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Ora, então, adeuzinho, sim?

por t2para4, em 30.12.15

Assim, a quente e de repente, 2015 foi um ano, como dizer, horrível. Sim... horrível, horrendo e terrível.

 

Não começou da melhor forma, pois, para mim, começar um ano novo sem a família presente não é começar da melhor forma e, infelizmente, quando alguém trabalha por turnos, de vez em quando, lá nos sujeitamos...

A nível profissional obrigou-nos a tomar novas medidas e a abraçar diferentes desafios que, apesar de imensamente trabalhosos e gratificantes, não são um paraíso financeiro... Ensinou-nos, também, que, muitas vezes (já deveríamos saber disso, por esta altura), não podemos confiar no que diz a hierarquia superior e o que ninguém sabe ninguém estraga. Pequenos memos que ficam para 2016.

Fui "obrigada" a fazer uma especialização que, a bem dizer, para este momento, contou para absolutamente nada. Bem, gastei dinheiro, queimei mais uns quantos neurónios saudáveis, tive que interpor recursos hierárquicos para resolução de questiunculas básicas e, após tudo set and done, fiquei na mesma como a lesma... Mas, pronto, acreditemos que, a médio e longo prazo, será uma mais-valia (e não uma mais valia estar quieta). 

2015 fez-me passar por fases terríveis de ansiedade a ponto de cair o cabelo e ficar sem unhas. Não vale a pena. E, eis que, do nada, tudo surge e me vejo, neste momento, a ter que ponderar situações, a ter que fazer contas de merceeiro, a manter-me fiel aos meus princípios (ou seja, família primeiro) e a recusar o que outros diriam ser oportunidades fantásticas que, talvez para outros o fossem mesmo, mas para nós, implicam desgaste físico e psicológico, mais despesas desnecessárias e deslocações que roubam tempo e que impedem de manter compromissos já assumidos.

2015 não terminou no seu todo e ainda nos obriga a passar pelas decisões que nos impedem de dormir descansadamente e que não nos deixam fruir de coisas básicas como momentos relaxados em família. Obriga-nos a rever opções e dar vontade de "que se foda" e decidir intuitivamente. Servirá de memo - outro a juntar aos já referidos - para o novo ano.

2015 impediu-nos de fazer muitas coisas que famílias normais fazem. Por motivos alheios à nossa vontade; porque há coisas que, neste país, nunca vão mudar; porque, muitas vezes, só podemos contar connosco mesmos. Conseguimos, porém, contornar um pouco a situação e limar algumas arestas, só para que, para as piolhas, férias sejam mesmo férias e não um tempo infindo de seca em casa longe da escola e dos colegas e sem nada interessante para fazer ou para visitar e aprender.

 

A escola foi o meu maior pesadelo em 2015. O meu maior pesadelo enquanto mãe/encarregada de educação e enquanto funcionária. Cada vez me convenço mais que a escola - a instituição, não o local físico - tem um caminho gigantesco a percorrer ainda. Passámos meses medonhos que me mostraram e ensinaram tudo o que NÃO se deve fazer num local de ensino no que concerne aos nossos filhos com necessidades especiais e que não pretendo voltar a sentir nem que as minhas filhas sintam. Por isso, estou bem mais que preparada para o que aí vem. Nesse aspeto, 2015 ensinou-me bem depois de me ter mandado ao tapete umas poucas de vezes.

Continuamos a ver que, por muitos anos e governos que passem, os ministérios não comunicam e os relatórios pouco ou de nada servem, ou seja, a escola não lê  que o médico escreve e vice-versa. Nestes meandros, a família acaba por ser o grande jogador que tem que jogar para ganhar e não pode dar-se ao luxo de perder absolutamente nada.

 

 

2015, no entanto, trouxe algo de bom a nível de desenvolvimento das piolhas: nestes últimos 2 a 3 meses, temos assistido a um boom de maturidade neurológica e de desenvolvimento que permitiu alcançar imensas etapas, fazer imensas conquistas e treinar mais e mais competências. Claro que, tal como nos dizem aqueles papéis que só nós lemos, a cru, preto no branco, há ainda taaaaaaaaaaaaaanto caminho a percorrer que quase nos deita abaixo mas é passo a passo que se faz esse caminho.

E, honestamente, foi basicamente o melhor que aconteceu... Porque, de resto, continuamos a fazer o que sempre fizemos até agora: a adaptarmo-nos.

 

Não estou minimamente virada para resoluções de ano novo. Até porque, como professora, parece que passo por isto 2x/ano com um setembro que sabe a janeiro e é duplamente horrível. Eu e o marido anotámos algumas das coisas que terão impeterivelmente de mudar, algumas coisas que nos propomos alcançar, alguns objetivos concretizáveis. Com pés assentes na terra e coração ao largo. Não vou bater tachos, nem comer passas, nem pedir desejos. Experiências anteriores comprovam que, bem, é tudo uma grande BS...

O que faremos é muito mais terreno e agradável: fazer pequenos e saborosos petiscos, comer alguns, sentar para comer à hora do almoço e levantar pela 1h da manhã, brindar em copos de cristal roubados da cristaleira da avó, beber, petiscar, comer mais um bocado, - deu para entender a ideia, certo?

 

 

Para já, a reflexão é esta. Adeuzinho ou vai-te embora 2015. Se 2016 é para vir pior, que venha com cuidado pois os humores estão negros.

 

Até novo balanço, Feliz Ano Novo para quem nos lê!

 

 

 

 

 

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