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Às vezes, recebo mensagens a perguntar como nos organizamos com a casa, trabalho, família, consultas/terapias. Sucintamente, tento mostrar da melhor forma possível como fazemos, até porque não há milagres, apenas adaptação.

 

Ao contrário do que algumas pessoas possam pensar, não temos empregada nem mulher-a-dias nem vizinha prestável e muito menos babysitter. Basicamente, somos nós e… bem, basicamente nós… Os avós maternos e tia estão muito presentes e são os únicos familiares sempre recetivos a ajudar quando precisamos. Ainda posso contar com mais duas amigas, também mães, que me ajudam quando os meus pais não estão e é só isso.

 

 

Como fazemos, então?

Organizamo-nos, dividimos tarefas, pedimos ajudas – sem abusos. Exemplos concretos:

-  Quando soubemos do diagnóstico e começámos a delinear um plano, acordámos entre nós, pais, qual reduziria horário para estar 100% disponível - mesmo estando a trabalhar fora de casa – para se deslocar fast and furious à escola/médico/terapias. Dada a instabilidade profissional da minha profissão e a possibilidade de aceitar horários reduzidos, foi fácil chegar a um consenso. Deixar de trabalhar não era opção – por vários motivos, desde pessoais a financeiros – portanto, fui concorrendo e aceitando horários em part-time que, ao longo dos anos, consegui ir alargando quase até a um horário completo, com a única grande condição de ter que ser geograficamente perto (fast and furious, remember? Se alguém me ligar da escola, tenho que conseguir estar lá em cerca de 20 minutos, máximo)

-  Até à entrada para o 1º ciclo, todas as terapias eram fora do horário escolar, o que me impedia de aceitar o que quer que fosse e, em muitos casos, até ter que meter atestado para poder estar presente em horários laborais. Agora, as sessões são dentro do horário letivo das piolhas mas as reuniões conjuntas não são marcadas por mim pelo que, se coincidirem com alguma aula minha, sabem o que acontece, certo? No entanto, não se pense que já que as terapias são durante as aulas, ficamos com tempo livre. Nada disso! Sessões de motricidade, piscina, reuniões com as equipas, consultas, etc., é preciso eu ter um horário livre para as levar porque esses extras fazem parte da terapêutica que, no seu todo, tem permitido que evoluam a nível motor/de coordenação/equilíbrio, etc.

- Somos nós que as levamos/trazemos da escola/terapias/consultas/piscina/etc. Dependendo da combinação dos nossos horários, sempre com a salvaguarda do ATL – para casos de atraso nas viagens e/ou trabalho até mais tarde que o horário das piolhas – lá vai um levar e outro buscar. E somos sempre nós a levá-las porque as consultas/terapias/etc não vêm a nossa casa e a avó não conduz, o avô não pode e a tia sai tarde demais… Lá calha, às vezes, terem que ficar com os avós - eu levo-as lá - mas, para evitar a sobrecarga, principalmente ao final do dia, lá tentamos fazer com que os nossos horários deem. Quando os avós não podem, tenho 2 opções: ou vão comigo para o meu trabalho (como é na minha atividade freelance, tenho essa abertura), ou uma amiga fica com elas. Sabendo como elas são, acrescido ao facto de as minhas amigas já terem filhos, tento evitar ao máximo ter que lhes pedir… Confio de coração aberto mas não quero sobrecarregar nem abusar.

-  Redução de horário laboral fora de casa não implica menos trabalho em casa – I’m a teacher, remember? Tenho sempre aulas para preparar porque, na maioria das situações, nem sequer tenho manual. Além disso, parte desse horário livre é para outras tarefas (consultas, reuniões, deslocações, etc.). Como em qualquer casa com crianças, é incrível a quantidade de roupa que parece nascer em qualquer canto. Há sempre roupa para estender/apanhar/dobrar/passar/arrumar. E pó para limpar, chão para aspirar e lavar, camas para fazer, enfim… estão a ver a cena domestica, certo? Não temos uma D. Maria a vir fazer umas horinhas para passar a ferro ou aspirar – há o marido e eu. Sem tarefas atribuídas, o que tiver menos que fazer no momento, vai adiantando serviço. Ajuda imenso não ter dias marcados na agenda para limpezas. Quando há disponibilidade, faz-se uma limpeza profunda, senão, há pequenas tarefas mais ou menos diárias que são sempre feitas. A nossa casa é para vivermos nela, não para acharmos que é só para limpar e fazê-la parecer-se com imagens impossíveis de revistas. Não há quarto de brinquedos: brinca-se em todo o lado da casa e, no final, arruma-se tudo. E suamos as estopinhas para incutir esse princípio nas piolhas...

-  Não há passeios/saídas/fins de semana/escapadinhas whatever whatever a dois porque não há – nem confiamos – babysitter nem vou pedir aos avós/tia/amigas que fiquem com elas, não nos faz muito sentido. Nós a laurear a pevide e outros com as nossas filhas? Não nos faz muito sentido, pronto. Se o marido tiver uma folga e for compatível com o meu horário, aproveitamos que as piolhas estão na escola e vamos almoçar fora ou dar uma volta a dois. Fora disso, saímos a 4 e (a)guardamos as escapadinhas para quando elas já não quiserem andar em público com os cotas dos pais.

 

Não nos consideramos melhores nem piores que outros pais, apenas gerimos as coisas de forma diferente, pensamos de foram diferente de alguns dos nossos colegas de geração. Vamos adaptando-nos ao que vai surgindo. Ainda que isso implique uma enorme flexibilidade ou o incumprimento de algumas tarefas, que acabam por ser feitas mais tarde. Pode não ser a melhor das soluções - não é de todo muito agradável chegar a casa para almoçar e ter que gerir alquele tempo entre almoço e fazer o jantar para ter tudo pronto quando chegarmos a casa já depois das 20h e não atrapalhar as rotinas que nos custaram tanto a implementar e que, deus nos livre se saem dos carris... - mas é o que vai resultando connosco.

 

Agradecem-se ideias novas ou sugestões. Como se organizam por esses lados? Há mais alguém que seja o género "one couple show" como nós ou têm ajuda? Os familiares ajudam ou, como nós, só podem contar com alguns?

 

 

 

 

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publicado às 20:55

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