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A propósito do dia de hoje

por t2para4, em 08.03.17

Num mundo e numa era muito comercial e com deturpação das origens e verdadeiras mensagens de datas importantes a assinalar, as piolhas achavam que seria mais uma festa com trocas de presentes, apesar da sua boa vontade e carinho de querer "premiar" as mulheres das suas vidas.

Lá lhes tentei explicar, em versão rápida e curta e sucinta, que a vida não corre de feição para as mulheres, ainda que vivamos num pedacinho de céu. E contei-lhes que a discriminação contra as mulheres ocorre em formas tão subtis que parecemos nem notar: ordenados mais baixos, cargos de chefia limitados, despedimentos por gravidez, ilegalidade nas questões em entrevistas de trabalho, trabalho doméstico, etc. E ainda lhes disse que, em muitos países, as mulheres nem sequer vão à escola, podem usar determinados tipos de roupa, votar ou tirar a carta de condução. Basicamente, it's a men's world though they need women...

 

Estou com a neura. E depois de o marido me ter chamado agorinha mesmo à atenção para uma publicidade do stand virtual sobre o dia da mukhere e sensores de estacionamento, a neura aumentou ainda mais. Mas, enfim, não estou para isto.

 

Quero que as minhas filha s- que serão mulheres neste mundo e sociedade - nunca jamais em tempo algum deixem de se sentir bem na sua condição ou se sintam inferiores a quem quer que seja. Que continuem a ir à luta como têm ido até agora. E que saibam que há mulheres incríveis em todas as épocas, em todas as sociedades, em todos os lados - e que, independentemente dos entraves - nunca desistem e abrem pequenas brechas que se transformam em portas, mais tarde, para que outras mulheres possam seguir os mesmos caminhos. 

Não é feminismo, não é sufragismo, não é andar de maminhas ao léu e queimar soutiens: é ser-se mulher sem discriminação, é saber-se apreciar o esforço de uma mulher, apesar de tudo. A História reza de muitas mulheres que se transformaram nos chefes de família e nos trabalhadores da família, conseguindo não só mostrar o quão fantásticas elas são nos seus papeis multitasking, como também mostrar que são capazes. De tudo.

 

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-03-08-Carolina-votou-em-1911.-Foi-a-primeira-e-a-Republica-mudou-a-lei-para-impedir-o-voto-feminino 

 

Logo, será disto que falarei às piolhas. E aos meus alunos também, se surgir. 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:43

Hoje precisei de rever os meus arquivos de conteúdos e matérias dadas em anos letivos anteriores para usar um material específico que tinha em mente. Uma das coisas de se ser professor é que, em muitos casos, pegamos num qualquer material e lembramos uma turma ou um aluno ou um momento.

Eu mandei imprimir aquele material e não consegui evitar que um certo 1º ano me viesse à memória: o J. tão inteligente e tão fluente no inglês que me ajudava tanto nas aulas mas que não conseguia evitar algumas das suas esterotipias... O J. que tem autismo e que deve estar tão crescido hoje... A A. também me veio à memória, com a sua vozinha estridente e certeira, a colocar as coleguinhas mais matreiras no lugar que àquela ninguém come as papas na cabeça. E, por associação de ideias, veio à memória a sua mãe... que faleceu em julho e me parece tão irreal, não parece ter acontecido... Que ainda tinha tanto mas t-a-n-t-o para viver e fazer por cá... 

Não sei se existe isso de "ter chegado a sua hora" - afinal, quem decide essa hora? -, sei, apenas que hoje ela esteve presente nos meus pensamentos. E o facebook não ajudou muito pois, ao lembrar-me de uma memória, vejo a sua cara sorridente e tão feliz, caramba... Há 2 anos atrás. Como é que é possível que em tão pouco tempo ela seja apenas e somente agora uma memória?

 

Bah, não sei lidar com isto. Nem com recordações antigas de alunos que me são queridos e de quem nunca mais sei, nem com a morte de alguns alunos (e já lidei por 2 vezes com isso, é de uma sensação de impotência atroz), nem como lidar com estas memórias que surgem e que me deixam triste por terem partido. Estão cá. Não sei se por alguma razão, em particular, apenas estão.

 

Talvez ajude usar esses mesmos materiais que me levaram, por associação de ideias a estas memórias, criar novas memórias com outras crianças, outras realidades. O que se mantém é o mesmo entusiasmo. Este material que eu procurava hoje, em particular, é daqueles que cativa e que consegue por uns olhinhos a brilhar ao transformá-lo. Afinal, não é todos os dias que podemos fazer um livrinho, numa sala de aula, e com a ajuda da teacher :) 

 

 

 

 

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publicado às 21:36

Coisas de gaja, pode ser?

por t2para4, em 12.09.16

O nosso sistema nervoso é qualquer coisa de incrível. Em alturas de maior ansiedade ou stress, há sempre pequenos sinais de que algo não está como deveria e, na maioria das vezes, controlar isso é muito complicado.

 

A minha relação com unhas, cabelos e afins não é uma relação fácil. Quando estou mais ansiosa e enervada com algo, o cabelo começa a cair estupidamente (e depois nasce novo e fico com imensos cabelos bebés indomáveis levantados no cocuruto) e as unhas começam a escamar (o que é sempre uma coisa fantástica e muito estética - not). Após muito esforço da minha parte (seruns, fortificantes, suplementos, etc.), desisti de tentar salvar as minhas unhas. E ceder à tentação de as roer era em instantes. O cabelo foi fácil: um pouco ao engano, passei de um comprimento pelo fundo das costas às orelhas, embora tenha pedido pelo pescoço - tudo o que estava estragado foi fora mas não gostei da mudança quase radical, é demasiado dificil de domar e dá muito mais trabalho que um cabelo comprido.

 

Bem, unhas. Tinha prometido a mim mesma que nunca jamais em tempo algum voltaria ao verniz gel e familiares (ficava com as unhas em papel, tudo doía, pagava uma fortuna e aquilo começava a saltar ao fim de 2 dias - às vezes, no próprio dia. Cheguei a convencer-me que o problema era meu pois as outras mulheres com unhas semelhantes aguentavam-nas semanas a fio). Mas nenhuma das soluções aparentemente saudáveis e médicas estava a surtir qualquer efeito e voltei a ter uns tocos em lugar de dedos. E, a dar aulas a adolescentes com unhas maravilhérrimas, eu sentia-me, além de envergonhada, desconcertada com o que se passava.

Farta de ter vergonha das mãos, decidi dar-me uma ultima oportunidade. Pedi ajuda a uma pessoa fantástica que entrou na área por hobby - e que acabou por se apaixonar à séria pelo hobby- e dei-lhe o susto da, então, curta experiência na área. Foi um grande desafio e sempre lhe disse que, superando este, superava qualquer coisa. E foi mesmo: em apenas 2 semanas, vimos resultados incríveis. E, a partir daí, com muito profissionalismo, muito empenho e muito carinho, tenho umas unhas fantásticas (apesar das suas características únicas: uma delas partiu-se sem partir o verniz, vá-se lá entender isto) e consigo fazer tudo sem medo de estragar a manicure (o que inclui lavar todos os tapetes e carpetes lá de casa este verão). Afinal, eu só precisava de encontrar a pessoa certa... E, nesse aspeto, posso dizer que tive muita sorte pois, não sendo beauticista (acho que agora se diz assim) de profissão (profissão principal, entenda-se), o que faz, faz com formação adequada, com gosto e com muito cuidado. Nunca vi ninguém não abusar dos instrumentos de remoção ou cuidar tão bem da unha natural como ela faz. 

E confio. Se ela me diz que uma determinada cor aguenta mais tempo por causa dos pigmentos, ou um verniz de cobertura brilhante protege mais a unha do que outros, eu acredito porque, de facto, vejo isso. E experimentamos. Neste momento, faço as unhas de 3 em 3 semanas. E vejo-as crescer, vejo-as naturalmente bonitas quando se retira o verniz, vejo unhas compridas sem formatos esquisitos e sem dobras e sem ondulações que não saem agarradas ao verniz caso ele se solte.

 

Este verão, o sucesso foram os vernizes térmicos. Até o marido achou imensa piada e gostou. E, depois de ter visto a diferença abismal entre como eu tinha as mãos antes e com as tenho agora, já não acha que tratar das unhas seja uma futilidade. A verdade é que, agoram tenho umas unhas fantásticas e bonitas. E que posso personalizar, por assim dizer. Depois dos vernizes térmicos (o último mudava de azul escuro para azul clarinho, quase branco), agora tenho um pouco de nail art: uma maçã e as letras ABC (porque achei que ficava pindericamente fantástico começar o ano letivo com algo muito associado à escola).

 

 

IMG_4284.JPG

 Pode não parecer, mas é o mesmo verniz: em escuro quando tenho as mãos frias; em azul clarinho, com as mãos quentes. O mais fixe é quando faz um degradé e fica em vários tons de azul.

 

2016-09-08_182231.jpg

 Back to basics: vermelho é uma cor que fica sempre muito bem, em todas as estações do ano. Mas confesso-me curiosa de ver como ficam os castanhos escuros (e se se aguentam nas minhas unhas). Pode soar fútil - afinal são só unhas - mas eu valorizo muito todo este caminho porque quase não tinha unhas.

Estou orgulhosa de quem teve a paciência e a arte para me ajudar a ter chegado tão longe e orgulhosa de mim por ter chegado aqui. 

 

 

 

PS - As piolhas usam vernizes normais. E, por regra, só no verão. No inverno, não têm muita paciência nem costumam pedir para pintar as unhas.

 

 

 

 

 

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publicado às 23:13

Pois é. Neste país somos todos peritos em várias coisas, somos experts em muitas coisas e somos mesmo profissionais a dar opiniões - geralmente que ninguém pediu. Mas damos na mesma, tal é a nossa boa vontade.

 

Eu sei que a vida profissional na área do ensino está má.

Eu sei que há grupos disciplinares/recrutamento com milhares de pessoas à minha frente e atrás de mim.

Eu sei que sou da área das línguas estrangeiras (fui eu quem escolhei o curso e terminei, remember?)

Eu sei que o ensino foi chão que já deu uvas há muitos e muitos e muitos anos.

Eu sei que, em tempos bons, serei sempre e para sempre uma contratada que, se hipoteticamente, alguma vez ficar nos quadros alcançará um 5º ou 6º escalão já que chegar ao 10º há de ser quando eu tiver 150 anos e 80 de descontos.

Eu sei que é todos os anos a mesma coisa: luta contra o desemprego, concursos, escolha de escolas com o guia michelin e google maps à frente, ansiedade, etc.

Eu sei que há mais profissões no mercado.

 

O que eu não sei é onde estavam essas pessoas que me dizem todas estas coisas (e outras bem piores - lá chegaremos) no meu 9º ano, aquando da escolha e orientações vocacionais. Ou aquando do meu ano decisivo. Ou até aquando do preenchimento da folha para os exames nacionis. Ou até aquando da minha candidatura à universidade.

 

Meus amigos, vamos lá a entender-nos.

Eu não critico nem condeno nem aponto o dedo a ninguém que quisesse ter seguido a área de, digamos, enfermagem (que, já agora, está ligeiramente pior que a do ensino) ou administração pública ou engenharia civil ou tivesse ficado pelo 12º ano ou até pelo 9º ano (o limite da escolaridade obrigatória nos anos 90).

Eu quero lá saber se trabalham numa loja numa caixa de supermercado num banco ou numa multinacional. Trabalho é trabalho e deve ser sempre motivo de orgulho.

Eu quero lá saber se trabalham por conta de outrém, se por conta própria, se são freelance, se estão no quadro ou se vivem de contrato a contrato.

Eu quero lá saber se optaram por ir trabalhar ou ficar em casa, alargar a licença de maternidade ou trocá-la com o marido ou puseram um ano ou dois ou três sabáticos ou tiraram uma licença sem vencimento.

Eu quero lá saber se emigraram ou imigraram.

 

São opções. Opções que, certamente, terão sido ponderadas, pensadas ou acasos que formaram um caminho que se revelou percorrível (existe, esta palavra?) ou nem por isso e mudou-se de ideia.

São escolhas pessoais . Escolhas essas que se refletem no campo e vida profissional de cada um e não são do departamento nem da alçada de mais ninguém.

 

 

Eu escolhi ser professora. Eu decidi-me, definitivamente pela via do ensino no meu último ano de faculdade, depois de recuperar de uma depressão e esgotamento nervoso. Optei pelo ensino em detrimento de uma entrada na Polícia Judiciária (já que as vagas em aberto não contemplavam o meu curso nem escolaridade mínima sem ele), continuei a seguir o ensino mesmo depois de ter sido chamada para fazer os testes de aptidão para a Polícia Municipal. Andei, muitos anos - quase todo o meu percurso de ensino superior - indecisa entre o ensino e a área policial. E optei pelo ensino. E, apesar de, por vezes, principalmente, entre junho e outubro, pensar que foi o pior que poderia ter feito, não sei se alguma vez seria tão boa agente como tento ser docente. Não sei se alguma vez as coisas fluíriam de forma quase natural se eu tivesse enveredado pela área policial.

Não quero mudar de profissão. Já passei por muito pior nesta área e consegui sempre, entre um buraco e outro, uma lugar e outro, algumas horas que me deram uma tremenda experiência, tempo de serviço e salário, descontos e contagem de tempo para a reforma (que, por causa de uma decisão mal tomada na altura, está quase paralela com o nº de anos de trabalho.

 

 

Não, lamento, mas não quero emigrar. Não me interessa minimamente quantas línguas falo, se sou fluente, se me dariam equivalências para o ensino em qualquer outro país. Não quero emigrar. Gosto do local onde vivo - senão teria mudado quando casei. Gosto da qualidade de vida que a minha pequena cidade e proximidade com uma grande cidade capital de distrito me proporciona. Gosto de abrir o estoro e ver uma serra nevada ou enevoada ou ver a lua subir por detrás das colinas. Gosto de ter todas as condições de apoio necessárias para as minhas filhas e as suas necessidades. Aceito o meu país e a minha localidade como são, com virtudes e defeitos. Gosto do sol, do clima, da comida, da vida que levo no meu país.

Não emigrei aquando do pior por que todos passamos, não me parece que vá fazê-lo agora, até porque se, alguma vez o fizermos, os que me mandam emigrar, terão sorte e nunca mais me/nos verão pois não regressaremos nem de férias e até mudaremos de nacionalidade. Mas não pretendemos chegar a tal.

 

 

 

Não me interessa o que fariam no meu lugar se fossem professores ou professores de línguas. Essas pessoas não são eu, não passaram pelo que passei, não vivem a minha vida, não tomam decisões por mim.

Estou-me com-ple-ta-men-te nas tintas para a opinião acerca do que poderia ter feito ou onde/como poderia estar se eu não tivesse decidido mudar de estratégias e alterar prioridades. Meus amigos, vamos lá a ver, eu optei (sinónimo de escolhi) colocar as minhas filhas em primeiro lugar ao invés de colocar a carreira (seja lá o que isso for nos dias que correm) e desistir de fazer mestrado (seja lá o que isso for também nos dias que correm). O que, aos olhos de todos foi um grande disparate pois até fiquei colocada durante anos a fio em bons horários e sempre pertíssimo de casa MAS implicavam uma dedicação quase total em horas e trabalho que eu nunca conseguiria mostrar, revelou-se a melhor decisão tomada enquanto família. Eu e o marido, logo após o diagnóstico de autismo das piolhas, ponderámos muita muita coisa, fizemos muitas muitas contas (parecemos uns contabilistas merceeiros) e decidimos atrasar a evolução profissional de um de nós por algum tempo - o que estivesse profissionalmente mais instável - de modo a poder estar 100% disponível para tudo - e eu digo mesmo tudo  - que envolvesse as piolhas: terapias a qualquer hora do dia, consultas aleatórias, urgências, chamadas constantes da escola. Se eu tivesse uma profissão que os outros chamam de normal, eu seria despedida em menos de três tempos, nunca me renovariam contratos, nunca poderia voltar a trabalhar. Assim, com a vantagem de trabalhar muito menos horas do que o marido e ter horários condensados em partes do dia (manhãs ou tardes, 1h aqui ou ali), deu perfeitamente para conseguir acompanhar tudo e faltar o mínimo possível.

E, guess what?, resultou. Resultou mesmo. Hoje, 5 anos depois de um diagnóstico (em dose dupla) que nos paralisa e nos obriga a mudar tudo num mínimo espaço de tempo possível, eu já consigo ter quase as mesmas horas de trabalho de um professor de 3º ciclo e secundário - ainda que isso implique trabalhar por conta própria em determinadas situações e não seja correspondente ao salário tabelado -, consigo continuar a saga do acumular tempo de serviço, consigo ter um salário que alivia um pouco a obrigação do marido de ter que trabalhar por 1 pessoa e meia. Passo o verão a pensar em setembro e outubro mas não acredito que venha a ser pior do que já foi.

 

 

Por isso, para esses "orientadores vocacionais", tão cheios de certezas e lirismos, a menos que caminhem com os meus sapatos nos trilhos que já percorri (isto em inglês soa dez mil vezes melhor), a menos que queiram vir cá para casa ajudar ou a menos que queiram pagar-me as contas, sugiro que mudem de profissão. É que o mercado já está cheio, há demasiada concorrência, há até quem dê conselhos de graça - nem sei como vivem, pobrezinhos- basicamente, há "orientadores" a mais. Emigrem. Por exemplo. Dar conselhos é uma coisa universal, nem precisam de equivalências.

 

 

Boa sorte ;)

 

 

 

 

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publicado às 14:50

Sim, somos nós, neste dia da família

por t2para4, em 15.05.15

Temos muitas versões alternativas de nós, os elementos do T2. Todos artísticos, sem dúvida, e que podem ver aqui e aqui.

Depois conheci este site maravilhoso "A minha vida dava um cartoon" e já não o deslarguei mais, fiquei encantada. É tão verdade tudo o que ela ocnsegue colocar naqueles desenhos fantásticos!! Nem pensei duas vezes: entrei em contacto com a Ana ( o génio por detrás do traço a negro) e encomendei um cartoon especial para o dia do pai, que, acaba por ser mais uma visão da nossa família. O trabalho está lindo, a Ana foi impecável, chegou tudo impecável, dentro dos prazos. Adorei. Mais uma vez, o meu obrigada!

 

E, assim sendo, uma vez que hoje é Dia da Família, nada melhor do que deixar-vos com uma nova versão de nós.

 

cartoon.jpg

 

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publicado às 09:22

O tempo perguntou ao tempo...

por t2para4, em 08.05.15

... quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo: "tenho tanto tempo quanto tempo o tempo tem".

 

Lembram-se deste trava-línguas/lengalenga? Cada vez me lembro mais dele... Eu sinto o meu tempo a escorrer-me e a escapar-se-me por entre os dentos para um tempo que não é o meu tempo. Às vezes até sinto que não sou deste tempo e ai se começo a falar do tempo que ora chove ora faz sol!!!

 

Tudo isto para quê? Tenho um horário flexível e esburacado, em parte por opção, para estar sempre por perto por causa das filhotas mas isso também me obriga a compensar perdas monetárias e a encontrar alternativas. Alternativas essas que passam por um freelance - chamemos-lhe assim. E, apesar de conseguir conjugar tudo isso durante o período que as filhotas passam na escola, lá vem um horário que me obriga a dispensar sábados ou partes do dia em que teria que estra com a família. E é tão difícil gerir tudo isso quando o marido tem um turno incompatível com o meu... Com avós maternos longe, tia a trabalhar, avós paternos que quase não existem e não sabem estar/lidar com as netas, amiga grávida já com contrações, as minhas opções de logística babysitting estão reduzidas a pouco mais do que "me, myself and I"...

E tenho levado as filhotas comigo para o trabalho. Tem corrido bem, apesar de algumas chamadas de atenção para as conversinhas delas ou som dos tablets. Tenho levado os materiais delas para que aguentem bem e sem queixas as 2 ou 3 horas extra de trabalho que tenho. E, felizmente, tenho pessoas compreensivas e tem corrido tudo bem e consigo manter o profissionalismo que sempre tive.

 

No entanto, não é só o levá-las comigo que me resolve parte da logística! Ainda há todo um trabalho doméstico/académico/profissional que tenho que fazer, tal como, ter que preparar o jantar às 14h ou 15h e deixar já a mesa posta para quando chegarmos a casa, bem depois das 20h30, ser só aquecer, sentar e comer. Mas ainda se segue a saga dos banhos, dos preparativos para o dia seguinte, etc e tal. E, felizmente, os TPC acabam por ser feitos enquanto trabalho... Ao que acresce, muitas vezes, antes de deitar, ainda preparar uns materiais para uma aula ou uma formação e ainda pensar que me falta terminar um trabalho urgente qu eprecisa de ser entregue até ao dia "x"...

 

E, depois, deparo-me com um texto fantástico (ler aqui) que me deixa a pensar se vale a pena correr tanto, multitask de forma quase circense... Está certo que estou com as minhas filhas mas não do modo como desejaria... E a vida tem que ser muito mais do que uma gigajoga louca de corridas de trabalho, seja ele de que tipo for, goste-se ou não. Eu adoro o que faço mas, nesta altura, estou pior que os meus alunos: cansada, chata, resmungona, irritável. E a precisar de mimo e de sei lá mais o quê. Sinto-me o máximo quando vejo tudo aquilo que fiz mas depois cai a ficha quando paro dois segundos e se acumula o cansaço de semanas loucas, de noites a dormir mal, de preocupações com as filhotas, de futuros incertos.

Vivemos um dia de cada vez e tentamos evitar pensar que possa ser o último. Só mesmo viver um dia de cada vez  e, de manhã, ao acordar, saber que há a possibilidade de melhorar/corrigir/viver algo melhor/diferente/etc. Hoje pondero e questiono tudo isto mas amanhã espero estar a sentir-me mais ensolarada por dentro...

 

 

 

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publicado às 21:05

Pesadelos com os filhos

por t2para4, em 06.03.15

Até parece um título dúbio (afinal os filhos é que são os nossos pesadelos?) mas não é.

Odeio ter pesadelos que envolvam as piolhas. Prefiro sequer nem ter sonhos em que elas apareçam para evitar que, algures, no meio daquelas neblinas parvas de que são feitos os sonhos, a coisa descambe e acabe mal.

 

Não gosto de todo de sonhar com alguns temas. E há temas que até custam verbalizar como o sonhar com a morte. Pior ainda quando se sonha com a morte de alguém. Pior ainda mais quando se trata de alguém (muito) próximo. Não preciso de fazer um desenho, pois não?

Estive neste limbo desde as 5h35... Horrível. Acordei, literalmente, a bater mal, desnorteada, com dor de cabeça mas feliz por ouvir as vozes das duas piolhas, juntas, a pedir para me juntar a elas na sala.

 

Estou com a neura. Hoje, não estou com paciência para cenas sociais, nem para miúdos, nem para estar fora de casa (sem as minhas amadas filhas), nem para nada. Vou purgar isto tudo com uma tarefa bem à portuguesa: limpezas em casa. Talvez, depois do almoço, prepare umas aulas, porque, eu, comum mortal portuguesa-pagadora de impostos não vivo do ar. Até lá, não quero saber. Hoje não é um bom dia.

 

Reajo mal, cai-me mal, fico mal. Espero que, no meio de tanto bilião de gente que vive neste planeta, haja mas alguém como eu...

Para já, domesticidades e café. Forte, preto e com pouco açucar.

 

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publicado às 08:42

30 anos?!

por t2para4, em 05.03.15

 

 

Expliquem-me, devagarinho e com jeitinho, como é que o "Regresso ao Futuro" já conta com 30 anos... A sério, 30 anos???? Como é que é possível, a sério, como?? Para mim, o Michael J. Fox terá sempre ar de puto, de calças de ganga, em cima de um skate; e o Doc será sempre..., bem, o Doc com aquele ar esgroviado e cabelito no ar. Não percebo...

Se eu ainda penso que os anos 90 foram tipo, há 10 anos atrás e escandaliza-me já ter que tratar malta dessa geração como adultos (pois, para mim, ainda são "miúdos", não é? 1993 foi há pouquíssmo tempo, então!, eu prórpia miúda!), como é que eu encaro um filme dos anos 80??? Eu que sou da casta dessa década e não me sinto nada com a idade que dizem que temos. Tanto quanto eu me lembro, ao fazer contas de cabeça, nasci em 1980, logo, tenho vinte e poucos anos... (suspiro)

 

O tempo passa e nem damos por isso... Um filme icónico já com 30 anos, os "miúdos" dos anos 90 já adultos e com família e as minhas filhotas já com ar de teenager... Não, não estou a exagerar... Vi algumas das fotos que tirámos na viagem à Serra da Estrela e elas estão mesmo crescidas, com aquele ar de miúda pré-teenager (vá, pita, portanto, ehheheh)... Caramba...

Preciso de outro café.

 

 

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publicado às 11:25

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