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Terapia e aula felina

por t2para4, em 30.10.14

O que se ouve no video do link abaixo (cliquem!) é, em algumas circunstâncias, principalmente nas que implicam mudança de voz, ecolália. A piolha reproduziu a sua aula sobre os 5 sentidos, referindo o tato e decidindo identifiicar as partes do corpo do Quico. E, ele, calmamente, lá se deixo ficar, a servir de cobaia.

 

link do video no facebook do blog (cliquem!): https://www.facebook.com/video.php?v=650791218366799&set=vb.303770269735564&type=2&theater

 

Estas pequenas coisas enchem-me o coração. É algo que não se consegue explicar, é preciso ver para sentir o afeto entre as piolhas e o gato (o nosso Quico, o mesmo que, afinal, já não gosta de voar) e a paciência e carinho que sente por elas.

E venha quem vier, com as teorias que quiser: nunca vi esta ligação entre as piolhas e a golden que tivemos. E, sem dúvida alguma, nota-se que as piolhas são cat lovers.

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publicado às 20:50

Às vezes, sinto-me assim...

por t2para4, em 29.10.14

 Palavras para quê?

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publicado às 23:11

O gato que gosta de voar

por t2para4, em 28.10.14

Esta madrugada o Quico, um dos gatos do t2, deve ter pensado que a música da vida dele seria "I believe I can fly". A sua vida deve, de facto, ser uma monotonia desgraçada pois, agora que está castrado (cuja operação foi na 6ª feira dia 24) é que ganhou tomates para ser aventureiro. Vai daí, toca de trepar as grades da varanda e, qual equilibrista felino doméstico, pavonear-se para a frente e para trás - não é à toa que, em inglês, passerelle se diz catwalk...

Ora, dadas as condições atmosféricas adversas - leia-se vento, muito vento - desta noite, o Quico deve ter dado um grande trambolhão e, como já o havia feito o gato do vizinho do andar de cima, refugiou-se  na nossa garagem, que estava aberta.

Demos pela falta dele, logo de manhã, ao não responder aos chamamentos, ao não se deixar enganar pelo som da taça da comida húmida. Chamei-o e procurei-o por toda a casa e, na sua ausência, deduzi logo que decidira voar.

 

As piolhas lá foram para a escola, sempre a perguntar por ele, e onde estava... Regressada a casa, lá andei a chamá-lo pela zona das garagens e terrenos vizinhos. Quem me ouvisse "Quico! Bchhshhshshshsh", havia de pensar que endoidara de vez...

Ouvi miar. Chamei de novo. Ouvi um miado familiar, vindo da garagem. Abri o portão e lá estava ele, com o coração descompassado, a mil à hora, pronto para mimo. Peguei-o ao colo e trouxe-o, pela rua, para casa, onde saltou para o chão mal viu o irmão Silvestre e reconheceu "território" familiar.

 

Tem uma pequena ferida, tipo um arranhão, numa pata traseira, e uma mancha acastanhada clara no pelo dessa pata. Lambe-se muito na zona da castração. Acredito que esteja muito dorido embora caminhe bem, salte bem (já se empoleirou na maquina o ar condicionado), corra bem. E, posto isto, não há cá consultas no veterinário. Eu avisei-o de que se caísse da varanda abaixo, não o levaria ao veterinário. Ele está bem e a nossa carteira agradece.

 

Entretanto, lá regressei à escola para falar com as piolhas e dizer que o Quico estava escondido na nossa garagem depois de ter caído... E elas, mais descansadas, lá ficaram no ATL, a fazer desenhos no quadro para explicar esta aventura às monitoras. E eu acordei sem precisar de ter tomado café. Antes das 8h30.

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publicado às 14:35

Unhas, cabelos e stress

por t2para4, em 20.10.14

Assunto bonito e fútil para um post, hein? Nada disso. Para mim, começa a tornar-se um assunto sério.

 

Desde que me conheço como gente que roer as unhas era o meu passatempo preferido. A minha mãe tentou de tudo: vernizes com mau sabor, unhas pintadas, piripiri nas mãos, palmadas, etc etc etc De vez em quando, a roedela era tão forte que lá ficava eu com uma bolha toda infetada que só lá ia quando a estoirava com tintura de iodo (delícia, não?).

Por volta dos 16 anos, decidi deixar de as roer. Morria de inveja de uma colega que tinha umas unhas maravilhosas, lindas, grandes, fortes e que pintava de cores fantásticas, tons escuros como eu gosto. Mas, se deixar de roer não custou assim tanto, vê-las crescer fortes e saudáveis foi coisa que nunca aconteceu...

Assim, embora não cedendo à tentação, lá ia tendo umas unhas mais ou menos, um cabelo mais ou menos. A parte de lidar com o cabelo foi fácil: o mais ecadeado possível, de pereferência em U ou V nas costas para dar vida e naturalidades aos jeitos patéticos que ele tinha; apostar num bm champô e amaciador em separado - geralmente para cabelos ondulados ou encaracolados.

Já as unhas... É o meu grande desgosto... Fininhas, cheias de jeitos, quebradiças. Tanto faz aplicar verniz ou séruns ou cenas para fortalecer.

Quando casei, decidi pôr unhas de gel. Pela 1ª vez fiquei com umas mãos e unhas lindérrimas. Amei. Mas não gostei do tamanho... Para quem sempre roeu unhas, ter uns centímetros a mais nas pontas dos dedos já faz uma grnade diferença. E eu tenho um problema sério com as simetrias... Uma unha caiu na lua de mel. Para não ficar feio, arranquei todas as outras na viagem de regresso. Com os dentes...

 

Mais um período de desistência. Ia à manicure de tenpos a tempos, punha base e verniz. Ficavam lindas 2 dias. Fui desistindo. Entretanto, surgiu o diagnóstico de autismo das piolhas e era uma vez unhas. Em alturas boas, andavam arranjadinhas e pintadas - fui investindo em vernizes de secagem rápuda e num bom top coat -; em alturas más, os meus dedos pareciam uns tocos.

 

Esta Primavera decidi que enough was enough e rendi-me às unhas pintadas com verniz gel.Lindas!!! Nunca tive unhas tão bem desenhadas, tão delineadas, tão bonitas, tão arranjadinhas... De há uns tempos para cá, infelizmente, o verniz não aderia o suficiente e comecei a dar prejuízo à casa... Algumas saltavam como pipocas, outras caíam na ponta da unha, outras levantavam... Fomos trocando de base, de selante, de primer, de vernizes. Na semana passada arranjei-as. Estavam lindas. Nem uma semana duraram... Fiquei mesmo triste.

Altura de desistir. E porquê? Porque o stress em que ando é tão grande que não há cabelo nem unhas que resistam. O estado deve ser tal que, depois do tratamento feito pela minha técnica, coloquei um verniz normal com top coat e até esse estalou nas pontas.

O cabelo? O cabelo pede outra tesourada um dia destes. Está estranho, com uma textura que não me agrada - apesar de o marido me ter oferecido a Braun Silk 7 não sei quê - e as pontas estão duras.

 

A prova dos 9 foi hoje na aula de yoga. A pedido de uma das alunas, a instrutora decidiu alinhar-nos os chakras. Não acredito muito nestas coisas e tenho muita dificuldade em concentrar-me nas meditações mas esforcei-me ao máximo para fazer tudo direitinho. A verdade é que não me senti nada alinhada e tanto tempo na mesma posição deu-me caimbras nos pés (hoje foi um dia para esquecer com o raio da caimbras nos pés). A instrutora disse-me logo "Andas sempre stressada pá, não descansas um minuto!".

 

E, all of a sudden, tudo fez sentido... O cabelo, as unhas que teimam em não ficar bonitas, os chakras não sei quê. Raios partam. Eu juro que me esforço e até durmo quando ando muito cansada e insisto em ler à noite ao invés de ficar no sofá a costurar. Já experimentei chás de camomila e afins mas só ganhei sustos pois a tensão arterial desceu tanto que eu mal conseguia levantar-me... O meu normal é sempre 9-6, com 3 cafés ou mais por dia e, hoje, até com uma tablete de chocolate de avelãs inteira.

E, posto isto, só me ocorre dizer "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga...". Ainda fico com tocos no lugar de dedos e cabelo pelas orelhas (me-do!!!!) se isto não passa.

 

Truques para destressar. Precisam-se. Com urgência.

Agradecida.

 

 

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publicado às 22:35

Vamos começar por ordem decrescente, para causar impacto.

 

5. São gémeas?

Um clássico. Apetece logo responder algo do género "Não, são clones", "Não, são hologramas", "Não, o/a senhor/a precisa de ajustar a sua graduação", "Não, estavam em promoção e comprei mais uma", "Não, encontrei aquela ali no estacionamento e decidi ficar com ela"

 

 

4. Por que não levas as miúdas à missa/pões na catequese?

Hmmm, deixa cá ver, porque não há tarefeiras na catequese, porque não gosto da maioria dos catequistas da minha localidade, porque elas não entendem a big picture daquilo, porque eu não quero. São opções pessoais, não?

 

 

3.  Por que não mudas de profissão?

Por qué no te callas?! Eu ainda acredito no que gosto de fazer, eu ainda sinto uma paixão enorme e uma entrega total em ensinar, eu ainda vou tendo horários - alguns melhores, outros miseráveis - todos os anos, eu adoro o que faço.

Quando isto deixar de ser assim, quando eu deixar de conseguir horários, desistirei. Só aí mudarei de profissão. Até lá, sou assumidamente professora. Ponto.

 

 

2. Tens a certeza que têm autismo?

Eu deveria ganhar dinheiro com esta pergunta, dada a quantidade absurda de vezes que me é feita. Apetece responder "Ah e tal, estava tão cansada da minha vida monótona de mãe de gémeas que decidi que faltava sofrer um pouco mais e encher toda a gente de trabalho e gastar fortunas em qualquer coisa que não se vê, assim, tipo terapias. Vai daí, pensei: é pá, o ideal é uma deficiência, daquelas que ninguém vê e põe toda a gente a dizer como é possível porque são tão lindas. Pesquisei muito e achei que o ideal era Autismo. Foi assim que decidi. Escolhi uma deficiência que toda a gente acha que é uma doença e que poucos sabem o que é. Nunca mais tive momentos de seca familiar! Um mimo!"

 

1. Mas se trabalhas tão poucas horas por que andas sempre cansada? Cansada de quê?

A pergunta que mais ouço. É espantoso, juro. Primeiro: não tenho que dar justificação do meu cansaço a ninguém; segundo: o meu cansaço não prejudica o  meu trabalho; terceiro: não tenho uma vida familiar propriamente cor de rosa e cheia de purpurinas; quarto: não preciso de ter razões para estar cansada. Estou cansada e pronto.

 

 

 

 

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publicado às 11:49

Como se define que o mesmo autismo que tantas portas nos fecha, tanta dor e sofrimento nos traz, tanto trabalho nos obriga a ter, tanto esforço financeiro nos obriga a ter, seja exatamente o mesmo autismo que, de repente e do nada, nos abre uma janela? Eu cá acho irónico... A vida dá, de facto, imensas voltas e, vai na volta, alguns esforços e empenhos até são mesmoo recompensados, será?

 

Por agora, ainda não posso avançar muito, mas ainda esta semana, conto o que se passa.

 

Entretanto:

- continuo sem sabers e fui/sou/serei selecionada numa oferta a que concorri. Era urgente mas já vamos em 3 semanas...

- continua a haver algumas queixas acerca do comportamento das piolhas.

- continuo a partir a cabeça de tanto pensar em estratégias alternativas que as motivem a gostar de fazer TPC (!!!) e de como organizar e estruturar o seu tempo na escola. A ideia já cá está e sei exatamente o que fazer mas, como o Crato é um incompetente de primeira, ainda não se lembrou que as escolas estão à espera de, sei lá, horários e colocações!!!!!!! E, obviamente, como isso influi com os horários das piolhas, não posso estar a criar algo rigido agora, para ser subitamente alterado daqui por uns dias, já com uma rotina estabelecida...

- continuo a detestar dias sombrios que me puxam para baixo.

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publicado às 12:11

É no dia 2 de novembro, pelas 10h. E tencionamos ir!

Este post não é patrocinado, nem tem nada a ver com custos. Falo de eventos e locais onde me sinto bem com as minhas filhas e sei que elas não são encaradas nem olhadas de viés por causa de determinados comportamentos ou gestos estranhos. Não tenho vergonha de sair com as minhas filhas oara onde quer que eu vá. E este tipo de eventos é muito bom para sair em família.

Se correr como o do Verão , sei que as piolhas vão adorar. E, tal como elas, também outras crianças! O cantinho dedicado aos mais pequenos, com a empresa que já participou em junho, é fantástico e as pessoas muito simpáticas e carinhosas. Além disso, o espaço é lindo! É na Quinta de São Pedro em Cernache, que fica nos arredores da cidade de Coimbra. Não há nada de errado em fazer-se algo fora do centro! Pensemos em termos práticos: passeio, novos locais, acessibilidades, facilidade de estacionamento, indicações mais precisas. E é um local lindíssimo. E podemos ir a Coimbra, no final do evento, por exemplo ;)

 

O que me sensibiliza mais é não ser apenas mais um evento entre muitos, mais um mercadinho entre muitos, mas haver uma causa por detrás. Desta vez, apoiam-se duas entidades: a APSI e o Mercado dos Santos.

Vemo-nos por lá!

 

Mais pormenores em http://avidaa4d.blogspot.pt/2014/09/4d-friends-uma-feirinha-com-historia-5.html

 

 

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publicado às 18:46

Pelo autismo sem mitos - campanha

por t2para4, em 12.10.14

Campanha Anímate (Adelante, Atrévete) por un autismo sin mitos! (https://www.facebook.com/anabel.cornago/media_set?set=a.10152730821957560&type=1)

Basta tirar uma foto a usar meias e chinelos diferentes (quem não quiser pode usar sapatos diferentes, ou ténis, whatever) a favor da diferença e inclusão de todos, mas especialmente pelo autismo sem mitos, um passo pela diversidade... Tal como há tantos graus e uma diversidade tamanha dentro do espectro do autismo (por isso se chama "espectro"), mostramos o simbolismo/a metáfora/a imagem da diversidade a começar por nós.

 

O objetivo é tornar esta campanha viral, quer pelo desafio uns aos outros, quer apenas pela partilha de fotos. Não há custos envolvidos, não há jantares envolvidos, não há penalizações envolvidas, não hé pedidos de donativos envolvidos. Única e somente a colocação de uma - ou várias!!!! - fotografias com pés calçados com meias desaparceiradas e calçado de diferentes nações!! E postar no vosso facebook ou blog! Se quiserem podem enviar fotos para aqui (mail ali ao lado) ou colocar no facebook do blog. Interessa que partilhemos e façamos isto. Bora lá? Os meus familiares e amigos já começaram!

Se tanta coisa se torna viral e não tem jeito nem objetivo nenhum, por que não tornar isto viral?

 

A maltinha do t2:

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publicado às 10:58

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