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Sintra, vila encantada

por t2para4, em 05.08.17

Quando fomos a Lisboa ao encontro da Volvo Ocean Race, aproveitámos para ir também a Sintra. 

Sintra é, para nós, especial. Foi, na altura em que casámos, o local onde decidimos passar a lua de mel (não viajámos para fora nem para longe, ficará para um futuro próximo). E ficámos rendidos, apaixonados, maravilhados. Tanto que acabámos por lá regressar no ano seguinte e visitar o que não tínhamos conseguido. 

Quisemos passar esta paixão e este enamoramento às piolhas. E nem precisámos de fazer muito, bastou levá-las. A vila encarregou-se de espalhar a sua magia e de a deixar fazer efeito. Está tudo tão semelhante ao que era há 12 anos mas diferente, ao mesmo tempo. Continua a ter uma luz incrível, mágica, sombras e recantos que parecem saídos de um conto de fadas, uma frescura que não imaginamos noutro local, mesmo com um calor imenso. É Sintra, ponto. 

Costumo dizer que, se alguma vez mudar de casa, será para Sintra histórica ou para uma cidade semelhante a Vigo - com serra e mar, com beleza histórica e com modernidade, tudo conjugado sem chocar.

 

O primeiro stop às piolhas foi na Fonte Mourisca para que vissem a beleza de tudo aquilo e tivessem um pequeno vislumbre do quanto ainda lhes faltava ver. Lanchámos num jardim ali perto e decidimos que iríamos passear para matar saudades e jantar por lá.

 

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Estacionámos e fizemos o percurso até ao centro a pé. Fomos ver o Palácio de Sintra e tirar fotografias. Já se notava, apesar de estarmos em maio, um afluxo enorme de turistas.

As vistas são fenomenais e, apesar do cansaço, foi fácil continuar a (re)conhecer a cidade.

 

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Depois de jantar, fomos para o hotel e decidimos regressar a Sintra depois de visitar Belém. Queríamos mostrar um palácio de princesas às piolhas. Muito sucintamente lá lhes contei a história associada ao palácio e que iriam ver algo maravilhoso e único, uma mistura de épocas como o Romantismo com laivos mouriscos. Foi um antigo convento cuja localização no meio da serra apaixonou o rei-consorte D. Fernando II que se dedicou à sua (re)construção e embelezamento. Mais tarde, passou a ser o local favorito da rainha D. Amélia, principalmente após o regicídio. É possível visitar as áreas de trabalho e lazer por onde passaram vários reis, incluindo D. Carlos e D. Manuel II. A área das cozinhas remete-nos para as cozinhas vitorianas da série televisiva mas com muito mais luz.

O único senão, além das eternas obras (já havia obras há 12 anos), foi o preço. Convencidíssima de que iria beneficiar do facto de ser o 1º domingo do mês e não pagaríamos entrada, fomos informados que tal é só para munícipes; pagámos o bilhete-família que custou a módica quantia de 49 euros. Fiquei sem ar, paralisada, sem saber o que fazer... Enfim. Fiquemos por aqui. Paguei e bufei um bocadinho.

 

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Foi incrível ver as piolhas a identificar as personagens reais, a dizer os nomes dos reis e a deliciarem-se com as fotografias de época das famílias reais. Apesar de estar muita gente, conseguimos fazer uma visita tranquila e calma, com pequenos apontamentos históricos e contextualizados.

 

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Dali ainda fomos aos Jardins da Pena mas o cansaço já era muito e não fizemos o percurso todo. Ficarão para uma próxima, tal como a Quinta da Regaleira, Monserrate e respetivos jardins e o Cabo da Roca. Ainda tentámos lá chegar mas com tantas obras nas vias públicas e desvios manhosos, o GPS entrou em stress e acabámos por mudar de ideias. Regressaremos numa outra altura e veremos o que não conseguimos desta vez.

A Quinta da Regaleira seria maravilhosa de revisitar mas tivemos medo de esticar a corda... As piolhas já estavam a demonstrar sinais de cansaço e a Quinta pede muita caminhada e muita atenção a pormenores que quero contar às piolhas. Ficará para uma próxima.

Não quisémos arriscar o excesso de estímulos. Já tínhamos feito cerca de 8km a pé em Lisboa, mais as voltas a subir até ao Palácio, em Sintra. As piolhas estiveram impecáveis, apenas com uma ou outra rabugice pontual que tentamos ignorar, apelando à oportunidade incrível que estavam a ter e um ou outro suborno de "depois vamos almoçar ao McDonald's ou ao Pizza Hut". Acabou por resultar. E um dia não são dias. 

 

Há 12 anos fomos a Sintra em agosto e, apesar de ser época alta, conseguimos andar descontraidos e com calma, visitámos tudo o que queríamos sem problemas. Desta vez, fomos em maio e pareceu-me haver mais gente, talvez por ser fim de semana de bom tempo, não sei. Ainda assim, não foi tão complicado como pensei e conseguimos fazer o que queríamos, sem perdermos tempo em filas de espera - isso estava fora de questão.

Sintra vale mesmo a pena, em todos os aspetos. É uma vila maravilhosa, linda.

 

 

 

 

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