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É frustrante! - It's frustrating!

por t2para4, em 15.10.11

Quando é que conseguiremos ter uma refeição normal ainda que seja um mero lanche?? Uma simples refeição sem gritos, nem birras, nem fitas, nem vómitos, nem choros, nem vómitos, nem choros, nem vómitos, nem choros, nem vómitos, nem choros, nem vómitos, nem choros, nem vómitos,nem choros, nem vómitos,nem choros, nem vómitos (repetitivo? Imagine-se isto quase diariamente cá por casa!)

Será pedir muito???? 

 

Como é que é possível haver uma tão grande evolução em áreas tão distintas e saberem fazer coisas tão próprias de 5, 6 ou mesmo 7 anos mas depois regridem desastrosamente na sua relação com a comida? Passámos dos lanches e merendas de pão ou iogurtes para fruta triturada e cozida (elas que nem em bebés comiam fruta cozida!!) e se comem o prato principal já temos de fazer uma festa como se fosse a 1º experiência com isso... Bolas. Passamos a vida nisto. A andar para a frente e para trás... E passamos (eu e elas) a vida a inventar estratégias para colmatar estes desvios... Será sempre assim? Que fizeram elas para merecer isto?

 

No outro dia, o terapeuta da fala deu-me um pouco de chá da realidade: por muitas estratégias que as piolhas encontrem e adaptem para si, por muitos truques que venham a desenvolver, haverá sempre dificuldade em lidar com a frustração (mesmo que seja o mero cancelar de um concerto, por exemplo), com as emoções, como gerir as emoções e até mesmo identificá-las e em contexto laboral não será fácil. Terão a ajuda de um terapeuta ou de um psicólogo... Fiquei com a ideia de que isto será algo que vai mesmo acompanhá-las para sempre. E para sempre eu não estarei cá para as ajudar. E para sempre, mesmo autónomas, não deixam de ser as minhas piolhas a precisar sempre de quem as ajude... Merd@.

 

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When will we ever have a normal meal even if it is a mere snack?? A simple meal with no screaming, no tamtruns, no yelling, no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting, no crying,no vomiting (repetitive? Imagine this almost every day around here!) 
Is it to much to ask????
How is it possible have such a huge evolution in so distinct areas and knowing to do things characteristic to 5,6 or 7-year-old children but the they retrocess desastrously in their relationship with the food? We went from bread and yogurts snacks to mashed cooked fruit (they didn't have their fruit cooked when they were babies!!) and if they eat the main plate we party as if it was our 1st exeperience... Damn. We're stuck with this. Moving back and forth... And we spend our (mine and theirs) time making up strategies to overcome these deflections... Will it always be like this? What have they done to deserve this?
The other day, our Speech therapist gave me some reality tea: no matter the amount of strategies my little girls find and adapt to themselves, no matter the amount of tricks they come to develop, there will always be some difficulty dealing with frustration (even if it is the simple calling off of a concert, for example), with emotions, manage emotions or even identifying them and it won't be easy for them in a working context. They will have to have the help of a therapist or a psychologist... I got the idea it would be something that will be with them for ever. And for ever I won't be here to help them. And for ever, even if they are autonomous, they are still my little girls always needing soomeone to help them... Sh£t.

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publicado às 17:43

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6 comentários

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De Diana a 17.10.2011 às 17:23

Entendo perfeitamente sua frustração.Avanços comemorados num dia e regressos noutro.
Às vezes,dá vontade de pegar no colo e embalar como a um bebezinho,assim ,por uma eternidade.Mas mesmo isso, é tão difícil e é tão frustrante.
Fica o meu grande abraço.
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De t2para4 a 20.10.2011 às 14:25

Olá!


Obrigada pelas suas palavras. É verdade que,às vezes, estes retrocessos são quase desesperantes mas lá vão mostrando evolução e isso é bom...


Força para aí também!! Beijinhos
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De Caetano J. a 20.10.2011 às 04:40

Sei muito bem como é isso, meu filho de 6 tem autismo e às vezes regride para alguns comportamentos de bebê. É frustrante sim (e muito, de cair em choro), mas ele também tem seus progressos, e mesmo com todos os passos pra trás, comparando com o menino de 1 ano atrás, ele deu um passo gigantesco.

Tente ler um pouco sobre Tito Mukhopadhyay, um autista "severo" que aprendeu outras línguas, escreveu livros, entre outras coisas. Foi onde eu aprendi que até os casos mais totais do autismo podem ser alcançados e trazidos aqui para o mundo externo.
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De t2para4 a 20.10.2011 às 14:30

Olá, bem vindo e muito obrigada pelas suas palavras e sugestões.


Felizmente, as minhas piolhas têm "apenas" perturbação do espectro autista mas, de facto, há sempre esta montanha russa de evoluções e retrocessos... E, muitas vezes, o desespero e a frustração advêm de não saber o quer mais inventar para podermos ultrapassar isso... Mas, enfim, vamos tentando e nunca desistindo.


Boa continuação para si e para o seu filhote e muita força!
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De Caetano J. a 21.10.2011 às 19:40

Te desejo o mesmo :)
E é bem uma guerra mesmo, e em terreno desconhecido. Recuar às vezes é uma estratégia, às vezes não tem estratégia, e às vezes a gente só quer proteger o que já foi conquistado. A questão é enxergar pra frente ;)
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De t2para4 a 23.10.2011 às 11:50

Já não é a primeira vez que me encontro com expressões desse género (ter que recuar para poder avançar) e cada vez me convenço mais que, às vezes, tem de ser assim mesmo. É frustrante e quase ilógico - recuar para avançar?! - mas nos nossos casos, faz sentido, não é?


Boa continuação!

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