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Após algumas dificuldades em encontrar horário compatível para reserva desta sala, lá ficou marcada uma sessão de terapia da fala para as 11 horas. Tudo bem, embora implicasse dar algo às piolhas para comer antes da sessão (pois terminaria depois das 12 horas e eu conheço bem a scrises de fome que dão sempre em birras de sono e mau feitioo sem sabermos muito bem o que originou um crescendo de emõções que acaba num vazio e numa exaustão tremenda), sair do trabalho directa ao indantário, ir à sessão e levá-las de volta ao infantário. 

 

A sala fica num pólo novo de uma instituição de reabilitação e inserção da localidade. Confesso que tinha curiosidade em saber como era e o tipo de actividades que poderíamos fazer. O objectivo do terapeuta era, acima de tudo, trabalhar questões relacionadas com a auto-regulação.

 

A sala é toda pintada de preto, extremamente alta, com luzes de cor branca e luzes violeta - que fazem sobressair cores ao estilo CSI :) -, o chão é igualmente preto. Quando entramos, é impossível não reparar numa parede de água, cujo material parece acrílico mas é ao mesmo tempo magnético, e numa espécie de cama multicolorida devido às luzes interiores e que vibra com a música que sai dela. No lado oposto, vemos um mini-aquário, sem água, com elementos marinhos (corais, peixes, polvo, estrelas, etc.); ao fundo da sala, temos uma cortina de luzes que lembram estrelas (que vão mudando de cor e intensidade de luz) e um enorme (grande mesmo!) puff. Um baú com imensas coisas foi a loucura das piolhas: guirlandas, tecidos, missangas, fitas, bastões, etc. que ficavam fluorescentes sob a luz violeta.

Andámos descalços e tentámos ter momentos com a luz apagada - ficando a violeta como predominante - mas uma das piolhas não achou graça nenhuma e esteve todo o tempo a dizer "apaga a luz" (troca os verbos apagar-acender), embora tenha feito algumas actividades muito bem sem a luz acesa.

 

Notei que, de facto, elas estiveram muito mais calmas do que aconteceria em outros locais. Não houve um desejo incontrolável de explorar e de mexer em tudo ou de correr desenfreadamente; estiveram mais assertivas e atentas ao que lhes era pedido e até conseguimos fazer um exercício de compreensão bem complexo. Os pulos e momentos de calma no puff também foram muito bons mas do que gostaram mais foi de se "vestirem" com os acessórios encontrados no baú.

Foi uma experiência interessante e que talvez possamos repetir. Fiz um trabalho de preparação prévio: avisei-as de que iria buscá-las à escola e que iriamos para uma sala nova, noutro lugar, e que depois regressaríamos à escola. Correu tudo muito bem.

 

 

 Esta imagem não retrata a sala onde estivemos mas mostra bem os jogos de luzes e o tipo de materiais usados para obter diferentes estímulos.

 

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After a hard time finding a matching schedule to reserve this room, a Speech Therapy session was set up to 11 o'clock. All OK though it required me to give something to my little girls to eat before the session (it would finish around 12 o'clock and I know very well the things they do when they are hungry, the sleep and bad temper tantrums without us knowing exactly what cause a crescendo of feeling that end in an empty all and in a tremendous exhaustion), leave work straight to the kindergarden, attend the session and take them back to the kindergarden.

 

This room is a new pole and it belongs to a respected institution of our village. I confess my curiosity by wanting to know how it was like and what kind of activities we could do. The therapist aim was, above all, to work issues related to self-regulation.

 

The room is all black painted, extremely high, with white and violet lights - which makes colours stpe out in a CSIish way - the floor is also black. When we step in, it is impossible not to notice a water fall on the wall which material looks like acrylic but is at the same time magnetic and a multicoloured sort of bed (due to its inner lights) that vibrates with the music coming out of it.

Opposite, there'a a mini-aquarium with no water but with sea elements (corals, fish, octopuss, starfish, etc.), at the bottom of the room we see a curtain of lights that reminds us of stars that change colour and light intensity and a huge (really huge!) puff. A chest of things was my little girls' wonder: garlands, tissues, beads, ribbons, sticks, etc. that turned fluorescent under the violet lights.

We were barefoot and we tried to have moments with the lights off - the violet was the main light - but one of my little girls found no fun on that and kept saying "turn the lights off" (she mistakes the verbs turn the lights off/on), though she did very well some activities with the lights off.

 

I noticed, indeed, they were a lot calmer that what would be expected in other places. There wasn't an uncontrollable desire of exploring or tpuching everything or running wildly; they were more assertive and attentive to what was asked them to do and we even managed to do a complex comprehension exercise.

The jumping and quiet moments on the puff were also very good but what they really enjoyed was "getting dressed" with the accessoriues they found in the chest.

It was a very interesting experience and maybe we can do it again later. I did a preparatory work: I told them I would pick them at school and we would go to a new room, somewhere else, and then we would go back to school. It went very well.

 

This picture does not show the room where we were but it shows really well the lighst and the kind of materials used to get different stimulus. 

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publicado às 12:28

Terapia da fala

por t2para4, em 28.02.11

Partilho o que fazemos, semanalmente, nas sessões de terapia da fala. Tivemos a sorte (MUITA!!!) de ter um profissional extremamente competente e muito bom no que faz, isso tem-se manifestado a olhos vistos na evolução das piolhas. Elas que tinham a sua linguagem própria (criptofasia, a linguagem que, geralmente, muitos gémeos idênticos desenvolvem entre si) e que, apesar de captarem, não ligavam nenhuma à linguagem externa, preferindo agir e desenvolverem-se sozinhas do que pedir ajuda e interagir ou tomar inciativa, agora nota-se uma verdadeira diferença, abismal mesmo.

 

Começaram por ser sessões de 30m, mais ou menos, cada menina, mas agora são se 1h, as duas juntas. Eu estou sempre presente (o pai quando está de folga também). Apesar de o terapeuta ser jovem, experiência não lhe falta e faz imensas formações e cursos cá e no estrangeiro. Está ao corrente de todos os programas de tratamento do autismo e suas variantes. Ele costuma ir às escolas mas o JI das piolhas não está contemplado. Para não ficarmos a perder tempo precioso à  espera, ele arranjou um horário pela via privada. Assim, uma vez por semana, ao final do dia, lá estamos nós. 

 

Costumamos estar na sala de snoezelen, uma sala com imensos colchões e onde andamos descalços. De costas para a porta, à esquerda temos a piscina de bolas, em frente há uma casinha, ao lado da porta há um espelho de luzes também em relevo. À direita, em frente, há um escorrega e por baixo um túnel fluorescente com fitas penduradas, ao lado há outro espelho (tipo luz de raio-x) e um piano que acciona luzes na parede conforme saltamos em cima dele; em frente a isto tudo, são as escadas para o escorrega. Todo o espaço restante está coberto de colchões, maiores ou menores. A sala é insonorizada e torna-se quente, agradável de lá estar. Dá para fazer imensos jogos de luzes com as várias etapas.

 

A nossa rotina inicial é a de que elas tenham sempre a iniciativa de pedir ou nos dar sinais de que querem a porta aberta. Lá dentro, no espaço que existe, vamos deixando as piolhas fazerem as brincadeiras que querem como tomada de iniciativa e vamos nós imitá-las. Assim que tenhamos a sua atenção e interesse captado, começamos a trazê-las para o trabalho que queremos fazer com elas. O terapeuta, às vezes, leva uns brinquedos e livros para ir promovendo a interacção e trabalho de atenção conjunta (3 pessoas ou 2 pessoas e um objecto – a criança deve incluir-nos a todos e ir fazendo turnos na brincadeira/jogo/conversa como se se tratasse de uma situação real). Inicialmente, uma estava muito bem: conseguimos estar imenso tempo na piscina de bolas a fazer jogos onde ela toma a iniciativa e espera que nós a imitemos, o que é bom, porque ela já se apercebeu que é preciso interacção e envolver outras pessoas numa comunicação; a outra tinha demasiadas coisas que a estimulavam e acaba por correr (literalmente) tudo sem fazer quase nada de jeito. Os seus tempos de interacção são muito curtos. Esta semana decidimos que vamos experimentar outros objectos e que ela terá a sessão noutra sala. Falei-lhe de coisas que lhe prendem o interesse em casa e ele pediu-me para as levar: lanterna, livros, cubos de encaixe.

Agora, estão ambas um pouco ao mesmo nível e acabam por saber estar e fazer melhor as mesmas actividades e outras. O grau de exigência está a aumentar cada vez mais e o nosso próximo objectivo a atingir é o relato de acontecimentos recentes.

 

Tenho aprendido muito com ele e ele tem-me ensinado pequenas coisas que tenho utilizado com casa, quase já sem me aperceber. Tenho transmitido estas pequenas coisas ao marido e avós para fazerem igual e irmos todos trabalhando no mesmo sentido. Basicamente, acabam por ser coisas tão simples como dizer “eu acho que devíamos abrir a porta” em vez de fazer a pergunta “E agora? Vamos abrir?”

A educadora do PIIP, de vez em quando, também está presente.

Notamos que as piolhas verbalizam mais e melhor, surpreendem com as coisas que aprendem e recitam, aprenderam a esperar pela sua vez e a fazer turnos, quer nas brincadeiras quer nas conversas.

 

Estamos sempre em constante contacto: educadora do PIIP, Jardim de Infância, terapeuta da fala e pais. É uma via que funciona muito bem e que nos apoia realmente. É aqui que notamos que estamos todos a trabalhar no mesmo sentido.

 

Fica uma imagem e definição do que é uma sala de snoezelen.

A sala de Snozelen é uma sala multi-sensorial que tem como objectivo a estimulação sensorial e/ou a diminuição dos níveis de ansiedade e de tensão.  O Conceito da sala de Snoezelen proporciona conforto, através do uso de estímulos controlados, e oferece uma grande quantidade de estímulos sensoriais, que podem ser usados de forma individual ou combinada dos efeitos da música, notas, sons, luz, estimulação táctil e aromas.

O ambiente, que a sala de Snoezelen proporciona, é seguro e não ameaçador, promovendo o auto-controlo, autonomia, descoberta e exploração, bem como efeitos terapêuticos e pedagógicos positivos.

O ambiente multisensorial permite estimular os sentidos primários tais como o toque, o paladar, a visão, o som, o cheiro, sem existir necessidade de recorrer às capacidades intelectuais mas sim às capacidades sensoriais dos indivíduos. A confiança e o relaxamento são incentivados através de terapias não directivas.

O uso de um ambiente multisensorial permite que as terapias sejam únicas para cada utente.

 

Benefícios da Sala de Snoezelen

Promove o relaxamento, lazer e diversão;
Estimula os sentidos primários;
Permite a exploração, descoberta, escolha e a oportunidade de controlar o ambiente;
Aumenta a compreensão do utente em relação ao gosta/não gosta;
Permite a estimulação esfincteriana;
A variedade de actividades permite explorar as necessidades bem como as preferências;
Permite o trabalho individual ou em grupo, servindo para o controlo da ansiedade;
Incentiva o movimento e a motivação;
Motiva para a aprendizagem;
Facilita a libertação de stress;
Promove a consciência da equipa técnica sobre a importância dos sentidos primários;
O uso de equipamento sensorial pode ser benéfico para todas as idades e diagnósticos;
Estimula o surgir de emoções positivas tais como o bem-estar, relaxamento, satisfação e alegria.

O equipamento que constitui a sala estimula a interacção do indivíduo com o que o rodeia, bem como, a construção e estruturação de imagens do seu mundo.

 

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publicado às 13:33

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