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Não posso:

  • Ler livros/artigos/resportagens sobre autismo, na desportiva. Ou leio ou não leio.
  • Ver filmes sobre autismo. Não vejo filmes desses na desportiva, vivo-os intensamente, faço comparações, choro, rio, revolto-me, celebro vitórias. Não há nada de divertido em ver estes filmes, só porque sim. Cada filme desses, para mim, é um regressar ao passado e um causador de um medo tremendo do futuro.
  • Ouvir alguém começar uma frase com “sem ofensa, mas…”. Pensar antes de falar, por favor. Sou muito prá frentex e aceito muita coisa mas, bem, vivo no meio do autismo, por isso, cuidado com as palavras/sugestões/expressões utilizadas.
  • “Deixa as miúdas com alguém” Não posso, por isso, nem se deem ao trabalho de o dizer. Não posso simplesmente deixá-las com alguém...Só as deixo com alguém em quem confio com a vida. E depois de ter ensinado tudo o que posso. Eu própria ter ensinado tudo.
  • Sair, nem que seja para despejar o lixo, sem o telemóvel. Se algo acontece na escola, seja por que motivo for, eu quero ser a primeira a ser informada. E poder colocar-me lá em menos de um nada. E evitar que al que se resolveria em minutos possa arrastar-se uma semana...
  • Pensar no amanhã, como quem pensa na faculdade dos filhos. Neste momento, enquanto família, temos tanto entre mãos que não sabemos sequer como será a próxima semana quanto mais daqui a 10 anos. Desejamos que consigam autonomia e perspicácia para viver nesta sociedade complicada, tirar a carta de condução, arranjar um trabalho, comprar casa e carro e até constituir família! O que elas fazem agora não se compara nada ao que faziam antes e não sabemos que evolução terão. Nunca imaginámos que chegassem onde chegaram, assim, tão rápido e com tão bons resultados. Mas, sofremos muito para cá chegar. Por isso, planear para tão longe no tempo é algo que nos custa.

Posso:

  • ouvir episódios sobre os filhos de colegas e amigos e evoluções e, embora, sempre comparando, há algo em que se relacionam e faz-me sentir incluída, ser mais uma mãe – só mãe, sem rótulos.  
  • responder de forma honesta e bem pensada sobre o autismo. Não é o fim do mundo - embora, às vezes, se pareça como tal - e não me importo que me façam perguntas construtivas e interessadas. Só assim poderá haver uma maior consciencialização e aprendizagem.
  • aceitar uma palavra amiga, um abraço, um café quando é óbvio que não estou numa fase boa. É simples, barato, acessível e ajuda-me a seguir em frente.
  • ouvir episódios divertidos sobre os filhosdos outros. Também temos a nossa quota parte de cenas caricatas.
  • falar de outras coisas! Também gosto de futilidades e de desabafar sem ser sobre autismo.
  • estabelecer relações com outras famílias com crianças com autismo. Não posso mudar o mundo, não tenho muito tempo livre entre mãos, mas, se puder ajudar, não consigo dizer que não, mesmo que não saiba o que dizer ou fazer, mesmo que não tenha muita disponibilidade para longas conversas ou esteja semre a ser interrompida pelas piolhas...
  • dizer piadas sobre a minha vida. Eu faço piadas sobre a minha vida. Os outros podem acompanhar-me na gargalhada, apenas.

 

Traduzido e adaptado de:

 Lauren Swick Jordan blogs at I Don’t Have a Job.

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publicado às 13:40

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