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Sair, por cá ou por acolá

por t2para4, em 11.10.16

Saímos muito, sempre que podemos. Em família, para mais perto ou mais longe, mas saímos. E saímos porque queremos proporcionar o máximo possível de vivências às piolhas e porque gostamos - eu e o pai - de sair, de passear, de ir para outro local que não o nosso "quintal".

 

Não é fácil sair com as piolhas. Para elas, mesmo que seja para ir ali ao lado ou a um local de que falem imenso, a resposta a "querem ir a...?" é sempre um redondíssimo "não". 

Mas saímos à mesma. Porque lá em casa não reina uma democracia e porque elas precisam mesmo de sair, senão isolam-se mais e mais e, se a vontade é pouca, a partir de certa altura, passa a nenhuma. Saímos nem que venham de arrasto. Saímos com negociações: "podes levar o tablet até ao local x, e quando chegarmos desligas e arrumas. Não quero tablets na rua" ou "acabando a bateria, acabou" e "não há net". Negociações estas para saídas e viagens mais longas ou mais exigentes ou mais cedo ou para locais habituais. Locais novos, com paisagens novas não carecem de tablet. As negociações passam, portanto, por outras opções: "podes levar um brinquedo - só um - mas não quero ver nada disso fora do carro".

 

Tem de haver preparação prévia, sempre. O facto de sairmos à aventura, sem quê nem para quê, pode dar azo a ansiedades desnecessárias que arruinam uma saída. Com a devida antecedência - em caso de imprevisto, basta apenas explicar o porquê -, falamos acerca do local para onde vamos, o que vamos fazer, por onde vamos, o que vamos visitar, onde e o que vamos almoçar, onde poderemos tomar um café, quanto tempo demoraremos na viagem e no local, etc. Ou seja, tentamos pensar no máximo de variáveis e ir respondendo às questões delas. Não precisamos de debitar toda a informação - até porque, no dia a dia, na vida real, isso não acontece - mas podemos incluí-las no que tencionamos fazer.

 

De um modo geral, apesar de ter corrido bem, custa convencê-las a sair. E custa mantê-las interessadas na saída sem que dispersem e comecem a desregular. Mas com os estímulos certos e a atenção focada, temos conseguido pequenos milagres, cada vez maiores e mais amiúde.

A última coisa que, como pais, queremos é que elas se isolem e desistam de sair, seja por que motivo for. Não podemos deixar que isso aconteça, que surjam novos medos, que o autismo ganhe terreno que já desbravámos e conquistámos. Por isso, vamos insistindo, vamos teimando e vamos saindo. Mesmo que nem todas as pessoas que nos rodeiam concordem ou entendam. Mas, assim como assim, os pais somos nós pelo que, nesse campo, a opiniões e votos dessas pessoas valem zero.

 

Saímos. Saímos muito, sempre que podemos. Em família, para mais perto ou mais longe, mas saímos.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 11:55

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