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Estavam tão bem...

por t2para4, em 24.07.17

Atividade do ATL amanhã: levar as bicicletas ou as trotinetes para o local e andar na boa com isso, ou seja, uma manhã sobre rodas - literalmente.

Ora, eu já estava a tentar inventar uma desculpa para as piolhas não irem pois a trotinete está velha (feia) e curta e as bicicletas, bem, as bicicletas são um problema porque não sabem andar, muito menos sem as rodinhas. Mas, pasmemo-nos, elas fizeram questão e eu lá joguei a cartada "ok, levamos as bicicletas mas tiramos as rodinhas, pode ser? E, em vez de serem a mãe e o pai a ensinar-vos a andar, serão os vossos colegas e monitores." Negócio fechado.
 
No Verão passado não tocaram nas bicicletas e eu e o pai, fartos de as termos a incomodar no arrumo, pendurámo-las - de vez - na parede da garagem. E, tal como o desfralde e o regressarem às aulas de natação e o comerem de faca e garfo e tantas outras coisas, desisti de as massacrar e pensei "que se lixe, há de ser quando elas quiserem". É agora.
 
Não estou com expectativas. Se não aprenderem a andar de bicicleta, não vem mal ao mundo por causa disso; quero que se divirtam com os colegas e que sejam felizes.Mas sem as rodinhas. Porque, por muito que digam que não faz mal, faz sim. Não tarda têm 10 anos, estão com 1,40 cm e os miúdos podem gozar com elas por ainda precisarem das rodinhas. Prefiro que andem a rasar com os pés e mandemos umas sapatilhas para o lixo.
 
E, quando estava eu e o pai, a digerir a boa surpresa e a pensar como será vê-las a andar de bicicleta, bem ou mal, mas à vontade delas e sem medos, eis que, por causa do calor, o rádio do carro começa a manifestar problemas e cala-se. E, lá de trás, nas suas calmas e com toda a naturalidade, diz uma piolha "olha, mãe, o rádio do carro f*deu-se".
E, nós, apanhados de surpresa, com o marido quase engasgado, lá tive eu de lhe dizer que aquilo é um palavrão muito feio e não se deve dizer. Que percebi a ideia mas é melhor e mais educado usar outra palavra, como "estragou-se", por exemplo...
 
E, pronto, é assim, sem um momento de sossego e com a linguagem em pleno desenvolvimento. E, honestamente, prefiro assim. As piolhas já foram crianças não-verbais. Usou uma palavra que ouviu algures e aplicou-a em contexto. Pontos para ela. 
 
 
 

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publicado às 15:12

Momento ahhhhhh das piolhas #14

por t2para4, em 06.07.17

Sentir o cheiro da terra molhada com a chuvada de verão, depois de uma manhã inteira na piscina. Conjugar tudo isso com a trovoada e o ensinar de que não há nada que ter medo (as piolhas não tinham medo da trovoada e eram muito lógicas no seu raciocínio acerca disto até entrarem para o 1º ciclo e terem coleguinhas histéricas que deitaram tudo isto por terra... Nem vou comentar Não gosto desta imitação de comportamentos).

Vem o relâmpago e eu seguro-as à janela e digo que podemos começar a contar elefantes. 

"1 elefante, 2 elefantes, 3 elefantes4 elefantes, 5 elefantes, 6 elefantes, 7 elefantes, 8 elefantes..."

E vem o trovão.

E lá explico, mesmo com elas a protestar, que isso indica que a trovoada está a cerca de 8km de distância. E que, mesmo que caia um raio aqui perto, estamos semrpe seguros, nunca cairá nada na nossa casa pois temos uma subestação da EDP muito pertinho, com um pára-raios. Estamos em segurança (e os nossos bens elétricos, também, pois temos extensões supressoras de picos).

Não muito convencidas mas menos assustadas (yay!!!), lá vamos nós.

Relâmpago.

"1 elefante, 2 elefantes, 3 elefantes...

 

 

 

 

 

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publicado às 16:37

Constatações...

por t2para4, em 05.07.17

No caminho de casa, encontramos o irmão do G., um menino do mesmo ano que as piolhas e que está no ATL com elas desde sempre (o G. tem autismo clássico infantil e é não-verbal), a atravessar na passadeira. Digo-lhes quem é e elas perguntam se ele também tem autismo. E eu respondo que sim, mas menos grave do que o do irmão pois ele já é moço para uns 20 anos e é independente e leva uma vida relativamente autónoma. Perguntam-me elas se o autismo delas é como o do irmão do G. 

Não é. É aquilo que na gíria se chama "autismo leve" (e que leva muitas pessoas a acharem, erradamente que, por ser leve, pode-se cortar com tudo e mais alguma coisa porque já se desenrascam). 

Expliquei-lhes, então, que o autismo delas é bem mais leve do que o do irmão do G. e que olhando para ele, fico de coração cheio pois sei que também elas serão indivíduos autónomos, que terão uma vida independente e que poderão ter um futuro que há uns anos parecia impensável.

E lá lhes dizia eu que acreditava que elas teriam uma vida semelhante à minha: teriam uma profissão, carta de condução, poderiam fazer um empréstimo e comprar casa ou carro, poderiam casar e constituir família...

"- Mas eu não quero casar!"

Não faz mal, filhota, podes viver com o teu amor, sem precisares de casar.

"-Mas eu também não quero casar. Nem quero ter um namorado. Eu tenho namorados que são amigos."

 

E é assim que deve ser. "Namorados que são amigos".

Tenho umas filhas muito à frente. 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:31

Em apenas uma imagem...

por t2para4, em 27.06.17

... acho que se resumem os últimos tempos: o descanso momentâneo do corpo na areia e dos olhos e da alma com a admirável paisagem; as brincadeiras das piolhas em plano de fundo; o vigiar constante: não muito próximo, para se poder treinar a autonomia e a responsabilidade, nem muito longe, para se poder chegar-lhes a qualquer instante.

As minhas meninas, a minha motivação, a minha razão de tudo - a minha vida, basicamente. 

 

 

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 (foto tirada na Foz do Minho, com Espanha à direita, o Oceano Atlântico em frente e o Forte da Ínsua à direita)

 

 

 

 

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publicado às 10:16

Ora, vamos lá a prioridades

por t2para4, em 22.06.17

- O términus do ano letivo das piolhas (e da mãe, já agora - ou , pelo menos, aliviar um pouco a carga)

- A entrega de documentação necessária para a matrícula das piolhas no 2º ciclo (!!! Como e por onde raio se passou este tempo!)

- A sincronização da agenda das piolhas com as atividades de ATL e as nossas atividades, as nossas reuniões, as nossas coisas de trabalho

- A preparação do 10º aniversário das piolhas (!!!! Again, 10?! d-e-z  a-n-o-s?!)

- A realização de todas - mesmo todas - as atividades da nossa bucket list de verão

- As saídas em família, para longe, para fugir, para descansar, para conhecer

- O ignorar de quem não é nem vem por bem

- A fase final do concurso de professores, munida de google maps e códigos de escolas e agrupamentos

- Os mimos da avó

- O dar continuidade à aposta numa alimentação saudável e adequada às nossas necessidades e às estações do ano

- O apanhar muito, muito, muito, mas muito mesmo, muito sol

- O cuidar de mim porque sim, porque tenho uma família para cuidar, porque tenho filhas para criar, porque não posso morrer nem por um segundo

- A reorganização de mobílias no T2

- O recomeçar e terminar da pintura do meu carro, à la nossa moda (que é como quem diz, um do it yourself)

- O destralhar em forma de calendário (todos os dias uma área, seja ela qual for)

- O viajar muito e cada vez mais

- O viver.

 

Hoje fui ao tapete mas em micro-segundos lá me levantei de novo. Não tive tempo para pensar em desgraças nem para imaginar filmes. Não tenho tempo para estar no chão a amargurar. Se tenho de o fazer, que vá amargurando enquanto faço algo. Por isso, op e toca a andar que temos muito que fazer. 

Para juntar à lista das prioridades (que, não sei se repararam, é muito pouco social - go figure...), começa hoje mesmo um cuidar de mim que só terminará por daqui a meio ano mas que, na opinião da minha adorada neurologista (Dra Marlene Esperança Carvalho, um doce de senhora, uma profissional incrível), me trará boas novas em apenas dez dias. Por isso, vou ali tratar de umas lesões microangiopáticas circulatórias e explusar umas enxaquecas de vez. Volto já. 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:03

"O mundo não chega"

por t2para4, em 10.06.17

Temos saído muito nos últimos tempos, passeado muito, viajado muito, aqui por perto. O mais longe que já fomos com as piolhas foi até Sintra (para Sul) e até Guimarães (para Norte). Não é sequer opção irmos sem elas e não faz sentido nenhum deixá-las em caas dos avós ou com a tia. Queiram ou não queiram, vão connosco (como, às vezes, lhes digo já exaurida e chateada, "vão connosco nem que seja p'ró raio que parta!"). Por isso, acho que este mote se nos adequa. "The world is not enough" é o lema do James Bond. E, honestamente, acho que poderia ser bem ser também o das piolhas. Porque não queremos que o mundo seja suficiente.

 

Às vezes, as piolhas não querem mesmo sair e fazem fitinhas e miam e chateiam e fazem choradinhos e imensas perguntas repetitivas ad infinitum (que horas são? E agora, para onde vamos? Já podemos ir?).

As nossas saídas têm de ser planeadas e partilhadas com elas, desde o início do itinerário ao que pretendemos visitar. Claro que, ao mesmo tempo, temos de as avisar de que pode haver imprevistos e aquele local estar fechado ou em obras ou mudarmos de ideias e visitarmos outras coisas no caminho. Sabemos que, muitas vezes, a incessante repetição do "para onde vamos agora?" é o autismo a fazer das suas e a causar alguma ansiedade face ao desconhecido. Não sabemos bem como agir, não temos receitas nem indicações e, se alguma vez, houve livro de instruções, não mo deram. Não desistismos e vamos juntos, os 4. 

Para já, a parte das horas resolveu-se com um relógio. Cada piolha leva o seu, numa saída e pronto. E até calha bem pois é de ponteiros e sempre vão treinando. A parte do itinerário vai-se resolvendo à medida que vamos seguindo. Tem é de haver sempre uma recompensa (que pode ser uma ida ao um Shopping ou um almoço no McDonald's).

 

O que nós queremos é que as nossas filhas tenham o maior número de vivências possível que lhes possa ensinar algo, que as ensine a enfrentar os seus receios e as suas ansiedades e acabem por verificar que, afinal, corre tudo bem, que passear é algo muito bom, que sair não tem que ser necessariamente para locais confusos cheios de pessoas; queremos que gostem de sair e que se forcem a sair, nem que seja para conhecer um local novo de cada vez; queremos que gostem do gostinho que dá conduzir, fotografar algo novo aos seus olhos, conhecer um local novo;

não queremos que fiquem fechadas em casa; não queremos que se isolem.

Queremos que o mundo não chegue. Por isso, apesar de, às vezes, haver algumas birras e algumas frustrações da nossa parte, não desistimos e vamos porque "the world is not enough".

 

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publicado às 21:24

Fim de semana fora - Belém - parte 2

por t2para4, em 23.05.17

Ora, continuando a nossa experiência de um fim de semana fora. O tempo para escrever não abunda e, infelizmente, ainda não descobri uma forma de passar todos os meus posts mentais para o blog. Vamos à parte 2.

 

Logo depois do evento Volvo Ocean Race, fomos a Sintra matar saudades, ainda que por uns breves momentos, e acabámos por lanchar e jantar por lá. Uma visita à séria ficou mentalmente agendada para depois. Recapitulámos o que tínhamos planeado em casa:

- passaríamos a noite no hotel (ficámos no Holiday Inn Express Lisbon – Oeiras que reservámos através do site amoma, a um preço super convidativo, com pequeno-almoço incluído. Condições incríveis, higiene e limpeza fantásticas, ambiente muito calmo e tranquilo. Falando com as piolhas sobre tudo isto, para elas, foi o máximo dormir num quarto de hotel e ter um pequeno-almoço tão variado com tabuleiros na mesa).

- aproveitaríamos para visitar os monumentos na zona de Belém de forma gratuita, visto ser o 1º domingo do mês, mas tentaríamos evitar o tempo de espera em filas ou em locais que não dissessem muito às piolhas.

- tentaríamos estacionar numa zona relativamente segura e próxima da área que pretendíamos visitar e almoçaríamos por lá.

 

No domingo, acordámos cedo com miminhos das piolhas por ser dia da mãe e, pela 1ª vez, vimos que havia pouco trânsito eheheheh nem parecia Lisboa. Chegámos a Belém pelas 8h45, estacionámos no parque ao lado do Monumento ao Combatente e preparámo-nos para visitar o máximo possível a pé.

A 1ª paragem foi em passagem pelo Monumento em si, a que apenas aludi que homenageava todos os soldados portugueses mortos em combate ou funções militares e expliquei que a maioria das placas com nomes e nomes quase sem fim se referia à guerra do Ultramar (o nosso Vietnam, por assim dizer). Não quisemos entrar em muitos pormenores pois esse conteúdo será mais tarde abordado na escola. Referi a importância do respeito pelos locais onde passávamos: tirar fotos e selfies é fantástico e sou totalmente a favor mas desrespeitar túmulos ou invadir áreas fechadas ou interditas é, além de proibido, de uma desconsideração e desrespeito atroz. Vimos gente a tirar fotos em cima do túmulo do soldado desconhecido para ficarem bem ao lado da chama ou em janelas do Palácio da Pena. Visitar sim, respeitar sempre.

 

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Próximo foi a Torre de Belém que nos maravilhou novamente. O Tejo estava em maré baixa, havia um cheirinho fantástico a maresia, não se via ninguém por ali (à exceção de algumas pessoas a correr). Vimos tudo o que conseguimos por fora, analisámos a miniatura e até percebemos a sua importância na saída das naus pela altura dos Descobrimentos.

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Dali, depois de vermos o avião alusivo à 1ª travessia aérea do Atlântico Sul por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, avançámos para o Padrão dos Descobrimentos, sempre à beira rio, a ver entrar um navio-cruzeiro e passarem os rebocadores, os veleiros, as lanchas. Lá, vimos as figuras em relevo nas laterais do monumento, o desenho do monumento em si, a espada que “segura” tudo e as piolhas correram pela roda dos ventos a identificar os pontos cardeais de que se lembravam.

 

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Atravessámos a rua, pelo túnel, em direção aos Jerónimos, mas não deu para irmos pelos jardins centrais por causa de um evento, mas fomos pelos laterais e ainda vimos patinhos bebés. No Mosteiro dos Jerónimos já havia filas intermináveis e ainda não eram 10 horas. Vimos o exterior e ponderávamos seguir, mas reparámos que a entrada para a Igreja/Panteão estava sem pessoas. Vimos os túmulos de Luís de Camões e de Vasco da Gama, que as piolhas identificaram logo, e a beleza da pedra trabalhada com elementos a lembrar o mar e a natureza. Mesmo na penumbra, é sempre deslumbrante.

 

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Próxima paragem quem adivinha? Pois claro! Ali na zona, tinha mesmo de ser no belo do pastel de Belém! E foi! Mais um deslumbre das piolhas naquela fábrica com ar de café que afinal é um autêntico mundo de salas.

 

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Fomos para o MAAT pelo jardim. Ainda fomos abordados por uma senhora idosa cigana que nos queria ler a sina e afiançou logo que estávamos carregadinhos de inveja. Sorrimos perante o óbvio, mas recusámos, apesar da simpatia (e do desconto do preço que nos fazia) da senhora. Deu para as piolhas ficarem a conhecer a residência oficial do Presidente da República e acharem o máximo ele viver mesmo lá.  Na direção oposta à caminhada que encontrámos (algo relacionado com a Dona Estefânia e que associei a maternidade e ao dia da mãe), caminhámos à beira-rio até ao MAAT, passando pelo Museu da EDP. Que vistas deslumbrantes! E o Tejo tão lindo, toda aquela luz… Lisboa é uma cidade extremamente luminosa que parece sempre tão jovem.

 

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Não avançámos mais e decidimos adiar uma visita ao Aquário Vasco da Gama para uma próxima – por causa do estacionamento. Voltámos para trás sempre à beira-rio, a aproveitar toda aquela luz e sol e maresia. Eu aproveitei para rever alguns dos monumentos e as piolhas para os conhecer – ainda que fosse só pelo exterior. Mais tarde, numa altura menos movimentada e com menos calor, faremos o mesmo percurso, mas a visitar o seu interior e até alargar para o Museu de Marinha, Museu dos Coches e afins.

 

Chegámos cansados ao carro mas com aquele cansaço bom de quem gostou do que fez e viu. E decidimos, sem mais nem menos, regressar a Sintra.

 

 

 

 

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publicado às 11:17

Fim de semana fora - Algés - parte 1

por t2para4, em 16.05.17

Tentei não me entusiasmar muito antes da data marcada para não ter expectativas muito altas e, depois, acontecer algum imprevisto e não irmos para lado nenhum. A ideia era participar num encontro de proprietários Volvo no âmbito da Volvo Ocean Race, passar a noite num hotel perto de Lisboa e conhecer Belém e aproveitar o 1º domingo do mês para visitar alguns museus sem pagar. Correu tudo muito bem, conseguimos finalmente concretizar um desejo que já aqui andava há muito tempo, acabámos por fazer isso tudo e ainda apresentar Sintra às piolhas.

 

Marcou-se um encontro da Volvo, associado à Volvo Ocean Race. As condições para nos inscrevermos e participarmos eram apenas ser proprietário de um veículo (não importa qual, pois, no encontro até um camião apareceu) da marca Volvo. Os únicos custos envolvidos foram mesmo em combustível e refeições.

 

Por partes: a Volvo Ocean Race consiste no seguinte: É uma regata em vela, que parte a 22 de outubro de 2017 em Alicante, Espanha, durará oito meses e será a mais longa de sempre, com 11 etapas nos cinco continentes. Este percurso, que terá passagem em Lisboa, é o mais longo e exigente da história das 43 edições da competição. A primeira etapa de mar ligará a cidade espanhola a Lisboa, a 22 de outubro, num total de 1.300 quilómetros. Lisboa terá direito igualmente a uma regata costeira, a 28 de outubro, para, a 05 de novembro, os barcos largarem de Lisboa rumo à África do Sul, sendo que a 08 de dezembro haverá nova exibição em frente à Cidade do Cabo. Mais informações em http://www.volvooceanrace.com/en/home.html

 

Para nós, participantes do encontro, houve a oferta de test-drives de várias viaturas (desde jipes a híbridos), visita guiada ao armazém/estaleiro de construção dos barcos e passeio no Tejo num speedboat (também fabricado pela Volvo).

Escusado será dizer que, uma vez lá, aproveitámos para fazer o gosto ao dedo. Eu conduzi um jipe com mudanças automáticas pela Doca de Pedroços (deus ma livre ter de sair dali e enfiar-me naquelas ruas, desculpem, mas aquele trânsito assusta-me). O marido conduziu um híbrido de 2 motores, versão break: elétrico e combustível. As mudanças automáticas não me apaixonaram (gosto muito de controlar a condução do carro) e o silêncio dos motores do híbrido intrigaram o marido (habituado a motores que roncam). Mas foi bom conduzir carros novos pelo menos uma vez na vida eheheheheh As piolhas andaram sempre connosco e davam a sua opinião sobre tudo, obviamente. Continuam a preferir os nossos carros velhinhos embora tenham gostado da break.

 

O recinto tinha rolotes para que pudéssemos petiscar e tomar um café sem necessidade de sairmos da Doca e as casas de banho eram nos armazéns. 

 

Passeámos imenso por aquela área, desde a zona de rebentação do Tejo, ali mesmo na foz, até ao final do passadiço, cheio de gaivotas. Ainda deu para darmos um pulinho a pé à Torre de Belém, depois de almoço, para dar um pequeno vislumbre daquele local lindíssimo e cheio de turistas nacionais e estrangeiros às piolhas. Explicámos-lhes também sucintamente em que consiste o Museu do Combatente e o Monumento erigido. Deu para perceber que elas quase que sentiam o peso de tantos nomes naquelas paredes…

 

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De regresso à Doca, apanhámos a visita guiada aos barcos e ao estaleiro. É incrível ver como funciona um verdadeiro trabalho de equipa onde todos metem as mãos na massa, desde o diretor neozelandês ao engenheiro português. Os barcos são praticamente feitos à mão e todos colaboram para um mesmo fim.

 

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Terminada a visita, hora de passeio. E posso garantir que, apesar de ter sido fantástico, não é uma experiência que volte a repetir. De coletes colocados, com as crianças nos bancos em frente aos adultos, lá fomos, com duas piolhas cheias de entusiasmo, a falar e a falar e a falar e a falar. Mal saímos da zona do porto, começam a aceleração (que afinal “só” foi até a um máximo de 60km/h) e as acrobacias. O-h   m-e-u   d-e-u-s…… eu só fincava os pés no chão do barco, agarrava-me ao banco e segurava uma das piolhas, repetia incessantemente “segura-te, agarra-te” enquanto ela gritava histericamente de felicidade, repetia “É brutal!” e estava mesmo com a adrenalina no máximo. O marido tinha as alças do colete da outra piolha bem presas numa mão enquanto fincava os pés no chão do barco e tentava filmar alguma coisa. E lá íamos dizendo à piolha mais incomodada “está tudo bem” ao que ela respondia “não, está não!” mas nem pensar em levantar o braço para mandar parar o barco. E eu só temia que uma delas vomitasse em jato e era uma vergonha pegada. Mas não. Elas estavam mesmo a aproveitar aqueles 20 minutos ao máximo - apesar dos saltos, das ondas, das rotundas doidas em água, de mais saltos, de guinadas para a direta e para a esquerda.

Fomos da Doca de Pedroços até aos pilares da Ponte 25 de Abril e Crsito Rei, sempre no Tejo (que depois de levarmos com uma onda na cara, descobrimos ser salgado).

Foi porreiro mas confesso que desperta todos os meus sinais de alerta e de atenção. Mas depois vem a parte racional que nos diz que há crianças a bordo e os condutores fazem aquilo na boa, a velocidades bem maiores e não são amadaores. 

 

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Foram experiências incríveis e que, certamente, se transformarão em memórias fantásticas. Elas gostaram imenso e nós também. É o que verdadeiramente importa.

 

 

 

 

 

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publicado às 11:28

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