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Estratégia para usar quando a criança tem crises de choro - Programa SON RISE

por Vencer Autismo a Domingo, 1 de Maio de 2011 às 13:27
 

Olá a todos!

Quando vemos a nossa criança chorar, o que sentimos? O que nos passa pela cabeça? Talvez para alguns, a resposta a esta pergunta seja; quando a vejo chorar sinto um certo desconforto. Muitos sentirão tristeza e culpa pois podem achar que tem algo a ver com o facto de ela estar a chorar. Outros acharão que são responsáveis pela facto da criança estar infeliz. Alguns podem até pensar que chorar poderá fazer mal á criança, por isso fazemos tudo que está ao nosso alcance para que fique tudo bem e que a criança pare de chorar. Reagimos e respondemos quando a criança chora (dando-lhe por exemplo algo que elas querem) e com isto aaprendem que chorar é uma forma efectiva de comunicar o que querem e o que não querem e que se chorarem conseguem mover o “mundo” para terem tudo que querem!

Como disse no paragrafo anterior, o choro da criança é uma forma de comunicação. As crianças choram porque nos estão a tentar dizer algo. Não significa que estejam tristes ou zangadas. Significa apenas que nos querem dizer algo. Quando reagimos e respondemos ao choro, estamos a dizer á criança que esta é uma forma de comunicar com os outros.

 

Queremos ajudar as nossas crianças a entender que chorar não é a forma mais efectiva de comunicar. Para fazer isto vou dar-vos algumas técnicas que podem implementar em casa com a vossa criança – VAI AJUDAR-VOS

 

Primeiro devemos começar com a nossa atitude. Perceber que a criança quando chora está apenas a comunicar algo para nós e para o mundo. É importante que tenhamos uma atitude calma e que transmitamos amor ( mesmo que eles estejam a chorar porque bateram com a cabeça ou se auto agrediram) Quando nos sentimos confortáveis, a criança sente-se segura e protegida, o que leva a que também se acalme.

Segundo, é importante não reagir. Queremos que a criança saiba que chorar não vai mudar o mundo e que não o vai fazer alterar a sua atitude e decisão.

 

A noite passada a minha filha teve uma crise de choro depois de eu lhe ter explicado que ela não iria á festa da escola ( devido a incidente que tinha anteriormente acontecido). Ela começou a saltar na cama durante cerca de uma hora, enquanto gentilmente mordia os braços e batia na cara. Imediatamente afastei-me para me poder acalmar e ajuda-la. Eu não estava a reagir aos gritos, ou preocupada porque ela se estava a auto-agredir. Sabia que ela iria ficar bem. Nunca vi ninguém morrer por chorar, por isso decidi deixa-la estar. Relativamente ao facto de se estar a morder e a bater-se, consegui ver que ela não estava a morder-se de forma a ficar sem pele, nem a bater-se com força suficiente para se aleijar verdadeiramente, por isso deixei-a estar. O que é que eu fiz? Saí e fui para um local ainda mais calmo do que o anterior, confiando em mim, sabendo que ela iria resolver a situação – apesar de não ir á festa.

 

Quando acalmou, decidi explicar-lhe. As explicações dão-lhes uma imagem clara da razão que nos levou a tomar aquela decisão e o porquê, e porque acreditamos que chorar não vai ser útil como forma de eles conseguirem o que querem ou como forma de dizerem o que querem dizer. Calmamente dirigi-me a ela e expliquei-lhe: “ Quero ajudar-te, e não sei o que me queres dizer quando estás aos gritos”. A minha filha continuou a chorar, eu mantive-me calma e com uma atitude carinhosa e sentei-me ao lado dela. Ela então gritou “ Eu quero ir á festa da escola.” Uma vez mais, mantive-me calma e disse-lhe:” Mesmo sabendo que é isso que queres, não vamos á festa. Não há problema se quiseres chorar; mas não vai alterar o facto de tu não ires á festa”.  Depois de ter explicado isto á minha filha, ela saltou ainda mais alto na cama, agrediu-se ainda com  mais força, e gritou ainda mais alto do que anteriormente.

 

Assim que a crise começou a ficar mais intensa, decidi que iria sentar-me ao lado dela, enquanto gritava, sem dizer nada. Estava claro que ela iria continuar a gritar até querer parar. Sentei-me ao lado dela durante quase uma hora; não olhava para ela; nem reagia; estava e sentia-me confortável sentada ao fundo da cama dela.

 

Após 50 minutos a minha filha começou a acalmar e sentou-se na cama. Olhou para mim e disse:” Eu quero ir á festa da escola ! Estou triste por não poder ir!” A minha resposta foi gentil, carinhosa e calorosa: “ obrigada por me dizeres isso. Efectivamente não vais á festa, mas sabes que te amo muito” Com um gemido, a minha filha disse “ Eu também te amo,” e deitou-se silenciosamente na cama.

 

Na situação acima, usei os princípios do programa SON RISE para ajudar a minha filha com o choro, que por sua vez ajuda-a a comunicar mais efectivamente. Ela aprendeu também que chorar não altera nada daquilo que ficou decidido.

Não reagir, ser calmo, consistente e estar confortável com a situação, é o maior presente que podem dar aos vossos filhos quando eles tem uma crise. Espero que tenham a oportunidade de usar isto brevemente.

 

Amanda Louison – terapeuta do programa SON RISE

Traduzido por Vencer Autismo

 

 

 

Esta informação foi retirada do perfil do Facebook da Associação Vencer Autismo.

Apesar de me parecer útil, confesso que nunca experimentei algumas das estratégias referidas, talvez pelo facto de a faixa etária ser diferente. No entanto, tal como a mãe neste texto, tento acalmar-me ou acalmar as piolhas quando começam com crises deste género. E, apesar de tudo, agora é-me mais fácil lidar com estas crises do que era há tempos atrás porque eu acabava por me enervar, elas também e íamos a três num crescendo de emoções que nunca acabava em bem.

Agora, depois de marcar a minha firmez, não vejo outra solução senão deixá-las chorar... Até que, consigam ter uma abertura na sua choradeira para que eu possa conversar com elas e explicar porque estão assim e o que pode acontecer depois.

Eu dou um exemplo concreto: esta semana, uma das piolhas esqueceu-se da sua carteira cheia de animais em casa e só se lembrou quando íamos na escada. Claro que poderíamos ter voltado para trás mas não quis e não deixei. Além disso, ela já levava 3 bonecos nas mãos e mal tinha espaço para mais. Começou a chorar e a gritar. E eu na boa, com calma, a conduzi-la até à garagem para que não caisse. Chegámos ao carro e ela começa a arquear o corpo para que não lhe pusesse as alças da cadeirinha e a puxar o vómito. Ralhei-lhe e prometi-lhe que se vomitasse, ficaria com a roupa suja todo o dia (e ela estava toda vaidosa com uma roupa nova, antes de começar com o choro). Lá passou o vómito mas continuou o choro. E isto foi assim durante os 4 ou 5 km de que vão de nossa casa ao infantário. Nos intervalos do choro, lá lhe explicava que os animais estavam bem em casa e que não precisava de estar triste e chorar. Pode não ter adiantado nada mas fui falando calmamente com ela.

Chegadas ao infantário, quis colo e eu dei. A educadora e auxiliar receberam-nos muito bem e passado pouco tempo, enxugou as lágrimas e passou. Ainda assim, não é fácil lidar com isto e com o "pós-choro": a piolha estava transpirada, desgrenhada, com os olhos inchados. Quando fiquei sozinha, a minha cabeça ainda ecoava os gritos dela...

 

Falta trabalhar esta necessidade de auto-regulação. Esperemos que seja para breve. Entretanto, tentar outra sabordagens não custa...

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publicado às 13:36

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