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A respeito disto:

 

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/paracetamol-na-gravidez-aumenta-autismo-e-hiperatividade-diz-estudo.html

 

Tenho a dizer:

- existem demasiados outros estudos que atestam que o paracetamol é dos poucos medicamentos que quase (atente-se aqui, porque nunca há 100% de nada) não tem efeitos secundários e quase é seguro que a maioria das pessoas tome.

- a menos que vivamos uma tribo qualquer, há por aí algum xamã que me poss recomendar algo não químico e realmente eficaz que me baixe a febre das piolhas? Uma delas faz febres galopantes e nem sempre só o paracetamol a faz descer.

- que outras alternativas existem para, por exemplo, um bebé de 4 meses tome quando está com 40 º de febre?

- passei grande parte da gravidez internada ou de cama. A 1ª grande razão de um internamento foram as dores de cabeça, tão grandes e tão fortes e tão delibilantes que me punham a vomitar e a ter que usar óculos escuros dentro de casa. Eram dores tão fortes que, a certa altura, eu só desejava que a cabeça rebentasse de vez mas se descobrisse uma forma de salvar as minhas bebés. Foi assim desde as 10 semanas de gravidez. Só podia tomar... paracetamol e pouco mais. Tomei tantos que pensei que brincava dizendo que a 1ª palavra das minhas filhas iria ser "paracetamol", assim à séria. Mas, quer eu quer as piolhas, estamos aqui, vivas e saudáveis. Ainda bem que levei com o paracetamol.

- quase toda a gente toma paracetamol, homem ou mulher, adulto ou criança ou idoso, grávida ou não. A maioria das pessoas que toma não tem autismo. 

- há algum - unzinho apenas - medicamento/remédio/poção/mezinha 100% seguro e eficaz e natural e saudável e sem contraindicações? Até a água que bebemos tem contraindicações. Lá está.

 

Poderia continuar a desfiar motivos e razões mas honestamente isto... cansa-me. Eu até entendo que se procure uma causa e até percebo que haja uma relação entre causa-cura (ou seja, descobre-se a causa para se tentar descobrir a cura) mas incutir culpas a ABCDEFG e, com isso, influir uma culpabilidade absurda na cabeça dos pais deveria ser considerado criminoso. Até ao momento, ainda não li nenhum pseudo estudo que se preocupasse em realmente tentar chegar a uma causa sem culpabilizar ninguém. 

Em resposta a estudos anteriores: 

- tomei ácido fólico tarde, ás 7 semanas - quando descobri a gravidez

- não tomei ácido fólico a gravidez toda -parei às 20 semanas por indicação médica

- não há antecedentes genéticos marcados por a+b+c+d

- não sou prima do meu marido

- sou alta para o tipo de altura média da população portuguesa

- sou magra - magra!!!! - e nunca fui obesa nem estive jamais acima do peso

- não tomei antidepressivos nos anos anteriores, durante e posteriores à gravidez

- os meus níveis de vitaminas estiveram sempre ok e não sou fumadora - nunca fui

- vivo numa das zonas mais puras do país e não estou exposta a fatores de poluição ambiental

- o marido não é obeso nem magro demais nem tem diabetes nem hipertensão

- a velha temática - vacinas não causam autismo. E não levei nenhuma nem antes nem durante e só muito depois.

- e os laticinios também não... nem de legumes ou de frutas

 

 

Portanto, a menos que se descubra que a causa do autismo é mandar uma bem mandada, numa posição 3 para as 4 OU algo relacionado com sexo (já se sabe que o sexo é o pai de todos os males) OU voltamos ao mesmo, sexo (e aí, causa autismo, corrupção, quedas de governos, epilepsia, olhos azuis e até poluição marítima) lamento mas, para mim e para já, é tudo um monte de tretas. Poupem-me.

 

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publicado às 17:13

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6 comentários

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De Mel Morais a 04.07.2016 às 17:53

Eu também me vai do paracetamol,  tinha dores de cabeça horríveis, sofrer de enxaquecas na gravidez não é bonito não senhor...e daí a miúda ser hiperativa...ah não, espera, a miuda tem é energia a mais, as 24 horas não chegam para a gastar, mas é mais fácil rotular e a hiperatividade é o chavão da moda... 
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De t2para4 a 04.07.2016 às 19:08

Há muitos anos atrás, a minha mãe levou-me a um pediatra, preocupada com o excesso de energia que eu tinha. Ela - a mulher elétrica e toda despachada - não tinha pedalada para me acompanhar.
Diagnóstico? "Isso passa com a idade. Deixe-a correr a vontade, gastar energias a vontade, que por daqui a uns anos tudo ficará mais calmo."
Veio a puberdade. E assim foi. A minha sorte era ter os anos 80 por assistente de brincadeira, andar na rua em segurança até anoitecer e um quintal gigante para correr, andar de bicicleta e esfolar joelhos. Na escola igual. Não havia o stress de cumprir programas absurdos. A formatação dava jeito mas não era uma exigência do programa..,
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De Be a 04.07.2016 às 18:25

Não conseguiria dizer o que sinto de uma forma tão perfeita como a tua. Já enjoa, honestamente, tanto estudo que só faz alguns pais pensarem "será que fiz isto ou aquilo". Digo-te a minha primeira gravidez foi tão tranquila, tão saudável, tão sem dores, tão, tão que nem parecia que estava grávida. Saiu-me aquele trollinho fantástico. Já da miúda, que só fiz asneiras até saber que estava grávida e depois uma alimentação vergonhosa e muito paracetamol para conseguir andar em pé tais as dores que me assolavam o corpo e a alma, saiu dali uma cachopa enxuta e saudável que dá dó.
Por isso estou contigo, foi uma bem mandada, só pode!
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De t2para4 a 04.07.2016 às 19:04

Lá está a velha máxima de"nem todas as gravidezes são iguais". Há sempre exceções, há sempre casos onde tudo é impecável, tudo corre fenomenalmente bem e há ali uma PEA sem razão plausível e perceptível. Estes estudos incomodam-me pela culpa que atribuem sempre aos progenitores e não acho isso correto. Todos começam da mesma forma e nenhum adianta nada de novo - a não ser uma culpa nova. 
Apoio a investigação e apesar de não fazer disso um cavalo de batalha se se descobrir uma causa daquelas que se provam matematicamente eu ficarei satisfeita mas, até lá, este tipo de estudos e notícias so servem para dar nome a alguém numa revista científica e/ou levar fundamentalistas a tomar atitudes perigosas. Digo eu que nem sou de cá...
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De sandra bandeira a 05.07.2016 às 15:12

Ola. Tambem eu durante TODA  a gravidez do  meu ultimo filho sofri de enxaquecas todos os dias, e tambem eu vomitava e tambem eu todos os santos dias desta gravidez usei Paracetamol em supositório e o meu filho felizmente é saudavel
Beijinhos e adoro este Blog :-9
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De t2para4 a 05.07.2016 às 19:14

Todos os dias há um estudo novo sobre uma suposta causa de autismo... São tantos e tão "credíveis" que, enfim, já enervam...
Só quem sofre de enxaquecas é que sabe o quanto custa... Fora da gravidez tomo logo um comprimidinho maravilhoso que me ajuda tanto tanto que nunca deixo acabar a caixa. Grávida era impossível tomá-lo... E demoraram anos a acertar com a medicação... 
Obrigada pelo carinho! Um beijo!!

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