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O tempo perguntou ao tempo...

por t2para4, em 08.05.15

... quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo: "tenho tanto tempo quanto tempo o tempo tem".

 

Lembram-se deste trava-línguas/lengalenga? Cada vez me lembro mais dele... Eu sinto o meu tempo a escorrer-me e a escapar-se-me por entre os dentos para um tempo que não é o meu tempo. Às vezes até sinto que não sou deste tempo e ai se começo a falar do tempo que ora chove ora faz sol!!!

 

Tudo isto para quê? Tenho um horário flexível e esburacado, em parte por opção, para estar sempre por perto por causa das filhotas mas isso também me obriga a compensar perdas monetárias e a encontrar alternativas. Alternativas essas que passam por um freelance - chamemos-lhe assim. E, apesar de conseguir conjugar tudo isso durante o período que as filhotas passam na escola, lá vem um horário que me obriga a dispensar sábados ou partes do dia em que teria que estra com a família. E é tão difícil gerir tudo isso quando o marido tem um turno incompatível com o meu... Com avós maternos longe, tia a trabalhar, avós paternos que quase não existem e não sabem estar/lidar com as netas, amiga grávida já com contrações, as minhas opções de logística babysitting estão reduzidas a pouco mais do que "me, myself and I"...

E tenho levado as filhotas comigo para o trabalho. Tem corrido bem, apesar de algumas chamadas de atenção para as conversinhas delas ou som dos tablets. Tenho levado os materiais delas para que aguentem bem e sem queixas as 2 ou 3 horas extra de trabalho que tenho. E, felizmente, tenho pessoas compreensivas e tem corrido tudo bem e consigo manter o profissionalismo que sempre tive.

 

No entanto, não é só o levá-las comigo que me resolve parte da logística! Ainda há todo um trabalho doméstico/académico/profissional que tenho que fazer, tal como, ter que preparar o jantar às 14h ou 15h e deixar já a mesa posta para quando chegarmos a casa, bem depois das 20h30, ser só aquecer, sentar e comer. Mas ainda se segue a saga dos banhos, dos preparativos para o dia seguinte, etc e tal. E, felizmente, os TPC acabam por ser feitos enquanto trabalho... Ao que acresce, muitas vezes, antes de deitar, ainda preparar uns materiais para uma aula ou uma formação e ainda pensar que me falta terminar um trabalho urgente qu eprecisa de ser entregue até ao dia "x"...

 

E, depois, deparo-me com um texto fantástico (ler aqui) que me deixa a pensar se vale a pena correr tanto, multitask de forma quase circense... Está certo que estou com as minhas filhas mas não do modo como desejaria... E a vida tem que ser muito mais do que uma gigajoga louca de corridas de trabalho, seja ele de que tipo for, goste-se ou não. Eu adoro o que faço mas, nesta altura, estou pior que os meus alunos: cansada, chata, resmungona, irritável. E a precisar de mimo e de sei lá mais o quê. Sinto-me o máximo quando vejo tudo aquilo que fiz mas depois cai a ficha quando paro dois segundos e se acumula o cansaço de semanas loucas, de noites a dormir mal, de preocupações com as filhotas, de futuros incertos.

Vivemos um dia de cada vez e tentamos evitar pensar que possa ser o último. Só mesmo viver um dia de cada vez  e, de manhã, ao acordar, saber que há a possibilidade de melhorar/corrigir/viver algo melhor/diferente/etc. Hoje pondero e questiono tudo isto mas amanhã espero estar a sentir-me mais ensolarada por dentro...

 

 

 

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publicado às 21:05

Pesadelos com os filhos

por t2para4, em 06.03.15

Até parece um título dúbio (afinal os filhos é que são os nossos pesadelos?) mas não é.

Odeio ter pesadelos que envolvam as piolhas. Prefiro sequer nem ter sonhos em que elas apareçam para evitar que, algures, no meio daquelas neblinas parvas de que são feitos os sonhos, a coisa descambe e acabe mal.

 

Não gosto de todo de sonhar com alguns temas. E há temas que até custam verbalizar como o sonhar com a morte. Pior ainda quando se sonha com a morte de alguém. Pior ainda mais quando se trata de alguém (muito) próximo. Não preciso de fazer um desenho, pois não?

Estive neste limbo desde as 5h35... Horrível. Acordei, literalmente, a bater mal, desnorteada, com dor de cabeça mas feliz por ouvir as vozes das duas piolhas, juntas, a pedir para me juntar a elas na sala.

 

Estou com a neura. Hoje, não estou com paciência para cenas sociais, nem para miúdos, nem para estar fora de casa (sem as minhas amadas filhas), nem para nada. Vou purgar isto tudo com uma tarefa bem à portuguesa: limpezas em casa. Talvez, depois do almoço, prepare umas aulas, porque, eu, comum mortal portuguesa-pagadora de impostos não vivo do ar. Até lá, não quero saber. Hoje não é um bom dia.

 

Reajo mal, cai-me mal, fico mal. Espero que, no meio de tanto bilião de gente que vive neste planeta, haja mas alguém como eu...

Para já, domesticidades e café. Forte, preto e com pouco açucar.

 

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publicado às 08:42

30 anos?!

por t2para4, em 05.03.15

 

 

Expliquem-me, devagarinho e com jeitinho, como é que o "Regresso ao Futuro" já conta com 30 anos... A sério, 30 anos???? Como é que é possível, a sério, como?? Para mim, o Michael J. Fox terá sempre ar de puto, de calças de ganga, em cima de um skate; e o Doc será sempre..., bem, o Doc com aquele ar esgroviado e cabelito no ar. Não percebo...

Se eu ainda penso que os anos 90 foram tipo, há 10 anos atrás e escandaliza-me já ter que tratar malta dessa geração como adultos (pois, para mim, ainda são "miúdos", não é? 1993 foi há pouquíssmo tempo, então!, eu prórpia miúda!), como é que eu encaro um filme dos anos 80??? Eu que sou da casta dessa década e não me sinto nada com a idade que dizem que temos. Tanto quanto eu me lembro, ao fazer contas de cabeça, nasci em 1980, logo, tenho vinte e poucos anos... (suspiro)

 

O tempo passa e nem damos por isso... Um filme icónico já com 30 anos, os "miúdos" dos anos 90 já adultos e com família e as minhas filhotas já com ar de teenager... Não, não estou a exagerar... Vi algumas das fotos que tirámos na viagem à Serra da Estrela e elas estão mesmo crescidas, com aquele ar de miúda pré-teenager (vá, pita, portanto, ehheheh)... Caramba...

Preciso de outro café.

 

 

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publicado às 11:25

Amor é...

por t2para4, em 14.02.15

... escolher momentos únicos e materializá-los, poder trazê-los sempre comigo, na memória, no coração e perto do tempo.

Uma excelente prenda de São Valentim do marido e das piolhas lindas. Adorei.

 

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publicado às 18:25

Previsões para esta semana

por t2para4, em 19.01.15

Ora, deixa cá ver, então, as previsões para esta semana:
- avaliação de Terapia Ocupacional (1h cada piolha no HPC);

- leitura do manual "Reading & Writing" de apoio a terapia ocupacional;

- realização de exercícios oro-motores (que deveriam ser todos os dias mas as piolhas detestam fazer e eu ainda não pensei numa forma de as cativar sem que envolva a compra de brinquedos ou cenas associadas a My Little Pony ou Sofia the First);
- elaboração e conceção de testes de diagnóstico + materiais para os cursos de línguas e aulas + aulas + marcações de sessões;

- contacto de formandos e alunos + burocracia adjacente + papel e toner não me falhem
- tecidos alinhavados e desenhados, amontoados, à espera de serem pintados, cosidos e transformados em algo útil e bonito;

- housekeeping (porque desta não me safo);

- continuação do trabalho de um dos projetos que abracei em 2014 e que, na realidade, tem estado muito parado;

- reuniões e recolha de informações e necessidades para as ações relativas à consciencialização do autismo 2015.

 

Oh dear God, I' gonna need a whole loooooooot of coffee....

 

 

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publicado às 23:23

"I've got a hangover" poderia ser a banda sonora do meu atual momento, não fosse a causa da minha ressaca ser outra que não alcoólica... Uma ressaca é sempre a ausência ou excesso de algo, que, neste caso, é a ausência de antidepressivos.

 

 

A minha relação com estes químicos é ambígua e complicada. Preciso deles e não preciso deles... Mas, deixem-me contar o início da nossa vida conjunta.


Comecei em 1999, após o diagnóstico de esgotamento/depressão/crises de ansiedade/burnout. Fui parar ao hospital com mega dores de cabeça, sonos irregulares e, perante a hipótese de uma cura do sono (tão em voga naquela altura), a minha mãe optou por me trazer para casa, altamente medicada, e sujeitar-me a uma (ainda mais) estreita vigilância e dieta alimentar do género "tens de comer para ficares forte porque estás muito magrinha". E estava... Coincidiu com o diagnóstico de cancro, definhar e morte do meu avô materno, que acompanhava às consultas - nesta altura, vestia o mesmo tamanho de roupa da minha irmã, que é 3 anos mais nova que eu... ela tinha 16 anos e eu 19; demasiada pressão na faculdade (bullying - hoje tão na berra, com um nome pomposo, mas, já existente na altura. Não me metia nos copos, não apanhava bebedeiras de caixão à cova, não me baldava às aulas, atrevia-me a passar de ano sem negativas nem cadeiras penduradas, não participava em praxes, não entrava em coma alcoólico nas Queimas ou Latadas. Digamos que, socialmente, não era uma pessoa muito popular... Mas isso nem me afetava muito; afetava-me mais o facto de troçarem de mim por ser estudiosa e gostar de estudar); demasiadas e rápidas mudanças na minha vida até então mais ou menos controlada; surgimento de dificuldades com que não contava; aprender a conduzir numa das cidades mais populosas e enruadas do país...


Anyway, comecei com os antidepressivos e ansiolíticos de 1ª geração, aqueles que são sertralina e que nos zombificam. Eu só dormia. Todo o dia. E continuava com sono. Pouco a pouco, durante muito mais tempo do que eu desejava e esperava, lá me fui desabituando do Zoloft (este desgraçado até ficou referido na minha caricatura por um colega em pé de igualdade) até ficar com um quarto de comprimido e cerca de 2 ansiolíticos por dia. E, sempre fiel às consultas de neurologia onde me viam como cobaia devido as minhas horríveis e lancinantes dores de cabeça e lá me prescreviam medicamentos que nada resolviam - até descobrirem que eram enxaquecas e me receitarem um medicamento milagroso em 2010, nas Urgências dos HUC -, lá acabei a licenciatura e fiz estágio profissional, namorei e casei, estive desempregada e depois dei aulas num colégio além de ter um centro de explicações aberto.


Um dia, no início de 2006, creio, aconteceu-me algo de muito estranho, quase paranormal. Não me recordo nada, mesmo nada nada, de uma parte do caminho que habitualmente fazia de carro. A minha dedução lógica é: adormeci ao volante. No entanto, foram ainda cerca de 2 km sem me recordar de nada. Seja como for, pregou-me um susto de morte e, nesse mesmo dia, decidi acabar de vez com antidepressivos e ansiolíticos. Andei cerca de 2 semanas a sofrer os sintomas da abstinência (nome horrível e pejorativo mas é assim que se chama) mas mantive-me firme. Foi horrível. Dormia pouquíssimo mas andava elétrica, arranjava quinhentas desculpas para não ter que ir dormir à noite, tremia imenso nas mãos, tinha alguma dor de cabeça e pouca tolerância à claridade. Mas evitei ter que regressar aos comprimidos apenas para não ter que andar assim. Foi uma vitória fantástica da qual me orgulho imenso. Sozinha, sem qualquer ajuda, consegui limpar aquelas influências do meu organismo. E ainda bem porque, no final desse ano, descubro que estou grávida.

 

 

Mantive-me forte, firme, teimosa e segura de mim mesma até 2012. Foi imenso tempo, vendo bem. Em 2012, não aguentei mais e o que eu mais evitara e temera aconteceu: regressei aos drunfos. Teve que ser, reconheço. Passei por uma gravidez complicadíssima, por uma licença de maternidade curtíssima, pela negação do período de aleitamento, um despedimento ilegal no dia do parto das minhas filhas, um processo em tribunal contra o colégio onde trabalhara, pela procura de emprego, pelo trabalhar a recibo verde em 5 locais diferentes em horários laborais e pós-laborais, pelo notar que as piolhas não eram como as outras crianças, pelo diagnóstico de autismo e tudo o que se seguiu em catadupa: terapias, papelada, burocracias, apoios, referenciações, exercícios, mais terapias, mais tudo. Não tinha tempo sequer para chorar as minhas dores, o meu sufoco, o meu luto durante o tempo que eu queria; foi arregaçar as mangas e seguir em frente, ir à luta porque não concebia sequer outra forma.


Desisti de fazer o mestrado que escolhera no verão de 2010 e, apesar de tudo preenchido, não submeti a candidatura porque dia 17 de agosto tudo mudou. Optei por abdicar de fazer uma carreira e sujeitei-me a continuar a dar aulas mas por aqui bem perto, sempre contactável e sem (muito grandes) penalizações em caso de saída à pressa a qualquer hora, o que implicava recusar colocações em outras escolas, pelas listas do MEC. Desisti de estudar. Dediquei-me às minhas filhas o melhor que soube e o máximo que pude. Tentei dar sempre mais do que era preciso, estar presente em tudo o que envolvesse o desenvolvimentos das piolhas, ser mãe-terapeuta-professora-tarefeira-auxiliar-enfermeira-médica-motorista-nutricionista-guia-técnica-amiga-colega-educadora-empregada doméstica-intérprete-tradutora-cozinheira-estudante-etc.


Um dia, estacionada em frente à escola, desempregada mas numa modalidade emprego-inserção (aquela coisa que não é carne nem é peixe no desemprego mas obrigatória sob medidas sancionatórias em caso de recusa), não consegui sair do carro. Chorava compulsivamente, andava elétrica, birrenta, deprimida, triste, amargurada, explodia por tudo e por nada. E chorava e chorava e chorava. Pedi ajuda química porque palavras leva-as o vento e se um psicólogo tentasse compreender a minha vida acabava ele a autoprescrever-se drunfos. E eis-me de volta aos antidepressivos. Mas com o mesmo espírito rebelde.

O médico receitou escitalopran, um antidepressivo de 2ª geração, que já contém uma combinação de ansiolítico e não nos zombifica. Receitou também um ansiolítico que me lembrou logo a minha sogra (yuk). O que fiz? Tomei metade do antidepressivo, apenas. E, ao fim de umas 2 ou 3 semanas, juroq ue me sentia outra. Estava tudo muito muito melhor, eu conseguia estar mais controlada, não chorava que nem uma madalena arrependida, dormia melhor, as minhas crises de ansiedade diminuiram drasticamente.
O tempo foi passando e, de cada vez que me perguntavam, à laia de troça "mas por que toma antidepressivos?" como se eu vivesse uma vida cor de rosa cheia de frufrus, a verdade, é que, no fundo, eu ficava a remoer na mesma questão. E, de cada vez que decidia "é hoje que começo a fazer o desmame do drunfo", nunca conseguia levar a cabo o meu intento.


Até que, algo mudou. De novo. Apanhei um susto brutal do qual ainda não sei se estou livre e se me refiz. Fiz uma mamografia e ecografia mamária que revelaram um "empastamento" (aka massa) na mama direita , perto da axila, que é sentido na palpação mas demasiado incerto para se medir ou identificar com exatidão. Recomenda-se vigilância... E, a juntar a isto, o meu hemograma mostrou coisas que nem sabia serem possíveis: leucopenia (glóbulos brancos - leucócitos - abaixo do valor normal, bem abaixo) e plaquetas em baixo. Justifica todo o meu cansaço, sonolência, arrastamento, vonatde zero de fazer algo, energia esgotada,  mas sem causa aparente. Tudo o que me mandam fazer é aguardar. E eu gosto pouco de aguardar. Porque, a bem dizer, aguardei 3 anos para que me dissessem o que as piolhas tinham quando eu já sabia que algo de errado se passava, por isso, "aguardar" é algo que não me assiste.
Repeti hemograma à minha custa. Os valores continuam baixos mas os leucócitos subiram um pouquinho. Mas continuo cheia de nódoas negras na zona do soutien ou do cinto das calças, nos braços e joelhos e até no local onde aperto as botas...
And then it occorred me: e se for do raio dos drunfos? Está na altura de sair deste filme. De vez. Sem desmames nem agora metade e depois um quarto. Não, à séria. De vez.

Estou a passar de novo pelo síndroma da abstinência e está aser 10 vezes pior do que em 2006. Ando tonta, nauseada, esfomeada, com os intestinos descontrolados, fico doente só de pensar em andar de carro, doi-me estar na cama mas durmo maravilhosamente no sofá da sala, mal consigo abrir os olhos por causa do excesso de claridade e a minha cabeça parece desapegada. Estou uma walking dead quase literal. Tenho que me esforçar bem na maquilhagem para não revelar essa minha faceta assustadora. Mas ando bem, calma (estranhamente calma, até quando os miúdos parecem possuídos e só fazem asneiras) e com o objetivo bem focado: livrar-me de vez destes drunfos e resistir à tentação de voltar a tomá-los só para evitar a ressaca. Quero repetir as análises e saber por que continuo com valores em baixo, quero sentir-me livre de químicos, quero ser eu de novo.


Pouco me importam os tons acusatórios do "ah mas tens de falar com o médico!", "não podes desmedicar-te!", "não és médica, quanto mais ansiosa andares, mais problemas tens". Hello??? Os problemas estão sempre lá, muda apenas a nossa maneira de os encarar. E, agora, quero encará-los sem ajudas químicas, sem estar dopada, ainda que implique algumas lágrimas. Apesar das alegações de que estes novos medicamentos não causam habituação, a verdade é que largá-los tem os seus efeitos secundários e é mais fácil não o fazer. Mas eu encaro isto como o tabaco. Não fumo mas acredito que reduzir até deixar não iria ser uma solução para mim: ou largava de vez e arcava com a abstinência ou continuaria a fumar mesmo que fosse só um ou 2 por dia...


Fui forte sem ajuda durante muito tempo, fui forte com ajuda durante algum tempo. Agora quero apenas ser eu. Sem sustos de saúde, sem más notícias, sem ter que repensar a minha vida, sem ter que fazer opções complicadas. Agora, como diz a tal história da máscara de oxigénio durante a despressurização do avião, sou eu quem tem que pôr a máscara de oxigénio antes de colocar a máscara nas minhas filhas e nos filhos que me são emprestados (os meus alunos).

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publicado às 19:53

Tudo é mudança

por t2para4, em 03.11.14

Porque a nossa vida nunca é do jeito que idealizamos ou que esperamos;

Porque não dá para fazermos muitos planos nem com prazos muito alongados;

Porque, tantas vezes, temos que decidir no momento - naquele momento;

Porque tivemos e ainda temos que nos adaptar a todas as mudanças;

Porque mudámos também, de tantas maneiras, umas vezes para pior, outras para melhor;

Porque gosto de dizer "Querido, mudei a casa" e ele gosta de dizer "Querida, mudei o carro";

POrque temos que ensinar as piolhas a viver com a mudança, com o imprevisto;

Porque, tantas tantas tantas vezes, mudar tem que ser;

Porque, para já, mudar é bom.

 

E, nós vamos mudando... Mentalidades, comportamentos, gostos, visuais, atitudes. Mas nunca mudaremos o amor que sentimos pela nossa família, pela felicidade de estarmos juntos.

 

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publicado às 14:41

Unhas, cabelos e stress

por t2para4, em 20.10.14

Assunto bonito e fútil para um post, hein? Nada disso. Para mim, começa a tornar-se um assunto sério.

 

Desde que me conheço como gente que roer as unhas era o meu passatempo preferido. A minha mãe tentou de tudo: vernizes com mau sabor, unhas pintadas, piripiri nas mãos, palmadas, etc etc etc De vez em quando, a roedela era tão forte que lá ficava eu com uma bolha toda infetada que só lá ia quando a estoirava com tintura de iodo (delícia, não?).

Por volta dos 16 anos, decidi deixar de as roer. Morria de inveja de uma colega que tinha umas unhas maravilhosas, lindas, grandes, fortes e que pintava de cores fantásticas, tons escuros como eu gosto. Mas, se deixar de roer não custou assim tanto, vê-las crescer fortes e saudáveis foi coisa que nunca aconteceu...

Assim, embora não cedendo à tentação, lá ia tendo umas unhas mais ou menos, um cabelo mais ou menos. A parte de lidar com o cabelo foi fácil: o mais ecadeado possível, de pereferência em U ou V nas costas para dar vida e naturalidades aos jeitos patéticos que ele tinha; apostar num bm champô e amaciador em separado - geralmente para cabelos ondulados ou encaracolados.

Já as unhas... É o meu grande desgosto... Fininhas, cheias de jeitos, quebradiças. Tanto faz aplicar verniz ou séruns ou cenas para fortalecer.

Quando casei, decidi pôr unhas de gel. Pela 1ª vez fiquei com umas mãos e unhas lindérrimas. Amei. Mas não gostei do tamanho... Para quem sempre roeu unhas, ter uns centímetros a mais nas pontas dos dedos já faz uma grnade diferença. E eu tenho um problema sério com as simetrias... Uma unha caiu na lua de mel. Para não ficar feio, arranquei todas as outras na viagem de regresso. Com os dentes...

 

Mais um período de desistência. Ia à manicure de tenpos a tempos, punha base e verniz. Ficavam lindas 2 dias. Fui desistindo. Entretanto, surgiu o diagnóstico de autismo das piolhas e era uma vez unhas. Em alturas boas, andavam arranjadinhas e pintadas - fui investindo em vernizes de secagem rápuda e num bom top coat -; em alturas más, os meus dedos pareciam uns tocos.

 

Esta Primavera decidi que enough was enough e rendi-me às unhas pintadas com verniz gel.Lindas!!! Nunca tive unhas tão bem desenhadas, tão delineadas, tão bonitas, tão arranjadinhas... De há uns tempos para cá, infelizmente, o verniz não aderia o suficiente e comecei a dar prejuízo à casa... Algumas saltavam como pipocas, outras caíam na ponta da unha, outras levantavam... Fomos trocando de base, de selante, de primer, de vernizes. Na semana passada arranjei-as. Estavam lindas. Nem uma semana duraram... Fiquei mesmo triste.

Altura de desistir. E porquê? Porque o stress em que ando é tão grande que não há cabelo nem unhas que resistam. O estado deve ser tal que, depois do tratamento feito pela minha técnica, coloquei um verniz normal com top coat e até esse estalou nas pontas.

O cabelo? O cabelo pede outra tesourada um dia destes. Está estranho, com uma textura que não me agrada - apesar de o marido me ter oferecido a Braun Silk 7 não sei quê - e as pontas estão duras.

 

A prova dos 9 foi hoje na aula de yoga. A pedido de uma das alunas, a instrutora decidiu alinhar-nos os chakras. Não acredito muito nestas coisas e tenho muita dificuldade em concentrar-me nas meditações mas esforcei-me ao máximo para fazer tudo direitinho. A verdade é que não me senti nada alinhada e tanto tempo na mesma posição deu-me caimbras nos pés (hoje foi um dia para esquecer com o raio da caimbras nos pés). A instrutora disse-me logo "Andas sempre stressada pá, não descansas um minuto!".

 

E, all of a sudden, tudo fez sentido... O cabelo, as unhas que teimam em não ficar bonitas, os chakras não sei quê. Raios partam. Eu juro que me esforço e até durmo quando ando muito cansada e insisto em ler à noite ao invés de ficar no sofá a costurar. Já experimentei chás de camomila e afins mas só ganhei sustos pois a tensão arterial desceu tanto que eu mal conseguia levantar-me... O meu normal é sempre 9-6, com 3 cafés ou mais por dia e, hoje, até com uma tablete de chocolate de avelãs inteira.

E, posto isto, só me ocorre dizer "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga...". Ainda fico com tocos no lugar de dedos e cabelo pelas orelhas (me-do!!!!) se isto não passa.

 

Truques para destressar. Precisam-se. Com urgência.

Agradecida.

 

 

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publicado às 22:35

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