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Fomos à neve. E mais qualquer coisa...

por t2para4, em 03.03.15

Volto a afirmar que consideramos importante este tipo de vivências, desde uma simples ida ao supermercado a uma viagem algo mais longa. A experiência visual, sensorial, real de estar ali, naquele lugar, e poder saber mais sobre ele, in loco, não se compara ao que se aprende através dos livros ou net. E há sempre algo que os nossos olhos vêem de diferente e que uma câmara não consegue captar.

Fomos de viagem até à Serra da Estrela, de novo, à espera de encontrar neve. E encontrámos. E, visto que, desta vez, não tínhamos paredes de 2m de gelo em nosso redor, até arriscámos a ir mais longe e visitar outros pontos interessantes.

 

Da Torre, seguimos para baixo, em direção à nascente do rio Zêzere, no Covão da Ametade, que, não é nada mais nada menos do que um antigo glaciar que dá para uma antiga lagoa glaciar... Quem diria que tínhamos a Idade do Gelo aqui ao lado, hein? Uma paisagem de tirar a respiração, um cenário idílico, lindo até perder a vista. Não fomos ver a nascente do Mondego, talvez no verão ou para o ano.

Brincámos imensp na neve. Uma neve diferente da do ano passado. Esta não era fofa nem seca nem leve; era mais molhada, suscetível a derretimentos, mais dura, quase gelo mas sem o ser (temos de importar as palavras esquimós para nos ajudar a definir as diferentes neves). Havia muita neblina e nevoeiros, uma claridade estranha. Mas foi maravilhoso brincar, correr, pular e verificar que, no espaço de 1 ano e 1 semana, as piolhas cresceram tanto, estão tão altas, tão crescidas, que até parece mentira...

 

Algumas curiosidades:

Torre - temos a GNR num dos edifícios, um marco geodésico a indicar o ponto mais alto da Serra e de Portugal Continental, com a Torre a perfazer a altura restante para arredondar as contas para os 2000 m de altitude. A estância de ski é logo ali ao lado (mas digo já que não me convenceu minimamente...)

Covão da Ametade - é uma depressão onde repousam sedimentos originando uma pequena planície naquilo que foi uma antiga lagoa de origem glaciar, com um Zêzere muito juvenil em forma de ribeiro de águas transparentes.

Senhora da Boa Estrela - Situada no Covão do Boi, em plena Serra da Estrela, encontra-se esculpida em baixo relevo, na rocha, a Senhora da Boa Estrela, padroeira dos Pastores.

Nave de Santo António - Planalto a mais de 1500 m de altitude, com uma pequena capela, "perdida" no meio da paisagem

 

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publicado às 18:24

Neve e praia - 2 destinos, 2 domingos

por t2para4, em 23.02.14

As piolhas são bichinhos de rotinas fixas, sem alterações, sem imprevistos e, muito menos, mudanças de última hora sem que sejam muito bem explicadas. Um pouco por culpa nossa, admitimos, elas ficaram muito focadas na ideia de que uma saída em família tem de ser obrigatoriamente uma saída a um espaço comercial, envolvendo compras. Estamos a tentar mudar essa atitude - nossa e delas - e a aproveitar o que há para além do estar com gente. Podemos estar com pessoas noutros locais, com outros propósitos, com outras vistas.

 

Uma das piolhas já andava a pedir neve desde a nossa ida ao Centro Geodésico de Portugal. Tentámos ainda esperar pela oportunidade de ter neve na nossa serra mas não deu. Por isso, num destes domingos, preparámos um farnel ao género pic-nic, levei alguns medicamentos em caso SOS (benurons, água do mar, xarope da tosse, etc - uma piolha estava com ranhocas e alguma tosse), vestimo-nos adequadamente (roupa por camadas) e, o marido e as piolhas calçaram algo apropriado (a minha aventura foi outra) e lá fomos nós, por Oliveira do Hospital em direção à Serra da Estrela. Nesta localidade, já víamos as montanhas brancas e a excitação de chegar era muita!

O dia estava enevoado mas o sol surgiu e nós aproveitámos bem cada momento!

Apesar de ser muito american style, tive que realizar um desejo antigo: fazer anjos na neve!! É tãããããõooo giro!!! E até as piolhas gostaram! fazer bonecos de neve é que já é outra história: é muito complicado. A sério! Com neve fofinha não dá porque não "cola", com gelo é demasiado rijo para moldar e chateia imenso estar ali a empilhar neve atrás de neve com tudo a desmoronar. Desistimos e fomos ver os que já havia feitos por lá. Caímos imenso nas zonas de neve fofa e ficávamos com neve até à cinta. E ríamos. E também demos alguns trambolhões porreiros e muitas muitas batalhas de bolas de neve fofa, que se desmanchavam mal atingiam o seu alvo.

 

 

 

 

 

 

Os baldes da praia, que vivem todo o ano na mala do carro, foram de uma utilidade maravilhosa. Fizemos imensos castelos de neve em cima de rochas e as piolhas acharam o máximo fazer com neve o que se costuma fazer com areia. Reação mais do que positiva.

 

A paisagem é fantástica. Acho até que fica muito mais bonita assim com uma neve que já começa a derreter abaixo dos 1500 m do que sem neve alguma. 

E eu, que só tenho botas de salto alto e sapatilhas a precisar de reforma (as pobres já contam com uns 8 anos em cima), achei que iria muito bem com umas bota stipo pantufa. E ia! nada de frio nos pés! Mas, a água que passava nas bermas começou a infiltrar-se pelas solas e, a caminho da Lagoa Comprida, os meus pés estavam molhados. Ali não comprei nenhumas botas novas mas, chegados ao sabugal, nem pensei duas vezes: ganhei umas botas novas, muito giras e parecidas com as das piolhas mas em preto, umas meias de lã e uma constipação que me obrigou a ficar dependente de Griponal e Brufen durante quase 1 semana... Parvoíces da minha parte, pois.

 

 

 

 

Do branco da neve passámos ao branco da farinha. Se alguma vez se aventurarem por terras centrais, na Serra da Estrela, é obrigatório parar em Seia e visitar o Museu do Pão. É fan-tás-ti-co!! Parece uma mini-aldeia dentro de um único espaço, há imensas coisas para ver, o museu está muito bem organizado e conseguido, as crianças aprendem muito com a visita pedagógica. Vale mesmo a pena. As piolhas, que nem ligam nada a estas coisas, apesar dos meus esforços, ainda que inicialmente relutantes e aparentemente distraídas de todo, captaram a mensagem e, à noite, relataram-nos o que tinham visto nos Museus do Pão e do Brinquedo (que me dececionou - pois não se compara ao de Sintra - mas que elas amaram).

 

 

 

E, da neve para a areia!

Um domingo diferente, cheio de sol, vento e maresia. Apesar de mais cavada pelas ondas tsunamicas destas últimas tempestades hercúleas, ainda teremos areal e praias no verão, mas sem grandes abusos, porque com a maré cheia, sobra pouco espaço.

Mais uma oportunidade para correr e saltar e, apesar de ser feio, amestrar as piolhas que não têm a mínima noção do que é andar em segurança num passeio, que não sabem andar a pé, que não pescam nada de passadeiras. É uma luta que teremos que travar imenso nestes próximos tempos.

 

 

 

 

 

E mais voltas de seguirão. Ao jeito "vamos dar um passeio a ..... (preencher o espaço com um nome), que tem ... (preencher com um monumento, local de interesse, etc.) e fazemos um picnic!"

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publicado às 22:39

Hoje fomos passear ao centro

por t2para4, em 19.01.14

Decidimos aproveitar a melhoria de tempo e dar uma volta. Uma das nossas resoluções de Ano Novo é podermos dar uns passeios a locais onde nunca tenhamos ido e queiramos conhecer, quando o pudermos fazer. Surgiu a oportunidade hoje.

O nosso destino era o Centro Geodésico de Portugal com uma passagem pela Serra da Lousã. Se tivessemos saído cedo, antes do almoço, teríamos apanhado ainda muita neve... Como só saímos por volta das 13h, já não havia neve, embora estivessem 3 maravilhosos graus positivos com um ventinho daqueles que sabe a 10 negativos e trespassa os ossos, mesmo debaixo de camadonas de roupa.

A paisagem está deslumbrante. Por aqui e por ali, vêem-se cascatas ou quedas de água, tiram-se fotografias fantásticas e inspira-se uma pureza que não se encontra de qualquer maneira.

 

 

 

 

 E este é um vídeo: http://www.t2para4.com/imagens/MOV_0002.mp4

 

 

Chegados à Barragem do Cabril, demos uma espreitadela à água e à paisagem. Faz muita impressão. Não são borboletas na barriga, é uma colmeia de abelhas bravas!!! 

 

 

 

 E eis o nosso destino: O Centro de Portugal. E a indicá-lo está um marco geodésico. Fica em Vila de Rei e, dali, podemos ver uma paisagem de serras fantástica. Mais informações aqui e aqui

Estava tanto frio!!! Tanto, tanto!!! E um vento tão desagradável... Brrrrrr. Mas valeu a pena. As piolhas gostaram, apesar de uma delas ainda fazer birrinhas pois o trajeto de passeio não era o que ela tinha em mente. A outra curtiu à brava :) adorou ver a paisagem, as serras, conseguiu ver ao longe a Serra da Estrela cheia de neve e perguntou se íamos lá (talvez para uma próxima), abraçou o marco e riu imenso. A irmã acabou por lhe seguir os passos (não sem antes levar um ralhete do pai...).

 

 

 

 

 

Mãe e piolhas vestidas por elas próprias, quentes e confortáveis  eh eh eh

Casacos maravilhosos da Verbaudet (já herdados de outras gémeas) que são 2 em 1 e ficam assim quentinhos e cheiinhos

 

O próximo itinerário já está na forja. Já tínhamos imensas saudades dos passeios que dávamos antes de sermos pais. Claro que a nossa vida de solteiros-sem-filhos complicou-se um pouco depois da chegada das piolhas mas, creio que agora, já estamos prontos para a retomar, sem exageros, claro. Acima de tudo, não queremos gastar muito dinheiro mas divertirmo-nos e mostrar um pouco do mundo às piolhas. Tal como o fizemos hoje - levámos o lanche de casa e só gastámos combustível e trocos em café -, a ideia é fazer piqueniques nos nossos passeios e contar pequenas histórias. As piolhas adoram e nós também.

E para acabar em beleza, ainda tivemos direito a um arco-íros "com as cores do Rainbow Dash!!!" (é um poney)

 

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publicado às 20:57

Passeio ao Buçaco

por t2para4, em 04.09.13

Nos inícios de agosto decidimos arriscar a criar novas memórias para a tia e a levar as piolhas a conhecer outros locais. Foi um misto de emoções pois, se por um lado, correu mais ou menos, por outro lado houve muitas birrinhas e miadelas por estarem exaustas e não o expressarem. Claro que acabei por ter que adivinhar o que se passava... Esta limitação a nível da linguagem e da expressão ainda me preocupam e marcam bem a diferença mas pronto, lá chegaremos, um dia.

Adiante.

Optámos por entrar de carro pela mata pois fazer todo aquele caminho a pé com as piolhas, estava séria e absolutamente fora de questão. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o núcleo central é formado pelo Palace Hotel do Bussaco e pelo Convento de Santa Cruz juntam-se as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Bussaco, os cruzeiros, as fontes (saliente-se a Fonte Fria com a sua monumental escadaria) e as cisternas, os miradouros (o da Cruz Alta oferece vista privilegiada sobre toda a região entre Coimbra e a Serra do Caramulo) ou as casas florestais. Esta e outras informações aqui.

 

Já agora, Buçaco e Bussaco são a mesma coisa :) A grafia antiga é a que ostenta os dois "s".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como habitualmente, tivemos uma das piolhas de serviço como fotógrafa amadora e ela até se safa bem! Vou criar uma pasta no nosso disco externo só para guardar as fotos que ela vai tirando. Creio que, mais tarde, deve gostar de as querer rever.

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publicado às 15:36

A nossa Coimbra

por t2para4, em 20.08.13

Nada melhor do que ressacar uma birra e uma brutal dose de mau humor do que, além dos drunfos, sair. E sair para perto, visitar algo muito nosso que acaba sempre por ter algo novo para nos mostrar de cada vez que nos encontramos. Fomos a Coimbra :) a nossa Coimbra e o nosso Mondego...

 

 

 

 

Costumava vir namorar para aqui antes de apanhar o transporte de volta a casa... Parece que foi noutra vida...

Demos uma voltinha por ali, apanhámos a brisa do Mondego, tirámos fotos.

 

 

 

 

A primeira paragem foi no Museu da Água, um espaço pequenino, bem no centro do parque da cidade, a acompanhar o rio Mondego. É costume haver atividades no museu mas, desta vez, não tivemos sorte. Mas vimos coisas bem interessantes como malas feitas a partir de telas reaproveitadas, submarinos/tanques/helicópteros feitos de antigos contadores de água, canalização e um espaço fantástico mesmo por cima do rio, de frente para a barca. 

As piolhas gostaram do Plim, a mascote do museu, e até ganharam uns cantis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No site oficial (http://www.museudaagua.com/) há imensa informação e até histórias para ver/ler e atividades para fazer com os piolhos. Ah, já agora: entradas gratuitas.

Bem, dali a tia ainda pagou uma viagem no comboio que passeava pelas docas e Parque Verde, o que fez as delícias das piolhas. 

Depois do lanche, fomos passear para o Penedo da Saudade, um parque e miradouro da cidade de Coimbra, construído em 1849, de onde se avista parte da cidade até ao rio Mondego, a serra do Roxo e a serra da Lousã. Ligado à cultura coimbrã e à universidade, neste espaço encontramos, entre uma vegetação diversificada, inúmeras placas comemorativas de eventos ligados à vida académica, além de poesias de alunos. É um local muito sossegado, muito bonito e que deixa um pouco aquela nostalgia do "Coimbra tem mais encanto na hora da despedida..." associado a um percurso académico...

 

 

 

 

 

 

 À saída, passámos ainda no Jardim da Sereia - aproveitar que havia estacionamento - e demos um passeio rápido. Pode saber mais sobre este local aqui (http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_de_Santa_Cruz). Pessoalmente, custa-me que esteja num estado tão vazio, tão pintado de porcarias que alguém acha arte, com estátuas destruídas...  Mas enfim...

 

 

 

 

Foi uma tarde bem passada, valeu a pena ter arriscado a sair. 

E, agora uma curiosidade: estava mesmo a acabar de estacionar o carro e a minha sandália rebenta... Sem nenhum local perto onde comprar outras e fora de questão voltar para casa, pensei no que o marido poderia ter no kit de urgência na mala do carro. E encontrei fita isoladora. Com umas quantas tiras e uma navalha, o resultado foi este:

 

 

E não é que aguentou o passeio todo?

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publicado às 21:24

Passeio a Aveiro

por t2para4, em 21.07.13

Aceitámos o convite e fomos até Aveiro. Havia o desejo de conhecer alguns cantinhos daquela cidade - no que levar as piolhas connosco nos permitisse -, a começar pelo Museu de Aveiro.

 

O Museu de Aveiro fica numa zona bastante central e de fácil acesso. Não fosse o estacionamento pago do Fórum (shame on you! Em Coimbra, todos os estacionamentos de shoppings são gratuitos!) e até em estacionamento era uma beleza! Não há qualquer dificuldade en dar com o Museu que fica bastante perto da Sé e do Parque D. Pedro V.

 

Por partes: o Museu de Aveiro é um museu de História e Arte, instituído no antigo Convento de Jesus, da Ordem Dominicana feminina. A área monumental evidencia o traçado conventual que remonta ao séc. XV, designadamente da Igreja de Jesus e do claustro, concluídos no séc. XVI, o estilo Barroco do coro baixo, com o túmulo da Princesa Santa Joana (1693-1711), do coro alto e de diversas capelas devocionais, dos sécs. XVII e XVIII, e a fachada “apalaçada”, fisionomia do museu, do séc. XVIII.

A exposição permanente apresenta obras de Pintura, Escultura, Talha, Azulejo, Ourivesaria e Têxteis, dos sécs. XIV-XV ao séc. XIX, provenientes de conventos extintos de Aveiro e de outras regiões do país. Da colecção do Livro Antigo e dos Manuscritos, documentos da fundação do convento e da vida da Princesa Santa Joana (m. 1490), filha de D. Afonso V, figura incontornável na história do Convento.

Gostei bastante de ver as talhas douradas e algumas peças. Não tenho boas fotografias porque isso implicava usar flash - o que é proibido e para o qual fui chamada à atenção 3 vezes... -, mas sempre que a máquina tinha onde buscar luz e sem recorrer a tripé, lá arranjei algumas imagens bem bonitas.

Coloquei o meu telemóvel nas mãos das piolhas e elas fizeram a sua própria cobertura fotográfica. E até se safaram muito bem! Têm fotografias muito castiças entre (imensas!) mal tiradas.

 

 

 Utensílios de farmácia, em exposição logo à entrada do museu, perto da bilheteira (foto das piolhas)

 

 

Claustro do Museu (antigo convento) e escultura da exposição temporária (duas últimas imagens, autoria das piolhas)

 

 

Pormenor lindíssimo do teto de uma das capelas do Museu. Adoro aquelas estrelas.

 

Estas colunas e quadros estavam numa das alas com outras esculturas de cariz religioso e relicários. Adorei a conjugação.

 

Depois do almoço, em jeito de picnic, fomos dar um passeio ao Jardim D. Pedro V. Apesar de estar em recuperação, valeu a pena pois é muito bonito e agradável. Fica na zona ajardinada da Baixa de Santo António, densamente arborizada, com variadas fauna e flora, e ainda um lago de razoáveis dimensões. No seu interior destaca-se o coreto em ferro forjado do início do século, e o Museu de Caça e Pesca (que estava fechado e não visitámos).

 

 

Coreto que mostra a arquitetura do ferro forjado, do início do século XX

 

 

 

 

 

 

 

Depois de dar uma volta ao lago, fomos até outras bandas, à beira da Ria. 

 

 

 

 

O Centro Cultural e de Congressos é parte de um edifício emblemático da arquitectura industrial Aveirense.

Fábrica Jerónimo Pereira de Campos é a antiga designação deste edifício, que acentua o carácter, junto com outras marcas da indústria da cerâmica na região.

 

 

 

Fartámo-nos de rir com os dizeres destes moliceiros. Delicioso.

Havia passeios nestes barcos, tão típicos de Aveiro, mas não arriscámos. 

 

Estação de Aveiro. Adoro de paixão aqueles azulejos. A nossa estação de comboios também tem uns lindíssimos mas longe dos nossos olhos, de momento, por razões políticas. 

 

A Estação de Aveiro é uma das mais bonitas estações do país. Actualmente, o edifício antigo (talvez venha a tornar-se num edifício museu) fica ao lado de uma moderna estação ferroviária. Os painéis de azulejo presentes em todo o edifício recebem e despedem-se em tons de azul e branco de quem chega ou deixa Aveiro. Os painéis, que têm vindo a ser recuperados ao longo dos anos, contam histórias de Aveiro e das suas gentes, das suas profissões, da sua história e da sua paisagem. A estação de Aveiro faz parte da Linha do Norte da CP e nela começa a Linha do Vouga.

 

 

 

E, por toda Aveiro, se viam peças deste género - de que eu gostei bastante! - e que acho muito originais. Não deu para fotografar todas mas fica a ideia.

 

E não viemos embora sem comer os divinais ovos moles!

Para terminar o rol de fotos, ficam os "apanhados" das piolhas à mãe e vice-versa!

 

 

 

 

Balanço: foi uma saída na companhia da avó e da tia qque até correu muito bem. Tirando um ou outro stress no museu (insistir em mexer, muitos saltos e correrias, mas nada que uma boa palmada não tenha resolvido), as piolhas caminharam tanto tanto tanto a pé que até me admiro não terem melgado mais com as queixinhas do costume "eu quero o carro", "doem os joelhos", "mais pé não!". Estão mesmo numa fase em que conseguem usufruir do que vivenciamos, conseguem contextualizar com as devidas relações o que lhes é explicado com o que veem/sentem/ouvem/cheiram, acho que já conseguem perceber o objetivo de um passeio para fora da sua localidade.

Neste momento, as piolhas estão como qualquer menina que faz as delícias da mãe: companheiras.  

 

 

 

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publicado às 19:24

Levei as piolhas a visitar o Castelo da Lousã (o que recomendo muito, já agora) e, de antemão, fiz um pequeno trabalho de preparação.

Informei-as de que era um castelo pequeno que servia essencialmente de posto de vigia, ou seja, para o rei ver se as tropas inimigas que o queriam atacar vinham a caminho e que havia uma história/lenda relacionada com aquele castelo.

Não contei a lenda antes, preferi contá-la in loco, com o castelo por cenário para que houvesse mais atenção e impacto. A lenda é muito vasta, aliás, há imensas lendas e versões (e eu tenho ouvido algumas que são de bradar aos céus de tão ridículas que são) e optei por sintetizá-la e resumi-la ao essencial: as 3 personagens principais, o local, o porquê.

 

Eis o que eu contei:

O Rei Arunce tinha uma filha chamada Princesa Peralta. Ele foi derrotado numa guerra e com medo que lhe roubassem os seus tesouros e a sua filha, e como tinha vergonha de ter perdido a guerra, decidiu mandar construir um castelo ali e fugiu para lá com a filha. Mais tarde ele foi lutar para o deserto para ver se ganhava mais fortuna e tesouros mas deixou a princesa Peralta no castelo, prisioneira. Ela estava apaixonada por Lausus, um jovem principe, mas não podia casar com ele porque o pai não deixava. Dizem que, apesar de esta história ter acontecido há muitos muitos muitos muitos muitos muitos muitos muitos anos atrás, em dias de nevoeiro e pouco sol, se fizermos muito silêncio e prestarmos atenção, conseguimos ouvir a princesa a suspirar pelo seu amor... 

Nesta parte, as piolhas, que até estavam atentas, perguntaram "a sério?". Adorei aquela saída!

 

 

Além da história e da visita ao castelo (entrada pois o castelo em si está fechado), o objetivo era outro: apanhar restos de telhas da época medieval. E lá expliquei eu, simplisticamente, que há muitos anos atrás, havia casas ali onde é agora o parque de estacionamento mas que essas casas - o burgo - tinha sido todo destruído e estragado. Mas ainda poderiamos encontrar restos dessas casas, principalmente telhas. E lá andámos nós a apanhar telhas com os baldes da praia :) E com umas clandestinas a bordo: as Barbies...

 

 

A atividade estava prevista para durar mais ou menos 45 minutos a 1 hora mas em 20 minutos já estávamos de regresso ao carro... As piolhas estavam a ressentir-se da vacina tomada na véspera e, apesar de serem apenas 11h, estavam muito molengonas e a começar a ficar irritáveis. Assim, apesar de tudo, correu tão bem que nem me importei. 

 

Em casa, depois de uma bela sesta, já de tarde, enchi uma bacia com água e arranjei uma velha escova para que as piolhas pudessem lavar as suas telhas e pô-las a secar.  Gostaram bastante de o fazer e deram valor ao que trouxeram. Arqueologicamente, de acordo com o que me foi indicado por uma amiga, estes vestígios têm muito pouco valor dada a sua destruição e abundância. 

 

Quando o pai chegou a casa, contaram-lhe o que tinham feito e mostraram as telhas. Ficou admirado por terem captado os nomes das personagens da lenda e terem feito as corretas associações de ideias ao espaço. Não é fácil tentar explicar que, antigamente, havia ali casas num espaço que, para elas e aos nossos olhos, é hoje um parque de estacionamento em pedra de calçada...  

 

Mais informações sobre este monumento:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_da_Lous%C3%A3

 

Fica um excerto mais completo da lenda:

 

É perante uma invasão a Conímbriga, então porto de mar, perpetrado pelo Príncipe Lausus, que o Rei Arunce se vê obrigado a fugir para a atalaia da Lousã, levando consigo a sua filha Peralta e todas as suas riquezas.
Contudo, no momento da fuga, a Princesa Peralta e o Príncipe Lausus terão trocado olhares que os deixou enamorados.
O ímpeto de Lausus leva-o a ir em busca da sua amada, percorrendo as serranias da região.
O velho monarca, sabendo das intenções do seu inimigo, resolve ir ao encontro de Lausus, deixando Peralta e as riquezas fechadas no Castelo da Lousã.
Este encontro militar acaba contudo por se tornar fatídico para Arunce e Lausus…
Não havendo ninguém conhecedor do refúgio da Princesa, conta a lenda que ainda hoje, de quando em vez, se ouve o soluçar apaixonado da jovem Peralta, aguardando pelo seu Príncipe.
Em memória dessa história, Lausus terá dado origem ao nome da vila da Lousã, inicialmente Lausana, enquanto que o rio envolvente ao Castelo terá ficado com o nome de Arunce e posteriormente evoluído para Arouce.

 

http://www.casaprincesaperalta.com/lenda.htm ou http://historiadalousa.blogspot.pt/2010/04/castelo-da-lousa.html para outra versão da lenda

 

 

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publicado às 13:30

Passear...

por t2para4, em 26.02.11

... sabe tão bem!

Antes era muito difícil sair com as piolhas para onde quer que fossemos. Eu, sempre numa de super prática, lá me desenrascava e dava a volta mas era muito cansativo e elas próprias não sabiam como lidar com a imensidão, as pessoas, etc. Era mesmo complicado... Não podíamos levá-las pela mão porque logo uma delas se atirava ao chão ou fingia não ter força nas pernas ou não nos ligavam nenhuma quando as chamávamos, logo, tínhamos obrigatoriamente de levar o carrinho. Enquanto eram mais pequenas, até se fazia mais ou menos mas à medida que foram crescendo, empurrar um carrinho duplo ou bengala dupla ficou muito pesado (e penoso), assim, optámos por uns bengalas individuais mas isso já implicava que fossemos sempre dois nas nossas saídas. Ir ao supermercado era fácil: faziam parte do percurso até aos carrinhos a pé e o resto era dentro do carrinho das compras.

 

Pouco a pouco, vitória a vitória, lá vamos conseguindo fazer o que as famílias "normais" fazem, como... sair em família, sem ter a sensação que estamos na meia maratona de Lisboa, por exemplo! Conseguimos ir passear à serra, ainda vimos neve (!) e as piolhas divertiram-se imenso, o marido tirou imensas fotos e todos relaxamos um pouco. Esperemos que seja apenas o início de mais saídas!

Aqui ficam algumas fotos de uma tarde bem passada.

 

 

 

 

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publicado às 22:34

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