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Agora é o pai...

por t2para4, em 27.02.12

... que anda aflito da coluna. Acho que, desta vez, ele já tem mesmo hérnia(s). Vou amanhã marcar consulta para saber o que se pode fazer para minimizar a sdores e proporcionar um melhor caminhar e levantar pois até isso já lhe custa. Levará os exames que fez há 4 anos só para se tomar conhecimento da situação e logo se vê.

Caramba, ainda na casa dos 30 e já com isto na coluna.... 

 

Ó senhor deus pérfido, que gosta muito de brincar com as nossas vidinhas, posso dar-lhe uma listinha com meia dúzia de pessoas que poderia visitar, sei lá, quem sabe, nesta vida, e poderia ir divertir-se para outras bandas, não? É que esta cena de médicos, taxas moderadoras, tosses, febres, sustos, taxas moderadoras, exames, taxas moderadoras etc e taxas moderadoras, já começa a não ter piadinha nenhuma... Já ninguém se ri, desista.

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publicado às 21:04

O regresso

por t2para4, em 27.02.12

Custa muito regressar ao trabalho. E à escola. A mim e às piolhas.

 

A manhã foi entre gritos e choros. Primeiro que saíssemos de casa, estava a ver que dava em maluquinha. Abençoado Mickey que começou a dar na RTP2 e lá acalmou as hostes, deixando-me fazer coisas tão banais como, sei lá, vesti-las...

E eu lá me arranjei e, pela primeira vez, em semanas, coloquei lápis e rímel. Até me senti outra.

 

As piolhas ficarão no infantário todo o dia, elas estão bem e eu tenho de trabalhar. Já tratei da parte burocráticas (declarações, atestados, etc.), já respirei fundo e já meti mãos à obra. Não adianta ficar a olhar para as coisas porque elas não se fazem sozinhas.

 

Após um mês de interrupção forçada, a próxima sessão de terapia da fala já foi marcada. Noto que se exprimem e expressam cada vez melhor, o que me alivia bastante, ainda que, por vezes, apareça uma nuvem negra quando estamos com outras crianças da mesma idade e parecem pequenos adultos quando falam... Mas passa. Cada um é como é. 

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publicado às 14:18

E ainda não foi desta

por t2para4, em 26.02.12

Qual o melhor local para se passar uma tarde solarenga e amena de domingo? As urgências do hospital pediátrico... 

Piolha a queixar-se com dores nas costas (again and again), dor de barriga e muita muita tosse. Ora, depois de ter apanhado o susto que apanhei com a outra piolha que até teve direito a broncodilatador, não quis arriscar.

 

Bem, a piolha está mesmo com um quadro vírico, provavelmente transmitido pela irmã ou por mim, as dores nas costas e barriga são musculares, os pulmões estão limpos e sem ruídos, não tem infeção urinária, o antibiótico é para manter nas doses que já está a tomar, devo ter atenção à pele marmoreada da piolha (que se não "limpar" com o passar do dedo, devo voltar ao hospital), a febre deve começar a espaçar cada vez mais. pode regressar à escola. Ah e a pele está seca, deve hidratar... Yeah right... Às vezes, nem o óleo Johnson's deixa por logo a seguir ao banho, quanto mais um creme... Mas pronto, lá "oleei" as piolhas no final do banho, há pouco.

 

Não quero parecer ingrata, menos ainda nas circunstâncias atuais, mas eu estou tão cansada ainda... Que produtividade terei eu? Terei que dormitar nos intervalos senão não conseguirei aguentar muito... E, ainda para mais, temos uma feira/festival para preparar para breve.... ai ai...

 

Amanhã deixo as piolhas no infantário e vou buscá-las no final de almoço ou da sesta, ainda não decidi. Depois falo com a equipa e decidirei na hora. Andamos verdadeiramente fartos de tudo isto: pais e piolhas.

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publicado às 22:54

E esperemos que seja desta...

por t2para4, em 24.02.12

... que terminam as idas a unidades de saúde e afins hospitalares.

Depois de uma noite de vígilia - que é como quem diz, de pé de hora a hora desde as 3h para medir  febre à outra piolha que variava entre os 37,7º e os 37,1º, subindo e descendo numa montanha russa de temperatura -, voltámos a acordar por volta das 10h. Já consegui fazer com que ambas tomassem um pequeno-almoço normal (leite e não apenas nada, como era hábito nestes últimos dias) e a manhã decorreu com normalidade.

A piolha que tem a otite está a recuperar, não há registo de febres (até que enfim!!!!) e o apetite parece estar a voltar; a outra piolha continua com as temperaturas instáveis, a fazer muito ruído a respirar e a queixar-se das costas. Decidi que iríamos ao centro de saúde - mas com tudo preparado para ir até Coimbra, se fosse caso disso - ver o que se passava. Acordou com 38º. Mediquei e fomos.

 

Portanto, esta é a nossa 11ª ou 12ª ida ao médico, desde o dia 10. 

A piolha foi auscultada - deixou! não fez birras nem gritou nem esperneou; apenas disse que tinha vergonha (é a nova fase cá por casa...) - e o médico disse que estava com uma infeção respiratória semelhante à da irmã mas não tão grave. Receitou antibiótico para fazer de 8h em 8h durante uma semana. As dores nas costas são do esforço de respirar e da tosse; o sangue seco no nariz tem a ver com a tosse também. 

 

Assim, antibiótico + broncodilatador + soro no nariz patra uma piolha; antibiótico + brufen + soro para a outra piolha; antibiótico para a mãe (que se esqueceu de o tomar hoje) + paracetamol.

 

E esperemos que pare por aqui. Enough is enough.

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publicado às 15:56

O raio das maleitas

por t2para4, em 23.02.12

Entre posts até parece que dá a entender que estamos bem. Mentira. Não estamos  nada bem e a recuperação tem sido mais do que lenta - tem sido um horror de uma lentidão e de uma ineficácia atroz. As idas ao centro de saúde e, mais recentemente, urgências do hospital pediátrico impedem que eu recupere em condições e mostra-me que a gravidade da situação não deve ser descurada.

 

Calendarizando a coisa, ficaríamos com algo do género:

dia 10 - primeiro pico de febre, noite mal dormida, 1ª ida ao médico por causa da cena do "papel";

 

dia 13 - 2ª ida ao médico porque a febre mantém-se. Uma das piolhas queixa-se com dores ao engolir mas nada de mais. Avaliação geral boa.

 

dia 14 - 3ª ida ao médico, de manhã, porque a piolha passou a noite com gritos e dor de ouvidos. Mantém-se o quadro de febre. Avaliação: otite que rebentou, vai fazer antibiótico (amoxicilina) de 12 h em 12h e brifen fixo de 8h em 8h.

             4ª ida ao médico, de tarde, com a outra piolha, que se queixa com dor de ouvidos e faz febre. Avaliação: não tem nada... Apenas imitou e quis sofrer as mesmas dores da irmã.

 

dia 17 - Eu tive febre alta na véspera e acordo impossibilitada de fazer coisas simples como levantar-me. Vou eu ao  médico: infeção respiratória + pieira em pulmão + etc etc etc. Foi a 5ª ida ao médico.

             De tarde, depois de ligar para o saúde 24, 6ª ida ao médico porque a febre da piolha não cede e, além de se queixar com dores de barriga, começa a fazer diarreia. Paro com o brufen. Avaliação: em recuperação, a febre é a reacção à otite. Temos de dar mais tempo.

 

dia 20 - nova ida ao médico (a 7ª) porque a febre continua e o antibiótico está a acabar. Avaliação e blá blá blá volta para casa. Eu também estou mal e o médico passa-me antibiótico e um comprimento efervescente para as vias aéreas.

 

dia 21 - passo-me da cabeça com tanta febre e tanta inércia e vou, de novo, ao centro de saúde (pela 8ª vez) por indicação do Saúde 24 mas preparada para seguir para as urgências do hospital pediátrico, independentemente do que me dissessem ali. Só por lá passei porque o Saúde 24 já tinha enviado fax a avisar que íriamos. O médico que examina a piolha não encontra nada de mal mas escreve uma carta e manda-nos para Coimbra.

Chego às urgências e noto que a espera é de horas e que a cidade em peso está naquelas duas salas de espera. Fomos chamadas para a triagem quase 1h depois de termos chegado. A minha cabeça rebentava de tanta dor. Fomos chamadas para a triagem, mediu-se febre (como a piolha ia medicada não se notava nada de especial), auscultou-se, pesou-se, pedi um benuron para mim, por favor, levei sermão de que o stock estava contado mas tome lá, e fui para a sala de espera.

E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.

Quase 4h depois fomos atendidas por uma pediatra. Examinou a piolha, despistou perigo de apendicites e afins, auscultou e não ouviu nada mas pediu raio-x aos pulmões (que fizemos e não tinha nada, ufa), viu ouvidos e garganta, tudo ok, mandou fazer análises. Dispensei a hora de espera com a mariquice do gel anestesiante (quando fizemos os testes genéticos não houve gel e as piolhas lá tiraram sangue), fez-se a colheita e esperou-se mais 1h30. Resultados dentro do normal. Volta para casa com reserva de regressar se houver febre, pediatra fala em cardiologia e não se explica. 

 

dia 22 - novo episódio de febre e nem espero e nem medico. Agarro na piolha e voo para Coimbra. Desta vez, mal a viram na receção notaram que algo estava errado, foi logo chamada para a triagem e posta numa maca. A temperatura ia subindo e eu vigiando (levei o termómetro e o benuron e estava pronta para agir se demorassem muito). Mal me sentei chega o pediatra que a examinou logo e mandou fazer uma série de coisas. Descobriu pieira + roncos nos pulmões, tosse a piorar e febre a subir, nova otite no outro ouvido (queixou-se durante a manhã). Despistou infeção urinária. Mandou fazer ventilan 5 poufs, 3 vezes de 20 em 20 minutos com aerochamber. Ora eu nem sabia o que era aquilo, as piolhas nunca precisaram. Chorava ela e chorava eu de pânico e de medo.

Entretanto, soube que a piolha que ficara nos avós estava com 38,6. Lá dei indicação à avó de a aliviar de roupa e fazer banhos tépidos na testa e braços até lhe darem benuron. Acabou por ceder e dali fiquei mais aliviada.

A piolha que estava comigo continua com febre e é medicada. Quando começa a fazer efeito, a letargia passa e a piolha parece outra, até o médico fica surpreendido. Isto demorou cerca de 2h.

Ora bem, no final, novo antibiótico para a otite + broncodilatador de 12h em 12h durante 5 dias + mapa das febres com todos os detalhes: hora, grau, medidas tomadas. Pediatra explicou que quando a febre dura muitos dias, associada a feridas nos lábios + língua inchada, enxatemas sem explicação + conjuntivites bilaterais pode suspeitar-se de sopro no coração, o que não é o caso pois só tinha a febre.

Ainda fez febre mais uma vez durante a madrugada; como a irmã também fez febres seguidas, andei num vaivém de medicação e algum  leite para não terem dor de barriga, troquei a toma do antibiotico pela do broncodilatador e entrei em ansiedade (fiquei sem conseguir dormir desde as 5h até às 7h, com a preocupação que a piolha se sentisse mal). 

Quando tudo acalmou, as piolhas vieram para a minha cama, o pai foi trabalhar e dormimos até às 10h. Acordamos sem febres e sem grandes males. A manhã correu razoavelmente bem e até conseguiram comer alguma coisa. 

 

Para já, estou em vigília de febres (as mata-mães, como diz uma amiga) e registo tudo. Ando muito cansada, é difícil recuperar assim, mas primeiro as piolhas que eu cá me vou aguentando. 

Hoje, deixei-as na avó por uma hora, enquanto fui comprar coisas de que gostem para que se alimentem porque não querem comer... Comprei mais termómetros e vitaminas. Trouxe cereais láteos, fruta em boião, bolachinhas e pão de forma. Parece que estamos a voltar aos 2 anos de idade em que só bebiam cereais láteos e só de um sabor... Desde que vão comendo, nem me importo, sei que isto é temporário.

 

Se a piolha tiver febre hoje, mesmo que seja durante a madrugada, devo voltar ao hospital pediátrico amanhã de manhã. Como a outra também está com febre e tosse e roncos, aproveito e levo as duas. Vamos ver o que a noite me reserva.

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publicado às 16:29

Carnaval - parte 2

por t2para4, em 21.02.12

E hoje, só para não deixar a data em branco (coisas minhas, lá do fundo do baú da infância... Tentativas de comepnsar nos filhos aquilo que não vivenciámos quando éramos nós crianças...), aproveitei que, quer eu quer a piolha, nos sentimos melhor, e peguei nas fatiotas do ano anterior. Vi que ainda serviam e vesti-as, com direito a maquilhagem e cabeleireiro :) claro que as piolhas adoraram!

 

 

 

Não está nada de especial mas serviu para nos rirmos um pouco e passarmos um bom momento em família. Só isto já vale ouro.

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publicado às 13:03

Carnaval - parte 1

por t2para4, em 21.02.12

No domingo, apesar das maleitas, lá aproveitei uma "esteada" e vesti as piolhas. Foi uma coisa muito simples e nem parecia um disfarce de Carnaval  mas ficou-se com uma ideia: Dora, a exploradora. 

Toda a roupa e acessórios já tínhamos em casa. Eis do que precisei:

- camisolas cor de rosa;

- collants cor de laranja + calçõe sde ganga (optei por isto porque não tinha calções laranja...)

- meias (deveriam ser amarelas mas não tinha)

- sapatilhas brancas

- pulseira (não encontrei as que andam cá por casa mas uma piolha pôs o relógio da barbie - pindérica :P );

- estrela (fiz em feltro na 5ª feira anterior);

- mochila da Dora (que foram as nossas prendas de Natal. Encontrámo-las no Deborla a 6 euros cada e foi de aproveitar)

 

 

 

Uma das piolhas queria andar vestida de princesa ou de Minie mas, este ano, não gasto dinheiro com isso. Talvez para o ano eu pense em alguma alternativa. Além disso, para passar o carnaval de cama, em casa, não precisamos de gastar dinheiro. Bem basta o que ficou no centro de saúde em taxas moderadoras e na farmácia em medicamentos.

 

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publicado às 12:51

ai ai... - parte 4

por t2para4, em 20.02.12

Lá voltámos nós ao médico...

Eu estou já a antibiótico, embora os pulmões estejam limpos, e uns comprimidos efervescentes para descongestionar; a piolha está com febre mas a recuperar bem. As cólicas são um efeito secundário e indesejável do antibiótico mas passarão rápido.

 

E pronto... Andamos assim: uma piolha bem disposta que me pede os impossíveis quando eu mal consigo mexer uma unha, uma piolha debilitada e eu aqui a desfalecer... Ora bolas.

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publicado às 14:53

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