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Amanhã... - Tomorrow...

por t2para4, em 30.09.11

Não me sinto muito festiva... 

 

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I don't feel like partying...

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publicado às 12:50

Calendário diário

por t2para4, em 30.09.11
Em todas as sessões de terapia da fala, o J. recorre a imagens como estas
que é um método de escrita com símbolos (mais informação em http://bica.cnotinfor.pt/2008/escrita-com-simbolos-no-apoio-a-terapia-da-fala/) e perimte às piolhas aprenderem mais e melhor, bem como a organizarem-se dentro daquele tempo em que decorre a ação. Ou seja, o nosso terapeuta escolhe uma série de símbolos que antecedem o trabalho a realizar e dispõe na mesa, explicando às piolhas o que vamos fazer. Elas controlam a sua ansiedade e sabem, passo por passo, o que vão fazer.
Há muitas vantagens nesta estratégia e, por isso mesmo, pensei se não seria bom fazer algo semelhante para o dia-a-dia. Mas, surgiu-me logo a ideia de um inconveviente: estaríamos a enqudrá-las demais num mundo rotulado e organizado, sem espaço para imprevistos. E eu quero que elas aprendam a lidar com os imprevistos sem se atirarem ao chão e gritarem desalmadamente durante intermináveis minutos, ou baterem-me nas cadeiras do carro só porque ia distraída e me enganei no caminho que (habitualmente) fazemos para ir para a piscina. Pedi opinião ao terapeuta que achou uma boa ideia e foi incansável no seu trabalho.
 
Assim, a solução que encontrei em Agosto foi usar e não usar o calendário diário. Optei por usar a totalidade do calendário para ensinar as estações do ano e a mudança de mês, bem como o recurso às atividades previstas para aquele dia em conjunto com as piolhas, apenas quando se tornava quase impossível fazer-me entender que iríamos fazer algo diferente. Ou seja, quando surgia alguma coisa nova ou eu queria alterar uma determinada rotina, recorria ao calendário. Nas demais atividades, não usei para evitar um enquadramento demasiado regrado e previsto/previsível. 
Confesso que deu muito jeito nos dias que se seguiram à partida da cadela Íris. E continua a dar muito jeito para evitar que caiam sempre nas mesmas atitudes quando saímos, principalmente o ir ao McDonald's...
Ainda não falei com o terapeuta acerca desta estratégia. 
O espaço usado para preparar o calendário é a lateral do meu frigorífico. Coloquei as folhas e os cartões com bostik, os cartões estão separados por mini-grips para evitar que se misturem e fica tudo em cima do frigorífico, bem a jeito de lhe pegarmos. Elas conhecem a simbologia e são parte integrante na sua elaboração. Amanhã, como é um dia especial, provavelmente recorreremos ao calendário.

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publicado às 12:23

Reutilização de vidros - Glass reuse

por t2para4, em 30.09.11

 

Sempre me fez um pouco de confusão ver jarras arrumadas sem lhes conseguir dar uso ou copos sem brilho e gastos. No outro dia, pensei em fazer um terrarium mas a coisa não me correu nada bem. E ainda bem! Porque sem querer, livrei algumas das minhas plantas de uma morte lenta e certa na garagem... 

 

Os passos que segui foram os mesmos que para fazer um terrarium:

- base de seixos bem lavados

- carvão vegetal (ou umas pedrinhas leves que os floristas têm no seus vasos e impedem a água de desaparecer rapidamente)

- terra

- musgo (optei pelas tais pedrinhas dos floristas)

- planta

- água

 

Juntei as partes todas nas peças de vidro que me incomodavam e arranjei novos objetos de decoração, principalmente, para a cozinha e sala onde lhes fazia falta um toque de vida vegetal. O preço ficou bem em conta: seixos (0,90 € um saco - que usei também no arranjo que está na lareira), pedrinhas de florista (grátis, ele ofereceu-me com um sorriso), terra (fui buscar à minha mãe pois só precisava de um pouco), plantas (já as tinha).

 

Eis como ficou:

Esta passou para o aparador na sala e ficou lá muito melhor do que na cozinha.

Esta está no canto do meu sofá de cozinha: 

Uma como esta está em cima do meu frigorífico:

 Desta planta avermelhada, acabei por copiar a ideia e oferecer outra, mais elaborada, como prenda de aniversário. Ficou muito giro.

 

Esta exepriência foi feita há sensivelmente 3 semanas e ainda tenho sobreviventes. Acho que posso dizer que correu bem. E a melhor parte é que as piolhas adoraram estes pequenos pormenores!

 

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I always had a hard time seeing tidied jars with no use for them as welll as tainted or wear glasses. The other day I thought of creating a terrarium but it didn't go well. And I'm glad for it! Because, by accident, I saved my lants from a slow and certain death in the garage...

 

The steps I followed are the same for a terrarium:

- basis of well washed pebbles

- charcoal (or some little stones florists have to prevent the water from evaporate)

- soil

- musk (or that florists' stones)

- plants

- water.

 

I put the pieces together in the glass that bothered me a nd I had new decoration objects, specially, for the kitchen and living room where thay could use a touch of green life. The price was ok: pebbles (0,90 € a bag - I used in the object on the fireplace as well), florists' stones (for free, he offered them to me with a smile), soil (i went to my mother, I just needed a little bit), plants (I already had).

 

Here's how it is now:

This one is on the cupboard in the living room, much better than in the kitchen

This one is on the corner of my kitchen sofa

One like this is on top of my fridge

 

From this redish plant I copied the idea and offer another one as a birthday gift. Very cute.

 

I made this experience about 3 weeks ago and I still have survivers. I guess I can say it went well. The best part is my little girls just loved these little details!

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publicado às 11:13

A nossa chaminé - Our fireplace

por t2para4, em 30.09.11

 

Eu queria pôr a chaminé com pedra escura, talvez xisto, porque gosto bastante do efeito final. Mas ainda não temos euros para essa extravagância e, um dia, ao chegar do trabalho, encontro a lareira assim:

 

Apesar do choque inicial - por estarmos habituados a um espaço totalmente branco -, gosto mais de a ver assim e até já modifiquei alguns dos objetos decorativos. A jarra da esquerda passou a ter outra utilidade e no seu lugar está a telha decorada; no outro canto está isto:

 

Muito simples e económico: jarra já a tinha + pot pourri. Só comprei as pedrinhas (0.90 € um saco) e as flores (1,60 €). O marido tratou da tinta e a mão de obra e acabamentos foi por conta da casa :)

 

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I wanted my chimney in dark stone, maybe schist, because I like the final effect a lot. But we don't have enough euros for that extravagance right now and one day, coming home from work, I found my fireplace like this:

 

Though the initial shock - we were used to a totally white space -, I like see it this way and I've already rearranjed some decorative objetcs. The jar on the left has now a different use and in its place is the tile; on the other corner is this:

 

Very simple and economic: I already har the jar + pot pouri. I only bought the pebbles (0,90€ a bag) and the flowers (1,60 €). My husband took care of the paint and labor and finishing was on the house :)

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publicado às 10:57

 

 

De manhã, depois do pequeno-almoço segue-se um breve interrogatório:

 

- Mãe, vamos à eshcola?

- Não podes, estás doente e a mana tem febre.

- Vamos à piscina?

- Não podes porque estão as duas doentes.

- Vamos a casa d'avó?

- Não podemos sair de casa porque estão doentes.

- Vamos andar bichikeléta?

- Não podemos porque está muito calor e vocês estão doentes.

- Vamos a Quimba (=Coimbra)?

- Não podemos sair de casa.

- Vamos ao doutoui (= doutor para médico)?

- Não é preciso ir.

 

Coitaditas, elas querem é sair e não podemos...

 

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Every morning, a brief questionary follows breakfast.

 

- Mom, are we going to schkool?

- No, you cna't because you are sick and your sister has fever.

- Are we going to the swimmingpool?

- No, you can't because you are both sick.

- Are we going to grandma's house?

- We can't leave home because you are sick.

- Are we going to ride our bikles?

- You can't because it is too  hot and you are sick.

- Are we going to Quimba?

- We can't leave home.

- Are we going to the doctoi?

- There's no need of it.

 

Poor things, they just want to go out a bit and we can't...

 

 

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publicado às 15:39

Cabelo: ajuda? - Hair: help?

por t2para4, em 29.09.11

 

Umas das estereotipias que mais me preocupa é a de enrolar e puxar o cabelo até o arrancar. As falhas já se começam a notar e não tenho soluções práticas para evitar isto. 

 

Esta manhã, na minha cama, encontro isto:

 

 Pode não parecer muito mas imaginemos esta quantidade vária svezes ao dia... O resultado já se faz notar na cabeça dela:

 

Para já e de acordo com a sugestão da dermatologista que primeiro identificou este problema como algo compulsivo, anda de chapéu em casa mas nem sempre o tem na cabeça. 

 

 

Ideias? Agradecem-se.

 

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One of the stereotypy that worries me the most is that of rolling and pulling hair until it falls. The empty spots are visible and I don't have any practical solutions to avoid it.

 

This morning, in my bed, I found this:

It may not seem much but imagine this amount several times a day... The result is noticeable on her head:

 

For now and according to our dermatologist's suggestion (the one who first identified this as a compulsive problem) she is wearing a hat at home but she doesn't always has it.

 

Ideas? Thanks. 

 

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publicado às 10:08

Grécia

por t2para4, em 28.09.11

Até as piolhas se esforçam por entender esta crise...

 

http://www.sabado.pt/Multimedia/Videos/Dinheiro/Corrector-anuncia-o-fim-do-euro-e-da-bolsa.aspx# 

 

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publicado às 14:04

Relatividade - relativity

por t2para4, em 28.09.11

 

P. é uma mulher fantástica e uma excelente professora. Não tem sido fácil lidar com crianças complicadas porque a sua vida já complicada q.b.

P. é mãe de duas filhas lindíssimas. Uma é autista. Mas esse é o menor dos seus males. Essa adolescente, hoje com 17 anos, tem deficiência mental, epilepsia e autismo clássico. Mal fala, não olha para ninguém, não tolera o toque nem a proximidade. É calma mas tem acessos violentos terríveis.

Qualquer pessoa normal, nestas circunstâncias, iria maldizer a sua sorte ou a sorte desta filha, fazendo-se mil e uma perguntas, tendo mil e um desgostos. O único desgosto de P. é este: "quero tocar na minha filha e abraçá-la e ela não me deixa porque não consegue lidar com isto. Arranha-me e agride-me e deixa-me com marcas. O não deixar que eu lhe toque é o que me dói mais."

 

Comentários? Nenhum. Eu sinto admiração por esta mãe. E pela irmã desta menina que, indiretamente, sente a responsabilidade de olhar por ela.

 

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P. is a fantastic woman and an excelent teacher. It hasn't been easy for her to deal with difficult children because her own life is as difficult as it can be. 

P. is a mother of two beautiful daughters. One is autistic. But that's the smallest of her problems. This 17 year-old teenager has mental retardation, epilepsy and classical autism. She barely speaks, she doens't look at anyone, she doesn't stand anyone's touch or proximity. She is calm but she has violent and terrible outbursts.

Any normal person in these circumstances would curse his/her luck or his/her  daughter's luck, asking him/herself a thousand questions, having a thousand sorrows. P.'s only sorrow is "I want to touch my aughter or hug her and she doesn't let me because she can't deal with it. She scratches me and hurts me and marks me. Not letting me touch her is what hurts me the most."

 

Comments? None. I admire this mother. And this young girl's sister that, indirectly, feels the responsibility of taking care of her.

 

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publicado às 12:59

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