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Cosmos? Qual cosmos?

por t2para4, em 20.03.15

Vejamos:

- equinócio da primavera

- lua cheia

- eclipse solar

- mudança meterológica

- dia do pai coincidente com terapia ocupacional onde descobrimos que, afinal, até poderíamos ter começado mais cedo, que as piolhas têm muitas dificuldades motoras e de coordenação e dissociação (uma mais que a outra) e que temos tanto trabalho pela frente que eu e o pai saimos doidinhos do hospital...

- concurso de professores (mais o concurso dentro do concurso dentro do concurso e a certificação e o diabo a sete)

- asma do pai e consequente mudança de ambiente dos nossos gatos para casa dos avós

- noites mal dormidas ou dormidas à pressa

- preocupação com a chegada do verão e consequente términus de contrato de trabalho

- preocupação em arranjar trabalho (e quase quase a querer desistir do ensino porque, vejamos, farei 35 anos este ano, logo, estou velha para o mercado de trabalho)

- estereotipias das piolhas super visíveis em situações de nervosismo e ansiedade e medo

 

Posto isto, se é suposto o cosmos se reorganizar hoje ou sei lá o quê, que o faça de modo a nos ajudar porque, honestamente, já dei para este peditório e estou farta fartinha de tanto esforço, tanto trabalho em troca de um ordenado miserável e incerto; farta fartinha de tanto trabalho que nunca tem fim com as piolhas e já começam a falatr-me as ideias para tornar exercicios físicos semelhantes a yoga divertidos sem parecerem exercícios físicos semelhantes a yoga.

Por uma vez na vida, gostava mesmo mesmo de ter uma vida. Normal. Regular. Comum.

 

Já volto. Tenho muito para organizar, workshops para preparar, histórias para escrever. E preciso de dormir.

 

 

 

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publicado às 08:42

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4 comentários

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De Ana chainho a 20.03.2015 às 16:40

Que estereotipias têm as suas filhas? Com os anos, têm vindo a mudar? Obrigada, Ana Chainho
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De t2para4 a 21.03.2015 às 08:18

Algumas têm-se sido constantes, como o handflapping, o trazer sempre qualquer coisa na mão (por muito insignificante que seja, pode até ser um papel) e o levar algo à boca (a manga do casaco, o lápis, etc.) . Apesar de parecerem estranhas aos olhos dos outros - como o handflapping -, são inofensivas.
Antes tinham algumas mais graves, como morder os dedos, arrancar cabelo ou bater com a cabeça... Felizmente, essa fase já passou e não parece que volte.
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De Ana a 21.03.2015 às 17:02

Obrigada! 
Costuma usar "social stories' com elas? Sou professora e estou a ajudar um menino autista que precisa de desenvolver a interação com os colegas... Será que me pode falar da sua experiência neste tópico?
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De t2para4 a 21.03.2015 às 18:36

Sim, costumo. O nosso terapeuta ofereceu-nos o livro 204 Fold & Say Social Skills da Super Duper Series. Todas as situações são ideais para treino: saídas em família a locais óbvios (como ir às compras, ainda que tenhamos de escolher um horário menos lotado), consultas, escola, etc. E conjugar isso tudo com saídas com a equipa da unidade e o professor de educação especial se não não adianta de nada. É importante haver um momento em que as crianças percebam que é possível sair para a realidade social com outras pessoas sem serem da família e verificarem que se fazem as mesmas coisas: comer, tomar café, caminhar, etc. e chamar a atenção para pequenas coisas (atravessar uma passadeira quando não passam carros ou responder bom dia a alguém conhecido) ou atribuir pequenas tarefas (como ir buscar um ticket para a fila de espera do pão). E treinar isso também em terapias. Ou seja haver um ciclo de trabalho muito completo.
Bom trabalho!

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