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Cerca de 2 meses antes, o convite, onde a fotografia sorridente da mana do amigo Z. nos dizia: "Agora vou ser batizada e convido-vos para a minha festa". Duas palavras ressoaram na minha mente: me-do.

Aceitámos, claro, com a ressalva de que, caso não se sentissem bem ou começassem a ficar muito agitadas, poderíamos sair mais cedo. Não foi preciso.

Não planeei nada nem fiz sessões de preparação nem pedi ajuda a terapeutas; apenas segui a minha intuição e tentei usar um pouco o bom senso. E eis o que fiz:

- O 1º passo foi envolvê-las logo no assunto e mostrar-lhes o convite, avisá-las de que iríamos à cerimónia e à boda e que, depois seguiríamos para o restaurante. Expliquei que, por regra, depois de uma cerimónia do género, costumamos ir almoçar (muuuuuuito tarde) a um restaurante.

- Tentei explicar sucintamente o que é um batizado mas não correu bem... Uma piolha ainda perguntou qual foi a data do batizado delas mas elas não são batizadas. Como é tudo demasiado abstrato e baseado numa fé que não conhecemos como os outros - muito menos as piolhas -, optei por deixar em aberto e dar-lhes espaço para verem tudo em condições no próprio dia. Deixei assente a importância desta festa para os pais da C. e que a nossa amizade para com eles é importante a o ponto de, mesmo sem compreendermos, podermos partilhar esse momento de felicidade.

-  Envolvi as piolhas na escolha das roupas e calçado que iriam levar (porque o vestido em que pensei levarem ainda é demasiado grande e o estado do tempo não ajudou): não foi fácil encontrar algo prático e elegante ao mesmo tempo, que fique bem numa criança mas sem a infantilizar. Os vestidos eram demasiado caros e já não gosto assim tanto de as ver com vestidos frufrus e coisas desse género pois estão muito altas e fica estranho. T-shirts também me pareciam demasiado banais... Entre Primark, H&M, C&A e Lefties, foi nesta última que encontrei uns tops brancos em camadas, esvoaçantes, lindíssimos, a um bom preço e de que elas gostaram imenso. Combinaria os tops com umas calças de tecido que passaram este ano a corsários et voilà, fatiota completa.

O calçado foi escolhido por elas: são umas sabrinas douradas, com base elevada que acompanha todo o sapato. Faz lembrar o conforto de uma sapatilha com a elegância eo sentido prático de uma sabrina.

Acessórios: uma bandelete e um laço que já por cá andavam.

- As prendas para a amiguinha foram compradas tendo em conta a opinião delas. Escolhemos coisas lindas e práticas e as piolhas andavam felizes da vida com os sacos das prendinhas na mão.

- À medida que a data se aproximava e, tendo em conta que eu iria sozinha com elas porque o marido estava a trabalhar, formos reforçando a importância de ajustarem os seus comportamentos aos locais onde estavam. Mostrei-lhes igualmente os locais onde decorreriam a cerimónia e boda.

 - Na véspera, informei-as de que levaria os tablets um livrinho de mandalas e um caderno branco com canetas numa bolsa para uso único e exclusivo no restaurante entre tempos de espera dos pratos, ou seja, enquanto se comia não havia "tecnologias" nem papeis na mesa. Dei autorização para levarem 1 brinquedo pequeno cada uma (escolheram um ponei) com a mesma ressalva: enquanto se come, não há brinquedos na mesa.

- Usei a ameaça de que, em último caso, se o comportamento delas fosse o de um bebé, seria assim que seriam tratadas e, posto isto, o carrinho de gémeos bengala estaria pronto a ser usado (sim, elas ainda cabem lá dentro e não, não têm a força nem a destreza necessária para abrir os fechos de segurança para soltarem os cintos. E sim, eu seria maluca o suficiente para as levar num carrinho).

- Haveria um bónus, uma pool party na banheira com brinquedos à escolha, durante muito tempo, se tudo corresse bem, no mesmo dia da festa, mal chegássemos a casa.

 

 

Então, vamos aos resultados:

- a cerimónia foi curtinha mas as piolhas não entenderam os rituais nem o senta-levanta nem acharam piada nenhuma à benção com óleos (lá lhes disse que isso é só para quem vai ser batizado) e não perceberam o porquê de se dar tanta importância a um banho na cabeça. E disseram que não queriam ser batizadas porque podem tomar banho com champô em casa (obviamente que, quando estas noções mais abstratas forem mais fáceis de entender, lhes explicarei devidamente em que consiste o batismo e o porquê da sua ritualização). Estiveram perto da pia batismal e não perderam pitada mas não conseguem perceber o porquê de alguém querer fazer isto (expliquei muito brevemente que tem a ver com aquilo em que as pessoas acreditam e que é o que chamamos de "religião", o acreditar num deus ou em Jesus, por exemplo. Again, demasiado complexo). Estiveram com o padre no final mas não perceberam nada do que ele lhes disse, apesar da sua boa vontade (tentou meter-se com elas com uma piada entre choca de "choca aqui", choca de galinhas e choca sem travões. Elas estavam a olhar para o vazio...) mas foram muito cordiais e educadas. Conseguiram perfeitamente adequar o comportamento ao local - ao contrário de outras crianças que corriam pela igreja como se estivessem numa pista de atletismo - e até evitaram conversinhas.

- Adoraram a parte das fotografias no jardim e até tiveram direito a 5 minutos de photoshooting só para elas.

- como tínhamos comido uma sopa antes de sair de casa, no restaurante, aguentaram a espera à entrada sem grandes ansiedades, apesar de já terem os tablets na bolsa. Mas, como tinham à sua responsabilidade a entrega das prendas, estavam com o foco de atenção devido. Quando entrámos, escolhi um local na ponta da mesa, de modo a ficar no meio das duas, mais afastada dos naturais grupos de familiares e, após pestiscarmos algo (fiquei logo pasma pois comeram camarão, algo que costumam recusar), lá fomos intercalando momentos de tablet/pintura/desenho com refeições. Entre pratos principais, ainda brincaram um pouquinho com o seu amigo Z. e, quando voltaram para a mesa, fizeram uma nova amiga, a C. que veio pintar com elas e a quem uma das piolhas até ensinou a fazer a data.

Estiveram super reguladas, muito serenas e tranquilas, sem ansiedades - ao contrário de mim, que estava apavorada -, muito educadas, comeram tudo o que lhes pus no prato e nem sequer houve cenas loucas com águas e sumos (como há em casa, tipo, encher a barriga de água antes de comer) - e eu até descobri que gosto muito de vinho verde. Não quiseram sobremesas doces mas sim salada de fruta (!!!) e adoraram faer desenhos e pintar, pois logo se fartaram dos tablets.

Tive medo de esticar a corda pois acabara-se o tempo do "come" e chegara a hora das bebidas, pelo que, viemos embora. Despedimo-nos de todos e, muitas pessoas que as conhecem, deram-lhes os parabéns por terem estado tão bem. Eu própria mal acreditei. Juro que se não tivesse lá estado e visto, se fosse alguém a contar-me, eu acharia que me estavam a pregar uma white lie, uma mentira caridosa.

E o prometido é devido, mal chegámos a casa, toca a encher a banheira :)

 

 

Estou - ainda - extremamente orgulhosa do quanto alcançaram nesse dia, do quão fantásticas foram e estiveram e do imenso que mostraram. Tão orgulhosa, mesmo! Acho que todos merecemos palmadinhas nas costas, hey, go us!!!

 

 

 

 

 

(Depois disto, descompensaram logo no dia seguinte - já o esperava - mas, no dia a seguir, arrisquei mais um bocadinho - por necessidade - e ainda estiveram comigo numa reunião cerca de uns 40 minutos (amen to tablets and mandalas!!!) e andaram comigo a tratar de papeis e burocracias escolares. Um dia de cada vez e valorizemos o que corre bem!)

 

 

 

 

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publicado às 16:53

O nosso São Valentim...

por t2para4, em 14.02.16

... não mete cenas lamechas nem menus pipis nem escapadinhas românticas.

 

 

Bem, mete quase tudo isso mas em casa... Fazíamos planos de, por esta hora, estarmos no Norte, a passear numa praia fantástica com uma vista fenomenal e com mais de 500 flashes disparados na nossa velhinha Canon, provavelmente até na sequência de uma noite passada num qualquer hotel - pela 1ª vez, para mostrar às piolhas como é fixe dormir fora de casa, mas com todo o conforto - e com um itinerário porreiro ainda para percorrer antes do regresso a casa.

Mas, o tempo não quis ajudar, a vida tem-nos posto à prova nas últimas semanas e, apesar das trocas de prendinhas ao gosto de cada um (a minha Pandora ganhou mais uma conta e o marido está absolutamente babado com a nossa última aquisição forçada motora), não estamos com espírito para saídas que envolvam uma grande energia da nossa parte. As piolhas nem se importam - aliás, por elas, nem saímos de casa, tipo, nunca...

 

 

Assim, acabámos por nos dedicar aos nossos passatempos anti-neuras: o marido na garagem, as piolhas num saltitar permanente sala-quarto e eu na cozinha.

Depois das habituais realizações dos TPC, entre brincadeiras com as piolhas, o forno tem estado bem ocupado, a par com as restantes maquinetas: ele foi mousse de chocolate caseira, ele foi coelho assado no forno com vinho branco e especiarias, ele foi chouriço mouro assado em alcool na mesa da cozinha, ele foi pão de banana e batidos de fruta (demasiadas bananas maduras que precisavam de um fim útil...), ele foi folhadinhos de bacon, queijo e fiambre, ele foi crepes com nutella, ele foi quantidades de café inacreditáveis...

 

 

A grande vantagem de dias assim é a poupança numa das refeições (o jantar de hoje será um lanche reforçado e provavelmente algumas sobras...) e lanches 100% caseiros para levarmos para a escola/trabalho.

E, como a adaptação é uma das nossas características mais prementes desde há uns anos a esta parte, um dia destes celebramos aniversários e feriados e dias especiais e cenas assim, à nossa maneira, ainda que as datas não coincidam propriamente com o estipulado. E concretizaremos os nossos planos porque o mais importante nós já temos há imenso tempo, certo? Et vive l'amour, como diz o Pêpê le Pew...

 

 

 

 

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publicado às 14:51

Foram 2 carnavais e 1 aniversário com a mesma fatiota made at home e que fez as delícias das piolhas. Elas queriam muito ir vestidas de Equestria Girls e foi pensar nas que preferiam encarnar e as que menos trabalho dariam para fazer acessórios e afins.

Decidimo-nos pelas Twilight Sparkle e Fluttershy. Na net, pesquisei a imagem ideal e comecei a delinear o plano para chegar ao resultado final, tão parecido quanto possível.

Comeci, então, por aqui:

 

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Tive que pensar que roupas tenho para combinar com o que vou fazer pois estamos no hemisfério norte e, aqui, o carnaval é frio, molhado e frio (sim, frio).

Tinha os collants ideais - que substituiam as botas das bonecas - e as camisolas quentinhas comprei numa loja chinesa (uma camisola de gola semi-polar branca e, no caso da Twilight, uma camisola azul por baixo e, por cima, uma blusa qualquer. No ano passado levou uma branca, esta ano levou uma maior azul). Também comprei o laço na loja chinesa bem como as perucas: uma lisa azul (não havia roxo, por isso, só troquei as cores e pintei com tinta acrílica a amadeixa rosa e roxa) e outra encaracolada rosa.

Na retrosaria comprei uma tira de tecido verde - aquele tom de verde - que ficou em cerca de 5 euros.

Os feltros, o gancho, as linhas, a fita, os elásticos, etc, já tinha em casa de outros projetos.

 

Contas feitas: cerca de 7 euros na loja chinesa + 5 euros na retrosaria.

 

Como preparei tudo

Antes de mais, fiz em cartolina, os moldes das asas, sempre em duplicado (esquerda e direita) com reforço interior para dar mais firmeza quando as asas estivessem postas. Fiz, igualmente, os moldes das orelhas e do chifre para depois coser às bandeletes e usar por cima das perucas.

 

Depois começou o corte. Das asas, do interior das asas, do reforço, das orelhas.

 

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O passo seguinte foi coser tudo, com a ajuda da máquina de costura, e não esquecer de fazer o reforço para as asas, no local da união. E fazer umas asas amarelas e outras roxas. No final, com a tesoura, cortar e aparar o excesso de tecido de modo a que as asas fiquem iguais e com o mesmo tamanho.

 

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No interior, ajustados às medidas dos braços das piolhas - que vão vestir roupa quente -, cosi os elásticos à mão.

 

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Altura da primeira prova, sob o olhar do Silvestre a da mana. Perfeito! 

 

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Asas prontas, o passo seguinte foi tratar das saias. Ora, como eu não sou lá grande coisa com franzidos e afins, pedi à minha mãe que fizesse a saia verde e subisse a bainha da saia roxa (que já servira no carnaval anterior). Depois, fiz e apliquei as cutie marks de cada Equestria, de acordo com as imagens e bonecas cá de casa, que fiz em feltro.

 

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Quase tudo pronto, faltavam as orelhas e as perneiras e o gancho da Fluttershy. Cosi as orelhas à mão e uni-as a umas bandeletes que já cá tinha. As orelhas saem e posso sempre reutilizar as bandeletes.

 

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Chegado o dia da folia, foi preparar as piolhas com as roupas e os acessórios e vê-las felizes.

 

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Em 2015 foi assim.

E, em 2016, não foi nada diferente (a não ser uma nova camisa e sapatilhas - que os cm do crescimento não perdoam).

 

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Não tive tempo nem energia nem paciência para novas fantasias, de outras Equestrias. E eu que me imaginava de Pinkie Pie eheheheheh

Manteve-se a mesma alegria, a mesma felicidade. Não preciso pedir mais.

 

E por aí? Há mais alguém a meter-se em projetos DIY? Como corre?

 

 

 

 

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publicado às 10:16

Ora, então, adeuzinho, sim?

por t2para4, em 30.12.15

Assim, a quente e de repente, 2015 foi um ano, como dizer, horrível. Sim... horrível, horrendo e terrível.

 

Não começou da melhor forma, pois, para mim, começar um ano novo sem a família presente não é começar da melhor forma e, infelizmente, quando alguém trabalha por turnos, de vez em quando, lá nos sujeitamos...

A nível profissional obrigou-nos a tomar novas medidas e a abraçar diferentes desafios que, apesar de imensamente trabalhosos e gratificantes, não são um paraíso financeiro... Ensinou-nos, também, que, muitas vezes (já deveríamos saber disso, por esta altura), não podemos confiar no que diz a hierarquia superior e o que ninguém sabe ninguém estraga. Pequenos memos que ficam para 2016.

Fui "obrigada" a fazer uma especialização que, a bem dizer, para este momento, contou para absolutamente nada. Bem, gastei dinheiro, queimei mais uns quantos neurónios saudáveis, tive que interpor recursos hierárquicos para resolução de questiunculas básicas e, após tudo set and done, fiquei na mesma como a lesma... Mas, pronto, acreditemos que, a médio e longo prazo, será uma mais-valia (e não uma mais valia estar quieta). 

2015 fez-me passar por fases terríveis de ansiedade a ponto de cair o cabelo e ficar sem unhas. Não vale a pena. E, eis que, do nada, tudo surge e me vejo, neste momento, a ter que ponderar situações, a ter que fazer contas de merceeiro, a manter-me fiel aos meus princípios (ou seja, família primeiro) e a recusar o que outros diriam ser oportunidades fantásticas que, talvez para outros o fossem mesmo, mas para nós, implicam desgaste físico e psicológico, mais despesas desnecessárias e deslocações que roubam tempo e que impedem de manter compromissos já assumidos.

2015 não terminou no seu todo e ainda nos obriga a passar pelas decisões que nos impedem de dormir descansadamente e que não nos deixam fruir de coisas básicas como momentos relaxados em família. Obriga-nos a rever opções e dar vontade de "que se foda" e decidir intuitivamente. Servirá de memo - outro a juntar aos já referidos - para o novo ano.

2015 impediu-nos de fazer muitas coisas que famílias normais fazem. Por motivos alheios à nossa vontade; porque há coisas que, neste país, nunca vão mudar; porque, muitas vezes, só podemos contar connosco mesmos. Conseguimos, porém, contornar um pouco a situação e limar algumas arestas, só para que, para as piolhas, férias sejam mesmo férias e não um tempo infindo de seca em casa longe da escola e dos colegas e sem nada interessante para fazer ou para visitar e aprender.

 

A escola foi o meu maior pesadelo em 2015. O meu maior pesadelo enquanto mãe/encarregada de educação e enquanto funcionária. Cada vez me convenço mais que a escola - a instituição, não o local físico - tem um caminho gigantesco a percorrer ainda. Passámos meses medonhos que me mostraram e ensinaram tudo o que NÃO se deve fazer num local de ensino no que concerne aos nossos filhos com necessidades especiais e que não pretendo voltar a sentir nem que as minhas filhas sintam. Por isso, estou bem mais que preparada para o que aí vem. Nesse aspeto, 2015 ensinou-me bem depois de me ter mandado ao tapete umas poucas de vezes.

Continuamos a ver que, por muitos anos e governos que passem, os ministérios não comunicam e os relatórios pouco ou de nada servem, ou seja, a escola não lê  que o médico escreve e vice-versa. Nestes meandros, a família acaba por ser o grande jogador que tem que jogar para ganhar e não pode dar-se ao luxo de perder absolutamente nada.

 

 

2015, no entanto, trouxe algo de bom a nível de desenvolvimento das piolhas: nestes últimos 2 a 3 meses, temos assistido a um boom de maturidade neurológica e de desenvolvimento que permitiu alcançar imensas etapas, fazer imensas conquistas e treinar mais e mais competências. Claro que, tal como nos dizem aqueles papéis que só nós lemos, a cru, preto no branco, há ainda taaaaaaaaaaaaaanto caminho a percorrer que quase nos deita abaixo mas é passo a passo que se faz esse caminho.

E, honestamente, foi basicamente o melhor que aconteceu... Porque, de resto, continuamos a fazer o que sempre fizemos até agora: a adaptarmo-nos.

 

Não estou minimamente virada para resoluções de ano novo. Até porque, como professora, parece que passo por isto 2x/ano com um setembro que sabe a janeiro e é duplamente horrível. Eu e o marido anotámos algumas das coisas que terão impeterivelmente de mudar, algumas coisas que nos propomos alcançar, alguns objetivos concretizáveis. Com pés assentes na terra e coração ao largo. Não vou bater tachos, nem comer passas, nem pedir desejos. Experiências anteriores comprovam que, bem, é tudo uma grande BS...

O que faremos é muito mais terreno e agradável: fazer pequenos e saborosos petiscos, comer alguns, sentar para comer à hora do almoço e levantar pela 1h da manhã, brindar em copos de cristal roubados da cristaleira da avó, beber, petiscar, comer mais um bocado, - deu para entender a ideia, certo?

 

 

Para já, a reflexão é esta. Adeuzinho ou vai-te embora 2015. Se 2016 é para vir pior, que venha com cuidado pois os humores estão negros.

 

Até novo balanço, Feliz Ano Novo para quem nos lê!

 

 

 

 

 

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publicado às 09:03

O nosso "Feliz Natal" 2015

por t2para4, em 21.12.15

A todos os que nos seguem, a todos que nos leem, a todos que nos contactam (email, facebook, comentários, likes, etc.), a todos os que acompanham o nosso desenvolvimento e aventuras/desventuras, a todos os que por aqui passam por acaso ou não, a todos mesmo...

 

... deixamos os nossos votos de Feliz Natal, como já vem sendo hábito desde sempre, através de um postal feit inteiramente pelas piolhas, desta vez no paint e com um ponei, pois... Mas com todos os elementos natalícios que nos permitem identificar um postal de Natal e enviar o nosso carinho a todos.

 

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Esperamos que ainda todos consigamos sentir alguma da magia natalícia, do mesmo modo que sentem as crianças; que ainda nos deslumbremos com luzes e embrulhos bonitos; que ainda corramos para a mesa para marcar ligar ao lado do familiar a, b, c ou d; que ainda lancemos gargalhadas altas em conversas e histórias patetas; que seja, como diz a música, um bom Natal para todos nós.

 

 

Antes do final do ano, ainda quero colocar alguns posts em dia mas não prometo... Estou a proveitar cada bocadinho com as piolhas e a família, a descansar merecidamente depois de um longo período de aulas/trabalho/deslocações/ansiedades (e a pôr também as piolhas a descansar). Estaremos por aqui ;) e no facebook ;)

 

 

 

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publicado às 09:08

Calendário do Advento 2015 - o nosso

por t2para4, em 12.12.15

Não dávamos muita importância a atividades nos dias que precedem o Natal até, um dia, terem oferecido um Calendário do Advento com chocolatinhos, às piolhas. Escusado será dizer que aquilo desapareceu bem antes do dia 25… Por isso, e à medida que o desenvolvimento das piolhas foi permitindo, começámos nós a elaborar o nosso Calendário do Advento (e a deixar-me de chocolatinhos).

 

Este ano decidi-me por algo mais elaborado que me permitisse o reaproveitamento para anos seguintes e, em cerca de 2 horas, estava tudo pronto.

 

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Precisei de:

- cola

- fita cola

- cartolina vermelha

- cartolina verde

- papel pardo (ou de embrulho)

- furador

- caneta corretora

- fio vermelho (ou outra cor à escolha)

 

 

Comecei por dobrar (a olho, sem nenhuma medida em especial) o papel pardo em forma de bolsinhas de modo a, numa cartolina em posição vertical, caberem 5 bolsinhas em 5 filas, perfazendo, assim, os 25 dias de atividades até ao dia de Natal (inclusive). Usei fita cola para rematar os cantos e cola para colar a bolsa na cartolina.

 

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Depois de tudo colado, escrevi com caneta corretora – para ficar a branco e secar rápido – o título do trabalho e fiz uns arabescos nas pontas só porque sim. Em cada bolsa escrevi um número correspondente ao dia do mês.

 

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As folhas de cartolina verde são para escrever as atividades a realizar em cada dia. Dividi as folhas em quadrados de 7 cm, recortei, escrevi a atividade.

 

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Depois furei e passei um fio vermelho.

 

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Cada quadradinho vai para dentro da bolsa para ser, depois, puxado pelo fio no dia da atividade.

Depois, para ficar à vista, prendemos com um clip.

 

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As atividades foram pensadas de modo a serem simples, fáceis de executar e de agrado de todos. Além disso, como temos avaliações durante esse mês – é preciso estudar com as piolhas e é preciso preparar/corrigir/cotar testes e lançar notas (je moi même…) – tem mesmo que ser algo muito simples e rápido de se fazer. Não temos que, necessariamente, seguir uma ordem; o importante é assinalar algo para aquele dia que nos faça pensar um pouquinho na alegria do Natal, seja ele celebrado do modo que for.

 

Eis aguns exemplos das nossas atividades:

 - escolher receitas de Natal;

- ouvir a história do nascimento de Jesus;

- ouvir/cantar canções de Natal;

- fazer biscoitos de Natal;

- ver iluminação de rua;

- fazer uma festa do pijama na sala;

- fazer um picnic em volta da árvore da Natal;

- ver um presépio numa igreja local;

- fazer chocolate quente com marshmallows...

 

 

E, por aí, contem tudo: também há calendários do advento? Que tal essas atividades?

 

 

 

 

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publicado às 13:41

E assim foi o aniversário este ano

por t2para4, em 04.08.15

Simples, organizado e pensado por mim, com bolos feitos e decorados por mim, tudo em casa, já noite, depois das piolhas na cama, a dormir.

 

O tema não foge ao habitual: My Little Pony. Mas, este ano, com menos trabalho do que no ano anterior (aqui e aqui) mas mais diversão. E foi tudo uma questão de levar a celebração do aniversário para o ATL - já que iriam às atividades previstas - et voilà, uma festinha fantástica, um bolo giríssimo para partilhar com os colegas e outro com os avós e tia, e até direito tiveram a "canhão de festas" (leia-se tubo de confetis)! Ora, digam lá, se a Pinkie Pie não esteve presente nas suas preparações, eheheheh

 

 

 

Por partes, então.

 

Bolos

Simples, de iogurte, com pedacinhos minúsculos de ananás, regado com a calda, depois de frio e desenformado.

Comprei apenas pasta de açucar branca e rosa fúscia, uma forma de borboletas e corantes (usei líquidos, o que se revelou extremamente difícil de manusear depois de misturados na pasta) e velas brilhantes. Imprimi a cores os desenhos das bonecas, colei aos sticks e coloquei no bolo.

Usei a pasta de acuçar branca misturada e amassada com umas gotas de corante para dar o tom arroxeado que têm. Estiquei e cobri o bolo.

Fiz o mesmo processo para as borboletas (que moldei e cortei com a tal forma) e para os arco-íris, que fiz rolinhos com as mãos (juro que, sempre que precisava de moldar ou rolar tirinhas para o arco-íris, só me lembrava da plasticina...).  As nuvens cortei com a ponta afiada de uma faca e usei um cotonete para suavizar os bordos, visto que não tinha uma forma para isso. Para evitar a transferência de cores entre decorações, usei luvas de silicone e papel vegetal como base.

Para rematar o fundo dos bolos, usei uma fita de organza que atei à frente e toda a decoração seguiu daí.

No 2º bolo, começou a faltar material e tive que improvisar, usando as sobras de pasta que ainda por cá tinha. Felizmente, correu tudo bem e fiquei com o bolo decorado.

Não ficaram bolos como os de catálogo mas ficaram bonitos aos olhos de quem mais importava e deliciosos para as bocas de todos.

 

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Festa

Foi uma pool party, na verdadeira conceção da palavra. A manhã foi passada na piscina local com os coleguinhas e monitores do ATL. E divertiram-se tanto, tanto! Foi fantástico estar todo aquele tempo na brincadeira e nos mergulhos e nas chapinhadelas e, depois, secar a jogar UNO com os colegas que se juntavam cada vez mais para irem entrando no jogo que, a certa altura, parecia interminável. Fiquei de coração cheio.

 

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A hora de almoço, ao estilo picnic, trouxe o bolo como sobremesa bem como o "canhão de festas" que fez as delícias de todos. E elas tão felizes!!!

 

À hora do lanche, depois de se despedirem dos colegas e monitores, depois de uma bela banhoca quentinha, vestidas a rigor como Equestria Girls (Twilight Sparkle e Fluttershy), seguimos para a parte 2, com a família próxima. Mais uma nova cantoria de "parabéns a você!" e um novo disparo do canhão de festas que pregou um belo susto ao pai e ao avô!! E elas riam a bandeiras despregadas, sopravam velas já apagadas, comiam a cobertura colorida do bolo, rodeadas de presentes, confetis, serpentinas e, acima de tudo, muito muito amor.

 

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E, contas feitas, ficou tudo acessível: pasta de acuçar a 1,5€/100gr (comprei 250 da branca e 100 da fúscia, tinha ainda cerca de 400 gr de pasta branca em casa), tubos de confetis a 2, 25 €, velas brilhantes 1€, sticks 0,65€, formas de borboletas 1,25€ - tudo nas lojas chinesas, fatos de carnaval reutilizados neste dia (post para um dia destes).

 

 

E, no fundo, éo amor que dedicamos a fazer os nossos filhos felizes que mais importa. Festas grandes, com muitos adultos que nada lhes dizem e com os pais ocupados a cuidar desses adultos, só trazem confusão e gastos, cansaço, impulsos que não conseguem controlar, estímulos aos quais não conseguem escapar. Para elas, valorizam mais estarem com os colegas próximos e só não vieram os da turma e priminhos porque estavam ocupados ou de férias. O que mais importa é estarem rodeadas de quem significa algo para elas e as aceita como são. Sentirem-se amadas e serem felizes. E foi divinal ouvir "obrigada, mãe, gostei muito deste dia! Foi muito fixe!"

 

 

 

 

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publicado às 21:55

Feliz dia da Mãe e um pequeno mimo

por t2para4, em 03.05.15

Não vou tentar aqui definir o que é ser mãe, para mim. É algo tão mais complexo e completo que, apesar de tudo, me leva a questionar por que não fui eu mãe mais cedo ou por que razão não temos nós a coragem e os meios para voltarmos a ser mãe e pai. É aquela velha máxima do ser possível ter o coração a viver fora do nosso corpo, amar alguém tanto que até dói...

 

Mas adiante. Quer seja nas aulas ou em casa com as filhotas, há sempre uma coisita que gosto de fazer e, este ano, não foi exeção. Pesquisei alguns crafts e encontrei um no Pintrest que me deixou entusiasmada mas era feito em sarapilheira e tecido (fora de questão para usar com crianças, para já). Então, adaptei. E precisei de:

- um cartolina A4 de cor suave (usei branca brilhante)

- cartolina preta

- florinhas imprimidas

- material de pintura

- cola

- tesoura

- cola de brilhantes

 

Contornam-se as mãos da criança na cartolina preta, recorta-se e cola-se a meio, na base da cartolina branca. Pinta-se as flores a gosto e recortam-se para colar nos dedos e na base dos recortes a preto e decora-se à vontade com os brilhantes. Mais simples é impossível e o resultado é lindo lindo!!!

Confiram!

 

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E aqui estão as flores, prontas a imprimir:

 

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Simples, bonito, prático, didático (treino imenso da motricidade no recorte) e criativo. As minhas "árvores" floridas já cá vivem, a par com um caderninho de receitas de capa em origami básico e um gel de banho da ternura. A minha mãe não ligava nenhuma a estas coisinhas feitas na escola mas eu adoro todos estes miminhos, por muito básicos e simples que sejam. Está lá todo o esforço e entusiasmo dos nossos filhos.

E, a minha piolha não falou: 7h da manhã e lá estava ela na minha cama "Feliz dia da mãe!"

 

 

 

 

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publicado às 09:22

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