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Venho pedir a quem acompanha o nosso caminho e nos vem ler de vez em quando um pequeno auxílio: procuro ter conhecimento de estratégias da área da terapia ocupacional que eu possa fazer em casa com as piolhas. 

Explicando melhor: apesar de ter sido recomendado terem terapia ocupacional e termos já ido a uma consulta de fisiatria e (ainda) continuarmos em lista de espera, as piolha snunca tiveram sessões deste tipo de terapia. Aliado ao facto de ainda não terem tido um único dia de apoio do ensino especial, o comportamento delas - principalmente de uma delas - está a piorar e, a olhos exteriores, pode passar por má-educação. Eu sei que a hereditariedade, os genes, etc etc etc também ajudam à festa mas, a verdade, é que ela está muito teimosa, muito desafiadora, não sabe minimamente lidar com a frustração neste momento e encara tudo como uma contradição para ela, ou seja, se é para trabalhar ela brinca; se é para comer, ela quer dormir,... Também está a ser novidade gerir (e saber o que são) algumas novas emoções, tal como o ciúme, pois há meninos novos bem mais pequeninos no infantário que requerem a mesma atenção - em especial, durante as refeições. E mantém-se a estranha relação com a comida e todos os dias me surpreendem com algo bem mais avançado do que deveria ser normal saberem: contar até 20 em Inglês depois de ouvirem isso uma ou duas vezes, fazer encaixes de madeira para idades a partir dos 6 anos, fazer desenhos cada vez mais elaborados, ler pequenas palavras, escrever o seu nome e o da irmã... 

 

Neste momento, e porque não sou cega a esse ponto, vejo bem que a piolha porta-se mal também nas aulas de ginástica e na piscina. O mesmo tipo de comportamento é igual em casa, pelo que não pode ser influência do meio. Pode ser mimo a mais, proteção a mais, palmadas a mais, o que quiserem argumentar mas tentamos educá-las a ambas da mesma forma e o mais corretamente possível. Pode ser só uma fase mas pode ser também sinal de algo mais. Vou conversar com o nosso terapeuta da fala e expõr-lhe as minhas preocupações. Já falei com a educadora que me explicou exatamente como a piolha se comporta na escolinha.

 

Gostaria que partilhassem comigo o que costumam fazer nas sessões de terapia ocupacional e/ou como fazem com os vossos filhos quando eles andam comportamentalmente mais descontrolados (aumentar a medicação está absolutamente fora de questão). Que tipo de coisas fazem? Que estratégias usam nas sessões e em casa?

 

Desde já, o meu (nosso) obrigada pelas vossas respostas.

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publicado às 14:20

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9 comentários

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De Anónimo a 21.10.2011 às 20:35

Pra meu desespero, parar minhas coisas e assistir um filme com eles :) Meu menino também se acalma muito me vendo jogar no computador, no meu colo. Até ele decidir que quer jogar sozinho. Outra coisa que acalma ele são infográficos de revistas científicas (não que ele compreenda, por enquanto, ele gosta do colorido e da organização geométrica das informações).

Você tem que achar o canal de abertura delas (alguma coisa que elas respeitam e que estimule elas, o canal do meu é o computador) e usar aquilo tanto como uma ferramenta de aprendizado como um calmante.
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De t2para4 a 23.10.2011 às 11:54

Essa estratégia é a que venho fazendo desde sempre :) não resulta mais... As piolhas já sabem ligar e desligar o computador (e isso implica ligar e desligar cabos), iniciar sessões, procurar jogos, etc... 
De facto acalmam bastante com os seus desenhos animados favoritos mas isso não é enfrentar o problema e tentar resolvê-lo; cá em casa, essa estratégia, só o adia... 


O que costumo fazer, quando dá, é inclui-las nos meus afazeres (arrumar a casa, pôr a mesa, etc.) mas, lá está, é algo momentâneo... Vou experimentando mais coisas, alguma há-de resultar melhor, não é?


Força para aí também! E obrigada pela sugestão!
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De Caetano J. a 21.10.2011 às 20:45

Mais uma coisa pode ser frustração por não saber lidar com essas percepções novas. O meu tem uma dificuldade imensa com o estresse de não saber como reagir a uma emoção nova.

Nesse caso, você tem que conversar com elas sobre como é normal não saber lidar com as coisas e se irritar com isso, e que com o tempo elas vão aprender
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De t2para4 a 23.10.2011 às 12:04

Essa também foi uma das indicações dadas pelo nosso terapeuta da fala. Nem sempre é fácil falar com elas e tentá-las compreender o que sentem no meio de uma birra monumental mas faz-se o esforço. 


Agora sei que essa dificuldade e este comportamento é um atraso de desenvolvimento. Os médicos já me tinham didto que notaria sempre um desfasamento entre desenvolvimento e por isso é que são tão avançadas numas coisas e falham noutras. Não pensei que se manifestasse assim... Já estamos no caminho de tentar minimizar isto.


Boa continuação e obrigada pelas sugestões!
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De Caetano J. a 23.10.2011 às 15:17

No caso do meu, o computador ajudou bastante. Ele simplesmente perdia o controle com a sensação de derrota, fosse fazendo um simples nó ou tentando fazer a gente entender o que ele queria. Depois que eu comecei a colocar ele pra jogar alguns joguinhos como Super Mario, Sonic e similares, ele não só foi entendendo que a frustração se resolvia tentando de novo, como foi tomando o gosto por conquistar as coisas.

Enfim, elas têm que fazer alguma coisa com início, meio e fim, e uma conquista no meio. Nunca tinha pensado nisso, mas ajudar em casa é bom mesmo, é um jeito de executar uma tarefa com uma meta visível :)
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De t2para4 a 23.10.2011 às 16:49

Sim, essa é uma das premissas que a professora do ensino especial e os terapeutas batalham n«muito: executar uma tarefa com princípio,  meio e fim. O computador é mais uma coisa banal para elas: está ao seu alcance e podem usá-lo sempre e quando quiserem (a menos que estejam de castigo). Nem sempre lhes apetece apesar de terem jogos, browsers para elas, videos e histórias.


Ajudar em casa foi uma boa descoberta e elas são excelentes a fazer recados. Gostam de me ajudar e aprenderam bem rápido a fazer coisas como pôr a mesa ou arrumar a louça. Não chegam aos locais de arrumação mas dizem os locais para onde vão as coisas. Ocupa-as e regra-as. Já não é mau... :)
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De Diana a 24.10.2011 às 18:05

Bom, minha pequena faz terapia ocupacional,ou fazia,já que no momento está parada.Começou a fazer porque estava numa fase em que contrariava  a tudo .Se eu a chamava para  o banho,não queria, mas depois não saía sem uma birra.Pedia a mamadeira, mas quando eu lhe entregava,jogava ao chão.Roupas.....ah isso foi durante meses uma novela.Só aceitava pôr roupa de *princesa*(no caso vestidos),e tinha que ser somente os que queria.Desde março até agora há pouco estávamos passando por uns tempos de muito frio,então,imagina, deixamos de ir a vários lugares porque ela não queria trocar de roupa.Uniforme de escola nem em sonho,não é roupa de princesa.
Primeira sessão de T.O.(a única que eu pude acompanhar,já que a terapeuta disse que eu não poderia acompanhar as próximas)-  Sala com espelhos (fator que causa muitas estereotipias na minha pequena),caixa com brinquedos,imenso armário com todos os tipos de jogos imágináveis,mesa da terapeuta. Pequena entra na sala e vai direto ao espelho,dança, canta, conversa..com e espelho,pega brinquedos na caixa e vem me mostra, quer que eu brinque com ela.Em cima da mesa há um pacote de canetinhas,e logo já começaram os desenhos no papel, no braço,no rosto e na mesa.A terapeuta pediu que eu não interferisse e pediu pra que ela desenhasse só no papel,como não adiantou,a terapeuta recolheu as canetinha e guardou bem em cima do armário.Daí por diante,imagine,foi choro e birra e até xixi em mim.Fomos pra casa e até a noite ainda a pequena chorava.
Próximas sessões- Terapeuta vem a sala de espera e leva pequena que não chora ,mas também não responde a nenhum estímulo da terapeuta,sequer um olhar ou uma palavra.Depois de 8 sesões ,achei que ali entre as duas nã havia afinidade,e parei.No momento estou a procurar outra,e não é tarefa fácil, já que é caro,e preciso que haja interação entre elas.
A terapia ocupacional tem por objetivo ensinar  a criança a lidar com situações cotidianas,emoções,impor limites.Ao meu entendimento, é como na escola, só que com foco individualizado.O comportamento está melhorando visivelmente dia-a-dia,com um pormenor,não usa calcinha,só pra sair,em casa de jeito nenhum.
Espero que vc tenha sorte.Acredito realmente que dê resultado desde que haja introsamento entre as partes.Até mais.

 
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De t2para4 a 29.10.2011 às 22:17

 Diana, li a sua resposta com atenção e nem sei como aguentou tantas reações tão extremas da sua menina... E como também deve ter sido difícil para ela gerir emoções e frustrações sem entender o porquê de se sentir assim... Sempre achei que a empatia pelo terapeuta ou médico tem que existir para que a terapia funcione bem e venha a ter resultados visíveis. 


Obrigada por me dizer o que faziam nas sessões de terapia ocupacional. Já me deu uma ideia do que se pode fazer e a que níveis. 


Resta-me continuar a desejar-lhe tudo de bom e muita muita força. Uma mãe (ou um pai) vão buscar forças que nem sabíamos que existiam. Acredito que muito em breve conseguirá arranjar alguém com quem a sua menina simpatize e a partir daí tudo será mais fácil de trabalhar em conjunto.
beijinhos grandes
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De Mia Martin a 24.07.2012 às 19:27

http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.pt/ (http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.pt/)


Este é o que mais consulto!

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