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É com este espírito que começámos ontem, a aproveitar o bom humor das piolhas, a leitura de livros mais extensos, com cerca de 120 páginas e 11 capítulos.

 

Desde o ano letivo anterior que, da biblioteca escolar só trazem, requisição atrás de requisição, os livros da coleção "Gatinho Mágico" de Sue Bentley. Ler um livro que não seja de uma assentada só - tipo os da Barbie ou da Princesa Sofia - não é tarefa fácil pois, para elas, não havia muita lógica no começar a ler, parar, marcar com um marcador, recomeçar mais tarde, parar, marcar e por aí fora. Ou seja, basicamente, estavam sempre a ler as páginas do prólogo e já sabiam aquilo de cor...

Como tudo tem o seu tempo devido, desta vez, deixei passar as férias e notei algum interesse nos livros da coleção Frozen da Disney, já de cerca de 100 páginas, onde é preciso ir lendo e fazer algumas paragens. Notei que já entendiam a cena do marcar a página onde estavam a ler. Foi o que me bastou.

 

Ontem, foi dia de ir à biblioteca escolar e o que veio para casa? Mais uma vez, dois livros da dita coleção. Combinei com elas que, todos os dias, até o livro acabar -  mesmo que isso implique ficarem mais tempo com ele do que o prazo habitual de uma semana - leríamos um capítulo por dia. Em voz alta para treinar, com a minha ajuda para compassar o ritmo, para corrigir algumas palavras, para melhor articulação de sons - até porque uma das piolhas revela mais dificuldade na leitura audível e na articulação das palavras e junção de sons. Quando se sentirem - elas e eu! - confiantes o suficiente, farão o resto do percurso sozinhas: trarão os livros desejados e lê-los-ão, pouco a pouco, sozinhas, marcando a página onde vão, para retomar mais tarde, em qualquer altura.

 

 

Espero que corra bem e que se sintam tão entusiasmadas pela leitura como eu. Ler abre-lhes tantas tantas janelas! Melhora a criatividade e imaginação, dá-lhes ferramentas úteis para a leitura, interpretação e escrita académicas, ajuda na dicção e articulação de palavras e sons, e sei lá mais o quê! Só encontro vantagens!! E nós temos uma biblioteca tão vasta em casa... Seria lamentável não se interessarem por ela. O gosto pelos livros já lá está, desde tenra idade; a leitura também, desde cerca dos 4 anos e picos (palavras isoladas); o desejo de ler um livro para ver como acaba também (daí o ler algo de uma assentada só, mas com livros grandes é mais complicado...);  a vontade de ler tudo e mais alguma coisa aumentou desde que começaram a juntar palavras em frases, pelo que, a grande função parental que temos agora é manter e incutir um ainda maior gosto pela leitura.

E siga!!

 

Para já, nestes próximos meses, estes serão os meus amigos de leitura,

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a par com romances com teorias da conspiração/procura por artefactos místicos e afins. Ou seja, enquanto acompanho as aventuras de Flame, já li as "Flores de Lótus" de JRS e estou a terminar "A Irmandade do Santo Sudário", de Julia Navarro, para começar "Encontro em Lisboa" de Tom Gabbay.

 

 

E o que se lê por aí? Como é com os filhotes?

 

 

 

 

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publicado às 09:41

O que se lê/leu por cá...

por t2para4, em 22.08.15

... nestes últimos anos... Que vergonha, tanto tempo sem atualizar esta área e eu até tenho lido bastante. Eu e as piolhas!!

 

Há cerca de 3 anos atrás, decidi ler, de uma assentada só, os livros mais históricos de José Rodrigues dos Santos e, seguindo o fio condutor dos enredos passados durante a I Guerra Mundial, li também um livro de uma autora grega (não me recordo do nome mas sei que era grega com ascendência judaica) que relatava a mesma guerra sob outra perspetiva. Foi bastante interessante e aprendi muito. Já com uma maturidade e interesses que não tinha na altura em que isto era matéria de estudo, agora, tudo me pareceu muito mais acessível.

Entretanto, dali, ainda no mesmo verão e meses seguintes, passei para conteúdos acerca da II Guerra Mundial e da Ditadura e pós-revolulção em Portugal. E voltei a sentir o mesmo. E é sempre muito enriquecedor ler várias versões do mesmo acontecimento sob várias outras perspetivas.

 

A maioria dos livros que li, foram requisitados na biblioteca da minha localidade ou emprestados por amigas. Alguns são meus, outros foram ofertas, outros estão em formato pdf.

 

Portanto, li:

 - A vida num sopro , A filha do capitão e O Anjo Branco a que, juntei em leitura, todos os romances publicados desde então, de José Rodrigues dos Santos (O Homem de Constantinopla, Um Milionário em Lisboa e as aventuras de Tomás Noronha, nos restantes livros. Detestei, mas detestei mesmo! este recente A Chave de Salomão: parecia que estava no Departamento de Física da FCTUC a ter aulas de Física e não de Letras!!!! Tão exaustivamente teórico e com explicações tão detalhadas de conceitos de física e química e cenas quânticas que não consegui apanhar metade. Não foi um livro fácil de ler nem me captou... E, mesmo tão explicativo em determinadas coisas, fiquei sem entender bem na mesma...)

- O mundo em que vivi, de Ilse Losa.

- Um Amor em Tempos de Guerra e Os retornados de Júlio Magalhães. Depois encantei-me com a escrita e conteúdos históricos e segui com Longe do meu coração

L'oasis secrète , de Paul Saussman, em francês e adorei. Para quem gosta de thriller histórico-qualquer coisa, aconselho.

- Todos o que apanhei à mão de Philippa Gregory, desde 2012 até ao momento. Devo confessar que acabei de ler o último em versão pdf, em Inglês, de seu nome The Red Queen. Adoro esta escritora, o cuidado bibliográfico que tem, a sua escrita. E adoro os períodos históricos de Inglaterra que retrata. Ainda me faltam ler alguns que estão em pdf, à espera que os passe para o tablet para ser mais simples de ler do que no pc

- Mas o período americano e até o colonialismo inglês também têm o seu interesse e, no meio de muita ficção e romances de faca e alguidar, consegui gostar de Nunca me esqueças, Nunca digas adeus e Segue o coração de Leslie Pierce.

- Catherina Anderson e Nora Roberts são leitura para desanuviar. Não são autoras cujos livros eu vá a correr requisitar ou pesquisar na net para download.

- Danielle Steel: comecei a ler, em versão inglesa, e não consegui passar do 1º capítulo... Não me convenceu nadinha. Nada mesmo. E nem Earl não sei quê com as 50 Sombras de Grey. Nem peguei no livro e não o farei. Fazem-me um bocado de espécie enredos onde as mulheres são umas coitadinhas deslumbradas que ficam afortunadas com não sei quê.

- Billy Hopkins com um Kate's Story de que gostei muito - período inglês da Revolução Industrial - e um thriller interessante de Nicci French The Safe House

- Os crimes do monograma, um Agatha Christie's relançando um Poirot ressuscitado (salvo seja), foi um presente de aniversário. Deu para matar saudades do homenzinho de olhos verdes e bigode peculiar.

- depois de uma obra sobre pintura do século XIX, em especial um quadro muito peculiar, O Deus da Primavera, li um livro sobre os bons costumes americanos no início do século XX, Rumores.

- De volta ao romance histórico, saio da corte de Henry VI e da Guerra das Rosas para um tempo anterior, que une Inglaterra e Portugal, Filipa de Lencastre de Isabel Stillwell. Para minha grande infelicidade, a biblioteca local não dispõe de nenhum outro exemplar da autora e os preços de compra são proibitivos, pelo que, acbada a leitura deste, ficou todo o resto em stand-by.

 

Neste momento, leio as obras de Sir Conan Arthur Doyle e o seu Sherlock Holmes, que dispensa apresentações e ligações externas. Estou a ler pequenos contos, publicados depois das grandes obras. E, agora que vi os filmes com Robert Downey Jr. e a série com Benedict Cumberbatch (estou apaixonada, a sério... Adoroooooo. O seu Sherlock é algo de incrível e aqueles traços de autismo fazem-me sentir uma proximidade com a personagem que só pessoas com um diagnóstico destes por perto entendem. E apercebi-me que, tal como ele - a personagem - as piolhas também têm um mind palace... E uma organização de ideias muito semelhante em determinados momentos. Mas não são génios. Um pouco antissociais mas já me custou mais que agora), ler os livros faz-me imaginar todo aquele final de século XIX com um Sherlock de voz grave.

Em cima da mesa de cabeceira, aguarda-me o livro "Demain, j'arrête!". Lá chegaremos.

 

Bem, creio que a atualização está feita. Prometo não deixar passar tanto tempo... Parece mal... E ainda para mais para quem acaba por ler tanto. E pensava eu que lia pouco... Afinal...

PS - Obviamente que não entram para aqui, leituras prazentosa, livros sobre autismo nem sobre a minha profissão. Isso já daria para uns outros quinhentos...

 

 

 

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publicado às 17:59

As shelfies do t2para4

por t2para4, em 09.04.14

Temos várias:

 

- a principal, que fica na sala, e que tem a tripla função de estante/secretária/aparador:

 

 

 

- as do corredor, onde colocamos livros e fotos

 

 

 

 

- a do quarto das piolhas:

 

 

 

Eu a-do-ro ler. Se pudesse, teria muitos mais livros. Em casa mesmo, porque a grande maioria de outros livros (principalmente manuais escolares e de apoio) estão noutra estante, toda desengonçada, no arrumo.

Tentámos, desde sempre, promover a leitura às piolhas. Elas sempre tiveram acesso a livros, independentemente do resultado final dos livros nas mãos delas. Comprámos muitos para ler no banho, em cartão, etc. 

Em Setembro, quando estava a arranjar o quarto delas para o ano letivo que ia iniciar, decidi colocar alguns dos livros que moravam na estante da sala na estante do quarto delas - até então ocupada por peluches. E tem sido uma excelente experiência. Além da requisição de livros na biblioteca escolar, gostam de brincar, folhear e ler os que têm. E isso é muito bom.

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publicado às 21:43

De regresso às leituras

por t2para4, em 20.01.14

Tanto eu como as piolhas temos por objetivo ler cada vez mais. Isto funciona um pouco por humores... Há alturas em que leio vários livros de uma assentada só, há outras em que as páginas custam a virar e não é por causa do tema ou da escrita.

Agora que as piolhas leem cada vez mais e melhor - já leem, pronto -, a nossa biblioteca pessoal está cada vez mais composta. Claro que ainda me faltam dezenas de livros para ler e é minha inetenção lê-los, mesmo aqueles romances de "faca e alguidar", apenas porque sim, porque gosto de ler, porque ler um pouquinho antes de adormecer acaba por funcionar muito melhor do que qualquer técnica de meditação que conheça.

 

Este ano já li o último romance de José Rodrigues dos Santos, "Um milionário em Lisboa", de que gostei muito, e o último que saiu do Astérix "Asterix e os Picos", que adorei e ri imenso.

 

Agora leio algo completamente diferente. Eis o livro, em cima das minhas pernas vestidas com pijama, pronto para uma sessão de leitura:

 

 

 

Adoro os romances da autora Philippa Gregory. Infelizmente a nossa biblioteca municipal só tem um único exemplar desta escritora... Mas este livro consegue ir além dessas requisições. Foi comprado numa feira de antiguidades e velharias por um preço absurdamente irrisório. Depois d elido e dada a situação profissional da compradora, na altura de sair, destralhou e este livro veio parar-me às mãos, em busca de novas oportunidades.

 

 

 

 

Portanto, na minha mesa de cabeceira, está o livro "The constant princess", de Philippa Gregory, na sua versão em inglês. 

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publicado às 10:06

Tagarelice #23

por t2para4, em 03.11.13

Impossível não sorrir.... As piolhas lêem praticamente tudo e só veem ditongos à frente.

 

À conversa uma com a outra, enquanto a TV está ligada na SIC:

- Hospital Pediátrico de Coimbra...

- Tem ditongo, o "ia" e o "oi". Temos de dizer à professora.

- Tem o "oi", sim que eu já vi. 

 

Claro que, pelo meio, misturam conversas sobre poneis e tentam descobrir ditongos nos nomes deles, apesar de eu já lhes ter dito que em Inglês a coisa é bem diferente, apesar de haver sons parecidos (iguais!) aos nossos ditongos.

E a conversa e tentativas de leitura lá continuam :)

 

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publicado às 20:52

As minhas pequenas leitoras

por t2para4, em 25.08.13

 

Estou a rebentar de orgulho e felicidade; sou, assumidamente, uma mãe babadíssima. Já sabia que as piolhas liam e pedem, cada vez mais, para que eu lhes leia algo do interesse delas, nem que seja só uma palavra isolada.

Mas, ontem... Ontem, ao copiar uma receita para o meu caderninho, tive alguém que me foi fazendo o ditado! E foi fantástico porque ela aprendeu a ler imensas coisas quase sozinha, com os mesmos recursos que qualquer outra criança! 

 

Fica um exemplo:

 

 
Continua a haver uma associação de ideias muito boa (royal = gelatina) e ouve-se mesmo aquela hesitação normal das crianças quando começam a ler. As minhas princesas estão mesmo mesmo a crescer...

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publicado às 11:41

Leitura das piolhas #3

por t2para4, em 20.07.13

Apesar de irmos insistindo no ler histórias, recontá-las, fazer atividades alusivas ao que acabou de ser lido, nem sempre somos muito fiéis às nossas ideias e nem sempre somos muito assíduos...

Seja como for, as piolhas adoram ouvir histórias e até já revelam capacidade para contarem pequenos contos, inventados por elas, ainda que sejam muito presos a realidades ou desenhos animados que conheçam.

 

Há uns meses atrás, trouxe um livro muito engraçado da biblioteca:

 

 

Lemos a história em conjunto, usando a estratégia habitual: eu vou lendo as palavras que as piolhas ainda não conseguem ler e elas leem o que já conhecem, por isso, fica uma história contada a 3 vozes.

Ora, a história da elefanta Élia tem como acessório fundamental o chapéu. E, inspirada nisso, em placa EVA decidi colar uma imagem da elefanta e de chapéus de vários feitios. Bastou desenhar numa folha branca, contornar com marcador preto e dar às piolhas para pintarem.Essa parte não correu muito bem pois elas queriam era andar a experimentar chapéus e não a pintar chapéus...

 

 

Este conjunto elefanta-chapéus ainda anda por casa, numa gaveta. O objetivo é seguir um pouco o final da história e... experimengtar chapéus!

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publicado às 20:21

Por aqui continuamos com os preparativos para levar a cabo as iniciativas a que nos propusemos. Não tem sido fácil ter imaginação para tudo e não sucumbir à preguiça mas nada que um café fora com as piolhas (leia-se que elas tomam descafeinado diluído com água) ou um doce desportivo (como dizem os outros tolinhos que andam sempre aos pinotes) não ajude a resolver.

 

Depois desta faixa e deste pequeno texto adaptado, disponível em http://www.inr.pt/content/1/222/que-autismo :

 

 

 

que será o mote introdutório da exposição de trabalhos - já vou tendo alguns mas podem ainda enviar! -, da pintura da faixa de tecido que ficará na rede do campo de futebol da escola, da preparação das luzes e da criação da história das "Ervilhas Especiais", faltava ainda uma apresentação dinâmica e interativa que eu pudesse utilizar nas escolas/bibliotecas/etc. e que explicasse - sem ser uma grande seca - e de forma simples mas verdadeira o que é o autismo.

 

Surgiu isto:

 

Quando aparece a indicação "fim", é o final da história - que requer interação por parte da audiência - mas não o final da apresentação. Para começar, basta um clique do rato. O video pode demorar um pouco a carregar mas vale a pena vê-lo.

 

NOTA: Esta apresentação pode demorar alguns segundos a carregar.

Por favor aguarde...

 

 

 

E pronto, para já, é isto...

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publicado às 20:19

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