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Planos

por t2para4, em 23.08.12

- última semana de trabalho

- final das férias

- regresso a casa

- procura ativa de novo emprego

- colocação em prática de alguns projetos

- preparação do novo ano letivo das piolhas (que, apesar de ainda terem mais um ano de pré-escolar pela frente, já só querem e falam em ir para o 1º ciclo, "a escola grande")

- regressar ao blog em condições e atualizá-lo

 

Até lá, fica a intenção...

Estar com as piolhas a tempo inteiro, numa de stay at home mom, é maravilhoso mas é do mais cansativo de existe. Pelo menos, enquanto as minhas piolhas continuarem a correr e a correr e a correr e a correr e a correr... 

Há dias em que me sinto um farrapo humano, até doi o corpo ao tentar abrir os olhos de manhã; há dias em que as coisas correm tão mal que passamos o dia aos gritos e acabamos a noite com um peso na consciência por ter passado o dia assim; há dias que correm tão bem que nem queremos acreditar na nossa sorte; há dias que são um misto de tudo; há dias em que pensamos em família/trabalho/opções da vida/voltas que a vida dá; há dias em que nos revoltamos contra Deus; há dias em que nos resignamos; há dias em que sofro pelas piolhas porque há demasiada injustiça; há dias em que o cérebro pára e bloqueia ao tentar juntar duas ideias; há dias...

 

Por isso, para já, ficamos assim...

 

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publicado às 22:07

Tagarelice #5

por t2para4, em 19.08.12

Estamos nós, no Fórum Coimbra, a descer as escadas rolantes com uma vista fantástica e quase panorâmica do rio e diz uma piolha "Olha mãe, é o rio morcego!"

Rimos e corrigimos a piolha "Não é morceo, filhota, isso é um animal. Este é o rio Mondego". Ela repetiu e pronto. Seguimos viagem.

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publicado às 21:50

A bonança depois da tempestade

por t2para4, em 15.08.12

O período de férias não me é propriamente fácil. É fantástico ter as piolhas só para mim todos os minutos do dia mas isso consome muito de mim e delas. Temos que levar umas com as outras 24 horas por dia, 7 dias por semana... Neste momento, a minha mãe fez umas merecidas férias e foi para fora mas o meu marido e irmã estão a trabalhar e custa-me pedir a vizinhos para ficarem com as piolhas para eu poder ir dar uma volta... Quando muito, poderia ir arejar a cabeça no final do dia mas aí aproxima-se a hora de jantar e os banhos e bem, já não há pachorra para mais nada.

 

Bem, com ou sem sossego, a verdade é que tento criar algumas atividades estruturadas para que não se percam todas as estratégias e aquisições feitas ao longo do ano letivo e para que não se desabituem de determinadas tarefas. 

Assim, ontem, depois de um grande (enorme mesmo) meltdown meu (acho que, vistas bem as coisas, também tenho direito a um), lá respirei fundo e me acalmei, mergulhei a cara em água fria e segui em frente. 

As piolhas viram um filme e depois fomos ler uma história. Desta vez, foi a história "Oh, as cores" da editora Kalandraka (que adoro). Gostaram tanto que pediram para a ler vezes sem conta e, quando o pai e a tia chegaram a casa, recontaram-lhes o que ouviram. A tia até fica na dúvida se elas já saberão ler ou não (eu acho que parte sabem ler e o resto é por memória).

 

No final, decidimos pintar com pincel e criar as nossas cores, de acordo com o que tínhamos lido.

 

 

 

 

Hoje, enquanto faziam a sesta, desmontei o sofá da avó (que vai ter um treco quando o descobrir) e montei a cama; fiz pipocas, liguei a TV nos desenhos animados que elas queriam ver. Mal acordaram (felizmente, bem dispostas), ficaram todas contentes com a surpresa e adoraram. Correu tudo muito bem.

 

 

Amanhã iremos à biblioteca. Quero devolver o livro que requisitámos anteriormente e requisitar outro para fazer um trabalho novo, sobre as emoções. Acho que nos fará bem a todos trabalhar este tema.

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publicado às 21:47

Por uma vez

por t2para4, em 14.08.12
  • gostaria de sair de casa sem ter que dizer para onde vamos, onde vou estacionar o carro, se este fica a 5 a 200 metros do local onde temos que ir;
  • gostaria de não ter que antever e presumir e adivinhar e sei lá mais o quê que possa surgir de imprevisto;
  • gostaria de não ter que adivinhar se as piolhas estão cansadas ou com sono e ter que o fazer ainda mal sejam 10h da manhã, hora a que, teoricamente, estariam bem e sem sono ou sem cansaço;
  • gostaria que as piolhas me dissessem, por palavras, como se sentem;
  • gostaria que não houvesse birras em público, em que ambas parecem alarmes de carros com tantos guinchos e choradinhos;
  • gostaria de não perder a cabeça e acabar por lhes dar uma palmada ou ter que as pôr de castigo, já que, com palavras mansas e promessas não vou lá;
  • gostaria de não estar constantemente a pensar que o ideal era trazê-las por uma trela ou num carrinho, quando já têm 5 anos e, no próximo ano letivo, estarão no 1º ciclo;
  • gostaria de não me sentir envergonhada em público;
  • gostaria que não houvesse esta cena do "dois dias bem e um mal ou dois passos para a frente e um para trás". Será que não dá para ver que assim fazemos um caminho muito mais comprido do que os outros???
  • gostaria de saber eu própria lidar com esta frustração;
  • gostaria de não me sentir constantemente cansada e poder fazer uma vida normal sem um esforço hercúleo por trás.

Será pedir tanto assim? 

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publicado às 11:54

Let's swim!

por t2para4, em 11.08.12

E tem havido muito disto! Todos os dias!

As piolhas têm adorado, eu tenho gostado imenso de as ver evoluir e perder os medos, e temos aproveitado esses momentos para saborear a leveza que as férias proporcionam...

 

 

 

 

 

 

Esta última foto estaria perfeita se a ela pudéssemos associar som :) a piolha estava a delirar com os saltos para a água e divertiu-se imenso. O resultado? Às 21h já está pronta para dormir e a pedir (é mais a implorar, mesmo) que a deixemos ir para a cama dormir eh eh eh

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publicado às 17:38

Levei as piolhas a visitar o Castelo da Lousã (o que recomendo muito, já agora) e, de antemão, fiz um pequeno trabalho de preparação.

Informei-as de que era um castelo pequeno que servia essencialmente de posto de vigia, ou seja, para o rei ver se as tropas inimigas que o queriam atacar vinham a caminho e que havia uma história/lenda relacionada com aquele castelo.

Não contei a lenda antes, preferi contá-la in loco, com o castelo por cenário para que houvesse mais atenção e impacto. A lenda é muito vasta, aliás, há imensas lendas e versões (e eu tenho ouvido algumas que são de bradar aos céus de tão ridículas que são) e optei por sintetizá-la e resumi-la ao essencial: as 3 personagens principais, o local, o porquê.

 

Eis o que eu contei:

O Rei Arunce tinha uma filha chamada Princesa Peralta. Ele foi derrotado numa guerra e com medo que lhe roubassem os seus tesouros e a sua filha, e como tinha vergonha de ter perdido a guerra, decidiu mandar construir um castelo ali e fugiu para lá com a filha. Mais tarde ele foi lutar para o deserto para ver se ganhava mais fortuna e tesouros mas deixou a princesa Peralta no castelo, prisioneira. Ela estava apaixonada por Lausus, um jovem principe, mas não podia casar com ele porque o pai não deixava. Dizem que, apesar de esta história ter acontecido há muitos muitos muitos muitos muitos muitos muitos muitos anos atrás, em dias de nevoeiro e pouco sol, se fizermos muito silêncio e prestarmos atenção, conseguimos ouvir a princesa a suspirar pelo seu amor... 

Nesta parte, as piolhas, que até estavam atentas, perguntaram "a sério?". Adorei aquela saída!

 

 

Além da história e da visita ao castelo (entrada pois o castelo em si está fechado), o objetivo era outro: apanhar restos de telhas da época medieval. E lá expliquei eu, simplisticamente, que há muitos anos atrás, havia casas ali onde é agora o parque de estacionamento mas que essas casas - o burgo - tinha sido todo destruído e estragado. Mas ainda poderiamos encontrar restos dessas casas, principalmente telhas. E lá andámos nós a apanhar telhas com os baldes da praia :) E com umas clandestinas a bordo: as Barbies...

 

 

A atividade estava prevista para durar mais ou menos 45 minutos a 1 hora mas em 20 minutos já estávamos de regresso ao carro... As piolhas estavam a ressentir-se da vacina tomada na véspera e, apesar de serem apenas 11h, estavam muito molengonas e a começar a ficar irritáveis. Assim, apesar de tudo, correu tão bem que nem me importei. 

 

Em casa, depois de uma bela sesta, já de tarde, enchi uma bacia com água e arranjei uma velha escova para que as piolhas pudessem lavar as suas telhas e pô-las a secar.  Gostaram bastante de o fazer e deram valor ao que trouxeram. Arqueologicamente, de acordo com o que me foi indicado por uma amiga, estes vestígios têm muito pouco valor dada a sua destruição e abundância. 

 

Quando o pai chegou a casa, contaram-lhe o que tinham feito e mostraram as telhas. Ficou admirado por terem captado os nomes das personagens da lenda e terem feito as corretas associações de ideias ao espaço. Não é fácil tentar explicar que, antigamente, havia ali casas num espaço que, para elas e aos nossos olhos, é hoje um parque de estacionamento em pedra de calçada...  

 

Mais informações sobre este monumento:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_da_Lous%C3%A3

 

Fica um excerto mais completo da lenda:

 

É perante uma invasão a Conímbriga, então porto de mar, perpetrado pelo Príncipe Lausus, que o Rei Arunce se vê obrigado a fugir para a atalaia da Lousã, levando consigo a sua filha Peralta e todas as suas riquezas.
Contudo, no momento da fuga, a Princesa Peralta e o Príncipe Lausus terão trocado olhares que os deixou enamorados.
O ímpeto de Lausus leva-o a ir em busca da sua amada, percorrendo as serranias da região.
O velho monarca, sabendo das intenções do seu inimigo, resolve ir ao encontro de Lausus, deixando Peralta e as riquezas fechadas no Castelo da Lousã.
Este encontro militar acaba contudo por se tornar fatídico para Arunce e Lausus…
Não havendo ninguém conhecedor do refúgio da Princesa, conta a lenda que ainda hoje, de quando em vez, se ouve o soluçar apaixonado da jovem Peralta, aguardando pelo seu Príncipe.
Em memória dessa história, Lausus terá dado origem ao nome da vila da Lousã, inicialmente Lausana, enquanto que o rio envolvente ao Castelo terá ficado com o nome de Arunce e posteriormente evoluído para Arouce.

 

http://www.casaprincesaperalta.com/lenda.htm ou http://historiadalousa.blogspot.pt/2010/04/castelo-da-lousa.html para outra versão da lenda

 

 

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publicado às 13:30

E cantámos os parabéns...

por t2para4, em 07.08.12

... ao pai e à mãe, com velas reutilizadas em cima de um bolo de chocolate, depois de um jantar "fora": mesa posta na rua, no terraço, com comida de picnic :) Ainda não podemos sonhar com altos festejos nem com grandes planos mas, se for do coração e com sinceridade, também é bom. E o  melhor de tudo é estarmos juntos, em família.

 

Há sete anos atrás, foi assim:

 

 

Casámos num local lindíssimo e com um grande significado para nós... Ainda hoje lá voltamos com frequência e levamos as piolhas. Se as batizássemos, seria ali, naquele local, sem dúvida. 

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publicado às 23:19

Atividade de pintura: viva o Verão

por t2para4, em 06.08.12

Depois de uma tarde agitada, optei por dar às piolhas aquilo que tanto gostam de fazer: pintar com pincel.

 

Uma das indicações dadas pela educadora na avaliação foi a de treinar o dosear da tinta e o pintar apenas o que está para pintar, mesmo que implique deixar espaços em branco. Como esta é uma atividade que elas fazem entusiasticamente, manifestam alguma dificuldade em controlar a excitação e a ansiedade (boa) e querem logo pintar sem olhar a nada, sem prestar atenção ao que é pedido. No entanto, mostram um alto nível de concentração e de empenho.

 

Assim, esta tarde, na cozinha da avó, munidas de cartolinas e de tintas e de pincéis, a mãe desenhou umas coisitas básicas relacionadas com o mar e o verão e as piolhas puseram mãos à obra. Os desenhos secaram na rua e, antes de dormir, acabarm-se: a mãe fez o contorno e as piolhas passaram com o lápis de cera.

 

 

 

 

Esta é uma atividade que vai ter que ser repetidas várias vezes, até, porque, desta vez, a cartolina ficou toda cheia e não era bem essa a ideia. Para a próxima seguem-se outro tipo de pinturas, alusivas à temática do calor e do sol e da estação em que estamos.

 

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publicado às 21:40

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