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São sempre um stress... E o pior é que saio sempre do Centro de Saúde com a nítida impressão que parecemos mesmo uma família de doidos...

Não quis arriscar a levar as piolhas no carrinho de gémeos (versão lado-a-lado) por vergonha (porque já estão muito crescidas e o carrinho não é lá muito prático e fica pesadíssimo) e como havia a questão do despe-veste-pesa-mede pedi à avó para vir connosco.

 

Bem, houve o habitual tempo de espera e as brincadeiras para passar o tempo na sala de brinquedos. Dali fomos para o gabinete de enfermagem e começou a doidice:

- medir a tensão = gritos, espernear, mais gritos (mas, a custo, lá se conseguiu - não sei os valores)

- pesar = as sapatilhas voaram e houve saltinhos na balança e o querer agarrar a enfermeira mas lá se acalmaram (14, 5 kg uma piolha e 14, 6 kg a outra)

- medir = uma quis, a outra choramingou (e era só encostar à régua...) - 106 cm uma e 108 cm a outra

- ver os dentes = gritos e gritos e boca bem fechada quando se aproximava alguém. Informei eu das cáries.

- exame oftalmológico = gritos e gritos e mãe a tapar os olhos e a inventar mil estratagemas para que dissessem a porcaria das cores dos quadrados. Saiu uma salganhada de palavras em português e em inglês. Uma das piolhas quis fazer o exame sozinha e tapou ela os olhos, alternadamente. Menos mal

- petrímetro cefálico = não foi medido por causa da confusão... 

 

Entre inserir dados no computador, acalmar piolhas e pedir colaboração da avó, a enfermeira lá nos falou dos cheques-dentista e recomendou outra dentista para uma 2ª opinião. Vou ponderar (ou não).

 

Entrada no gabinete médico = doidice ao cubo elevado à sua potência máxima... Uma entra aos gritos, a outra entra de gatas com a avó a tentar segurá-la e a rir. Que vergonha... E ainda por cima estava lá uma médica estagiária... O nosso médico já sabe do que a casa gasta mas aquela ficou em estado de choque e perguntou se elas eram sempre assim. Respondi que no ano passado eram 10 vezes pior e que só lhes faltava subir ao tecto porque as paredes já elas trepavam.

Bem, dados da consulta: não é necessário fazer desparasitação interna (por causa da cadela pensei que fosse necessário), exames físicos normais, linguagem pouco desenvolvida para a idade (já se sabe o porquê), conhecimento de cores e outras áreas acima da média (por exemplo, elas já conhecem as 13 cores existentes em português e em inglês). Alguma dúvida que eu tenha, falar com ele e pronto. Vamos embora.

À saída, estava a chuviscar e uma das piolhas decide começar a correr e a puxar a avó que escorrega numa placa de metal e aterra no chão em força, levando a piolha consigo. De algum modo, lá deu um jeito ao corpo durante a queda, de modo a não bater com a bacia e a não magoar a piolha (nem sei como ela conseguiu). Fiquei para morrer. Pensei logo no pior porque ela tem osteoporose e vi-a caída de lado... Afinal ela magoou um pouco o joelho e estava bem. A piolha nem ai disse, só se preocupava com o vestido sujo de lama. 

Mal chegámos ao carro, ambas se limparam com toalhetes e a avó aplicou um pouco de pomada Arnica Gel (aquilo é um maravilha para evitar nódoas negras e contusões). Ainda insisti para que voltasse ao centro de saúde mas não quis. O médico veio à janela e expliquei-lhe o que se passara. Afinal, já houve mais quedas por causa da dita placa...

 

Bem, chegadas a casa, só queria era paz e sossego. A Íris ficou sozinha cerca de 2h30 e portou-se lindamente. Deixei-lhe a TV ligada e a máquina de filmar ligada para saber como se comportara e ganiu apenas um pouco cerca de 40 minutos depois de sairmos. Linda menina!

 

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publicado às 21:41

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