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Inspirada na experiência que tivemos no Dolce Vita Coimbra, numa destas semanas passadas, decidi criar algo para as piolhas se aperceberem melhor das regras que temos que seguir quando andamos ou rolamos na estrada.

 

No Dolce Vita, com a ajuda da polícia (PSP), a ideia era contornarem um circuito fechado em bicicletas e obedecerem à sinalização vertical. Foi um caos. Elas queriam lá saber dos riscos e dos sinais! Queriam era andar de bicicleta!

 

 

Então, numa tentativa de melhorar esta situação - ainda que não vão para a estrada andar de bicicleta - e dar-lhes a conhecer as regas que temos que cumprir andemos a pé ou de carro, numa loja chinesa, comprei um pedaço de feltro preto e, aproveitando retalhos de feltro que foram sobrando de outras confeções, fui tentando compor um circuito com espaços que lhes fossem nominalmente familiares. Aproveitei também para fazer a cabeça da minha pobre mãe em água porque decidi testar à séria a máquina de costura. O resultado final foi torto mas produtivo:

 

 

A sinalização foi imprimida em cartolina, plastificada e colada nos locais adequados. 

Em cima da mesa, aberto, lá expliquei às piolhas o que significavam aqueles sinais, por que lados é que temos que circular e que aquela sinalização que ali está é igual à que encontramos na estrada quando saímos de carro para ir a casa da avó, à escola, às compras, a Coimbra, etc. Agora, tenho uns minirádios no banco de trás a indicar-me a sinalização e a certificarem-se de que vou mesmo a cumprir as regras, por exemplo, se vou mesmo mesmo mesmo a 40 km/h ou não...

 

Ora bem, mas como as piolhas são umas pindéricas vaidosonas meninas, acham mesmo que neste tapete andam carros? Claro que não!

 

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publicado às 15:27

Segurança infantil em casa

por t2para4, em 02.07.12
As piolhas têm uma noção muito própria do perigo: estão na idade em que acham que com uma fralda às costas conseguem voar e, autistíco ou não, não têm medo de quase nada nem se apercebem do que lhes pode fazer mesmo muito mal. 
Quando elas começaram a gatinhar e depois a andar e depois a correr, houve imensas alterações em casa, não só devido às características delas (muita agitação, hiperatividade) mas também porque há coisas básicas e simples que fazem parte de qualquer dia a dia vulgar com crianças.

 

Assim, tentei visualizar tudo o que fosse potencialmente perigoso e procedi a algumas alterações em casa:
- tomadas elétricas tapadas com dispositivos próprios (comprei no lidl, super baratos. Pus em minha casa e na dos meus pais)
- alteração do local e disposição dos produtos de higiene e kits de primeiros socorros na casa de banho (o kit passou a estar completo e fechado; os produtos passaram a estar concentrados na 1ª prateleira, mais alta e de difícil acesso)
- facas de serrilha dentro de uma taça arrumados no armário da loiça bem como o líquido da loiça
- na despensa, os produtos de limpeza passaram todos a estar em estantes bem altas e longe do acesso de mãozinhas curiosas mesmo que subam a uma escada. Isso implicou dividir ainda mais a divisão - que já em si é pequena - e inventar prateleiras em quase todo o lado (materiais vindos do Izi na altura, preço acessível), o que nos permitiu uma excelente organização do espaço e acessibilidade segura ao que as piolhas mais consomem (leite com chocolate) e poderem ir buscá-los sozinhas.
- substituiu-se o banco da despensa por um escadote de 2 degraus que tem que se abrir (as piolhas não têm força para isso) que comprámos no Leroy Merlin a um bom preço, para aceder aos produtos de limpeza.
- coloquei um cadeado na janela do quarto delas: as piolhas raramente brincavam no quarto com o estoro aberto pois eu temia de pavor que abrissem a janela. Assim, eu auto-regulei-me e fico muito mais descansada. O quarto areja quando estamos na escola ou no trabalho. As
 restantes divisões que tiverem janelas abertas ficam com as fechadas à chave e esta fica pendurada no aro da porta, longe do alcance delas.

- portas e janelas traseiras do carro trancadas, com os dispositivos de segurança infantil
- avisos sérios e muito ameaçadores - vulgo, levam umas boas palmadas - se se atreverem a tirar o cinto de segurança sem eu o autorizar
- material escolar (colas, tesouras, etc.) + material de costura + material de pintura está arrumado no meu aparador, fechado com um atacador... Essa porta ainda é um atrativo demasiado forte para elas.

 

Há imensas informações e dicas de segurança no site www.apsi.org.pt 

 

Já consigo imaginar algumas pessoas a ler isto e a rebolar os olhos, a achar um exagero (ou que estou louca - já me habituei). Não é/não estou. Bastava estarem 5 (cinco, sim, cinco) minutos com as minhas filhas para se aperceberem de que não há um momento de sossego e que elas descobrem os perigos sozinhas, sem a ajuda de ninguém. E qualquer acidente parvo pode acontecer em frações de segundo. Não vale a pena correr esse risco. Estas coisas estão assim e as piolhas sabem o porquê. À medida que vão crescendo e amadurecendo, há coisas que vão desaparecendo, por exemplo, no nosso quarto já não há protecções nas tomadas; os sabonetes e champôs a uso estão no bordo da banheira; os talheres normais estão na devida gaveta, etc. Há coisas que nunca suscitaram interesse para asneiras e outras que, pelo seu uso diário e banal, não lembram a disparates. 
Por aqui, por mim, prefiro que chorem elas pelas regulações da mãe do que chore a mãe por as ver numa cama de hospital ou pior. Sou mãe galinha assumida. 

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publicado às 10:31

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