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Tomem lá poneis com fartura!

por t2para4, em 30.12.13

As maravilhas de uma caixa de botas, a imaginação aliada à obsessão dos poneis e muita brincadeira. Tem sido assim de há muito tempo para cá e assim vai continuar, até que se encontre outra obsessão... 

 

 

 

Poneis everywhere!!!

 

Olhem, que se lixe... Antes assim. São elas mesmas, iguais a si mesmas, piolhas felizes.

 

 

 

BOM ANO!!!!!!

 

 

 

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publicado às 13:26

2013 em retrospetiva mensal

por t2para4, em 26.12.13

Foi um ano... intenso, chato, doloroso, feliz, amargo, azedo, estimulante, trabalhoso, e sei lá mais o quê. Não vou falar de crises pois essas, além das financeiras, também atingiram os valores, a dignidade, o orgulho pessoal, a inclusão. 

Foi mais um ano que se passou. Desejo muito, muito mesmo, que 2014 seja melhor. Mais calmo. Feliz. 

 

Janeiro 

 Começou mal: birras e muitas crises das piolhas, regresso aos antidepressivos da minha parte, tudo de molho em casa da avó, esbardalhei-me na escola na hora do intervalo. Eu continuava desempregada, embora, "ocupada". A minha casa passou por mais transformações.

 

 

Fevereiro

 Primeiras visitas da fada dos dentes, idas das piolhas ao cabeleireiro como as pessoas crescidas, complexo de Electra, o 1º Carnaval fora de casa

 

 

Março

 Continuam as birras e os disparates das piolhas. Começam, a toda a força e com imenso empenho, os preparativos para o Dia da Consciencialização do Autismo e invento a história "As Ervilhas Especiais". Experimentámos armarmo-nos em agricultores de fim de semana e não correu bem. Idas ao dentista que correram muito bem.

 

 

Abril

 Muita muita muita consciencialização da existência do autismo. Azul por todo o lado, desde a escola à câmara municipal. Muitas ações de sensibilização, um feedback fantástico. Nova visita da fada dos dentes. Um dos maiores cagaços da minha vida (nódulos mamários...) e, assim preto no branco, idade das piolhas em comportamento adaptativo = 4 anos...

 

 

Maio

 Mais um meltdown completamente diferente do que já tinha vivenciado. Muita ansiedade mas muitas atividades em família - coisas de gaja, como ir às compras, por exemplo, eh eh eh

Dia da mãe fantástico, pai em casa, prendas maravilhosas e uma despedida do Jardim de Infância inesquecível...

 

Junho
Abertura oficial da época balnear do t2. Incrição das piolhas no 1º ciclo (choque com a realidade, oh meu deus, estão tão crescidas as minhas bebés...). São João festejado em casa. Términus da minha "ocupação" enquanto desempregada mas com um sentimento de realização e orgulho pessoal, com pessoas fantásticas, com 300 crianças que me acompanharam todos os dias, com trabalho voluntário na unidade multideficiências. Edição de um livro "As Aventuras de João e Joana", um livro coletivo, da autoria de toda uma escola. Ciclo completo: plantar uma árvore, escrever um livro, fazer um filho.

 

Julho

Festa final do Jardim de Infância e preparação da mesma, com peddypaper, surpresas, muita animação! Começo oficial das férias (principalmente das minhas, forçadas...). Visitas a museus. Passeio. Aquisição dos manuais escolares do 1º ano do 1º ciclo... Preparação de uma festa de aniversário inesquecível com os coleguinhas do Jardim de Infância.

 

 

 

 

Agosto

 O melhor mês de férias com as piolhas de sempre!!!! Muitas atividades, muita brincadeira, muito descanso, muita muita muita muita piscina!!! 

 

 

 

Setembro

 Os últimos passeios das férias grandes. A 1ª viagem de transportes públicos. A entrada das piolhas no 1º ciclo. Mudanças no quarto delas - again! Uma apendicectomia logo no 1º dia de aulas das piolhas e uma recuperação dolorosa. Não um mas dois contratos de trabalho e, de repente, de baixa médica, vejo-me com trabalho e com o dia todo ocupado e nem acredito na minha boa sorte. O drama dos TPC...

 

 

 

 

Outubro

 Regresso doloroso ao trabalho (deveria ter ficado mais uma semana de baixa e as cicatrizes revelaram hematomas internos e foi um horror). Uma delícia poder voltar à preparação de aulas e materiais. Começo de uma luta sem saber muito bem como me envolvi: financiamento do CRI cortado em 60% e terapias de crianças com nee (piolhas incluídas) seriamente comprometidas. Circulação de um abaixo-assinado que reuniu quase 6 mil assinaturas. Começo a estudar a legislação que protege as pessoas com deficiência e os acordos assinados por Portugal e vou sendo eu a terapeuta da fala substituta das piolhas para que elas não percam nada enquanto não se sabe se virão terapeutas ou não, se elas terão direito ou não...  Recado ao Crato "Não somos meras questões administrativas" e regresso aos meltdowns.

 

 

Novembro

 Continuam as birras e crises. A ansiedade académica é um caos embora as piolhas gostem da escola e encarem os TPC com responsabilidade. O Sol inverte a polaridade e dá cabo do pessoal na Terra e acabamos com as piolhas na urgência a falar com o pediatra da unidade de autismo por causa de comportamentos disruptivos que regressam em cheio, por causa das habituais birras e incapacidade de a comunidade em geral não saber distinguir as coisas e não saber lidar com as coisas. 

Ida a muitas reuniões, participação numa manifestação pelos direitos das nossas crianças com nee, estudo da legislação violada, ida à assembleia municipal expor e defender a nossa causa enquanto grupo de associações de pais, pais e encarregados de educação de crianças com necessidades educativas especiais do cri da arcil. Envio do abaixo-assinado para o parlamento e para o MEC. 

 

 

Dezembro

Participação em blogs e jornais de escolas sobre o autismo no t2, disponibilidade e promoção de ações de sensibilização em relação ao autismo, ida à Assembleia da República para uma Comissão Parlamentar Preliminar com audição dos peticionários - Petição n.º 305/XII/3.ª, da iniciativa de Associações de Encarregados de Educação dos Concelhos da Lousã, Góis, Pampilhosa da Serra e Miranda do Corvo que “Pretendem a reavaliação dos critérios de apoio aos alunos com Necessidades Especiais. link:  http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheAudicao.aspx?BID=96545

Participação no Fórum da TSF "Educação Especial":  http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=3581151&tag=F%F3rum%20TSF , envio de uma carta + trabalhos dos nossos alunos com nee ao casal presidencial e outros destaques mediáticos acerca do que tem sido feito pelas nossas crianças. 

A avaliação das piolhas (Muito Bom a língua portuguesa; Bom a matemática, estudo do meio e expressão plástica) e a restruturação do seu horário para o 2º período, de modo a poder trazer-lhes momentos de tranquilidade e descompressão. A 1ª ida a um restaurante a sério, com escolha de menu, espera pela comida e convívio com os colegas da unidade de autismo e respetivos professores - um orgulho para a família.

O Natal e os olhinhos brilhantes das piolhas na sua ânsia de que chegue o grande dia e muitas sagradas famílias matrioska para oferecer. 

 

 

 

 

 

 

 

 

O final do ano em união, como sempre. A promessa de um novo ano. Objetivos a definir, a cumprir, a prometer, a desrepeitar (eu e o exercício físico, por exemplo...). 

E, para terminar...

 

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publicado às 15:29

O momento ahhhhhh das piolhas #5

por t2para4, em 24.12.13

"Vamos renas, vamos! Puxem!

 

 

 

 

Isto é que é espírito natalício, hein?

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publicado às 10:57

O Inverno visto pelas piolhas...

por t2para4, em 22.12.13

... é bem mais divertido e alegre do que visto por mim - cinzento, frio, deprimente. Pode ser que, com a ajuda dos poneys, a coisa melhore e eu até mude de ideias...

 

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publicado às 14:27

O nosso postal de Natal

por t2para4, em 19.12.13

Foi feito há pouco, com muita imaginação mas muita simplicidade, muito brilho, muitas purpurinas, muita pindériquice (ou não fossem as piolhas umas vaidosonas e cheias de espírito crítico). Dominam as cores fortes, os brilhos e, acima de tudo, os votos sinceros de um feliz natal e um bom ano para todos.

 

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publicado às 17:50

Já é Natal :)

por t2para4, em 19.12.13

Dezembro ainda mal começara e já as piolhas deitavam a casa abaixo, a um fim de semana, logo pela manhã - aí 7h30, pois é de madrugada que se começa o dia -, desejosas de desencaixotar as decorações de Natal e o pinheinhinho

Faça-se-lhes a vontade!

A árvore de Natal foi enfeitada tão rapidamente que mal tirava as guirlandas e bolinhas dos sacos já elas estavam penduradas. Já estavam prontas para ir passar o Natal a casa da avó, apesar de ainda ser só dia 1... Depois do pinheiro enfeitado, os póneis começaram a curtir a festa, pois claro. E não é de estranhar ver um ou outro, pendurado, armado em anjo de Natal. Eu acabei por me deixar contagiar - ainda que momentaneamente - pelo espírito natalício das piolhas e lá decorei o resto da casa. Tudo muito simples mas colorido.

 

No fim de semana, ainda fomos passear ao Dolce Vita e lá anuiram em andar no comboio de Natal. Isso é giro para elas, elas adoram, mas puxam-nos na direção oposta como se fossemos os donos a passear cães quando veem o Pai Natal ou perguntamos se querem tirar uma foto com ele...

 

 

 

Entretanto, ontem e hoje, o correio esteve atarefado. E as piolhas também! Obrigada Sofia (foi um prazer poder colaborar convosco! Enviarei email ainda hoje. Foi muito bom vê-las a dar utilidade à caixa como casa de poneis e as estrelas como varinhas de condão para os poneis passarem a ser magical poneys :) ) e obrigada Daniela (tens a noção de que, agora, além de poneis, tenho poneis armados em defensores de cupcakes, não tens? Adoraram!)

 

 

 

 

A prima Carla também ajudou à festa e a Minnie vai fazer parte da vida escolar das piolhas no próximo período :)

 

 

Obrigada!! Gostámos muito!!

Hoje, o dia foi também de entrega de lembranças, de envio de outras tantas e de elaboração do nosso postal de Natal 2013. Modéstia à parte está lindíssimo. Simples mas muito bonito e bem ao jeito das piolhas. 

Apesar de não me sentir muito natalícia este ano, tento entrar no espírito pelas piolhas. Assim, ouvindo música de natal d efundo, embrulhando lembranças com desenhos das piolhas, inventando muito e dedicando muito carinho em cada lembrança, mesmo sem as luzes a piscar lá fora, jé me sinto menos Grinch, o que é bom sinal!

 

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publicado às 15:55

Too tired to feel tired...

por t2para4, em 16.12.13

Quando aceitei (re)começar as aulas, dedicar as manhãs a outras tarefas completamente diferentes e ainda dar um curso intensivo de inglês uma vez por semana, nunca pensei que passasse por uma fase assim:

 

 

Entretanto, não pude nem quis nem pretendi passar de mãe presente a mãe não tão presente e continuei como se nada tivesse mudado, a estar sempre e totalmente disponível para a família, a cuidar das crias e do marido como sempre fiz, a ser amiga dos amigos, a tentar estar de bem com a vida MAS... a ter que lidar com queixas contínuas desde setembro até agora (ai tiveste bola vermelha? Olha, deixa lá, é Natal. Já não suporto bolas. Parece mal mas tentem ouvir falar de bolas de comportamento de todas as cores TODOS OS DIAS desde que começaram as aulas e marcamos uma palestra sobre o assunto, ok?), a ter que estar continuamente a diferenciar a sei lá quantas pessoas o que é mau comportamento (sim, sei bem o que tenho em casa e as piolhas não são santas!) do que é um meltdown (jogar lápis ao chão num momento de raiva, morder as mãos ou arrancar cabelo não é mau comportamento... Ninguém acha isto estranho a não ser eu?!), a ter que saber lidar com a inversão da polaridade do sol (mas que raio, não estava tão bem como estava? Deu-lhe para as alterações, foi?!) - as pessoas acham iso muito estranho mas a onda magnética que despoletou afetou imenso crianças com determinadas incapacidades neurológicas - e lá fomos nós parar às urgências do hospital para falar com o nosso pediatra da unidade de autismo por causa de comportamentos disruptivos graves e ansiedade quase levada ao extremo.

E, enquanto isso, passei por estas fase todas, porque, olhem, quem não se sente não pode ser filho de boa gente... E, no meio de tanta infelicidade e incerteza e dor, pensamos em tudo e mais alguma coisa...

 

 

E, porque, no meio de uma vida pessoal já por si só complicada, ainda se meteu a luta pelos direitos das minhas filhas e de outras crianças quando o nosso adorado sr. Ministro da Educação (ironia, sim?!) decidiu boicotar e cortar e meter os pés pelas mãos e alterar o financiamento do nosso Centro de Recursos para a Inclusão. Pois bem, meu senhor, deu-se mal. E deu-se mal porque até podemos ser umas mães com cara de pitas mas com uma vida muito mais complicada e sofrida que a sua, caro sr. ministro; podemos viver naquilo a que na capital se chama de "parvónia" ou "serra" ou afins mas foi a "parvónia" e as serranas da parvónia que lhe exigiram respostas e que foram recebidas na Assembleia da República. Achava mesmo que íamos ficar impávidas e serenas a ver a banda passar, não?! Pobre de si que se ilude e se deixa vender por tão pouco... Um dia destes tem que vir trabalhar na "parvónia" com as minhas filhas e os meus meninos. Traga um bibe, sim? Nas unidades das nossas crianças especiais lidamos com tudo. Até com a sua incapacidade e afetação cognitiva (porque alguém que faz o que o sr faz não pode ter os neurónios todos a funcionar da forma correta).

E, assim, sendo, a certa altura pareceu-me que carregava nas costas o peso do mundo e que nem os ombros conseguia pôr direitos. I'm tired of being tired.

 

Neste momento, depois de uma reunião maravilhástica onde reina e impera a habitual ignorância a nível de como lidar com crianças com  necessidades especiais, onde não se sente o mínimo afeto pelo próximo, onde não há a mínima intuição do que fazer e de como estimular uma criança, Munch parece-me extremamente apropriado:

 

 

Claro que tudo seria extremamente simples se ficasse por aqui... Mas não, ainda me armei em boa-samaritana e o karma não foi lá muito simpático comigo... Tem uma forma estranha de se expressar, mas enfim. Devo andar a precisar de alinhar os chakras e beber uns chás marados ou assim, em vez do habitual café. Forte. Dois. Logo de manhã. Antes das 9.30.

 

Por isso, posto que a nossa luta pelo nosso CRI está como a procissão - ainda no adro e com muito ainda para fazer e seguir -, perdoem-me, mas não me sinto muito natalícia e tenho, obviamente, tudo atrasado. É que, bem, vós sabeis, há prioridades - conseguir os respetivos técnicos especializados para trabalhar com os nossos filhos e evitar a contínua regressão de muitos deles. Mas como o Natal é sempre que um homem quer, se as lembranças forem depois, já sabem. Sou eu que estou a subverter o sistema.

 

Por agora, 

 

 

porque essas lágrimas não me pagam contas, nem me limpam a casa, nem me ajudam a lidar com as crises das piolhas, nem me auxiliam em nada quando tenho que negar a ida delas a uma festa de aniversário ou de natal porque a confusão é apocalíptica. Como não resolvem, cortesia da minha amiga Daniela, esta minha pessoa está até demasiado cansada para as verter porque talvez até já as tenha vertido demais nos últimos anos... 

 

Vou ali tratar das crias, dos meus tesouros amados, as razões pelas qual luto e me canso, das minhas piolhas maravilhosas que me orgulham tanto à sua  maneira especial, ora pois claro!, não fossem elas miúdas especias! E quando houver uns dias de tédio por aqui perto, enviem-me, tá? Preciso de, pelo menos, uns dois ou três dias de aborrecimento total para recuperar e perder a expressão Munch. 

 

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publicado às 20:48

Comissão parlamentar preliminar

por t2para4, em 10.12.13

 

Um nome todo pomposo e que parece importante em resposta ao abaixo-assinado, que recolhemos com as assinaturas necessárias para discussão em plenário da Assembleia. 

Assim, quando este post for publicado, lá estarei eu com o restante grupo de luta, os mesmos de sempre, a dar a cara e a voz pelas nossas crianças, pelos nossos filhos, em frente aos senhores deputados dos grupos parlamentares.

 

Estaremos mais do que devidamente preparados, eu com os meus simbolismos e discurso mais do que pensado, pois é a realidade do nosso dia a dia, não necessita de apontamentos nem de preparação nem de ser escrito.

 

E começará, tão simplesmente, assim... 

 

 

 

Uns pequenos meros pormenores bem como uns pequenos meros exercícios de terapia da fala em Comunicação Aumentativa e Alternativa, outros de terapia ocupacional para abrir a nossa apresentação e a questão crucial: estaremos todos a viver em inclusão? Estaremos todos a ter direito à educação? Onde está o devido financiamento do nosso CRI?

 

Simples, não?

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publicado às 16:00

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