kind of going out is getting less usual. There are the photos to remember those good moments!

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publicado às 18:05

O dia começa cedo pois tive que levar a avó ao médico e as piolhas foram connosco. Enquanto a avó foi à consulta, eu e as piolhas fomos ao shopping e aproveitámos para fazer umas comprinhas básicas e tomámos um cafezinho na esplanada. Estava-se bem.

A certa altura, descubro que as minhas calças estão descosidas. À frente. Pensa rápido:

- hipótese 1: compram-se umas novas (mas isso implica esperar pelas 10h para abrirem as lojas - eram 9h30 - e arriscar a comprar uma porcaria qualquer que nem me fique bem e gastar dinheiro extra num cinto porque raramente encontro algo que me sirva sem precisar de ajuste e ter que fazer isso tudo com as piolhas num carrinho de gémeos com lugares lado-a-lado. Hummm, não me parece)

 

- hipótese 2: como é descosido e não roto ou rasgado, volto ao hipermercado, compro agulha e linha e coso as calças.

 

Assim foi. Meti-me na casa de banho e cosi as calças. Aqui estão as ferramentas de trabalho :)

 

 

 

 

 

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The day starts early because I had to take granny to the doctor and my little girls went with us. While granny went to her appointment, me and my little girls went to the mall and enjoyed the opportunity to do some basic shopping and have a cup of coffee in the esplanade. It felt great.

At some point, I find out my pants are unstitched. In the front. Think fast:

- 1: I buy a new ones (which implies waiting for 10 am for the stores to open - it was 9.30 am - and risk buying some pice of junk that doesn't fit me well and spend extra money in a belt because I rarely find something with no need for adjustments and do all that with my little girls in a twin stroller with double side by side seats. Hummm, I don't think so)

 

- 2: since it is unstitched and not ripped, I go back to the supermarket, buy some needles and line and sew my pants.

 

And so it was. i got into the toilet and I sew my pants. Here are my work tools :)

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publicado às 11:00

I like to move it

por t2para4, em 30.08.11

 

O que fazem duas piolhas em cima da mesinha do café, no meio da sala, todas contentes a entoar uma canção cuja letra só entendei após ver os seus gestos?

Dançam.

E muito.

E dançam isto:

 

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What do two little girls do on top pf the coffee table, in the middle of the living room, all cheerful, singing along a song which lyrics I only understood after seeing their gestures?
They dance.
A lot.
And they dance this:

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publicado às 22:00

  

Hoje as piolhas regressaram ao infantário após as férias de Verão. Ansiava pelo dia de hoje e costumava dizer que era hoje que começavam oficialmente as minhas férias. 

 

No entanto, não foi bem assim que me senti... Ao deixá-las no infantário ainda lhes perguntei se queriam vir comigo para casa ou lá ficar. Optaram por ficar e parte de mim ficou desiludida. Acho que, depois de passar um mês interminavelmente e incrivelmente longo com elas, na maioria das vezes eu e elas apenas, ainda tenho que me habituar à ideia de passar parte do dia sozinha. É estranho.

 

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Today my little girls returned to the kindergarden after their summer holidays. I was anxious about today and I used to say that today I would officially be on vacation.

 

However, it wasn't quite like that what I felt... Leaving them in the kindergarden I asked them if they wanted to come with me back home or stay there. They chose to stay and part of me was disapointed. I guess, after spending an incredibly and endlessly long month with them, most of the time, me and them only, I still have to get used to the idea of spending part of the day alone. It's weird.

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publicado às 18:19

Jogo simbólico - Symbolic game

por t2para4, em 29.08.11

  

Para crianças que tinham alguma dificuldade em usar a imaginação ou fazer jogo simbólico, numa tentaiva de recriar o MacDonald's em casa, à hora de jantar, uma das piolhas faz isto e canta a respectiva canção:

 

 

Nada mau, hein? :)

 

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To children who had some trouble using their imagination or make symbolic games, in an atempt to recriate MacDonald's at home, at dinner time, one of my little girls came up with this and sings the due song:

 

Not bad, hein? :)

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publicado às 13:32

É oficial - It's official

por t2para4, em 28.08.11

 

 

 

Acabaram-se as fraldas durante o dia! As cuecas dominam!!! 

Agora, fraldas só durante o sono e viagens que impliquem poucas ou nenhumas paragens pelo caminho. Surgiu assim, do nada, na 2ª feira: fui à gaveta, tirei umas cuecas e vesti-lhas às piolhas que deliraram. Até hoje os acidentes contam-se pelos dedos de UMA mão e elas são muito cuidadosas e independentes. Se fazem xixi fora da sanita, limpam tudo, escolhem e mudam de roupa sozinhas, lavam-se e nem sequer me chama para ajudar.

Agora tenhos uns resguardos nas cadeirinhas do carro e ainda não foram trocados. Estou tão feliz e orgulhosa delas!!! Só hoje ouso falar abertamente disto e exultar porque foi tão rápido e fácil que até tive medo que tivesse sido algo momentâneo. Não foi. E elas estão de parabéns!!!

 

(Tomem lá, más línguas, que só sabiam criticar e fazer sugestões da treta. Onde estão agora os "parabéns" delas? Criticar é mais simples e espontâneo, não é?)

 

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No more diappers during the day! Underpants rule!!!

Now, diappers are for sleeping and long non-stop travels only. It came out of nowhere, just like that, this Monday: I went to the drawer, I took some underpants and dressed them to my little girls who went crazy. Until today, accidents can be counted by ONE hand fingers and they are very careful and independent. If they pee out of the toilet vase, they clean it up, they pick up and dress other clothes, they washed themselves and they don't even call me for help.

Now I have some bed shields in the car seats and weren't changed yet. I am so happy and so prou of them!!! I only dare to talk openly about ot today and exult because it was so fast and easy I was afraid it was something for that moment. It wasn't. And we can congratulate them!!!

 

(There you go, you viperous tongues, who only knew how to criticize and make dull suggestions. Where are their "congratulations" now? Criticising is easier and spontaneous, isn't it?)

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publicado às 13:47

Afastamento - distance

por t2para4, em 27.08.11

A todos quantos deixaram o seu comentário, o meu obrigada. Responderei nos respectivos tópicos.

 

Agora que o mês está prestes a findar e muitas das ansiedades passaram, é possível fazer-se uma comparação segura com igual período do ano passado: foi igualmente mau. Com a agravante de ter um cão em casa.

 

A decisão de adquirir um cão foi terrível. Pensámos nisto durante alguns meses, falei com imensa gente, consultei veterinários, pedi opiniões, tirei dúvidas, pesquisei, falei com mães de crianças autistas que também tinham cães, etc. Fui mesmo muito insistente nestas questões e quanto mais pensava, mais lógico me parecia que um cão traria uma nova lufada de ar fresco às piolhas. 

Inicialmente, o marido (e o meu pai, cuja opinião ignorei), na sua razão, era contra. Com o passar do tempo, comigo a melgar-lhe a cabeça, ida à quinta do criador interagir com os cães e com muitas pesquisas lá se convenceu. Após uma semana de preparação e idas conjuntas às compras, a Íris - a cadela golden retriever - veio para casa.

No meio de tudo isto, houve duas coisas com as quais não contei: as piolhas são autistas verbais e muito activas e enérgicas.

 

As primeiras semanas até correram bem e conseguia entrever mudanças positivas: as piolhas passaram a ter outro cuidado com a sua higiene, a casa estava mais arrumada e não havia brinquedos espalhados pelo chão, havia cuidado extra com os seus brinquedos e lápis/canetas. A cadela aprendeu uma série de regras rapidamente.

No entanto, à medida que os dias iam passando, as evoluções estagnaram e as manias/tiques e afins regressaram no seu pior: às 22h as piolhas corriam aos guinchos corredor fora atrás da cadela, andavam extremamente ansiosas e agitadas, o seu comportamento era totalmente desadequado em qualquer situação ou local, dormiam mal, algumas esterotipias voltaram, etc. Uma manhã, esqueci-me de dar a medicação e deixei-as com a avó que ia enlouquecendo naquelas 2h que ficou com elas. Quando cheguei a casa, fiquei chocada: tinham o olhar completamente vazio e vidrado, estavam transfiguradas, pareciam só ter corpo - desprovidas de interior... Foi a primeira e espero que última vez que as vi assim. Foi horrível.

O pior ainda estava para vir: entre piolhas e cadela, as 3 eram uma ameaça umas para as outras - uma porque é cachorrinha e quer brincar mas não mede o tamanho e força que tem, as outras porque são uns pequenos monstrinhos em forma de gente e tão depressa estavam a ser meiguinhas como se atiravam para cima ou a pontapeavam - não de propósito mas sem cuidado. A gota de água foi quando as 3 caíram e uma das piolhas rasgou o lábio superior, ficou com as gengivas inchadas e o lábio a tocar no nariz. Deitou tanto sangue que pensei que tinha partido os dentes.

 

A hipótese de venda passou pela cabeça como um raio e não perdi tempo: coloquei um anúncio e telefonei à criadora (que na altura da venda, à semelhança do que acontecera com a autora do livro O meu amigo Henry, se dispôs a aceitar a devolução da cadela caso não houvesse adaptação ou algo corresse mal) mas, apesar do meu desespero, não avançámos para nada. E eu sentia-me cada vez pior porque estava a  sentir-me incapaz de me ligar à Íris que é um doce de criatura de tão meiguinha e querida que é e, ao mesmo tempo, incapaz de descortinar algo que acalmasse as piolhas e as tirasse daquela sobre-estimulação constante.

Apareceu um comprador que concordou com o preço que pedi. Pediu para esperar uma semana porque queria  surpreender a esposa. Durante alguns dias, acreditei que era treta e que ele me tinha enganado... Mas, no dia e local combinados, lá procedemos à venda e a Íris foi para outra casa, para outros donos, para outra criança (um menino de 3 anos), num sábado de Agosto. Esteve 3 semanas connosco. Foi doloroso despedir-me: senti-me aliviada e má, ao mesmo tempo...

 

Às piolhas disse que a Íris tinha ido de férias para outra casa e que podia não voltar. Agora já lhes digo que não volta. 

O marido teve uma paciência infinda comigo e acho que o facto de ter encarado este episódio e a minha teimosia de forma tão humana e normal é uma prova de amor dada.

A mudança nas piolhas não se fez esperar: no dia da entrega da Íris, esqueci-me de lhes dar a medicação e deixei-as na avó, sem hora de regresso a casa. Ela notou logo que estavam mais calmas e muito menos ansiosas e comportaram-se normalmente.

Desde então, já se passou cerca de uma semana e tem sido uma diferença como do dia para a noite: não há guinchos, gritos ou correrias desconcertantes; os tiques acalmaram; a ansiedade passou e dormem melhor, comem melhor, passam melhor o dia; o desfralde é oficial e só têm usado fraldas para dormir ou viagens longas - o uso de cuecas tem sido um surpreendente triunfo e raramente há acidentes. Parecem outras meninas, até o seu olhar está mudado.

 

Acredito que se elas fossem crianças não verbais ou isoladas, o cão faria todo o sentido e ajudá-las-ia; neste caso, não ajudou. 

Talvez eu não tenha querido esperar, talvez eu não estivesse tão preparada para ter um cão em casa como eu pensara, talvez eu tenha sido precipitada, talvez eu tenha errado quer ao comprá-lo quer ao vendê-lo... Arrisquei e arrependi-me de o ter feito mas tive algo de que me arrepender. Não me perdoaria se não o tivesse feito mas jamais viveria comigo mesma se tivesse deixado arrastar esta situação.

 

As piolhas raramente perguntam pela Íris mas identificam qualquer golden dourado claro como a Ìris. Às vezes, perguntam onde está mas respondem elas próprias à sua pergunta. 

 

A razão do meu afastamento foi para com o intuito de parar mesmo com tudo. Não tive coragem de apagar o blog porque gosto deste cantinho e espero poder ajudar alguém com informações sobre o que puder e souber e ser ajudada, mas apaguei a minha conta pessoal do Facebook, desliguei-me de determinados conhecidos, parei com as pesquisas sobre autismo e tudo o que com isso se relaciona e deixei de fazer das minhas filhas cobaias. No momento em que o fiz, senti um alívio enorme. Com ou sem autismo, são as minhas filhas e eu amo-as incondicionalmente, mesmo que fossem azuis às bolinhas verdes. E como diz o outro, críticas "a mim não me assistem". Não quero saber. É fácil criticar quando não se tem filhos ou os filhos são normais. Quem tem que viver com as piolhas 24/7 somos nós, sou eu, não os outros. O que eu decido fazer não é da competência nem do consentimento de mais ninguém excepto dos que me são mais próximos.

Eu e o marido temos tantos projectos para colocar em marcha - coisas que já estavam na gaveta há tempo demais - e, nada melhor do que lançarmo-nos agora. Só nós, sem influências exteriores e sem "se fosse eu...".

 

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publicado às 22:19

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