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"60 minutes" O mundo de Jacob Barnett

por t2para4, em 04.09.13

Pelas mãos da queridíssima Sandra, fiquei a conhecer o Jake. O título do post até parece apontar para corridas de carros de altas gamas mas bem longe disso. Pode apontar para corridas sim, mas contra o autismo. Aliás, contra os estigmas criados pelo autismo, contra a contínua ignorância das pessoas, contra uma série de coisas. Nós já sabemos bem o que temos em casa, por isso, faço minhas as palavras do Jonh Locke do "Lost": "Não me digam o que não posso fazer."

Aqui a grande diferença é que o miúdo é um super génio mas a grande semelhança vem no que sentimos. Muitas vezes, olhamos para as piolhas e pensamos "porra, de certeza que se enganaram no raio do diagnóstico. A PEA delas já era!" mas, de repente, lá vem algo que nos faz descer à terra e encarar de frente a realidade e apercebermo-nos de que ela está lá, bem disfarçada, mas está lá e é preciso lidar com elas todos - todos - os dias.

 

Partilho, então, os videos em português e em inglês:

 

E este é o site oficial do Jake: http://www.myjacobsplace.org/

Não preciso que alguém me diga que o autismo não são só casos brilhantes e geniais e blá blá blá mi mi mi. Eu sei disso. Eu trabalho com isso. Eu conheço crianças que não têm estes níveis de competências e nunca terão uma evolução semelhante às das piolhas, por exemplo. Não pretendo ser criticada por colocar este ou aquele artigo. Sei o que é o Autismo, sei o que nos espera um diagnóstico destes,  mas também sei que há pais que lutam tanto ou mais que eu ou que os pais do Jake para proporcionar o melhor aos filhos. E, muitas vezes, como senti há anos trás, sozinha, o melhor pode ser apenas uma boa noite de sono ou uma birra que tenha durado apenas 15 minutos em vez de 40.
O caminho faz-se caminhando e, muita svezes (vezes demais!) com um passo para a frente, dois para trás, com desvios mas sempre a caminhar. 

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publicado às 15:51

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5 comentários

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De Isabel a 04.09.2013 às 18:21

Genial este pequeno "Homem" e sim existem casos e casos, mas nem tudo o que é genial é bom sinal não é? Esta criança se calhar nem chegou a ser criança como as outras... é difícil explicar, estes pais também devem sofrer imenso, ou sofreram,... 


Força, BJS


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De t2para4 a 04.09.2013 às 20:52

Quando há trabalho demais por trás de qualquer problema, muitas vezes, cai-se no erro de esquecer que eles também são crianças... Eu já ouvi falar de casos de crianças (nas ações de formação a que vou) que estão em constante trabalho estruturado mais de 8 h por dia. É necessário para haver evolução mas, muitas  vezes, esquecemo-nos de que, em casa, por uns momentos, aquela criança pode ir correr descalça na relva ou andar nua no corredor de casa, só porque lhe sabe bem e porque gosta... 
Uma das coisas que sempre exigi no que fazíamos com as piolhas era que elas tivessem tempo para brincar, ainda que fossem brincadeiras sem sentido. Isso também é importante.
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De MiaMartin a 26.10.2013 às 18:14

Já conversei um pouco com ele e com a mãe dele, online.
Ela é muito simpática e acessível, ele é um doce, e muito engraçado quando se entusiasma a falar daquilo que gosta (essencialmente porque eu de matemática não percebo absolutamente NADA... mas pronto, lá consegui falar um pouco de astronomia...

Acho que se ela viesse cá dar um workshop, sinceramente, fazia das tripas coração para angariar fundos para ir.
E eu não sou muito disso...
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De MiaMartin a 26.10.2013 às 18:17

Uma das preocupações dos pais do Jake foi permitirem que ele fosse criança...
Afastaram-se da maior parte das terapias, e mantiveram o floortime - que como sabem, usa a brincadeira como base para tudo.
Depois foram viver para uma quinta, onde lhe era permitido (a ele e aos irmãos) fazerem aquilo de que mais gostavam.
Se virem a TED Talk do Jake, um dos dramas dos pais era verem o filho fechado em casa a fazer equações matemáticas, e chegaram a proibi-lo de trabalhar se não fosse brincar para o parque
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De t2para4 a 26.10.2013 às 18:30

Mia, simplesmente brilhante! E eu faria como tu, tentaria ir vê-la e assistir a um workshop ou palestra. Concordo a 100% com a decisão dela em obrigar os filhos a serem crianças. Aliás, é uma das coisas que mais defendo (daí as piolhas não estarem inscritas em nenhuma atividade pós-aulas - ponderamos a equitação por elas gostarem de cavalos. não como terapia, e só se for ao sábado de tarde). Já o disse aqui no blog vária svezes e digo-o em todas as consultas: com ou sem terapias, eu quero que as minhas filhas tenham tempo para brincar, para serem crianças - agora, não daqui a 5 anos!
Tenho pensado muito no Jake ultimamente por causa das obsessões e do interesse fenomenal dele num tema muito específico. Ainda tenho que ler um pouco mais sobre ele e o processo dele (a Daniela emprestou-me o livro e vou começar a lê-lo este fim de semana).
beijos grandes!


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