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Levei as piolhas a visitar o Castelo da Lousã (o que recomendo muito, já agora) e, de antemão, fiz um pequeno trabalho de preparação.

Informei-as de que era um castelo pequeno que servia essencialmente de posto de vigia, ou seja, para o rei ver se as tropas inimigas que o queriam atacar vinham a caminho e que havia uma história/lenda relacionada com aquele castelo.

Não contei a lenda antes, preferi contá-la in loco, com o castelo por cenário para que houvesse mais atenção e impacto. A lenda é muito vasta, aliás, há imensas lendas e versões (e eu tenho ouvido algumas que são de bradar aos céus de tão ridículas que são) e optei por sintetizá-la e resumi-la ao essencial: as 3 personagens principais, o local, o porquê.

 

Eis o que eu contei:

O Rei Arunce tinha uma filha chamada Princesa Peralta. Ele foi derrotado numa guerra e com medo que lhe roubassem os seus tesouros e a sua filha, e como tinha vergonha de ter perdido a guerra, decidiu mandar construir um castelo ali e fugiu para lá com a filha. Mais tarde ele foi lutar para o deserto para ver se ganhava mais fortuna e tesouros mas deixou a princesa Peralta no castelo, prisioneira. Ela estava apaixonada por Lausus, um jovem principe, mas não podia casar com ele porque o pai não deixava. Dizem que, apesar de esta história ter acontecido há muitos muitos muitos muitos muitos muitos muitos muitos anos atrás, em dias de nevoeiro e pouco sol, se fizermos muito silêncio e prestarmos atenção, conseguimos ouvir a princesa a suspirar pelo seu amor... 

Nesta parte, as piolhas, que até estavam atentas, perguntaram "a sério?". Adorei aquela saída!

 

 

Além da história e da visita ao castelo (entrada pois o castelo em si está fechado), o objetivo era outro: apanhar restos de telhas da época medieval. E lá expliquei eu, simplisticamente, que há muitos anos atrás, havia casas ali onde é agora o parque de estacionamento mas que essas casas - o burgo - tinha sido todo destruído e estragado. Mas ainda poderiamos encontrar restos dessas casas, principalmente telhas. E lá andámos nós a apanhar telhas com os baldes da praia :) E com umas clandestinas a bordo: as Barbies...

 

 

A atividade estava prevista para durar mais ou menos 45 minutos a 1 hora mas em 20 minutos já estávamos de regresso ao carro... As piolhas estavam a ressentir-se da vacina tomada na véspera e, apesar de serem apenas 11h, estavam muito molengonas e a começar a ficar irritáveis. Assim, apesar de tudo, correu tão bem que nem me importei. 

 

Em casa, depois de uma bela sesta, já de tarde, enchi uma bacia com água e arranjei uma velha escova para que as piolhas pudessem lavar as suas telhas e pô-las a secar.  Gostaram bastante de o fazer e deram valor ao que trouxeram. Arqueologicamente, de acordo com o que me foi indicado por uma amiga, estes vestígios têm muito pouco valor dada a sua destruição e abundância. 

 

Quando o pai chegou a casa, contaram-lhe o que tinham feito e mostraram as telhas. Ficou admirado por terem captado os nomes das personagens da lenda e terem feito as corretas associações de ideias ao espaço. Não é fácil tentar explicar que, antigamente, havia ali casas num espaço que, para elas e aos nossos olhos, é hoje um parque de estacionamento em pedra de calçada...  

 

Mais informações sobre este monumento:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_da_Lous%C3%A3

 

Fica um excerto mais completo da lenda:

 

É perante uma invasão a Conímbriga, então porto de mar, perpetrado pelo Príncipe Lausus, que o Rei Arunce se vê obrigado a fugir para a atalaia da Lousã, levando consigo a sua filha Peralta e todas as suas riquezas.
Contudo, no momento da fuga, a Princesa Peralta e o Príncipe Lausus terão trocado olhares que os deixou enamorados.
O ímpeto de Lausus leva-o a ir em busca da sua amada, percorrendo as serranias da região.
O velho monarca, sabendo das intenções do seu inimigo, resolve ir ao encontro de Lausus, deixando Peralta e as riquezas fechadas no Castelo da Lousã.
Este encontro militar acaba contudo por se tornar fatídico para Arunce e Lausus…
Não havendo ninguém conhecedor do refúgio da Princesa, conta a lenda que ainda hoje, de quando em vez, se ouve o soluçar apaixonado da jovem Peralta, aguardando pelo seu Príncipe.
Em memória dessa história, Lausus terá dado origem ao nome da vila da Lousã, inicialmente Lausana, enquanto que o rio envolvente ao Castelo terá ficado com o nome de Arunce e posteriormente evoluído para Arouce.

 

http://www.casaprincesaperalta.com/lenda.htm ou http://historiadalousa.blogspot.pt/2010/04/castelo-da-lousa.html para outra versão da lenda

 

 

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publicado às 13:30

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