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Atendimento médico de emergência para autistas: dicas para evitar traumas

6SET


Como qualquer pessoa, autistas estão sujeitos a acidentes, e podem precisar de atendimento emergencial em um pronto-socorro. A experiência, que já não é agradável, pode ser ainda pior para a criança, adolescente ou adulto autista. As luzes fortes de hospitais e clínicas, além da grande concentração de pessoas desconhecidas, barulho, sirenes de ambulância e a necessidade de se deslocar para diferentes salas em um ambiente já desconhecido podem provocar crises de ansiedade ou agressividade. As crises, por sua vez, podem dificultar e até impedir exames e tratamentos adequados.

As dificuldades de socorrer um autista em uma emergência médica, entretanto, podem ser controladas e até contornadas. Se equipe de saúde estiver preparada para reconhecer os sintomas do autismo, ela poderá adequar o atendimento de forma que os procedimentos não sejam invasivos demais para o paciente.

A primeira recomendação é, sempre que possível, conduzir o autista para uma sala mais reservada e com menos estímulos (luzes e sons mais suaves, além de menor número de aparelhos e instrumentos) para um primeiro contato. Se o autista estiver acompanhado de um familiar ou cuidados, o mais indicado é que o médico solicite o histórico médico a esta pessoa, e ao se dirigir ao paciente, faça perguntas objetivas, que possam ser respondidas somente com “sim” ou “não”.

Outra questão importante no atendimento médico emergencial para autistas é o toque. Sempre que possível, é recomendável que o médico deixe que o autista visualize por alguns instantes e até toque os instrumentos que serão usados para examiná-lo. Os toques no paciente também devem ser restritos ao indispensável, para que o autista não se sinta ameaçado.

As dicas foram elaboradas por um médico com experiência no setor de emergência de hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, em parceria com três professores da Universidade da Pensilvânia: Arvind Venkat, Joann Migyanka, Jeffrey Fratangeli e Susan Glor-Scheib. Estas e outras dicas foram organizadas em um manual gratuito (em inglês) para atendimento médico emergencial de autistas.

 Entrevistas com a equipe médica do pronto-socorro na Pensilvânia apontaram que cerca de 90% da equipe médica já se deparara, durante os atendimentos, com um caso de autismo. A equipe relatou ainda que, ao aplicar as dicas do manual, sentiu maior segurança na aplicação dos procedimentos.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Baseado em “Treinamento em protocolos amigáveis ao autismo ajuda nos cuidados médicos emergenciais” (tradução livre para o português).

Para solicitar o manual (em inglês), envie um e-mail para jeffrat@iup.edu

 

in http://meunomenai.com/2013/09/06/atendimento-medico-de-emergencia-para-autistas-dicas-para-evitar-traumas/

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publicado às 21:20

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