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Síntese de "Embrasser le ciel immense"

por t2para4, em 30.03.11

Este livro foi uma das minhas mais recentes leituras. Não gostei muito, para ser sincera. Apesar de ter sido escrito por um austista de alto rendimento e de ter aprendido muita coisa e ter revisto outras que só lera e estudara na faculdade, acho que falta aqui aquele je-ne-sais-quoi que a Temple Grandin tem, por exemplo. Em português do bom, achei o autor um grande convencido.

 

Bem, de tudo o que li, acho que o mais importante a retirar são estes aspectos:

- ainda se tem a noção estereotipada (de esterótipo e não de esterotipia) de que um autista é um ser quase ET e que é igual ao que aparece nos filmes. O autor mostra que conseguiu ter uma evolução fantástica desde a sua infância, cheia de sinais tipicamente autistas e dificuldades de comunicação e relacionamento, até à idade adulta onde tem uma vida independente, uma carreira profissional, uma relação amorosa e amigos.

- quando se fala em autismo de alto rendimento pensa-se em génios mas com deficiências que acabam por ser visíveis. Hoje, essa visão é mais humana e bem menos estereotipada.

- a memória de um autista pode ser extraordinariamente boa em determinadas áreas mas mostrar "falhas" em outras, como por exemplo, no reconhecimento de rostos, devido à complexidade que é a figura humana. O autor faz também referência ao modo de pensar por associação (o que me lembrou muito as minhas piolhas que acabam, muitas vezes, por falar de coisas que ninguém percebe devido às associações mentais que fazem, por exemplo, "mãe, quedo mochila para banho" (=mãe, quero ir às cavalitas até ao banho))

- o autor fala também da lingaugem criptofásica dos gémeos. Se não fosse a terapia da fala acho que as minhas ainda hoje falariam assim... A verdade é que, sem ninguém entender uma única palavra do que elas diziam, elas entendiam-se e conversavam. E as suas conversas tinham trocas de turnos, interrogações, exclamações e possivelmente formas únicas de gramática porque não há linguagem sem gramática. Claro que havia sons semelhantes aos nossos mas era algo impressionante. Daniel Tammet fala disto mas acho que caba por complicar mais do que explicar devido ao exemplo que escolheu.

- antigamente pensava-se que a criatividade dos autistas era rígida e literal, formas de imitação dos outros. Nada mais errado pois estes individuos funcionam do mesmo modo que nós, não-autistas: somos criativos se algo nos chama a atenção!

- há, finalmente e ainda, a questão da causa de autismo ser devido às vacinas que se administram por volta dos 18 meses. O autor não concorda com este rumor e consequentes estudos que se lhe seguiram (e sinceramente eu também não. Não nego a relação entre mercúrio/autismo/outras doenças mas porquê em apenas algumas (poucas) crianças e não em todas, já que todas levam a mesma dose e a mesma vacina?)

 

Fica a síntese. Talvez ajude.

Boas leituras.

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publicado às 22:53

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