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O email do blog

por t2para4, em 05.01.15

Costumo utilizar bastante o email do blog quando quero dar a conhecer a nossa história (já agora, para quem não está a par, basta ler as informações sobre nós, sobre o blog ou o perfil), para me comunicar com outros bloggers, para contactar entidades/pessoas/etc. relacionadas direta ou indiretamente com o autismo, para realizar tarefas (participar em workshops online, atividades, etc.) que possam vir a tornar-se úteis no meu/nosso trabalho com as piolhas.

 

Posto isto e, porque não ando na blogosfera propriamente desde ontem e acho que o t2para4 mostra bem o empenho e evolução que foi tendo ao longo do tempo (fiz questão de não alterar o que foi ficando para trás, exatamente por isso) bem como o objetivo fundamental para o qual foi criado está bem conseguido, incomoda-me imenso que, quando teço algum comentário ou me inscrevo em alguma modalidade que peça um email e eu ceda o do blog, aconteça uma de várias coisas:

- pergunta direta de "quem és?". Eu respondo agora: sou a mãe e a blogger do t2para4. Não preciso nem quero dizer o meu nome nem o da minha família nem dar a morada nem o número de telefone nem o raio que parta. Se eu envio um email onde me identifico corretamente, onde falo de um assunto sério, onde me mostro a minha disponibilidade para a/b/c e até termino com o meu 1º nome, não percebo porque razão alguém precise de saber mais detalhes da minha vida. Nada do que escrevo nos emails enviados pode sequer roçar a fraude ou whatever.

- não há resposta. A sério? Estamos na escola primária? Do mesmo modo que eu respondo, mesmo que tarde, a todos os que me contactam, acho que o mínimo exigido deveria ser uma resposta de volta, mas tudo bem.

- não aceitar o email e, por conseguinte, não aceitar inscrição, etc. Ora, se uma determinada inscrição, não pede dados pessoais e não há nenhuma informação em contrário acerca do uso dos nossos blogs, por que razão não hei de ser a t2para4?

- quererem conhecer-me antes de decidir se se aceita uma inscrição/proposta de divulgação sobre o autismo/etc. É mesmo necessário quererem ver a minha fronha para partilhar um texto? É mesmo necessário fazer um currículo vitae e apresentar um NIF para escrever meia dúzia de palavras sobre o autismo/partilhar um post/tecer um comentário? A sério?

 

 

Ora, sendo eu uma gaja de letras e com muitas horas de séries policiais nos olhos/cérebro, deduzo que, se calhar, estas pessoas devem achar que o autismo é uma "doença" estranha, altamente contagiosa que pode lançar um vírus no pc que passa para as pessoas (uuuuuuuhhhh, me-do); que, se calhar, no meio de pseudo campanhas a favor de a/b/c, o autismo não é "in", ou seja, temos que sensibilizar para aquilo que dá bués visualizações e comentários, né?; o esforço de quem tenta fazer uma vida normal e, portanto, no meio de tanta foto e pedaços de vida pessoal espalhados neste blog, ainda se acha que estamos a fingir ou a fugir de algo, não é o suficiente para se ser aceite num workshop ou fazer parte de uma mailing list.

 

 

E, como uma das minhas muitas resoluções pré e pós 2015 passa por me afastar do que não interessa, deixo estas considerações: I don't care.

 

- Irei continuar a sensibilizar como puder, com quem quiser - no strings attached!

- Workshops? Em vez de os fazer online, faço-os presencialmente. É muito mais interessante e ainda fico com um certificado no final (valha ele o que valer)

- Continuarei a dar o email do t2para4 e a identificar-me com o t2para4 sempre e quando se aprouver, sempre que fizer sentido para mim e para as piolhas (ainda que, para o comum dos neurotípicos não faça).

 

Done.

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publicado às 20:39

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6 comentários

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De Prof. Ed. Especial a 05.01.2015 às 22:17

Concordo! Parece mesmo que só querem dar protagonismo a alguns, a algumas doeças da moda... Stick to what you believe :)
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De t2para4 a 05.01.2015 às 23:03

Thanks!
Permita-me apenas que reforce que o autismo não é doença, é sim, um síndroma, um conjunto de características, um processamento diferente do nosso cérebro, uma desordem. E não é "in". Crianças com autismo fazem birras e são logo rotuladas de "mal educadas, coitadinhas"...
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De Prof Ed Especial a 06.01.2015 às 10:46

<br />Olá!<br /><br />Agradeço a resposta tão personalizada! Sim, eu sei que não é uma doença; utilizei a palavra para poder referir-me, na generalidade, a diversas problemáticas/doenças... Enquanto docente de educação especial, e a trabalhar (também) com um aluno portador de PEA, calculo o que deve passar... Felizmente, o meu Marcos é aquilo a que vulgarmente se chama um "autista ligeiro", muito funcional, mas temos cá outro que é precisamente rotulado como "mal educado"! É difícil, é uma luta diária... Mas com os hiperativos (perturbação da moda?) é a mesma coisa...
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De t2para4 a 06.01.2015 às 11:34

Não tem que agradecer. Tento responder sempre, embora, por vezes, não consiga.
A hiperatividade atual é outro assunto que dá pano para mangas... Um dia destes faço um post sobre isso ;) cada vez me convenço mais de que existe um bem articulado lobby escola-hospital-farmácia em torno desta questão. O que se quer neste momento é um chapa 5, tudo alinhadinho e certinho, pouca desorganização dentro da sala. Se, no caminho, um ou outro miúdo estiver com uma ritalina ou um concentra no bucho, tanto melhor!
The truth is: falta tempo aos nossos miúdos para extrapolar regras (dentro do permitido, do género "não subas à árvore" e o miúdo sobe), energias, forças! São muitas horas dentro de um mesmo espaço físico, muitas vezes, pouco estimulante... A culpa não é dos professores mas sim de quem nunca levantou o cu da cadeira para ir ao terreno ver como as coisas se processam. Mas, lá está, isso já é outro assunto...
Uma beijoca ao Marcos!  
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De Anónimo a 06.01.2015 às 18:25

Está aí amiga, boas opções para um novo ano. Não levar a peito!...
Quanto aos comportamentos "chapa 5", é o que se quer agora. Os docentes já não sabem impôr o respeito, a culpa é sempre das crianças, que têm que ser robots e estáticas. E os pais mais atentos e menos relaxados, fundem os fusíveis e procuram soluções para que os seus filhos cumpram estes comportamentos, e agora é moda dar uma pastilhinha para estarem mais atentos, etc, etc... 
O que antigamente era feitio, hoje é hiperatividade, déficit de atenção, etc.
Bem sabes que a minha filha faz parte deste grupo, muito contra a minha vontade. Mas, se o comportamento compromete o aproveitamento e os professores não sabem cativar, que se há-de fazer?!
Dar formação aos professores para terem competência e saberem estar, antes de só exigirem, não! Porque se pelo menos fossem coerentes nas exigências mas, nem isso.
Tenho a experiência do ensino público mas não ouço muito melhor do privado.
Nisto, nem os professores/docentes são bons para eles mesmos. 
Nós, temos que saber levar...
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De t2para4 a 07.01.2015 às 21:50

A culpa  - pudesse ser atribuída - seria a começar por distribuir desde o topo da cadeia:  os tais doutorzecos (ou que se passam por tais) que nunca levantaram o cu da cadeira e legislam de gabinete, programam de gabinete, inventam metas e objetivos e programas infindáveis num gabinete. Fiquei pasma quando vi frações no 1º período de um 2º ano! Frações!!!!! É pá, por favor, ainda só agora é qu eos miúdos estão a ter a noção abstrata do que é uma metade e, pimbas, tomem lá com um nº atravessado por um traço.
O tempo dentro de uma sala, a falta de estímulos e espaço e tempo para outras atividades que deixassem extravasar energias e promover a criatividade, propiciam (não na totalidade, atenção) maus comportamentos e intolerâncias (de parte a parte!) porque acabamos todos cansados. E, num nada, a penalização é mais que muita... Ou estás 99% atento ou ficas para trás... E porque, culpados ou não, há matéria (nem vou comentar isto) que tem que ser dada nem que seja a martelo. E passa-se da frase parva "o papá papa o pão" e "É a pipa" para textos retirados do jornal "Público" em menos de 7 meses de intervalo.
Triste, degradante, decadente...

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