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E lá voltamos nós ao mesmo...

por t2para4, em 20.03.12

Ando desde 6ª feira a tratar de febres altas e descontroladas... Primeiro uma piolha, agora a outra... 

Detesto febre. E nem quero saber se a febre é boa oara matar bichinhos e blá blá blá e mi mi mi. Tenho pavor que a febre suba sem que consiga fazê-la descer e fico logo a pensar em convulsões e cenas que acabam em -ite, relacionadas com o cérebro. Medos parvos mas medos.

 

Estas febres devem ser indício de alguma virose pois tal como surgem, desaparecem, mas, nos entretantos, dão que fazer pois são altas. Tanto estão nos 39,6 e descem pouco e têm um intervalo de tempo breve entre medicação, pelo que, ao fim de 2 ou 3h, já têm 38,5 e não posso medicar de novo. Lá ando eu com a bacia cheia de água tépida com toalhas espremidas a passar pela fronte, pescoço e braços das piolhas... Ontem teve de ser mesmo um banho porque a piolha vomitou. Eu sei que há médicos que não recomendam mas teve mesmo que ser e, a verdade é que, a temperatura desceu bastante de forma mais rápida.

 

Bem, basicamente, é o regresso dos zombies... E eu com tanto trabalho no lombo, ai mãezinha....

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publicado às 09:31

Autismo: o que mostra um grande estudo de gêmeos
O autismo é uma doença neurológica complexa que se caracteriza pelo comprometimento na linguagem  atraso do início da fala, comunicação, interação social e estereotipia ou movimentos motores repetitivos, como agitar as mãos  e que tem sido objeto de muitas pesquisas. No início acreditava-se que tinha causas ambientais. Culpavam a mãe por não saber estimular suficientemente ou rejeitar os filhos (classificadas em inglês como refrigerator mothers). Um estudo publicado em 1988 na Inglaterra associou a aplicação de vacinas com o desenvolvimento do autismo. Recentemente foi demonstrado que a pesquisa era uma fraude, mas que teve um impacto negativo gigantesco porque muitos pais deixaram de vacinar seus filhos com medo que pudessem desenvolver autismo.
 
Hoje sabe-se que há um componente genético importante e acredita-se que há vários genes que interagindo com o ambiente podem levar ao desenvolvimento do autismo. Mas a grande questão é saber quais são esses genes e qual é a importância do ambiente no desenvolvimento do autismo? Para tentar tirar isso a limpo um grupo de pesquisadores americanos acaba de publicar um trabalho na revista Archives of General Psychiatry comparando a incidência de autismo em gêmeos idênticos e gêmeos fraternos. Para falar mais sobre isso entrevistei a Dra. Maria Rita Passos-Bueno, que desenvolve uma pesquisa importante no Centro do genoma Humano em genética de autismo.
 
Segundo a pesquisa realizada, que acaba de ser publicada, os autores concluem que embora a parte genética tenha um papel importante, o ambiente teria mais peso no desenvolvimento da doença. Você pode explicar como foi feito esse estudo?
 
A comparação da coincidência (ou concordância) do autismo nos pares de gêmeos idênticos (ou monozigóticos) em relação a coincidência do autismo nos pares de gêmeos fraternos (também chamados de dizigóticos) pode nos dar uma pista sobre a relevância dos fatores genéticos e ambientais na expressão da doença. Este estudo publicado na revista Archives of General Psychiatry fez exatamente isto. Os autores mostraram que o componente genético explica aproximadamente 40% da doença enquanto que 60% da expressão da doença depende de fatores ambientais.
 
Este trabalho difere dos anteriores pelo critério rigoroso quanto a classificação clínica do autismo e o número maior de pacientes analisados (192 pares de gêmeos) de forma que os dados podem ser mais representativos. De qualquer forma, o principal recado deste artigo, é que não só fatores genéticos, mas também fatores ambientais contribuem para a expressão do autismo.
 
Os pesquisadores que buscam a etiologia do autismo precisam ter isso sempre em mente. É importante ressaltarmos aqui que quando falamos de fatores ambientais, que ainda são pouco conhecidos, não estamos voltando a culpar a mãe. Poderia ser, por exemplo, uma deficiência de oxigenação na hora do parto ou algum outro fator durante a gestação. Os fatores ambientais são fisiológicos e não emocionais.
 
A pesquisa que você está realizando no CEGH aponta para um mesmo resultado?
 
A pesquisa na área de genética de autismo que desenvolvemos no CEGH não deve ser comparada diretamente com este estudo epidemiológico, pois estamos estudando pacientes que já têm alguma alteração cromossômica, mesma que pequena, para entender melhor o autismo principalmente na sua parte genética.
 
Você acredita que a partir desses estudos será possível encontrar um tratamento para o autismo?
 
Acreditamos, sim, que entender melhor a causa do autismo abre perspectivas de tratamento, pois permitirá identificar drogas que possam amenizar o efeito da alteração genética responsável pelo autismo naquele determinado caso. Um dos fatores importantes para o sucesso destas intervenções será certamente o tratamento precoce e, consequentemente, estes pacientes precisam ser diagnosticados o quanto antes. O diagnóstico precoce é ainda um problema importante no nosso meio, apesar de que há alguns grupos, como o liderado pelo Dr. Estevão Vadaz, do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
 
Um outro aspecto importante, é que parece haver um grande número de possíveis causas para o autismo, de forma que entendendo um caso, não sabemos quanto poderemos ajudar os outros. Ao desvendar os aspectos genéticos do autismo, no entanto, poderemos contribuir não só na busca de tratamento como também na realização de diagnóstico mais precoce com maior precisão.
 Por Mayana Zatz
Em http://www.gemeosemais.com/#!__artigos/outros/vstc216=autismo-o-que-mostra-um-grande-estud

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publicado às 09:12

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