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Coisas de gaja, pode ser?

por t2para4, em 12.09.16

O nosso sistema nervoso é qualquer coisa de incrível. Em alturas de maior ansiedade ou stress, há sempre pequenos sinais de que algo não está como deveria e, na maioria das vezes, controlar isso é muito complicado.

 

A minha relação com unhas, cabelos e afins não é uma relação fácil. Quando estou mais ansiosa e enervada com algo, o cabelo começa a cair estupidamente (e depois nasce novo e fico com imensos cabelos bebés indomáveis levantados no cocuruto) e as unhas começam a escamar (o que é sempre uma coisa fantástica e muito estética - not). Após muito esforço da minha parte (seruns, fortificantes, suplementos, etc.), desisti de tentar salvar as minhas unhas. E ceder à tentação de as roer era em instantes. O cabelo foi fácil: um pouco ao engano, passei de um comprimento pelo fundo das costas às orelhas, embora tenha pedido pelo pescoço - tudo o que estava estragado foi fora mas não gostei da mudança quase radical, é demasiado dificil de domar e dá muito mais trabalho que um cabelo comprido.

 

Bem, unhas. Tinha prometido a mim mesma que nunca jamais em tempo algum voltaria ao verniz gel e familiares (ficava com as unhas em papel, tudo doía, pagava uma fortuna e aquilo começava a saltar ao fim de 2 dias - às vezes, no próprio dia. Cheguei a convencer-me que o problema era meu pois as outras mulheres com unhas semelhantes aguentavam-nas semanas a fio). Mas nenhuma das soluções aparentemente saudáveis e médicas estava a surtir qualquer efeito e voltei a ter uns tocos em lugar de dedos. E, a dar aulas a adolescentes com unhas maravilhérrimas, eu sentia-me, além de envergonhada, desconcertada com o que se passava.

Farta de ter vergonha das mãos, decidi dar-me uma ultima oportunidade. Pedi ajuda a uma pessoa fantástica que entrou na área por hobby - e que acabou por se apaixonar à séria pelo hobby- e dei-lhe o susto da, então, curta experiência na área. Foi um grande desafio e sempre lhe disse que, superando este, superava qualquer coisa. E foi mesmo: em apenas 2 semanas, vimos resultados incríveis. E, a partir daí, com muito profissionalismo, muito empenho e muito carinho, tenho umas unhas fantásticas (apesar das suas características únicas: uma delas partiu-se sem partir o verniz, vá-se lá entender isto) e consigo fazer tudo sem medo de estragar a manicure (o que inclui lavar todos os tapetes e carpetes lá de casa este verão). Afinal, eu só precisava de encontrar a pessoa certa... E, nesse aspeto, posso dizer que tive muita sorte pois, não sendo beauticista (acho que agora se diz assim) de profissão (profissão principal, entenda-se), o que faz, faz com formação adequada, com gosto e com muito cuidado. Nunca vi ninguém não abusar dos instrumentos de remoção ou cuidar tão bem da unha natural como ela faz. 

E confio. Se ela me diz que uma determinada cor aguenta mais tempo por causa dos pigmentos, ou um verniz de cobertura brilhante protege mais a unha do que outros, eu acredito porque, de facto, vejo isso. E experimentamos. Neste momento, faço as unhas de 3 em 3 semanas. E vejo-as crescer, vejo-as naturalmente bonitas quando se retira o verniz, vejo unhas compridas sem formatos esquisitos e sem dobras e sem ondulações que não saem agarradas ao verniz caso ele se solte.

 

Este verão, o sucesso foram os vernizes térmicos. Até o marido achou imensa piada e gostou. E, depois de ter visto a diferença abismal entre como eu tinha as mãos antes e com as tenho agora, já não acha que tratar das unhas seja uma futilidade. A verdade é que, agoram tenho umas unhas fantásticas e bonitas. E que posso personalizar, por assim dizer. Depois dos vernizes térmicos (o último mudava de azul escuro para azul clarinho, quase branco), agora tenho um pouco de nail art: uma maçã e as letras ABC (porque achei que ficava pindericamente fantástico começar o ano letivo com algo muito associado à escola).

 

 

IMG_4284.JPG

 Pode não parecer, mas é o mesmo verniz: em escuro quando tenho as mãos frias; em azul clarinho, com as mãos quentes. O mais fixe é quando faz um degradé e fica em vários tons de azul.

 

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 Back to basics: vermelho é uma cor que fica sempre muito bem, em todas as estações do ano. Mas confesso-me curiosa de ver como ficam os castanhos escuros (e se se aguentam nas minhas unhas). Pode soar fútil - afinal são só unhas - mas eu valorizo muito todo este caminho porque quase não tinha unhas.

Estou orgulhosa de quem teve a paciência e a arte para me ajudar a ter chegado tão longe e orgulhosa de mim por ter chegado aqui. 

 

 

 

PS - As piolhas usam vernizes normais. E, por regra, só no verão. No inverno, não têm muita paciência nem costumam pedir para pintar as unhas.

 

 

 

 

 

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