Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




"A presença da mãe é essencial"

por t2para4, em 10.10.14

 

Poucas semanas depois de sabermos o diagnóstico de PEA das piolhas, o marido encontrou o filme "Temple Grandin". Vimo-lo juntos e, apesar de eu ser a chorona de serviço, ele também ficou abalado. Em algumas circunstâncias, acho que, independentemente da diversidade de graus de autismo, todos os pais e filhos passam pelas mesmas situações.

Na vida desta mulher fantástica, a mãe nunca desistiu dela, enfrentou todos os médicos que a achavam louca (a ela e à filha!), arranjou estratégias para comunicar com a filha, inventou trabalhos e atividades, experimentou terapeuticas e conselhos médicos, arrependeu-se, chorou, caiu, levantou-se. Nunca desistiu da filha, nunca saiu de perto dela, sempre se esforçou por levá-la mais longe. E conseguiu.

 

A própria Temple Grandin consegue exprimir o valor e a importância que esta teimosia e presença da mãe tiveram na sua vida e no seu percurso. Infelizmente, o que vemos por cá é uma segregação em relação a outras mães que acham que, nós autism moms, exageramos; entidades patronais que nos penalizam; hipóteses de trabalho que, na maioria das vezes, nem nos chegam a ser permitidas (eu, por exemplo, já fui recusada por um call center... Incrível, não é? A razão? Os horários... pois...).

Ler este artigo, que me foi enviado por uma mamã de crianças neurotípicas ( e isto é importante, pois mostra que começa a haver cada vez mais consciencialização, apesar de tudo) e que me animou pois, apesar de eu saber que sou protetora e chata e blá blá blá mi mi mi e louca na boca de muita gente, vejo que estou a agir como qualquer mãe deveria agir. E assim vou continuar.

 

 

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/05/presenca-da-mae-e-essencial-diz-idosa-simbolo-da-luta-contra-autismo.html

 
Quem assiste às palestras da professora Temple Grandin, de 67 anos, não imagina que na infância ela não se relacionava com outras pessoas e só pronunciou a primeira palavra aos quatro anos de idade. Diagnosticada autista grave, Temple formou-se em veterinária, fez pós-doutorado na área e é especialista em ciências animais. Os passos para a nova vida foram dados graças à ajuda da mãe, que a incentivava a ter uma rotina normal. “Se não fosse pela dedicação dela, talvez eu não chegasse onde estou.”

Nascida em Boston, nos Estados Unidos, Temple foi diagnosticada ainda criança com grau considerado grave de autismo. Os médicos indicaram internação em uma clínica psiquiátrica, decisão que dividia a família, já que o pai concordava, mas a mãe optava por uma educação inclusiva. "Sempre que alguém nos visitava, minha mãe me obrigava a receber o convidado, dar a mão para cumprimentá-lo, pegar o casaco, conversar e ficar com todos na sala. Isso fez com que eu aprendesse um comportamento novo, algo que não conhecia."

A insistência da mãe em fazê-la conviver com outras crianças e ensiná-la que a doença não a deixava diferente das outras pessoas, conseguiu mudar o jeito de Temple ser e pensar. Hoje, a veterinária viaja o mundo transmitindo os mesmos ensinamentos aos pais de crianças autistas. Para ela, o apoio da família - e, principalmente, das mães - é fundamental na formação e na evolução do filhos.

“O pai e a mãe têm que perceber o comportamento das crianças, têm que sentir se há alguma coisa errada. Por isso, a presença da mãe é essencial. Não pode ficar só jogando videogame. Elas precisam sair, ver e viver o mundo", afirmou a professora, cuja história de superação virou tema de filme lançado em 2010 e que conquistou o Emmy - considerado o oscar da TV norte-americana - em cinco categorias.

Temple Grandin venceu o autismo e hoje ajuda outras pessoas a superarem a doença (Foto: Paulo Villas Boas/ Divulgação)
Temple esteve em Ribeirão Preto durante rápida
visita ao país (Foto: Paulo Villas Boas/ Divulgação)
 

Desenvolvimento
Ainda segundo Temple, os pais devem incentivar os filhos autistas a praticarem atividades culturais, para o desenvolvimento cognitivo das crianças. A professora relembrou que aos oito anos, a mãe percebeu sua vocação para as artes e a fez participar de aulas de pintura e trabalhos manuais na própria escola onde estudava. Aos 14 anos, Temple também foi levada pela mãe para uma fazenda e foi nessa oportunidade que teve a ideia de desenvolver o que ela chama de "máquina do abraço", ao observar como as vacas eram vacinadas.

"Os animais eram colocados em um corredor com barras de ferro, que se fechavam. Eles não se machucavam e ficavam tranquilos. A pressão ajudava a acalmar os bichos. Eu gostei e tive a ideia de copiar isso, criando a máquina do abraço. Eu controlava a pressão da máquina e ficava ali até 20 minutos", afirma.

Em uma rápida visita pelo Brasil, Temple esteve em Ribeirão Preto (SP) e afirmou que o autismo não deve ser encarado pelos pais e pela sociedade como um obstáculo. "Existem dois tipos de cérebro: um social e outro pensante. Aqueles que têm cérebro social, estão por aí, passeando e socializando. Os pensantes, são capazes de fazer criar coisas geniais."

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:48

Não vou dar a minha opinião acerca deste assunto senão saíria daqui um testamento e não chegaríamos a nenhuma conclusão prática, seria como as autópsias: "inconclusivo".

 

Mas, nada como estudar o assunto e tentar perceber o que falha e onde se pode começar a atacar.

Este inquérito é anónimo e demora cerca de 3 minutos a ser preenchido. Se puderem colaborar, agradeço!

 

https://docs.google.com/forms/d/1aKq2eiJL6uKZoNJ4olOs2FHjoOXFqNgeqhLn8VNoXOQ/viewform

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:44

Contador

AmazingCounters.com


Direitos Reservados

Algumas das fotos publicadas neste blog são retiradas da Internet, tendo assim os seus Direitos Reservados. Se o autor de alguma delas discordar da sua publicação, por favor informe que de imediato será retirada. Obrigada. Os artigos, notícias e eventos divulgados neste blog tem carácter meramente informativo. Não existe qualquer pretensão da parte deste blog de fornecer aconselhamento ou orientação médica, diagnóstico ou indicar tratamentos ou metodologias preferenciais.


Mais sobre mim

foto do autor







Copyright

É proibida a reprodução parcial/total de textos deste blog, sem a indicação expressa da autoria e proveniência. Todas as imagens aqui visualizadas são retiradas da internet, com a excepção das identificadas www.t2para4.com/t2para4. Do mesmo modo, este blog faz por respeitar os direitos de autor, mas em caso de violação dos mesmos agradeço ser notificada.

Visitas


Translate this page


Mensagens