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O raio das maleitas

por t2para4, em 23.02.12

Entre posts até parece que dá a entender que estamos bem. Mentira. Não estamos  nada bem e a recuperação tem sido mais do que lenta - tem sido um horror de uma lentidão e de uma ineficácia atroz. As idas ao centro de saúde e, mais recentemente, urgências do hospital pediátrico impedem que eu recupere em condições e mostra-me que a gravidade da situação não deve ser descurada.

 

Calendarizando a coisa, ficaríamos com algo do género:

dia 10 - primeiro pico de febre, noite mal dormida, 1ª ida ao médico por causa da cena do "papel";

 

dia 13 - 2ª ida ao médico porque a febre mantém-se. Uma das piolhas queixa-se com dores ao engolir mas nada de mais. Avaliação geral boa.

 

dia 14 - 3ª ida ao médico, de manhã, porque a piolha passou a noite com gritos e dor de ouvidos. Mantém-se o quadro de febre. Avaliação: otite que rebentou, vai fazer antibiótico (amoxicilina) de 12 h em 12h e brifen fixo de 8h em 8h.

             4ª ida ao médico, de tarde, com a outra piolha, que se queixa com dor de ouvidos e faz febre. Avaliação: não tem nada... Apenas imitou e quis sofrer as mesmas dores da irmã.

 

dia 17 - Eu tive febre alta na véspera e acordo impossibilitada de fazer coisas simples como levantar-me. Vou eu ao  médico: infeção respiratória + pieira em pulmão + etc etc etc. Foi a 5ª ida ao médico.

             De tarde, depois de ligar para o saúde 24, 6ª ida ao médico porque a febre da piolha não cede e, além de se queixar com dores de barriga, começa a fazer diarreia. Paro com o brufen. Avaliação: em recuperação, a febre é a reacção à otite. Temos de dar mais tempo.

 

dia 20 - nova ida ao médico (a 7ª) porque a febre continua e o antibiótico está a acabar. Avaliação e blá blá blá volta para casa. Eu também estou mal e o médico passa-me antibiótico e um comprimento efervescente para as vias aéreas.

 

dia 21 - passo-me da cabeça com tanta febre e tanta inércia e vou, de novo, ao centro de saúde (pela 8ª vez) por indicação do Saúde 24 mas preparada para seguir para as urgências do hospital pediátrico, independentemente do que me dissessem ali. Só por lá passei porque o Saúde 24 já tinha enviado fax a avisar que íriamos. O médico que examina a piolha não encontra nada de mal mas escreve uma carta e manda-nos para Coimbra.

Chego às urgências e noto que a espera é de horas e que a cidade em peso está naquelas duas salas de espera. Fomos chamadas para a triagem quase 1h depois de termos chegado. A minha cabeça rebentava de tanta dor. Fomos chamadas para a triagem, mediu-se febre (como a piolha ia medicada não se notava nada de especial), auscultou-se, pesou-se, pedi um benuron para mim, por favor, levei sermão de que o stock estava contado mas tome lá, e fui para a sala de espera.

E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.E esperei.

Quase 4h depois fomos atendidas por uma pediatra. Examinou a piolha, despistou perigo de apendicites e afins, auscultou e não ouviu nada mas pediu raio-x aos pulmões (que fizemos e não tinha nada, ufa), viu ouvidos e garganta, tudo ok, mandou fazer análises. Dispensei a hora de espera com a mariquice do gel anestesiante (quando fizemos os testes genéticos não houve gel e as piolhas lá tiraram sangue), fez-se a colheita e esperou-se mais 1h30. Resultados dentro do normal. Volta para casa com reserva de regressar se houver febre, pediatra fala em cardiologia e não se explica. 

 

dia 22 - novo episódio de febre e nem espero e nem medico. Agarro na piolha e voo para Coimbra. Desta vez, mal a viram na receção notaram que algo estava errado, foi logo chamada para a triagem e posta numa maca. A temperatura ia subindo e eu vigiando (levei o termómetro e o benuron e estava pronta para agir se demorassem muito). Mal me sentei chega o pediatra que a examinou logo e mandou fazer uma série de coisas. Descobriu pieira + roncos nos pulmões, tosse a piorar e febre a subir, nova otite no outro ouvido (queixou-se durante a manhã). Despistou infeção urinária. Mandou fazer ventilan 5 poufs, 3 vezes de 20 em 20 minutos com aerochamber. Ora eu nem sabia o que era aquilo, as piolhas nunca precisaram. Chorava ela e chorava eu de pânico e de medo.

Entretanto, soube que a piolha que ficara nos avós estava com 38,6. Lá dei indicação à avó de a aliviar de roupa e fazer banhos tépidos na testa e braços até lhe darem benuron. Acabou por ceder e dali fiquei mais aliviada.

A piolha que estava comigo continua com febre e é medicada. Quando começa a fazer efeito, a letargia passa e a piolha parece outra, até o médico fica surpreendido. Isto demorou cerca de 2h.

Ora bem, no final, novo antibiótico para a otite + broncodilatador de 12h em 12h durante 5 dias + mapa das febres com todos os detalhes: hora, grau, medidas tomadas. Pediatra explicou que quando a febre dura muitos dias, associada a feridas nos lábios + língua inchada, enxatemas sem explicação + conjuntivites bilaterais pode suspeitar-se de sopro no coração, o que não é o caso pois só tinha a febre.

Ainda fez febre mais uma vez durante a madrugada; como a irmã também fez febres seguidas, andei num vaivém de medicação e algum  leite para não terem dor de barriga, troquei a toma do antibiotico pela do broncodilatador e entrei em ansiedade (fiquei sem conseguir dormir desde as 5h até às 7h, com a preocupação que a piolha se sentisse mal). 

Quando tudo acalmou, as piolhas vieram para a minha cama, o pai foi trabalhar e dormimos até às 10h. Acordamos sem febres e sem grandes males. A manhã correu razoavelmente bem e até conseguiram comer alguma coisa. 

 

Para já, estou em vigília de febres (as mata-mães, como diz uma amiga) e registo tudo. Ando muito cansada, é difícil recuperar assim, mas primeiro as piolhas que eu cá me vou aguentando. 

Hoje, deixei-as na avó por uma hora, enquanto fui comprar coisas de que gostem para que se alimentem porque não querem comer... Comprei mais termómetros e vitaminas. Trouxe cereais láteos, fruta em boião, bolachinhas e pão de forma. Parece que estamos a voltar aos 2 anos de idade em que só bebiam cereais láteos e só de um sabor... Desde que vão comendo, nem me importo, sei que isto é temporário.

 

Se a piolha tiver febre hoje, mesmo que seja durante a madrugada, devo voltar ao hospital pediátrico amanhã de manhã. Como a outra também está com febre e tosse e roncos, aproveito e levo as duas. Vamos ver o que a noite me reserva.

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publicado às 16:29

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