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Workshop "O Autismo não é um bicho!"

por t2para4, em 03.02.15

 

Como surgiu a ideia:

Por que não uma sensibilização conjunta, com outros pais (e bloggers) e fora do contexto escola, podendo contribuir com a totalidade do valor dos bilhetes para uma associação?

A ideia surgiu, o Pais com P grande procurava famílias, eu juntei 1+1, fiz o convite et voilà, cá estamos de evento marcado, para dia 11 de abril, às 10h30 (1ª sessão) e 14h30 (2ª sessão). Assim, este abril, t2para4 e Pais com P grande promovem a consciencialização do autismo, no centro do país, a cerca de 30 km de Coimbra, na Lousã.

 

Objetivos:

  • Sensibilizar para a temática do Autismo enquanto perturbação neurológica e de desenvolvimento e não enquanto doença
  • Sensibilizar a população para a existência do Autismo
  • Alertar para uma correta avaliação do desenvolvimento da criança e, assim, auxiliá-la e à família no seu percurso
  • Promover o conhecimento do Autismo, evitando assim discriminação, comentários de terceiros, olhares de esguelha, uso de chavões
  • Mostrar que o desenho e o sonho são transversais a todas as crianças de idades, credos, raças, estados de saúde, etc.
  • Promover uma integração saudável e eficaz de crianças com autismo
  • Incluir a comunidade educativa no contexto escolar das necessidades educativas especiais
  • Dar a conhecer outras formas de comunicação
  • Proporcionar a hipótese de troca de ideias, experiências, conversas, etc.

 

Desenvolvimento:

Faremos um workshop criativo, muito sensorial, com muita cor/brilho/purpurinas! E histórias com recurso a formas de comunicação alternativas! Contamos com muita gente, muita imaginação e interesse. Cada sessão tem a duração de aproximadamente 60 minutos cujo final está reservado a uma apresentação sobre o que é (con)viver com o autismo, contada na primeira pessoa. É importante que, independentemente, da faixa etária possamos estar num ambiente descontraído, de aprendizagem subtil, de envolvimento, de criatividade e, acima de tudo, de inclusão.
O espaço é fantástico: temos uma sala muito especial reservada para a ocasião, com uma pintura deslumbrante que fará as delícias de todos os presentes. Para que tudo corra bem e aproveitemos ao máximo o que temos preparado, a audiência está limitada a um máximo de 10 pessoas/sessão.

 

 

Preço e inscrição:

Cada bilhete tem um custo de 5 (cinco) euros cujo valor reverte, na totalidade, para a AME (Associação Mães Especiais), apenas neste workshop específico. As inscrições podem ser feitas através do email t2para4@sapo.pt ou Pais com P grande (em http://www.paiscompgrande.com/workshops/  , onde se explica a forma de pagamento).

 

 

Data e horários:

Sábado, 11 de abril de 2015

10h30- 1ª sessão; 14h30 - 2ª sessão

 

 

Local:

Instalações do IMMA (Instituto Moderno de Música e Artes), Rua Dr. José Pinto de Aguiar n.56, 3200-389 Lousã (Sarnadinha) 

Coordenadas GPS:  

Latitude: 40.119073
Longitude: -8.232236
Graus Decimais
Latitude: 40º 7' 8.7" N
Longitude: 8º 13' 56.1" W
Graus, Minutos, Segundos

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Poderão perguntar:
- Mas porquê na Lousã?

Porque, como acontece com cidades onde existem instituições importantes, na Lousã temos a ARCIL, cujo trabalho e percurso tem sido de uma importância e apoio enorme para cidadãos com os mais diversos tipos de deficiência e respetivas famílias; porque, apesar de tudo, é uma localidade onde a inclusão parece acontecer e há um esforço notório para tal.

Além disso, é uma localidade extremamente agradável, com uma paisagem muito natural e calma, a uns meros 20 minutos de Coimbra, com acessibilidades razoáveis. E, porque, graças ao IMMA, temos um espaço onde realizar este workshop, materiais gentilmente cedidos pela Fábrica Papel do Prado e apoio da Câmara Municipal.

 

- Mas, e porquê este título? 

Simplesmente porque me cansei de ver o tratamento social que se dá a indivíduos com autismo, como se, em muitos dos casos, tivessem um "bicho" que poderia causar uma virose ou algo do género. Sim, o autismo rouba-nos os filhos e sequestra-os num mundo (que ainda não consegui descortinar se será melhor ou pior que o nosso) do qual temos que resgatá-los, sem saber como/quando/com quem. Não, o autismo não é contagioso; não, o autismo não é nenhuma doença; não, o autismo não é só um daignóstico. Comecemos por dizer que o autismo é ver o mundo como se tivessemos uma lente alternativa, é o conseguir viver entre dois mundos, é o ser capaz de ver as árvores antes de ver a floresta.

 


Captei a curiosidade? Venha saber mais connosco, dia 11 de abril.

 

 

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publicado às 20:52

Não posso:

  • Ler livros/artigos/resportagens sobre autismo, na desportiva. Ou leio ou não leio.
  • Ver filmes sobre autismo. Não vejo filmes desses na desportiva, vivo-os intensamente, faço comparações, choro, rio, revolto-me, celebro vitórias. Não há nada de divertido em ver estes filmes, só porque sim. Cada filme desses, para mim, é um regressar ao passado e um causador de um medo tremendo do futuro.
  • Ouvir alguém começar uma frase com “sem ofensa, mas…”. Pensar antes de falar, por favor. Sou muito prá frentex e aceito muita coisa mas, bem, vivo no meio do autismo, por isso, cuidado com as palavras/sugestões/expressões utilizadas.
  • “Deixa as miúdas com alguém” Não posso, por isso, nem se deem ao trabalho de o dizer. Não posso simplesmente deixá-las com alguém...Só as deixo com alguém em quem confio com a vida. E depois de ter ensinado tudo o que posso. Eu própria ter ensinado tudo.
  • Sair, nem que seja para despejar o lixo, sem o telemóvel. Se algo acontece na escola, seja por que motivo for, eu quero ser a primeira a ser informada. E poder colocar-me lá em menos de um nada. E evitar que al que se resolveria em minutos possa arrastar-se uma semana...
  • Pensar no amanhã, como quem pensa na faculdade dos filhos. Neste momento, enquanto família, temos tanto entre mãos que não sabemos sequer como será a próxima semana quanto mais daqui a 10 anos. Desejamos que consigam autonomia e perspicácia para viver nesta sociedade complicada, tirar a carta de condução, arranjar um trabalho, comprar casa e carro e até constituir família! O que elas fazem agora não se compara nada ao que faziam antes e não sabemos que evolução terão. Nunca imaginámos que chegassem onde chegaram, assim, tão rápido e com tão bons resultados. Mas, sofremos muito para cá chegar. Por isso, planear para tão longe no tempo é algo que nos custa.

Posso:

  • ouvir episódios sobre os filhos de colegas e amigos e evoluções e, embora, sempre comparando, há algo em que se relacionam e faz-me sentir incluída, ser mais uma mãe – só mãe, sem rótulos.  
  • responder de forma honesta e bem pensada sobre o autismo. Não é o fim do mundo - embora, às vezes, se pareça como tal - e não me importo que me façam perguntas construtivas e interessadas. Só assim poderá haver uma maior consciencialização e aprendizagem.
  • aceitar uma palavra amiga, um abraço, um café quando é óbvio que não estou numa fase boa. É simples, barato, acessível e ajuda-me a seguir em frente.
  • ouvir episódios divertidos sobre os filhosdos outros. Também temos a nossa quota parte de cenas caricatas.
  • falar de outras coisas! Também gosto de futilidades e de desabafar sem ser sobre autismo.
  • estabelecer relações com outras famílias com crianças com autismo. Não posso mudar o mundo, não tenho muito tempo livre entre mãos, mas, se puder ajudar, não consigo dizer que não, mesmo que não saiba o que dizer ou fazer, mesmo que não tenha muita disponibilidade para longas conversas ou esteja semre a ser interrompida pelas piolhas...
  • dizer piadas sobre a minha vida. Eu faço piadas sobre a minha vida. Os outros podem acompanhar-me na gargalhada, apenas.

 

Traduzido e adaptado de:

 Lauren Swick Jordan blogs at I Don’t Have a Job.

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publicado às 13:40

Tagarelice #42

por t2para4, em 03.02.15

Conversa, à mesa, sobre as profissões.

 

Mãe - Então, que querem ser quando crescerem?

Piolha 1 - Eu quero ser bailarina! (melhor do que querer ser pony. A certa altura da vida, todas as meninas querem ser bailarinas, cantoras, cabeleireiras ou professoras - esta foi proibida considerar sequer como opção)

Piolha 2 - Eu quero ser princesa! (Bem, o prince George tem cerca de 6 anos de diferença das piolhas, não é muito. Pode ser que tenham sorte.)

Pai - Então e que profissão temos nós?

Piolha 1 - Tu és s. e a mãe quer ser professora de Inglês!

 

Note-se a perfeita utilização dos verbos e a perceção aguçada da realidade destas miúdas. Está fantástico. E 100% real. É que, neste momento, a mãe até teve que voltar a estudar e tudo para poder continuar a exercer a profissão, mesmo depois de ter licenciatura pré-bolonha, profissionalização extra-curso, certificado profissional, etc etc etc...

E, sem ver notícias ou ler legislação, eis que, a minha filha acerta na mouche.

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publicado às 12:33

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