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2012 em jeitos de balanço

por t2para4, em 29.12.12

Foi tudo menos um ano que possa dizer "é pá, foi fácil e correu bem". Nopes, nada disso. Foi um ano muito complicado em termos pessoais, familaires e profissionais. Foi um ano que me obrigou a tomar decisões pesando muito bem o que queria fazer num futuro próximo.

 

2012 começou mal mas, até aí, já 2011 tinha começado mal (como marido de cama com uma infeção pulmonar) e não melhorou nada no 1º trimestre, bem pelo contrário: passámos quase um mês a cuidar e a tratar de febres e acabei com uma das piolhas no hospital a fazer pufs de ventilan de urgência, noites perdidas e horas de zombificação total, bocas foleiras no emprego sobre a minha dedicação à família (cá para mim, dor de corno dessa gente), orimeiro internamento de uma das piolhas, cabeças partidas e despesas absurdas para com o trabalho que exercia na altura, sentimentos de depressão a puxarem-me cada vez mais para o fundo. E eis que surge março: consulta de autismo e retirada da medicação, vitória sobre o autismo. Vitória bem amarga e ilusória porque as piolhas passaram do 80 para o 8 num ápice e foram 2 meses de pura angústia. Em maio regressamos à risperidona e as auto/hetero-agressões desaparecem.

Tal como o uso de fraldas à noite e o aceitar do lavar os dentes. Num instante e sem complicações. Absurdamente fácil e bem feito. Boa piolhas!

 

Para atenuar os desgostos e as sensações de impossibilidade e as revoltas, as ondas de decoração e mudança ocorreram muitas muitas vezes em casa e no blog ao longo do ano. Frequentaram-se e voluntariou-se trabalho para ações de formação e celebração de datas especiais como o dia internacional da pessoa com deficiência, prepararam-se lembranças de aniversário e discutiram-se questões de segurança em relação às piolhas cá em casa, assistiu-se ao lançamento de um disco e de um livro de amigos que são verdadeiramente amigos, manteve-se a organização mensal de ementas.

Passámos pelo horror e pela profunda decepção de saídas que correram para lá de mal, por um verão terrível por termos que nos aturar todos uns aos outros horas demais/dias demais mas, em compensação, conhecemos o prazer de continuarmos a fazer atividades conjuntas: explorar a natureza, descobrir a história local, delirar com as idas à piscina, cantar em inglês, pintar com todo o tipo de materiais, ler e ouvir muitas muitas histórias, criar uma cápsula do tempo com as nossas coisas atuais para abrir só em 2025.

Recusei seguir a carneirada e ser humilhada com um contrato de trabalho que me prejudicaria dia após dia e me levaria todos os euros que ganhasse e fiquei desempregada. Destino ou coincidência, o Estado achou-me mal empregada para estar em casa e põe-me numa ocupação temporária na escola para onde irão as piolhas jé em setembro de 2013. Os seus altos e baixos mostram-nos que, todos os dias, um dia de cada vez, é uma luta e que, às vezes, vemos os resultados e outras vezes não. Tivemos quebras (paredes pintadas depois de anos de ausências, estereotipias que regressaram, hiperatividade hiperativa) mas muitas etapas alcançadas (regressão de estereotipias, evolução na comunicação, melhoria da linguagem e comunicação aumentatita e afetiva, consciência fonológia mais acentuada, leitura, escrita. Continuámos a ter presentes as pessoas que nos são importantes.

Adiámos - mais uma vez - viagens e estadias em locais que desejamos visitar por consciência de que ainda é cedo para as piolhas mas ficámos a saber que nunca é cedo demais para crises de pré-pré-pré-adolescência. 

Rimos e chorámos. Evoluímos e crescemos uns com os outros no t2.

Ouvimos músicas que não nos saíram da cabeça durante meses e que cantamos aos gritos no carro: Princess of China, Iris, Somebody I used to know, Paradise, One more night, We are young

Fomos, apesar de tudo, felizes. 

 

 

Que 2013 seja um ano mais calmo e nunca pior que o anterior.

 

Para todos, um exc0elente 2013 são os votos do t2.

 

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publicado às 15:28

Hibernar ou migrar?

por t2para4, em 29.12.12

Começo por dizer que detesto o Inverno. Por todos os motivos. Bem sei que a neve é bonita (mas é fria), que a geada ajuda os campos a regenerar e a produzir (mas é fria), que a chuva é necessária (mas é fria), que o vento faz bem para levar sementes e abanar as árvores (mas é frio), que o frio é preciso (mas – adivinhem lá? Pois é… É frio), que há o Natal (pois, mas no Brasil também há Natal e lá não está frio). Detesto o frio. Gosto de temperaturas amenas e quentes sem serem tórridas. Gosto de me sentir descontraída e de não ter que me preocupar com o fato de treino das piolhas que não tem pelo e o pavilhão é frio e se levam os casacos mais grossos hoje ou aqueles mais leves servem e se as botas deixam entrar água ou não.

 

Detesto o frio e as mãos com frieiras e o pingo no nariz e os espirros e o corpo rígido/tenso do frio e os pés frios e a chuva e a roupa que nos enchouriça e a roupa que demora horrores a secar e os estendais da roupa em viagens cozinha-sala e o respirar frio e não poder sair sem casaco e ter cuidado a conduzir por causa da chuva/geada e a conta da luz que dispara e e ter as piolhas sempre (S-E-M-P-R-E) adoentadas ou com febre ou com viroses e afins porque está frio e as agriculturas que não correm bem porque a terra está ensopada-não se consegue cavar-o que nasce cresta com a geada e detesto o Inverno, pronto.

 

Devíamos ter a capacidade de migrar ou hibernar.

Como migrar para sul poderá causar transtornos nas viagens e a Terra poderá sair dos seus eixos devido ao peso excessivo de gente no Sul, talvez só reste hibernar.

 

Ahhh, o preparar o “ninho” durante os primeiros tempos de outono, comer comidas saborosos e quentinhas - e vá, calóricas - para a hibernação; a família toda reunida num espaço quentinho, junta e em sossego; o silêncio quente da respiração de um sono descansado e regenerador; o não haver birras constantes pela casa nem pegas por causa dos mesmos brinquedos nem a TV a passar filmes da Barbie incessantemente nem o “mãe, hoje ficamos em casa outra vez?”, enfim, estão a ver a cena, certo?; mas, acima de tudo, o não ter que passar pela saga do frio e sair com agasalhos e roupas quentes e afins. Porque o frio rapidamente se transforma em calor tórrido nas piolhas que não param de correr e depois transpiram e depois não posso tirar-lhes os casacos de qualquer maneira porque podem apanhar variações de temperatura e depois não sei o que fazer e raios que no verão as coisas são muito mais simples e práticas.

 

Hibernar parece-me, assim de repente, face aos dias frios e chuvosos e ventosos que têm estado (e face à situação atual do país mas isso são outros carnavais), uma excelente hipótese de que o ser humano poderia dispor… 

 

 

 

in http://www.maisopiniao.com/?p=7070 de 18 de dezembro de 2012

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publicado às 14:53

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