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O terapeuta da fala das piolhas convidou-me para uma reunião com o dr. Dave Hewett, alguns terapeutas (da fala e ocupacionais) e pais de crianças com necessidades especiais. A ideia era que eu auxiliasse com a tradução, se fosse necessário. Aceitei de bom grado e ainda bem pois gostei bastante e aprendi muitas coisas. Ao longo da reunião fui tirando algumas notas que partilho agora aqui.

No final estive um pouco à conversa com o orador e achei-o muito acessível, sem pretensões ou falsas modéstias. É uma pessoa muito humana, extremamente sensível e muito sensata nas suas palavras.

 

A sessão decorreu com a visualização de pequenos vídeos relativos a situaçõs concretas do dia a dia utilizando a interacção intensiva para fazer com que os intervenientes começassem a comunicar e o próprio orador ia explicando o que fazia e como fazia.


Antes de mais, é necessário sabermos que a comunicação surge ainda antes do próprio discurso e da linguagem (seja ela qual for) e isto exige atenção, troca de turnos, comportamentos, tomar e suster a atenção, contacto ocular, expressões faciais e comunicação não-verbal, vocalização (voz - articulação e significado o que constitui a fala).

 

Uma das questões levantadas por um pai foi sobre podermos ser nós a fazer este tipo de actividades em casa: do que precisamos? Como fazemos?
Bem, este conjunto pode auxiliar-nos:
- actividades simples que tenham como objecto principal o nosso corpo e expressões corporais,
- situações da vida real,
- prática frequente,
- actividades simples e calmas com um bom ritmo,
- desenvolvimento da actividade pelo terapeuta/pai/professor pela resposta do que a criança/adulto está a fazer e imitá-lo/a de modo a obter uma conexão,
- não produzir ou fazer demasiado,
- a repetitividade da actividade traz respostas que instigam a curiosidade e a motivação para experimentar, o que se traduz em novas conquistas para a criança/adulto com necessidades especiais.

 

É importante haver pausas entre actividades dinâmicas e estar sempre ao mesmo nível de altura da criança (é algo que tenho hábito de fazer: baixo-me ao nível dos olhos das piolhas para falar com elas ou abraçá-las - por isso, não uso vestidos curtos, eh eh eh). As actividades devem igualmente ser lúdicas e relaxantes.


A interacção intensiva não é nada mais do que o uso do processo de aprendizagem da comunicação de bebés (imitação, repetição, gestos, sons, etc.) em crianças e adultos com perturbações autistas. Mesmo aqui, as actividades de silêncio são fundamentais e fazem sentido porque permitem a sua apreensão; insistir nos tempos de espera. Qualquer actividade que se escolha e se faça tem que ser divertida nos dois sentidos - para quem ensina e para quem aprende.
Este método está mais desenvolvido para crianças que não falam e a quem faltam os fundamentos da comunicação (contacto ocular, troca de turnos, iniciativa) - é aí que pode incluir a interacção intensiva, que também pode aplicar-se em adultos com deficiências gravíssimas.

Visão, audição, olfacto e toque: a troca comunicativa pode usar todos estes sentidos mesmo que um deles falhe.

 

Há que ter em consideração que o que se faz com este método é tratar/minimizar os efeitos do autismo e não curar. Por vezes, interpreta-se erradamente o que s elê e ouve e acredita-se numa cura que não existe. Não é este o caso; o próprio orador insistiu que se procura minimizar e tratar, não curar.

 

 

Mais informações disponíveis em intensiveinteraction.co.uk

 

 

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My little girls' speech therapist invited me into a meeting with dr. Dave Hewett, some therapists (speech and occupational therapists) and children with special needs parents. it was supposed I would help translating, if necessary. I accepted willingly and I'm glad I did it because I liked it very much and I learned a lot. Along the meeting I took some notes I share here now.

At the end, I talked a little with the speaker and I found him a very accessible person, with no pretensions or false modesty. He is very human, extremely sensitive and very wise with words.

 

The session counted with the viewing of small videos relative to daily concrete situations using intensive interaction in order to make the involved people to start communicating while the speaker was explaining what he was doing and how he was doing it.

 

First of all, it is necessary we know communication arouses even before speech and language itself (whatever it may be) and this demands attention, taking/exchanging turns, behaviour, taking and sustaining attention, eye contact, facial expressions and non-verbal communication, vocalisations (voice - articulation and meaning, which constitutes speech).

One of the questions a father asked was if we could do thess kind of activities at home: what do we need? How do we do it?

Well, this assembly of items can help us:

- simple activities which have our body and body expressions as the main object,

- real life situations,

- regular practice,

- simple and calm activities but with a good flow,

-  parent/therapist/teacher develops the activity by responding to what the child/adult is doing and mimes in order to obtain a conexion,

- don't do/produce too much,

- the activity repetition brings answers which instigate curiosity and motivation to try it, which can be translated into new conquests for the child/adult with special needs.

 

It is important to have pauses between dynamic activities and be at the same level of height as the child (it is something I already do: I get down at the level of my girls' eyes to talk to them or hug them - that's why I don't use shorts dresses eh eh eh). The activities must be playful and more relaxed.

 

Intensive interaction is the use of the communicating learning process of babies (imitation, repetition, gestures, sounds, etc.) inn children and adults with autistic disorders. Even here, silent activities are fondamental and make sense because they allow their aprehension; we must insist on waiting times. Any chosen activity must be enjoyable in both ways - teacher and learner.

 

This method is more developed for children who don't speak and to whom lack the basis of communication (eye contact, exchange of turns, initiative) - and it is there we can include intensive interaction, also appliable on adults with seriously disabled.

Sight, sound, smell and touch: communication exchange can use all of these senses even if any one of them fails.


We must have in mind that waht this method does is treating/minimizing the effects of autism and it doens't seek a cure. Sometimes, we wrongly interpretate what we read or hear and we believe in a non-existant cure. That is not the case, in here; the speaker insisted we seek to minimize and treat, not to cure. 

 

More in intensiveinteraction.co.uk

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publicado às 10:21

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