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Apanhar cacos - parte 4

por t2para4, em 30.05.12

Pouco a pouco, a minha irmã vai contando o que se passou nestes meses... Oh-meu-Deus!! É quase inacreditável... Como é possível que tenha conseguido esconder coisas tão graves tanto tempo e sozinha?!

Exemplos?

- tens notado que estou a afastar-me? É para não te doer tanto quando eu for embora de vez...

- eu perdoo uma e volto, perdooa duas e volto mas à terceira não volto mais... (aquando da primeira discussão que a minha irmã nem entendeu como discussão...)

- quem é o teu marido?

- Sabes por que te tenho dito "não" a uma casa? Para saberes o que custa ouvir não (depois de ele ter dito queria construir alugar comprar em coimbra ou nos arredores ou alugar já mobiliado ou ir para casa da mãe   um espaço para os dois mas nunca se ter chegado à frente para ajudar na procura)

- tens a tua mãe/pai/irmã e eu estou sozinho. Onde fico eu nesta história? Eu quero estar contigo.

- controlo do dinheiro ganho por ela, na conta dela, do trabalho dela!!! Ela nem podia ir às compras com ele porque ela gastava demais!!! A minha irmã é a pessoa mais forreta que conheço depois do pai do meu marido! 

- etc etc etc há muitas mais (!!) mas agora nem me ocorrem...

 

Estou que nem o posso ver à frente. Para bem dele, é bom que não me apareça pela frente!

Só espero que ela reuna mais um resto de coragem e trate do raio dos papeís para se divorciar oficialmente. Isso e tirar a porcaria daquela aliança do dedo... E que ela consiga resistir a um encontro cara a cara com ele.

E que ele não decida enrolar com voz melífula, nem tentar ludibriar ninguém. Para bem dele. Se quiser ter a dentição original. Por exemplo.

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publicado às 22:10

Desfralde nocturno: é oficial!

por t2para4, em 29.05.12

Está iniciado e a correr até muito bem!!

 

Uma das piolhas apercebe-se sempre que começa a fazer chichi na cama e vai logo a correr para a casa de banho; a outra até se aguenta bem até de manhã. E vão trocando entre si quem se descuida :) hoje uma delas não fez nem uma gota na cama.

 

Claro que as minhas noites não são dormidas ininterruptamente pois tenho de as ajudar a mudar de roupa e a tapar a área molhada para que continuem a dormir e eu não ande a fazer camas de lavado durante a madrugada; claro que de manhã, mal me levanto, ando a juntar roupa de cama e toalhas e resguardos e enfiá-los logo na máquina de lavar para estender quando for almoçar, deixar o quarto a arejar e só depois começar a usar o cérebro (pelo menos, as áreas que não precisam de café para acordar plenamente). Mas vale a pena! E fico muito feliz que este acaso tenha ocorrido pois não saberia como começar. E até tem corrido muito bem! 

 

As minhas meninas estão mesmo de parabéns, pelo esforço e pela coragem de admitir que estão a ficar crescidas e já não precisam de fralda. E eu faço questão de lhes mostrar sempre o quão orgulhosa eu me sinto delas, mesmo quando as coisas não correm bem. 

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publicado às 09:53

Convenções sociais

por t2para4, em 29.05.12

Acho que estou a perder a capacidade de ser simpática.

Não para com crianças, que são o público-alvo da minha profissão e são elas que me dão algum ânimo neste trabalho tão mal visto e recompensado. Para com adultos.

Custa-me ter que representar uma simpatia forçada para quem não é nada simpático para comigo ou para com as piolhas. Ando tão farta de levar patadas de tantos lados que não sei o que o que é ser simpático ou querido para alguém e, nem sempre, revejo esse retorno da outra parte.

 

Acho que as pessoas confundem piedade e coitadinhice com simpatia e auxílio. E eu não preciso disso, nem as piolhas.

Ando sempre tensa, à espera do próximo golpe e de como o receber sem me magoar. Já me começam a chatear os silênciso quando entro em algum lado, as brincadeiras parvas de recusas de espaços de trabalho ("ah nao pode trabalhar aqui que este espaço é meu... Estou só a brincar! Vá lá, então!"), o ignorar a minha presença, etc... Claro que, se o fazem quando ando sozinha e estou a trabalhar, não faz sentido nenhum que essas mesmas pessoas já me conheçam quando estou noutros contextos ou acompanhada pela minha família.

 

E, pergunto-me eu, que mal fará se uma criança autista não entende os sinais de integração ou recusa social... Por que temos que nos esforçar tantopara agradar aos outros? Por que temos que arranjar estratégias para ensinar estas coisas tão ingratas e dificeis até para adultos e fazer disto uma chapa 3? E, já agora, quem ditou que tínhamos que obedecer a estas convenções sociais e fazer conversas de conveniência da treta que para nada servem? Falar do tempo??? Please! Se eu quiser saber como está o tempo, vou à página da metereologia!!

 

Pffff, um desabafo desorganizado, tal como ficou o meu espírito mal regressei ao trabalho...

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publicado às 09:05

A adorar!!

Desta vez, houve mais visualização de casos de crianças com quem a formadora tinha trabalhado, ao longo dos anos, que mostravam, além das dificuldades dessas crianças, o tipo de trabalho que tinha vindo a ser feito.

Tirei mais apontamentos que partilho, novamente:

 

 

 

E, deixo também, os apendices do livro com o mesmo nome. Possuem, além de uma breve explicação do que consiste cada área núcleo a desenvolver e respetivos objetivos a traçar, algumas sugestões de atividades, com ou sem recurso a imagens, bem como sugestões de brinquedos. Muitos destes até podem ser adpatáveis e construídos por nós - pais, professores/educadores ou terapeutas!

 

 

 

Houve um caso de estudo de uma criança "nossa", cujos pais ainda estão no caminho da aceitação (pfff, e que caminho... Já lá vão quase 2 anos desde o diagnóstico das minhas e, há dias, em que isso não me parece real...), mas rodeados por uma equipa fantástica, pronta para ajudar e avançar, um passo de cada vez. 

Ouvir algumas das questões colocadas pela formadora e respostas dadas pelos pais e terapeuta, foi como voltar atrás e rever algumas dessas coisas nas minhas... Parece tão longínquo e tão próximo ao mesmo tempo... Formou-se um nó na garganta mas, depois pensei na evolução que tiveram e naquilo que já conseguem fazer e a tensão foi-se desfazendo. Acho que não fui a única mãe a sentir isto...

Revi sugestões de atividades que foram realizadas com as minhas - e surtiram efeito -, aprendi novas técnicas para fazer acalmar a criança ou fazê-la parar se começar a fugir de nós (o pior medo aqui é o não responder ao chamamento - algo que uma das piolhas ainda não faz totalmente -, um receio revisto naquele pai).

 

E, por muito clichê que possa parecer, o caminho faz-se caminhando e bora lá em frente. O terapeuta está muito animado e motivado, há uma série de atividades e trabalho estruturado que pode ser feito e muito TPC para eu aprender e partilhar. 

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publicado às 23:24

O dr. Frederico já o tinha mencionado, eu já o tinha agendado, as piolhas já tinham concordado que o faríamos quando viesse muito calor - julho, talvez. E ficámos por aí. Não se pensou mais no assunto.

 

Com a cabeça ocupada com a organização e gestão da formação deste fim de semana, as rotinas foram bastante alteradas: as piolhas passaram o fim de semana com a avó e a tia e íamos buscá-las ao final do dia. Chegavam a casa sujíssimas de tanta brincadeira na terra e de tanto apanhar flores e de tanto mexer em pedrinhas e bicharocos e de tanto sei lá mais o quê (mas felizes!) pelo que, optei por lhes dar banho antes de jantar e, como é óbvio, vestir-lhes umas cuecas pois ainda jantariam, veriam TV e só depois iriam para a cama.

Durante a preparação dos pijamas, pus-me a pensar que, se calhar, ontem me teria esquecido de lhes colocar as fraldas para dormir. E, só depois associei isso ao facto de uma das piolhas ter vindo ter connosco à cama, sem as calças de pijama e com cuecas secas e não uma fralda. Fui logo ver a cama e não estava molhada mas encontrei o pijama encharcado no chão do quarto (miúda desenrascada! Mudou logo de roupa sozinha sem chatear ninguém!). Perguntei se tinham feito chichi na cama e disse-lhes que não ficava zangada porque era um acidente. Uma delas lá admitiu...

 

Ora bem, analisando a coisa:

- a cama estava só um pouco húmida na parte lateral, pelo que, o chichi foi pouco e foi bem perto da hora a que acordou (por volta das 6h30 ou 7h)

- o resguardo está seco

- uma das piolhas controlou-se bastante bem porque ouvi-a ir à casa de banho mal se levantou

- ambas querem dormir com as cuecas e não usar fralda hoje

 

Hummmm, será?

Tenho a dizer que as piolhas estão de parabéns, só pela tentativa! Se não tivesse sido esquecimento meu, porovavelmente, só tentaria algo do género daqui a 2 meses.

Se foi apenas um feliz acaso ou se será logo definitivo, ainda veremos, mas estou a gostar do rumo!

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publicado às 21:12

 

Como já tinha referido anteriormente, estive (e ainda estou) envolvida na organização desta formação, com a terapeuta de formação Diane Lewis. Estou, simplesmente, a adorar. Ela tem uma energia (bem sei que metade dessa energia vem do recente vício pelo nosso café que ela acha delicioso e bebe baldes autênticos) contagiante e um espírito tão cativante que não há como resistir.

A formação, apesar de teórica, é muito dinânima e ela mostra-nos imensos vídeos do trabalho que realiza com crianças - na sua maioria autistas - com vários tipos de atrasos no desenvolvimento. E é através deste contacto com uma realidade destas que se verifica, cruamente, que o espectro autista é estupida e extremamente variado. Variado demais! Não há dois indivíduos iguais, com necessidades iguais ou objetivos específicos semelhantes... É quase um trabalho individualizado, de caso para caso.

 

Comprei o livro que promove, feito em parceria com Stanley Greespan - mentor do método DIR - (não quis arrepender-me de o ter ali tão perto e não o ter comprado) embora a maioria dos documentos, check lists, case study, artigos, sugestões de atividades e mais, estará disponível online, temporariamente no link www.arcilforma.com/ablc/  (para aceder aos conteúdos, basta explorar os ficheiros da diretoria), por sugestão da formadora.

Aproveitei para tirar aguns apontamentos - que também partilho (não liguem a erros/gralhas, por favor) - e, no final, ainda pedi à formadora para me assinar o livro. Fiquei particularmente sensibilizada por ter personalizado a dedicatória e se ter lembrado das minhas piolhas... (eu e o terapeuta da fala já tínhamos falado antes com ela sobre algumas coisas que trabalhávamos com elas).

 

 

E aqui ficam os apontamentos, com ideias bem giras e simples de atividades. A do jogo de movimentos como se fosse um jogo de tabuleiro já está agendada para se fazer muito em breve!

 

 

 

Não defendo nenhuma metodologia em particular, defendo sim o que resulta com as minhas piolhas, seja uma metodologia comportamentalista seja outra voltada para o desenvolvimento e a comunicação. Aliás, eu até acho, como leiga, que a metodologia ideal é a junção de todas elas... Estou apenas a partilhar algo que considero útil e de que gosto. E, apesar da responsabilidade acrescida com o espaço da ação e de ter o marido a fazer as vezes de técnico informático especialista, estou a gostar muito desta ação!

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publicado às 21:51

Virose ou insolação? Pfffff.....

por t2para4, em 24.05.12

 

Acabo de chegar a Coimbra para uma reunião com a psicóloga que acompanha um menino cuja mãe segue este blog. Estou a trancar a porta do carro e a pensar no maravilhoso hamburguer que iria comer, nos jogos de tabuleiro que andei a namorar via net e compraria daí a minutos e na reunião já marcada há quse uma semana.

Toca o telemóvel: era a minha mãe. 

Chamada em linha: o infantário. Bump (foi o meu coração que parou por segundos). Uma piolha estava com febre e a outra muito quente... Pedi para medicar, disse que iria buscá-las assim que pudesse. Bolas! Telefonei a desmarcar a reunião de hoje (esperando que a senhora não estivesse já a caminho...) e empurrei um hamburguer goela abaixo pois já não comia desde as 7h da manhã... 

 

Passaram a tarde em casa da avó. A piolha esteve muito paradota e combalida, mas não voltou a ter febre. Andam ambas com imensa tosse (mas há imensos farrapinhos de algodão pelo ar, até parecem nuvens... E já andam a tomar o anti-histamínico). Sei que andaram a brincar na rua mas costumam usar o boné e não apanhar muito sol. 

No verão passado, uma das piolhas fazia picos de febre de cada vez que andava na rua naqueles dias de muito calor. Serão insolações? Mas uma insolação às 10h30 da manhã e só febre não me parece muito lógico...

 

Não precisou de reforço de medicação durante toda a tarde, jantou bem (melhor que a irmã), deitou-se bem. Vamos ver como corre a noite...

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publicado às 22:02

Claridade a mais

por t2para4, em 23.05.12

Fomos visitar a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (uma ideia peregrina da mãe...) e, até correu bem. Pouco mudou desde que saí, já lá vão quase 10 anos... 

Dali fomos para a Via Latina, pela Porta Férrea, ver a Faculdade de Direito e o solar. Não correu bem, pois o sol era imenso e batia de chapão naquele solo arenitoso e ricocheteava em cheio nos nossos olhos aquela luminosidade toda. Eu de óculos de sol estava bem mas as piolhas não... Além de terem os óculos todos riscados, ficaram em casa.

 

Dizia, então, uma delas, muito aflita e a esconder os olhos com as mãos:

"Ai, tenho muita calor nos meus olhos!!!"

 

Foi impossível não rir. E a associação de ideias de sol=calor, continua fantástica. Elas têm associações de ideias que nem sempre são fáceis de perceber mas são sempre sempre sempre muito lógicas.

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publicado às 21:12

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