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Parabéns às minhas Marias Capazes!

por t2para4, em 27.07.15

Sim, elas também são umas “Marias Capazes”!

 

Desde o primeiro instante.

Agarraram-se ali, teimosa e afincadamente, à vida. O que aconteceu ao seu lado, na outra bolsa, não era o que tinham previsto para si mesmas, por isso, cada uma na sua bolsa mas com o mesmo elo comum, lá cresceram, se tornaram cada vez mais fortes, foram surpreendendo pela sua garra e tenacidade, arrumaram o espaço minúsculo que aquele T0 lhes proporcionava e lá se prepararam para nascer, surpreendendo tudo e todos – mais uma vez e, como sempre.

 

Foi há 8 anos.

 

 

O espírito guerreiro, conquistador e batalhador mantém-se. Continuam, como sempre, a surpreender, a conquistar, a alcançar - um passo de cada vez, às vezes em corrida, outras vezes em passinhos de bebé, nunca desistindo!

O esforço e a tenacidade também se mantêm. Todos os dias há algo novo para aprender e algo novo que as faz recuar. Mas, como sempre, surpreendem e encaram essas novidades imprevistas e, algumas vezes, inoportunas, com garra e chegam onde os outros chegam. Não é preciso atingir a perfeição nem a suposta “normalidade”. Houve tempos em que, eu mãe, a buscava mas, hoje, passados 8 anos e tanta vida vivida, apercebo-me que há coisas/momentos tão mais importantes e úteis do que a dita “normalidade”.

A energia non-stop e o carisma que fazem toda a gente apaixonar-se por elas mantêm-se inalteráveis. O mundo é para explorar! Que seca aquela parede tão lisa sem se poder trepar por ela acima!! E para quê sapatos se o chão é muito mais divertido e certo, muito mais sensorial e fresco! E, com um sorriso ou uma tagarelice marota, não há rancores nem zangas nem ralhetes nem castigos que durem muito tempo. Impossível!

Ser cientista de si mesmo parece o mojo recente – que é como quem diz, dos últimos 8 anos, mantendo-se também sem fim à vista. Quem resiste a uma experiência linguística em formato elogio mas com o sentido todo trocado? Porque havemos de dizer “estou fresca que nem uma alface” logo pela manhã quando nos sentimos joviais e cheios de energia mas já não se utiliza isso para dizer “mãe, és tão linda como uma alface” quando queremos dizer a mesma coisa? Por aqui, desde 2007, que somos cientistas e estudiosos em várias áreas de expertise. E we keep getting better and better!!

 

 

8 anos depois e, volvido todo um percurso que não se avizinhava de todo pelo duplo risco vermelho naquele pauzinho branco, as minhas meninas são umas Marias Capazes.

Capazes de surpreender sempre, desde sempre; capazes de aprender da forma mais espantosa sem ajuda qualquer; capazes de aprender com quem as entende e compreende; capazes de ser felizes, não importa o quê/quem/onde/como; capazes de fazer frente aos mais negros diagnósticos e perspetivas; capazes de lutar por si mesmas; capazes de mostrar educação e valores que já se tornam raros; capazes de uma honestidade que já começa a fazer falta.

 

São as minhas Marias Capazes, as minhas princesas, as minhas bebés a crescer e a surpreender, como sempre…

Parabéns. Por mais um ano, por tudo.

 

 

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publicado às 00:01

Pintar e desenhar!

por t2para4, em 16.07.15

Já não temos paredes disponíveis para mais pinturas... Nem sequer na garagem (aqui)! Mas hoje queriamos pintar juntas, num espaço grande sem preocupações com as tintas e as gotas que salpicam e sujam.

Voltámos à garagem mas desta vez com uma grande tira de papel pardo (que me sobrou de uma grande atividade de há uns meses) e sobras de tintas. Muitas delas ansiavam pelo seu fim pois já estavam com os pigmentos a estragar...

E foi muito giro. Fizemos desenhos, inventámos personagens novas, criámos espaços, misturámos cores, fizemos uma grande sujeira e utilizámos outros materiais para dar cor àquela tira de papel.

 

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Porque pintar é divertido, atua como regulador, estimula a criatividade e a imaginação! 

Porque gostamos de pintar e inventar!

Porque é fixe e é umas das atividades de verão mais fantásticas a fazer já que, logo a seguir, temos uma banheira à nossa espera para limpar as nossas marcas de guerra!

 

 

 

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publicado às 20:49

Pensava eu que ia ser o caos... Imaginava eu que todas as (poucas) peças cor-de-rosa ou saias ou vestidos que eu tivesse seriam minuciosamente escrutinadas e postas a uso abusivo.

E arrisquei.

 

Um dia, cheia de boa vontade (ou loucura), decidi que, durante uma semana inteira, seriam as piolhas a escolher a roupa que eu levaria para o trabalho, reuniões, apresentações, saídas, etc. Elas escolheriam a roupa e eu os acessórios. O calçado ficava por conta delas no caso de eu ter dúvidas sobre qual ficaria melhor.

Levei as piolhas para o meu quarto, abri as portas do roupeiro e as gavetas e disse-lhes onde estavam as roupas de verão (não fossem elas querer pôr-me de golas altas na altura mais quente do ano) e quais as peças que não posso usar agora (por questões de saúde). Elas escolheram o que quiseram para cada dia da semana e eu organizei um montinho com as escolhas delas e coloquei na cadeira do quarto, à vista de todos. O marido só se ria.

E, interpus, como objetivo o seguinte: se não me sentisse bem com as roupas escolhidas (apesar de estar prometido andar com elas no dia estipulado) é porque não valia a pena ter aquelas peças em casa (e iria dá-las ou colocá-las no contentor de recolha de roupa).

E sujeitei-me...

 

E fiquei supreendida. Apesar de ter muitas vezes as pernas ao léu, as escolhas até foram muito boas! E, não fossem elas, provavelmente, aquele vestido rosa não teria saído tão cedo do armário ou teria sido usado numa saída de praia...

 

Eis o resultado final:

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 Que tal? Uma boa surpresa, não? Hei-de repetir para todas as estações, ou seja, pelo Outono, farei novo jogo destes e, daí em diante, para ver a evolução dos gostos e no que dá. E sujeito-me pois...

 

 

E, agora, um desafio: quem se deixa vestir pelos filhos/sobrinhos/netos e tem a coragem de partilhar? Alguém se atreve?

Para os mais corajosos, podem enviar os resultados por mail ou postar no facebook do t2para4! Atrevam-se! É uma experiência muito gira! Basta uma foto como as minhas, imagens unidas no word e captura pelo paint. Feito! Quem arrisca?

 

 

 

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publicado às 22:02

Old vs new - fotografar à séria!

por t2para4, em 11.07.15

As piolhas tiram imensas fotografias (principalmente aos poneis) com os nossos telemóveis ou os seus tablets. E colaboram imenso quando lhes pedimos para tirarem uma foto ao pai ou à mãe, evitando selfies desajeitadas ou temporizadores. E tudo isto é tão simples e rápido como pôr o dedo em cima de um monitor onde está um círculo...

 

Ontem fomos ver as ruas de Tomar enfeitadas para a Festa dos Tabuleiros e levámos a nossa velhinha companheira de fotos, a 1ª coisa supérflua que comprámos, há quase 10 anos, com um subsídio de férias quando casámos: Canon 350d. Ainda (só) vai nos 7 mil e tal disparos, estamos com um problema de abertura do diafragma numa das lentes (a mais pequena, que veio de origem com a máquina) mas descobrimos que se não abrirmos a lente até ao grau mais afastado, a máquina não dá erro, pelo que, enquanto podermos e ela colaborar, esta nossa relíquia anda connosco. Não há nada como focar em condições, sem ter que sair do lugar. E não é zoom nem foco digital que acaba pixelizado, é mesmo foco de objetiva. Uma maravilha.

 

Pedi às piolhas para nos tirarem uma foto, a mim e ao pai juntos. Nem me ocorreu que não fosse intuitivo mexer naquilo, do género, segura, olha e carrega para disparar.

Foi...  O horror, o drama, a tragédia.

- Primeiro foi um problema com o peso da máquina (e só tinha a lente mais pequena...)

- Depois, onde agarrar a máquina e colocar as mãos sem mexer em todos os botões laterais

- O olhar para o quadradinho com um olho aberto enquanto o outro pisca porqu eo monitor só mostra a imagem depois da foto tirada.

- O focar sem mexer na objetiva porque nem seuqre sabem como se mexe naquilo

- O ruído da máquina ao focar sozinha e ao apitar para informar da luminosidade

- O carregar com pressão no botão para tirar a foto.

 

 

Entre "tenho medo" e "a máquina está a dar erro" (era o tal beep da luminosidade e não um erro), "não consigo" (pois é preciso carregar num botão físico e não num monitor), só conseguiram tirar 2 fotografias e, ainda por cima, levámos com flare mesmo no meio da tola. Nem quero imaginar o horror que seria se isto se passasse com uma máquina de rolo... Ai a despesa...

 

 

Por isso, hoje, andamos em fase de testes para que, na próxima saída, tenhamos as piolhas super à vontade com máquinas à séria, a tirar fotos como umas profissionais, a saber mexer em algo que não seja num écrã tátil. Porque, muitas vezes, voltar ao passado não é assim tão mau quanto isso!

 

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publicado às 13:12

A 1ª ida ao cinema

por t2para4, em 07.07.15

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Fomos ao cinema. Cinema a sério, com sala às escuras e som habitual, não as sessões que costumam fazer-se de vez em quando para crianças com  necessidades especiais.

Fomos ver o "Divertida-mente (Inside Out)" por imensas razões:

- as piolhas viram o trailler n vezes no Disney Junior;

- uma delas repete exaustivamente "Quê, mulher? O quê??" e ri-se imenso;

- estamos de férias;

- o enredo e as personagens são assuntos que tratámos em terapia da fala, educação especial e até cá em casa, isto é, passamos a nossa vida a analisar emoções para as podermos reconhecer.

 

Lá fomos nós. Nem queria acreditar na minha sorte... Ir ao cinema, de boa vontade, em família!!! Uauuuuu!!!!!!!!!!!!

Tivemos uma pequena preparação prévia: avisei das alterações de luz e som (embora, no carro o nosso rádio nunca esteja abaixo dos 25 de volume), descrevi o interior da sala, pesquisámos juntas os preços e horários da sessão, prometi um balde de pipocas. Ainda me ri com a preocupação de uma delas em saber se tinham idade suficiente para poder assistir ao filme (ehehheheheheheh, private joke of ours porque perguntamos-lhes se querem ir ver o James Bond em novembro mas elas, espertas, sabem que aquilo será apenas  para maiores de 14 e respondem sempre que não, porque não podem - e não estão para aí viradas, pois James Bond, é na TV).

 

Já de bilhetes comprados, entrámos e escolhemos os nossos lugares, bem cá atrás como eu gosto. Avisei que as luzes iriam baixar um pouco durante a publicidade antes do filme começar e que o som era alto. Uma ainda deu um salto na cadeira quando começaram as marteladas da "Nós"... (seriously?? Com tanta maneira de começar é preciso começar logo pelas pancadinhas absurdas de má imitação de Molière?) mas o resto foi tranquilo e o meu "está tudo bem?" de 5 em 5 minutos, acabou por esmorecer.

 

O filme foi incrível. As piolhas estiveram impecáveis, super bem reguladas, muito concentradas. Perceberam bem o filme, gostaram e uma delas chorou imenso na parte mais emotiva... É um coração doce, aquela minha princesa... Rimos juntas, gargalhámos juntas, emocionámo-nos juntas. E queremos voltar juntas!!! Talvez haja uma próxima ida em breve.

Tivemos uma descompensação no final. Mas contava com isso. Sabia que iria ser complicado gerir, cá fora, todo aquele controlo e regulação. Mas, ainda assim, passada essa fase má, valeu a pena. Neste momento, cá por casa, só se fala da experiência, contada com detalhe ao pai, que estava a trabalhar nesse dia.

 

 

Não há qualquer dúvida de que estão a crescer e a conquistar maturidade neurológica para adquirir tanto tanto que, para outros, para os seus pares, já está mais do que assimilado e garantido. E são passinhos destes que me orgulham tanto do quanto já são capazes de fazer e de gostar. Ir ao cinema foi divertido e não assutador; foi giro e não medonho; foi confortável, apesar do escuro.

 

Vão ver o filme. Aproveitem porque explica muito muito bem, com aquela qualidade a que a parceria Dinsey-Pixar já nos habituou, que somos muito mais do que áreas pretas e brancas, somos uma mistura de tantas emoções, todas elas coloridas e essenciais, todas elas de curta e longa duração, todas elas dentro de nós mesmos e que, com ou sem upgrades, nos definem. Isso explica muita coisa. Sem necessitar de palavras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:39

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