Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



PALESTRAS GRATUITAS - SONRISE

por t2para4, em 11.09.11

A quem interessar. Apesar de ser em Coimbra e muito mais acessível e perto para mim, não irei. Vai ser um fim de semana com outros planos (vindimas e festa de anos) que prefiro realizar do que ir ouvir falar de autismo.

 

 

PALESTRAS GRATUITAS COM RAUN KAUFMAN
(primeira criança autista recuperada com o método SON RISE)
em LISBOA, COIMBRA E PORTO - Dias 16, 17 e 18 de SETEMBRO


... Após o sucesso das palestras organizadas em Julho pela associação VENCER AUTISMO com mais de 1000 participantes, temos o prazer de comunicar que RAUN KAUFMAN estará novamente em Portugal para mais 3 palestras- gratuitas- sobre Autismo e o Programa SON RISE desta vez em Lisboa, Coimbra e Porto, respectivamente nos dias 16, 17 e 18 de Setembro

Lisboa - 16 de Setembro ás 19:00H - (local a confirmar brevemente)
Coimbra -17 de Setembro ás 17:00H - Auditório do Conservatório de Música de Coimbra
Porto - 18 de Setembro ás 17H - (local a confirmar brevemente)

O programa SON RISE foi criado nos EUA há mais de 30 anos por uns pais; Barry Neil Kaufman e Samahria Lyte Kaufman para ajudar o seu filho Raun, diagnosticado com Autismo severo.

Em Junho de 2011 o programa SON RISE ganhou o prémio para MELHOR terapia na conferência anual realizada pela organização AUTISM ONE nos EUA.

O que faz do programa SON RISE um programa único e tão efectivo?
Mostra que os pais são o melhor recurso dos filhos,

* Permite que a criança mostre a melhor maneira de a alcançar
* Ajuda a adaptar e a manter uma atitude não-julgamental e optimista de amor, respeito e aceitação,
* Ensina a entrar no mundo da criança, em vez de os forçar a entrar num mundo que não compreendem,
* Potencia as motivações do seu filho para ele se sinta motivado a juntar-se a si e ao "nosso" mundo
* MANTÉM VIVA A ESPERANÇA - a "falsa esperança" não existe.


Em Portugal estima-se ( embora não existam dados oficiais) que 1 em cada 150 crianças sofram de alguma perturbação dentro do espectro autista. o Autismo é uma perturbação complexa, que só pouco a pouco se vai conhecendo: Não há dados irrefutáveis sobre a sua origem, evolução e abordagem terapéutica. O aumento internacional exponencial de casos de Autismo - considerada já uma epidemia- tem preocupado governos de vários países, designadamente os EUA e que levou já o presidente Obama a dotar uma importante verba para investigação e tratamento do Autismo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:16

Programas - Programs

por t2para4, em 02.06.11

 

Ao contrário do que possa dar a entender, não sou adepta de nenhum programa em particular - sou adepta do que funciona, sejam programas comportamentais, cognitivos, direccionais, etc. - não me interessam especificamente os seus nomes ou designações mas sim quais os objectivos que se propõem atingir. Acho até, na minha opinião de leiga - e mãe observadora - que o que melhor vai funcionando com as minhas piolhas é uma mistura de todos. A verdade é qu enoto, em algumas sessões de terapia da fala (perdoe-me J. se estou a induzir erros), que os exercícios e actividades propostos tocam um pouco de cada programa sem que entremos profundamente nos seus conteúdos.

Não faço muitas pesquisas sobre os métodos que existem pois não quero viver a minha vida - ou forçar a das piolhas - em função do que existe e como posso pôr tudo isso em prática; apenas vou disponibilizando dados aos quais tenho fácil e rápido acesso. Gosto quando o que fazemos espontaneamente no nosso dia a dia se reflecte na sua aprendizagem e até acaba por coincidir com um modelo qualquer, criado por um qualquer estudioso. O que vou postando - seja sobre SonRise, DIR, TEACH ou mesmo "intensive interaction" - são pequenos retalhos de um trabalho contínuo de toda a equipa que as acompanha diariamente - família, técnicos do PIIP, terapeutas, médicos, educadora e turma do infantário. Não me interessa se é bom ou mau, se foi criado pelo Dr.A ou Dr.B; interessam-me resultados e ver se funcionam.

Acho que, acima de tudo, há que confiar no nosso instinto maternal/paternal e ter bom senso. Não há nada infalível ou milagroso mas há pequenas vitórias e ajudas que se assemelham a milagres.

 

Não acredito que o autismo - em qualquer das suas variantes e graus - tenha cura através das células estaminais - do próprio ou de um dador; agora parece que, de repente, tudo é autismo/autista/etc; não concordo com a distinção entre "ser autista" e "estar autista"; não acredito que por si só as vacinas/fluór/suplementos vitamínicos/etc. causem autismo - acredito que, em conjunto, com outros factores como organismos fragilizados propensos à não-eliminação correcta de metais (presentes não só em vacinas mas também em alimentos, na água, no vestuário, em utensílios, tintas, etc.) ou questões genéticas ou a contração de doenças durante a gestação ou nascimentos muito prematuros ou derrames cerebrais ou outras questões ambientais (ou não) possam causar autismo.

Mas, tal como a sua cura, a sua causa ainda é, hoje, algo incógnita (de acordo com alguns estudos e opiniões médicas). Os testes genéticos ajudam a tentar encontrar respostas  mas nem sempre dão a indicação de algo - no nosso caso, a maioria dos especialistas com quem falámos acreditam que esses testes não nos dirão nada...

Não sou inflexível - mas teimosa sim :) - e, se alguém tiver algo que possa ajudar-me a entender melhor algumas coisas, agradeço. Aprendi a aprender, todos os dias. Por isso, qualquer informação sensata e lógica é bem vinda - de falsas esperanças quero distância porque isso mói e desgasta. Não precisamos disso na nossa vida.

 

Na minha perspectiva, o mais importante, neste momento, é aceitar e saber viver com esse diagnóstico, mesmo sabendo que há momentos negros e revoltantes e injustos e cruéis. E aprender. Aprender a saber estar, a saber fazer: as actividades e exercícios que a equipa trabalha com elas e saber adaptá-los ao nosso dia a dia real. E continuar a (tentar) fazer uma vida normal como qualquer criança faz, até porque, independentemente do tempo que elas precisem para terapias/apoios/auxílios, uma das minhas mais veementes exigências é que elas tenham tempo para ser crianças.

 

------------------------------

 

Unlike what may be understood by my words, I'm not a supporter of any porgram in particular - I'm a supporter of what works out, whether it is a behaviourist, cognitive, directional, etc. program - I don't specifically care for their names or designation but I care which are the aims they intend to achieve. I believe, in my humble opinion - and watchful mother - that what is working better with my little girls is a mix of all of them. The thruth is, I notice, in some of our Speech Therapy sessions (forgive me J. if I am misleading something here), the suggested exercises and activities touch a bit of each program without us getting deeply involved into their contents.

I don't do a lot of research about the existant methods because I don't want to live my life - or force my girls' life - around what there is available and how I can apply everything; I?m just offering data to which I have easy and quick access. I like it when what we  spontaneously do in our daily life is reflected on their learning and it even matches any model created by any scholar person. What I am posting - whether it is about SonRise, DIR, TEACH or even "intensive interaction" - are small pieces of a continuous work from the entire team who daily follows them - family, early intervention evaluators and technicians, therapists, doctors, kindergarten teacher and class. I don't care if it is good or bad, if was created by Dr. A or Dr. B; I care about results and seeing if they work out.

I think that, above all, we have to trust our maternal/paternal instinct and have common sense. There is nothing infallible or miraculous but there are small victories and help similar to miracles.

 

I don't believe autism - in any of its variants and levels - has a cure through stem cells - from his/her own or from a donor; now it seems, all of a sudden, everything is autism/autistic/etc.; I don't agree with the distinction between "being autistic" (now) or "being autistic" (for life) (the difference in Portuguese is on the verbs, "ser" means to be in a long life term; "estar" means to be in a short period, it's ill now but can be cured soon); I don't believe vaccins/flour/vitamin supplements/etc, can on their own cause autism - I believe that, along with other factors such as fragile organisms that do not properly eliminate metals (found not only in vaccins but also in our food, wtaer, clothing, tools, paint, etc...) or genetic issues or contraction of diseases during pregnancy or very premature births or brain damage or other environmental issues (or not) can cause autism.

But, as its cure, its cause is still a bit unknown (according to some studies and medical opinion). Genetic tests help finding answers but not always give us a hint of something - in our case, most specialists we talked with believe those tests won't tell us anything...

I'm not inflexible - I am stubborn :) - and, if anyone has something that can help understanding a bit better some things, I appreciate. I leraned to learn, everyday. So, any wise and logical information is welcome - I want a distance from fake hope because it hurts and outwears us. We don't need it in our lives.

 

In my perspective, the most important thing, at this moment, is accepting and learning to live with this diagnosis, even knowing there are dark and revolting and unfair and cruel moments. And learning. Learning to know how to be, how to do: the activities and exercises the team who works with them does and adapting them to our real daily life. And keep (trying) to lead a normal life as any child does, because, regardless the time they need for therapy/support/study, one of my fierce demands is they both have time to be children.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:41

Hora
Sábado, 2 de Julho · 10:00 - 12:30

Local
Fundação Calouste Gulbenkian
Sessão das 10h - ESGOTADA - Nova Sessão 16H ( para inscrições após dia 24/5)

Criado por

Mais informação
Raun Kaufman - a primeira criança autista recuperada com o método SON- RISE, estará em Portugal para uma serie de conferências onde ira partilhar a sua história, falar sobre o método SON-RISE e dar algumas técnicas para trabalhar com crianças autistas. Serão 2h e 30 minutos de intensa partilha de informação, onde haverá também tempo para Perguntas e Respostas! Assim, convidamos todos aqueles que estejam interessados em saber um ...pouco mais sobre o método SON-RISE e a história de Raun Kaufman para dia 2 de Julho
no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian a se juntarem a nos nesta fantástica experiência.

sessão das 10H - ESGOTADA
Sessão das 16H - ainda com lugares disponiveis

Agradecemos a comparência no local com pelo menos 15 minutes de antecedência.

Os lugares são LIMITADOS pelo que solicitamos um pre-registo.

Para reservar enviem um email para:

registo@vencerautismo.org

Com,

Assunto: inscrição conferência Lisboa

indicando por cada participante,

Nome-
Email-
Contacto-
Tradução simultânea- ( sim ou não *)

A conferência será GRATUITA

*No caso de necessitar de tradução simultânea terá um custo de 5 € por pessoa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:04

Copio o que está no site da associação vencer autismo acerca do programa SonRise em Portugal, caso alguém esteja interessado.

Os valores a pagar são elevados mas, de acordo com a associação, há meios de contornar a situação e obter bolsas e apoios.

Fica a informação.

 

 

JÁ ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A FORMAÇÃO SON RISE DE 26 A 30 de OUTUBRO DE 2011 no site da VENCER AUTISMO
http://www.vencerautismo.org/


Já temos confirmação do local da formação, será em Tróia no hotel http://www.aqualuz.com/
...

O preço da formação inclui já estadia ( para entradas dia 25 e saída dia 30, após formação) e alimentação( em regime de pensão completa - dias 26,27,28,29; dia 30 será meia pensão)

 

Conseguir trazer a formação do Programa SON RISE a Portugal foi para nós uma vitória, o realizar de um sonho! Este programa mudou de tal forma a vida de tantas famílias e fez evoluir tantas crianças que traçamos como objectivo a curto prazo a realização desta formação para as familias Portuguesas em território Nacional.

CONSEGUIMOS O QUE PARECIA IMPOSSIVEL

Tinhamos consciência que o facto de ser uma formação apenas disponivel nos EUA e Londres seria um factor demovedor para muitos, não só pelo custo financeiro mas também por outros factores associados.
Sabiamos que só com a vinda dos formadores a Portugal conseguiriamos que mais familias tivessem acesso a este poderoso programa para crianças dentro do espectro Autista.

O programa SON RISE é um poderoso e efectivo tratamento para crianças e adultos com Autismo, Asperger, PDD, PHDA, e outras dificuldades de desenvolvimento.Este modelo de tratamento e educação mudou a forma como crianças e adultos são ajudados em todo o mundo.


Assim, podemos já informar que o valor para os 5 dias de formação do Programa SON RISE dada pelos professores Seniores do Autism Treatment Center of America em Portugal será de 1.490 €.

Nos EUA esta Formação dada pelos mesmos professores custa 2.200,00 USD e ainda há a acrescentar as viajens até Nova York e custos adicionais extra.
Conseguimos desta forma que as pessoas interessadas em fazer a formação SON RISE, tenham essa possibilidade com um custo significativamente menor.

Desde a Associação Vencer Autismo faremos também angariação de fundos para ajudar quem não possa financeiramente suportar a totalidade do valor; daremos também dicas para que as familias possam, também elas, angariar verbas para fazerem a formação e assim ajudarem os seus filhos.

 

Brevemente colocaremos todas as indicações para o pré- registo - que terá um valor de inscrição de 200€.
O pré registo garantirá a inscrição na Formação SON RISE.


Inscrições limitadas a 200 lugares.

 

Para mais informações pode contactar-nos para o email:

info@vencerautismo.org ou através do número:(+351)914279669/(+351)917329425

 

até breve,

Susana Lopes Silva
Vencer Autismo

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 13:45

Estratégia para usar quando a criança tem crises de choro - Programa SON RISE

por Vencer Autismo a Domingo, 1 de Maio de 2011 às 13:27
 

Olá a todos!

Quando vemos a nossa criança chorar, o que sentimos? O que nos passa pela cabeça? Talvez para alguns, a resposta a esta pergunta seja; quando a vejo chorar sinto um certo desconforto. Muitos sentirão tristeza e culpa pois podem achar que tem algo a ver com o facto de ela estar a chorar. Outros acharão que são responsáveis pela facto da criança estar infeliz. Alguns podem até pensar que chorar poderá fazer mal á criança, por isso fazemos tudo que está ao nosso alcance para que fique tudo bem e que a criança pare de chorar. Reagimos e respondemos quando a criança chora (dando-lhe por exemplo algo que elas querem) e com isto aaprendem que chorar é uma forma efectiva de comunicar o que querem e o que não querem e que se chorarem conseguem mover o “mundo” para terem tudo que querem!

Como disse no paragrafo anterior, o choro da criança é uma forma de comunicação. As crianças choram porque nos estão a tentar dizer algo. Não significa que estejam tristes ou zangadas. Significa apenas que nos querem dizer algo. Quando reagimos e respondemos ao choro, estamos a dizer á criança que esta é uma forma de comunicar com os outros.

 

Queremos ajudar as nossas crianças a entender que chorar não é a forma mais efectiva de comunicar. Para fazer isto vou dar-vos algumas técnicas que podem implementar em casa com a vossa criança – VAI AJUDAR-VOS

 

Primeiro devemos começar com a nossa atitude. Perceber que a criança quando chora está apenas a comunicar algo para nós e para o mundo. É importante que tenhamos uma atitude calma e que transmitamos amor ( mesmo que eles estejam a chorar porque bateram com a cabeça ou se auto agrediram) Quando nos sentimos confortáveis, a criança sente-se segura e protegida, o que leva a que também se acalme.

Segundo, é importante não reagir. Queremos que a criança saiba que chorar não vai mudar o mundo e que não o vai fazer alterar a sua atitude e decisão.

 

A noite passada a minha filha teve uma crise de choro depois de eu lhe ter explicado que ela não iria á festa da escola ( devido a incidente que tinha anteriormente acontecido). Ela começou a saltar na cama durante cerca de uma hora, enquanto gentilmente mordia os braços e batia na cara. Imediatamente afastei-me para me poder acalmar e ajuda-la. Eu não estava a reagir aos gritos, ou preocupada porque ela se estava a auto-agredir. Sabia que ela iria ficar bem. Nunca vi ninguém morrer por chorar, por isso decidi deixa-la estar. Relativamente ao facto de se estar a morder e a bater-se, consegui ver que ela não estava a morder-se de forma a ficar sem pele, nem a bater-se com força suficiente para se aleijar verdadeiramente, por isso deixei-a estar. O que é que eu fiz? Saí e fui para um local ainda mais calmo do que o anterior, confiando em mim, sabendo que ela iria resolver a situação – apesar de não ir á festa.

 

Quando acalmou, decidi explicar-lhe. As explicações dão-lhes uma imagem clara da razão que nos levou a tomar aquela decisão e o porquê, e porque acreditamos que chorar não vai ser útil como forma de eles conseguirem o que querem ou como forma de dizerem o que querem dizer. Calmamente dirigi-me a ela e expliquei-lhe: “ Quero ajudar-te, e não sei o que me queres dizer quando estás aos gritos”. A minha filha continuou a chorar, eu mantive-me calma e com uma atitude carinhosa e sentei-me ao lado dela. Ela então gritou “ Eu quero ir á festa da escola.” Uma vez mais, mantive-me calma e disse-lhe:” Mesmo sabendo que é isso que queres, não vamos á festa. Não há problema se quiseres chorar; mas não vai alterar o facto de tu não ires á festa”.  Depois de ter explicado isto á minha filha, ela saltou ainda mais alto na cama, agrediu-se ainda com  mais força, e gritou ainda mais alto do que anteriormente.

 

Assim que a crise começou a ficar mais intensa, decidi que iria sentar-me ao lado dela, enquanto gritava, sem dizer nada. Estava claro que ela iria continuar a gritar até querer parar. Sentei-me ao lado dela durante quase uma hora; não olhava para ela; nem reagia; estava e sentia-me confortável sentada ao fundo da cama dela.

 

Após 50 minutos a minha filha começou a acalmar e sentou-se na cama. Olhou para mim e disse:” Eu quero ir á festa da escola ! Estou triste por não poder ir!” A minha resposta foi gentil, carinhosa e calorosa: “ obrigada por me dizeres isso. Efectivamente não vais á festa, mas sabes que te amo muito” Com um gemido, a minha filha disse “ Eu também te amo,” e deitou-se silenciosamente na cama.

 

Na situação acima, usei os princípios do programa SON RISE para ajudar a minha filha com o choro, que por sua vez ajuda-a a comunicar mais efectivamente. Ela aprendeu também que chorar não altera nada daquilo que ficou decidido.

Não reagir, ser calmo, consistente e estar confortável com a situação, é o maior presente que podem dar aos vossos filhos quando eles tem uma crise. Espero que tenham a oportunidade de usar isto brevemente.

 

Amanda Louison – terapeuta do programa SON RISE

Traduzido por Vencer Autismo

 

 

 

Esta informação foi retirada do perfil do Facebook da Associação Vencer Autismo.

Apesar de me parecer útil, confesso que nunca experimentei algumas das estratégias referidas, talvez pelo facto de a faixa etária ser diferente. No entanto, tal como a mãe neste texto, tento acalmar-me ou acalmar as piolhas quando começam com crises deste género. E, apesar de tudo, agora é-me mais fácil lidar com estas crises do que era há tempos atrás porque eu acabava por me enervar, elas também e íamos a três num crescendo de emoções que nunca acabava em bem.

Agora, depois de marcar a minha firmez, não vejo outra solução senão deixá-las chorar... Até que, consigam ter uma abertura na sua choradeira para que eu possa conversar com elas e explicar porque estão assim e o que pode acontecer depois.

Eu dou um exemplo concreto: esta semana, uma das piolhas esqueceu-se da sua carteira cheia de animais em casa e só se lembrou quando íamos na escada. Claro que poderíamos ter voltado para trás mas não quis e não deixei. Além disso, ela já levava 3 bonecos nas mãos e mal tinha espaço para mais. Começou a chorar e a gritar. E eu na boa, com calma, a conduzi-la até à garagem para que não caisse. Chegámos ao carro e ela começa a arquear o corpo para que não lhe pusesse as alças da cadeirinha e a puxar o vómito. Ralhei-lhe e prometi-lhe que se vomitasse, ficaria com a roupa suja todo o dia (e ela estava toda vaidosa com uma roupa nova, antes de começar com o choro). Lá passou o vómito mas continuou o choro. E isto foi assim durante os 4 ou 5 km de que vão de nossa casa ao infantário. Nos intervalos do choro, lá lhe explicava que os animais estavam bem em casa e que não precisava de estar triste e chorar. Pode não ter adiantado nada mas fui falando calmamente com ela.

Chegadas ao infantário, quis colo e eu dei. A educadora e auxiliar receberam-nos muito bem e passado pouco tempo, enxugou as lágrimas e passou. Ainda assim, não é fácil lidar com isto e com o "pós-choro": a piolha estava transpirada, desgrenhada, com os olhos inchados. Quando fiquei sozinha, a minha cabeça ainda ecoava os gritos dela...

 

Falta trabalhar esta necessidade de auto-regulação. Esperemos que seja para breve. Entretanto, tentar outra sabordagens não custa...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:36

SON RISE - Estratégias Práticas

por t2para4, em 21.04.11

Encontrei este texto fantástico no Facebook, por parte do grupo "Vencer Autismo" e compartilho-o. É muito interessante e útil.

Mais uma vez, chamo a atenção para a "intuitividade" das estratégias e para o facto de as podermos utilizar no nosso dia-a-dia, que é aquilo que mais interessa.

SON RISE - Estratégias Práticas que pode começar já a utilizar com a sua criança

por Vencer Autismo a quinta-feira, 21 de Abril de 2011 às 17:53
 

Para que possa colocar de imediato em pratica algumas das tecnicas do método SON RISE deixamos-lhe alguns principios que pode começar aplicar desde já com a sua criança 

 

Área do Desafio:

 A criança possui um discurso limitado ou não fala.

 

Princípios orientadores:

Se ensinar que a linguagem é utilizada para comunicar, (e que não é apenas sons que se memorizam e se repetem), vai mostrar à criança que existe razões para falar.

O nosso programa mostra que, se a linguagem for encarada como útil e divertida, a criança ficará motivada para a utilizar.

 

Aplicar os princípios:

Responda  rapidamente aos sons que a sua criança emite. Quando a sua criança produz um som (mesmo quando não há a certeza que está a tentar falar), mova-se rapidamente e ofereça qualquer coisa, ainda que não sabendo o que está a pedir. Demonstre que a comunicação verbal faz com que as pessoas se movam. Mostre à sua criança que falar lhe dá poder.

Demonstre o poder da linguagem ensinando verbos de acção ou substantivos eficazes. (Por exemplo: se ensinar a palavra "subir", pode levantar a sua criança ao utilizar esse verbo. Em contraste, se ensinar a palavra "mesa" não há nenhuma acção especifica que possa utilizar em função desta palavra. Substantivos eficazes poderão ser "bola" ou "chávena", etc.)

Celebre cada tentativa de comunicação. Se a sua criança tentar dizer algo, aplauda e festeje vivamente! Queremos que a criança se entusiasme e tente outra vez. Encorajamos isto não celebrando apenas o sucesso, mas todo o esforço ao longo do percurso.

 

 

Área do Desafio

A criança exibe comportamentos repetitivos e estímulos ritualistas ("stims").

 

Princípios Orientadores:

Crianças e adultos utilizam estes comportamentos para organizar a sua compreensão com o ambiente à sua volta e para ganhar a sensação do seu controlo interior.

Estes comportamentos podem ser por natureza curativos.

Estes rituais são uma “porta” para a interacção humana e para as relações sociais.

Estes comportamentos são reconfortantes para a criança e têm um propósito, mesmo quando não o entendemos.

 

Aplicar os Princípios:

Em vez de tentar parar um comportamento à força, junte-se e reproduza-o também, para que assim o comportamento solitário se torne num comportamento interligado.

Junte-se à actividade da sua criança imitando exactamente o que ela está a fazer. (Por exemplo: Se a sua criança estiver a bater palmas, bata também palmas com ela.) Posicione-se de maneira a que a sua criança consiga ver que você está a fazer.

 

Área do Desafio:

A Criança possui um vocabulário extenso ou fala em frases, mas falta-lhe a habilidade de conseguir falar com sucesso em situações sociais.

 

Princípios Orientadores:

Se ajudarmos a criança a construir confiança em comunicar socialmente, mais tarde ela tentará.

As crianças estão motivadas a usar as suas capacidades verbais com outros, quando lhes são mostrados os benefícios que essa atitude traz.

 

Aplicar os Princípios:

Recrie situações sociais num ambiente sem distracções, para que assim consiga reproduzir a situações sociais e familiares mais comuns.

Dê-lhe expressões específicas/frases que quer que a sua criança aprenda no âmbito de uma actividade entusiasmante ou num jogo. (Por exemplo: Em vez de corrigir o seu filho ou dar-lhe frases para repetir, crie um jogo chamado "mercearia" e mostre-lhe como interagir consigo, enquanto faz de "caixa".)

Esteja disposto a conversar com entusiasmo sobre um tema que a sua criança ache interessante (Doraemon; Centros Comerciais; e questões repetitivas como "O que é o jantar?"). Seja o modelo a seguir. Se queremos que as nossas crianças estejam dispostas a conversar as nossas áreas de interesse, temos de conversar com elas as suas. Depois de termos seguido os seus interesses, aí podemos começar a guiar gentilmente a conversa para direcções diferentes.

Em vez de corrigir continuamente a sua criança ou mostrar-lhe que conversas sem sentido são inúteis, celebre o facto de a sua criança estar a comunicar consigo. Faça com que a sua criança saiba o quanto gosta de a ouvir falar e partilhar o que tem para dizer.

 

Área do Desafio:

Quando a Criança grita, chora, bate e atira objectos, etc

 

Princípios Orientadores:

As Crianças usam estes comportamentos porque funcionam. Se a criança estiver a gritar, é porque aprendeu que essa é a maneira de obter o que quer. Se este comportamento já não se verificar útil, deixará de o usar. 

Todas as crianças e adultos fazem o melhor que podem. Por variadas razões, neste momento, a criança não consegue encontrar outra maneira de o fazer. Se conseguisse, fazia-o.

As nossas reacções têm um papel vital para encorajar ou diminuir estes comportamentos.

 

Aplicar os Princípios:

Não tenha reacção. Mantenha a sua expressão facial e o tom de voz inexpressivos (i.e., não franza a testa, grite, sorria, etc.). Mova-se sempre lentamente e em silêncio durante esse tempo, assim minimiza a sua reacção, e consequentemente, já não ira encorajar estes comportamentos.

Em vez de tentar ignorar estes comportamentos, explique numa voz calma e terna, que não  percebe quando a sua criança tenta comunicar consigo desta forma. Mesmo que a sua criança não fale, a sua explicação será útil, tanto no conteúdo como no tom.

Evite  dar a "recompensa" que a sua criança quer. Se der a à sua criança o que ela quer quando grita, está a ensinar-lhe que essa é uma maneira eficaz de comunicação.

Cuide de si. Minimizar reacções não quer dizer que vai deixar que a sua criança lhe bata ou lhe belisque. Tente pôr uma almofada à sua frente de maneira a que o proteja e lentamente mova-se para outro sítio.

Ofereça uma alternativa. Se a sua criança lhe está a puxar o cabelo, dê-lhe antes uma corda para puxar. Se estiver a atirar-lhe com peças, ofereça-lhe antes uma almofada ou um peluche para atirar.

Expresse reacções substanciais de celebração cada vez que a sua criança for gentil e faça pedidos da maneira como você prefere.

Mova-se rapidamente quando lhe pedirem algo de forma querida ou clara para que assim lhe mostre o contraste destes tipos de comunicação.

 

Área do Desafio:

A criança está incapacitada ou não quer participar em actividades do dia-a-dia (i.e., escovar os dentes, usar a casa de banho, ter uma higiene pessoal, preparar as próprias refeições, vestir-se, etc.).

 

Princípios Orientadores:

Todas as pessoas (crianças e jovens adultos) movem-se de acordo com o que apreciam. Se estas actividades forem vistas como agradáveis, a criança aproximar-se-á em vez de se afastar.

As pessoas precisam de tempo para aprender — vale a pena investir tempo para ajudar a sua criança a adquirir novas capacidades.

 

Aplicar os Princípios:

Tire estas actividades "fora do armário". Ensine estas actividades insistentemente durante o dia, em vez de as fazerem apenas em alturas muito ocupadas do dia (i.e., quando está a tentar que a suas crianças saiam da porta, para que não percam o autocarro), pegue noutras alturas para lentamente ensinar estas capacidades.

Dê atenção e celebre todos os membros da família que participam nestas actividades com sucesso (i.e., "Boa Papá! Conseguiste vestir sozinho o teu casaco!").

Dê grandes e calorosas reacções a qualquer sinal de interesse ou vontade nestas áreas (i.e., se a sua criança olhar para a escova de dentes, se vestir a sua t-shirt ao contrário, etc.).

Faça com que seja divertido! (O quê? Escovar os dentes é divertido? Sim! Escovar os dentes pode ser divertido!)

Seja flexível relativamente ao tempo. Se a sua criança fugir da quando lhe pentear o cabelo, em vez de o forçar ou empurrar, espere 10 minutos, e tente outra vez.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:17

Independentemente do que é aplicado ou não com os nossos filhos, a verdade é que eu sempre me guiei pela intuição ou instinto - chamemos-lhe o que quisermos. Sempre tentei incluir-me no mundo das piolhas, imitá-las e brincar com elas, levá-las a repetir frases ou palavras que eu dizia, ensiná-las a cumprimentar alguém e a utilizar "polite words" como obrigado e por favor, etc. Sem saber que sofriam de um desvio do espectro autista e que existem um sem número de técnicas que se podem utilizar com estas crianças, já eu o fazia, por pura intuição.

 

As técnicas que quer a educadora do PIIP quer o terapeuta da fala utilizam roçam um pouco umas nas outras, embora recaiam mais sobre o modelo  DIR (Modelo baseado no Desenvolvimento, nas Diferenças Individuais e na Relação - consiste num modelo de avaliação e intervenção que associa a abordagem Floortime com o envolvimento e participação da família, com diferentes especialidades terapêuticas (terapia ocupacional, terapia da fala) e a articulação e integração nas estruturas educacionais) e o TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children - Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Desvantagens na Comunicação), muito voltado para as actividades do quotidiano.

 

Na net, há imensas informações sobre ambos, ainda assim, faço aqui uma síntese.

 

Modelo DIR:

As estratégias deste modelo visam avaliar e intervir sobre áreas relevantes de funcionalidade, nomeadamente: no desenvolvimento emocional funcional, isto é, capacidade de atenção e regulação, envolvimento, comunicação, resolução de problemas, uso criativo de ideias, pensamento abstracto e lógica; nas diferenças individuais de funcionamento do sistema nervoso central, ou seja, a forma como a criança reage e processa as experiências, e como planeia e organiza as respostas, inclui: modulação sensorial, planeamento motor, processamento auditivo e visuo-motor e nas relações emocionais com os cuidadores, competências para se envolver em interacções afectivas.

Uma das abordagens é feita através de uma técnica chamada Floor time, que é um modo de intervenção interactiva não dirigida, que tem como objectivo envolver a criança numa relação afectiva.

-
Seguir a actividade da criança;

- Entrar na sua actividade e apoiar as suas intenções, tendo sempre em conta as diferenças individuais e os estádios do desenvolvimento emocional da criança;
- Através da nossa própria expressão afectiva e das nossas acções, levar a criança a envolver-se e a interagir connosco;
- Abrir e fechar ciclos de comunicação (comunicação recíproca), utilizando estratégias como o «jogo obstrutivo»;
- Alargar a gama de experiências interactivas da criança através do jogo;
- Alargar a gama de competências motoras e de processamento sensorial;
- Adaptar as intervenções às diferenças individuais de processamento auditivo e visuo-
-espacial, planeamento motor e modulação sensorial.
- Tentar mobilizar em simultâneo os seis níveis funcionais de desenvolvimento emocional
(atenção, envolvimento, reciprocidade, comunicação, utilização de sequências de ideias e pensamento lógico emocional) (Greenspan, 1992b; Greenspan & Wieder, 1998).
Em conjunto com as interacções não directivas do Floor time, devem ainda ser usadas interacções semi-estruturadas de resolução de problemas em que a criança é levada a cumprir objectivos específicos de aprendizagem através da criação de desafios dinâmicos que a criança quer resolver.

 

Informações mais detalhadas aqui


Programa TEACCH:

 

Visa incluir a criança no ambiente físico, social e na comunicação. O ambiente é estruturado para acomodar as dificuldades que a criança autista tem ao mesmo tempo que treina a sua performance para a aquisição de hábitos aceitáveis e apropriados.

Baseado no facto de crianças autistas serem frequentemente aprendizes visuais, o TEACCH procura essa noção visual na busca de receptividade, compreensão, organização e independência. A criança trabalha num ambiente altamente estruturado que deve incluir organização física dos móveis, áreas de actividades claramente identificadas, rotinas e trabalhos baseados em figuras e instruções claras de encaminhamento. A criança é guiada por uma sequência de actividades muito clara e isso ajuda que ela fique mais organizada.

Acredita-se que um ambiente estruturado para uma criança autista, crie uma forte base. Embora o TEACCH não se foque especificamente nas habilidades sociais e comunicativas tanto quanto outras terapias, pode ser usado junto com essas terapias e torná-las mais eficazes.

 

 

Programa Son-Rise

Surgiu em Portugal há relativamente pouco tempo embora seja muito conhecido nos EUA. Quando comecei a ver os vídeos e a ler mais sobre este programa, mais me/nos via (a mim, ao marido e às piolhas) lá retratadas pois muito do que fazíamos por intuição, jeito ou brincadeira, eram afinal técnicas com as quais podemos trabalhar para melhorar a prestação social, comunicação, afectividade, etc de uma criança autista!

 

Este canal tem vídeos fantásticos, com muitos muitos exemplos de actividades que podemos ir fazendo. ATENÇÃO: é importante fazer parecer que estas actividades são parte integrante da nossa vida quotidiana e não dar o aspecto de algo forçado e só trabalhado naquele local, naquele momento, naquele contexto.

 

http://www.youtube.com/user/autismtreatment#p/u    Os vídeos da  coluna da direita são muito interessantes e completos. Vale a pena dar uma espreitadela.

 

Finalmente, para terminar este post, recomendo a leitura atenta e com o habitual bom senso (não esqueçamos que nem todos os sinais de alarme estão presentes num só diagnóstico. Por exemplo, as piolhas não têm problemas com a comida - comem de tudo, sem fitas ou birras e sem problemas). Este site é português (de Portugal) e tem a colaboração de especialistas que desmistificam o autismo e tudo o que o rodeia, além de outros assuntos úteis e interessantes. Vale a pena ver.

 

http://umolharsobreoautismo.blogspot.com/

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:58

Contador

AmazingCounters.com


Direitos Reservados

Algumas das fotos publicadas neste blog são retiradas da Internet, tendo assim os seus Direitos Reservados. Se o autor de alguma delas discordar da sua publicação, por favor informe que de imediato será retirada. Obrigada. Os artigos, notícias e eventos divulgados neste blog tem carácter meramente informativo. Não existe qualquer pretensão da parte deste blog de fornecer aconselhamento ou orientação médica, diagnóstico ou indicar tratamentos ou metodologias preferenciais.


Mais sobre mim

foto do autor


Posts mais comentados






Copyright

É proibida a reprodução parcial/total de textos deste blog, sem a indicação expressa da autoria e proveniência. Todas as imagens aqui visualizadas são retiradas da internet, com a excepção das identificadas www.t2para4.com/t2para4. Do mesmo modo, este blog faz por respeitar os direitos de autor, mas em caso de violação dos mesmos agradeço ser notificada.

Visitas


Translate this page


Mensagens