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Sim, saímos com as nossas filhas

por t2para4, em 06.08.17

Muitas pessoas me têm indagado e questionado acerca das nossas saídas, em especial, no que toca à questão "piolhas". E a todas eu respondo o mesmo que o marido responde: não faz sentido, nesta fase, sairmos sem elas. Onde nós vamos, elas irão connosco, gostem ou não gostem.

"Ah e tal, mas e não têm fins de semana a sós?": não. Para já, não faz sentido deixá-las algures para comemorar algo encaremos que deva ser comemorado em família. Além disso, quando elas tiverem aí uns 15 ou 16 anos não deverão querer andar com os cotas dos pais para todo o lado e, acreditamos nós, que já possam ficar com os avós sem lhes dar uma carga de trabalhos.

 

"Ah e tal, mas e por que não ficam com os avós?": sim, ficam. Ficam com os avós umas horinhas ou um dia inteiro mas nunca passam a noite por lá para que nós possamos ir a algum lado. Nunca surgiu essa oportunidade, o marido trabalha por turnos, e, para já, não faz sentido. Além disso, quando elas tiverem aí uns 15 ou 16 anos não deverão querer andar com os cotas dos pais para todo o lado.

 

"Ah e tal, como é que consegues que elas fiquem tão sossegadas e se portem bem?": a verdade é que há aqui muito muito muito trabalho, muitos anos de treino e prática. Lembro-me que a primeira médica de desenvolvimento que nos acompanhou nos dizia em agosto de 2010 que em dezembro iríamos conseguir ir a uma área de restauração com elas. E eu pensava que havia de ser dezembro mas sabia-se lá de que ano... Mas há aqui três fatores chave: persistência e resiliência e negociação. Nunca desistimos de as levar a todo mas mesmo todo o lado para que soubessem e conseguissem aprender o saber-estar em diversas situações e espaços diferentes. Inicialmente, levavamo-las nos carrinhos (quando eu saía sozinha, iam num bengala com lugares lado-a-lado - parecia o circo, tudo a olhar - porque era-me impossível usar os meus únicos e insuficientes dois braços para as segurar e trelas nem pensar - opinião do marido. Andámos nisto até quase aos 5 anos, desenvolvi uns músculos dos braços fenomenais) com uma parafernália de brinquedos para que se sentissem acompanhadas por algo familiar, as mãos delas tinham de estar sempre ocupadas. Depois começaram a ficar demasiado crescidas para andarem de brinquedos nas mãos e lá conseguimos negociar com o nosso telemóvel mas só quando se espera ou num local onde seja necessário muito silêncio. Com o passar do tempo e aquele click maravilhoso da maturidade, até isso já se tornou desnecessário.

Passámos por muitas vergonhas, muitos espetáculos deprimentes, muitos apontar de dedo, muitos cochichos, muitos olhares de esguelha e sei eu o que mais; passámos por muitos meltdowns nos momentos e locais mais inapropriados e pensámos que era daquela que nos fechávamos em casa até nos transformarmos em pó... Felizmente, o nosso mau feitio e teimosia não deixaram e levámos nós a melhor.

Agora sofremos da cura: se passarmos um dia num shopping ou numa ala comercial qualquer, mesmo que depois fiquem rabugentas, estamos a dar-lhes a provar o sabor do arco-íris. O que acaba por nos facilitar a vida para outros contextos, como uma sala de espera num hospital ou numa repartição pública. As piolhas já estiveram na véspera de natal na loja do cidadão de Coimbra com gente até ao teto à espera comigo por 3h... E no mês passado, com a avó, nos HUC, devido a um "problema no sistema" mais de 5h (só cedi o telemóvel quando uma delas começou a chorar de frustração, um choro baixinho e doloroso...). Só as sujeito as estas esperas quando não tenho hipótese de as deixar com alguém. Mas não deixam de ser fatores de aprendizagem.

 

"Ah e tal, como fazes?". Sempre que sei que vamos apanhar uma seca algures, vou preparando para o que se avizinha. No dia, reforço os nossos passos e o que faremos e preparo uma mochila com materias básicos de sobrevivência: cadernos, um estojo com lápis, borracha, canetas e afia, pequenos brinquedos do estilo Littlest PetShop ou Shopkins. O telemóvel com acesso à net e o jogo Water Heroes de que tanto gostam só é dado em ultimo recurso. 

Quando vamos de passeio, costumamos deixar que levem os tablets mas só podem usar em pequenas partes da viagem e só no carro (ou no quarto de hotel, por uns minutos, enquanto tomamos banho) e acedo a que levem, para dormir, uns My Little Pony miniatura de peluche. É algo que lhes traz conforto e familiaridade, por isso, para já, nest afase, ainda não me importo e vamos cedendo.

 

"Ah e tal, e elas portam-se bem?", sim, na maioria das vezes, sim. Mas é aí que entra a negociação: se souberem portar-se bem, se não houver birras nem fitas, se não fizerem barulho, no final, quando saírmos podemos... (exemplos: sair para comer um gelado, tomar um café fora, almoçar no Mc Donald's, dar um passeio a pé, comprar um miminho, etc, dependendo da seriedade da espera/da saída/da siuação).

Nem sempre é fácil! Muitas vezes, passo o tempo todo tesa que nem uma tábua, com mil olhos na cara e expressões de aviso que fariam um mimo morrer de inveja e chego ao final do dia cansadíssima. Mas se não for assim, como aprenderão? Se não saírmos, se não nos / as sujeitarmos, como saberão o que fazer? Por isso, vou arriscando. Vamos assricando, gostem os outros ou não. Não é por eles nem para eles que fazemos o que fazemos. As nossas filhas serão pessoas autónomas com uma vida própria e queremos prepará-las o máximo e o melhor que soubermos e conseguirmos.

 

Para já, todas as nossas saídas e planos incluem as piolhas. A curto prazo, estamos a planear conhecer o Algarve de ponta a ponta e fazer a rota da EN2. Com as piolhas, de carro, com planos bem definidos. 

Conhecer a Escócia, viajar para a Irlanda e ocnhecer tudo de lés a lés com mochilas às costas e a pé, ir jantar romanticamente a Paris, fica para depois, para aquela altura em que as piolhas pedirão para ir dormir a casa da tia da tia ou ficar com os avós, para quando andar com os cotas não for cool e terão vergonha de ver a mãe e o paí aos beijinhos eheheeheh (até porque elas não gostam nada de caminhadas nem de dias demasiado cheios de estímulos) Mas levás-las-emos connosco se elas quiserem! Mas será mais fácil negociar, nessa altura.

Até lá, vamos passeando bastante pois, já se sabe, #agentegostaédelaró

 

 

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publicado às 21:07

Sintra, vila encantada

por t2para4, em 05.08.17

Quando fomos a Lisboa ao encontro da Volvo Ocean Race, aproveitámos para ir também a Sintra. 

Sintra é, para nós, especial. Foi, na altura em que casámos, o local onde decidimos passar a lua de mel (não viajámos para fora nem para longe, ficará para um futuro próximo). E ficámos rendidos, apaixonados, maravilhados. Tanto que acabámos por lá regressar no ano seguinte e visitar o que não tínhamos conseguido. 

Quisemos passar esta paixão e este enamoramento às piolhas. E nem precisámos de fazer muito, bastou levá-las. A vila encarregou-se de espalhar a sua magia e de a deixar fazer efeito. Está tudo tão semelhante ao que era há 12 anos mas diferente, ao mesmo tempo. Continua a ter uma luz incrível, mágica, sombras e recantos que parecem saídos de um conto de fadas, uma frescura que não imaginamos noutro local, mesmo com um calor imenso. É Sintra, ponto. 

Costumo dizer que, se alguma vez mudar de casa, será para Sintra histórica ou para uma cidade semelhante a Vigo - com serra e mar, com beleza histórica e com modernidade, tudo conjugado sem chocar.

 

O primeiro stop às piolhas foi na Fonte Mourisca para que vissem a beleza de tudo aquilo e tivessem um pequeno vislumbre do quanto ainda lhes faltava ver. Lanchámos num jardim ali perto e decidimos que iríamos passear para matar saudades e jantar por lá.

 

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Estacionámos e fizemos o percurso até ao centro a pé. Fomos ver o Palácio de Sintra e tirar fotografias. Já se notava, apesar de estarmos em maio, um afluxo enorme de turistas.

As vistas são fenomenais e, apesar do cansaço, foi fácil continuar a (re)conhecer a cidade.

 

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Depois de jantar, fomos para o hotel e decidimos regressar a Sintra depois de visitar Belém. Queríamos mostrar um palácio de princesas às piolhas. Muito sucintamente lá lhes contei a história associada ao palácio e que iriam ver algo maravilhoso e único, uma mistura de épocas como o Romantismo com laivos mouriscos. Foi um antigo convento cuja localização no meio da serra apaixonou o rei-consorte D. Fernando II que se dedicou à sua (re)construção e embelezamento. Mais tarde, passou a ser o local favorito da rainha D. Amélia, principalmente após o regicídio. É possível visitar as áreas de trabalho e lazer por onde passaram vários reis, incluindo D. Carlos e D. Manuel II. A área das cozinhas remete-nos para as cozinhas vitorianas da série televisiva mas com muito mais luz.

O único senão, além das eternas obras (já havia obras há 12 anos), foi o preço. Convencidíssima de que iria beneficiar do facto de ser o 1º domingo do mês e não pagaríamos entrada, fomos informados que tal é só para munícipes; pagámos o bilhete-família que custou a módica quantia de 49 euros. Fiquei sem ar, paralisada, sem saber o que fazer... Enfim. Fiquemos por aqui. Paguei e bufei um bocadinho.

 

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Foi incrível ver as piolhas a identificar as personagens reais, a dizer os nomes dos reis e a deliciarem-se com as fotografias de época das famílias reais. Apesar de estar muita gente, conseguimos fazer uma visita tranquila e calma, com pequenos apontamentos históricos e contextualizados.

 

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Dali ainda fomos aos Jardins da Pena mas o cansaço já era muito e não fizemos o percurso todo. Ficarão para uma próxima, tal como a Quinta da Regaleira, Monserrate e respetivos jardins e o Cabo da Roca. Ainda tentámos lá chegar mas com tantas obras nas vias públicas e desvios manhosos, o GPS entrou em stress e acabámos por mudar de ideias. Regressaremos numa outra altura e veremos o que não conseguimos desta vez.

A Quinta da Regaleira seria maravilhosa de revisitar mas tivemos medo de esticar a corda... As piolhas já estavam a demonstrar sinais de cansaço e a Quinta pede muita caminhada e muita atenção a pormenores que quero contar às piolhas. Ficará para uma próxima.

Não quisémos arriscar o excesso de estímulos. Já tínhamos feito cerca de 8km a pé em Lisboa, mais as voltas a subir até ao Palácio, em Sintra. As piolhas estiveram impecáveis, apenas com uma ou outra rabugice pontual que tentamos ignorar, apelando à oportunidade incrível que estavam a ter e um ou outro suborno de "depois vamos almoçar ao McDonald's ou ao Pizza Hut". Acabou por resultar. E um dia não são dias. 

 

Há 12 anos fomos a Sintra em agosto e, apesar de ser época alta, conseguimos andar descontraidos e com calma, visitámos tudo o que queríamos sem problemas. Desta vez, fomos em maio e pareceu-me haver mais gente, talvez por ser fim de semana de bom tempo, não sei. Ainda assim, não foi tão complicado como pensei e conseguimos fazer o que queríamos, sem perdermos tempo em filas de espera - isso estava fora de questão.

Sintra vale mesmo a pena, em todos os aspetos. É uma vila maravilhosa, linda.

 

 

 

 

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publicado às 10:09

Em apenas uma imagem...

por t2para4, em 27.06.17

... acho que se resumem os últimos tempos: o descanso momentâneo do corpo na areia e dos olhos e da alma com a admirável paisagem; as brincadeiras das piolhas em plano de fundo; o vigiar constante: não muito próximo, para se poder treinar a autonomia e a responsabilidade, nem muito longe, para se poder chegar-lhes a qualquer instante.

As minhas meninas, a minha motivação, a minha razão de tudo - a minha vida, basicamente. 

 

 

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 (foto tirada na Foz do Minho, com Espanha à direita, o Oceano Atlântico em frente e o Forte da Ínsua à direita)

 

 

 

 

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publicado às 10:16

"O mundo não chega"

por t2para4, em 10.06.17

Temos saído muito nos últimos tempos, passeado muito, viajado muito, aqui por perto. O mais longe que já fomos com as piolhas foi até Sintra (para Sul) e até Guimarães (para Norte). Não é sequer opção irmos sem elas e não faz sentido nenhum deixá-las em caas dos avós ou com a tia. Queiram ou não queiram, vão connosco (como, às vezes, lhes digo já exaurida e chateada, "vão connosco nem que seja p'ró raio que parta!"). Por isso, acho que este mote se nos adequa. "The world is not enough" é o lema do James Bond. E, honestamente, acho que poderia ser bem ser também o das piolhas. Porque não queremos que o mundo seja suficiente.

 

Às vezes, as piolhas não querem mesmo sair e fazem fitinhas e miam e chateiam e fazem choradinhos e imensas perguntas repetitivas ad infinitum (que horas são? E agora, para onde vamos? Já podemos ir?).

As nossas saídas têm de ser planeadas e partilhadas com elas, desde o início do itinerário ao que pretendemos visitar. Claro que, ao mesmo tempo, temos de as avisar de que pode haver imprevistos e aquele local estar fechado ou em obras ou mudarmos de ideias e visitarmos outras coisas no caminho. Sabemos que, muitas vezes, a incessante repetição do "para onde vamos agora?" é o autismo a fazer das suas e a causar alguma ansiedade face ao desconhecido. Não sabemos bem como agir, não temos receitas nem indicações e, se alguma vez, houve livro de instruções, não mo deram. Não desistismos e vamos juntos, os 4. 

Para já, a parte das horas resolveu-se com um relógio. Cada piolha leva o seu, numa saída e pronto. E até calha bem pois é de ponteiros e sempre vão treinando. A parte do itinerário vai-se resolvendo à medida que vamos seguindo. Tem é de haver sempre uma recompensa (que pode ser uma ida ao um Shopping ou um almoço no McDonald's).

 

O que nós queremos é que as nossas filhas tenham o maior número de vivências possível que lhes possa ensinar algo, que as ensine a enfrentar os seus receios e as suas ansiedades e acabem por verificar que, afinal, corre tudo bem, que passear é algo muito bom, que sair não tem que ser necessariamente para locais confusos cheios de pessoas; queremos que gostem de sair e que se forcem a sair, nem que seja para conhecer um local novo de cada vez; queremos que gostem do gostinho que dá conduzir, fotografar algo novo aos seus olhos, conhecer um local novo;

não queremos que fiquem fechadas em casa; não queremos que se isolem.

Queremos que o mundo não chegue. Por isso, apesar de, às vezes, haver algumas birras e algumas frustrações da nossa parte, não desistimos e vamos porque "the world is not enough".

 

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publicado às 21:24

Fim de semana fora - Belém - parte 2

por t2para4, em 23.05.17

Ora, continuando a nossa experiência de um fim de semana fora. O tempo para escrever não abunda e, infelizmente, ainda não descobri uma forma de passar todos os meus posts mentais para o blog. Vamos à parte 2.

 

Logo depois do evento Volvo Ocean Race, fomos a Sintra matar saudades, ainda que por uns breves momentos, e acabámos por lanchar e jantar por lá. Uma visita à séria ficou mentalmente agendada para depois. Recapitulámos o que tínhamos planeado em casa:

- passaríamos a noite no hotel (ficámos no Holiday Inn Express Lisbon – Oeiras que reservámos através do site amoma, a um preço super convidativo, com pequeno-almoço incluído. Condições incríveis, higiene e limpeza fantásticas, ambiente muito calmo e tranquilo. Falando com as piolhas sobre tudo isto, para elas, foi o máximo dormir num quarto de hotel e ter um pequeno-almoço tão variado com tabuleiros na mesa).

- aproveitaríamos para visitar os monumentos na zona de Belém de forma gratuita, visto ser o 1º domingo do mês, mas tentaríamos evitar o tempo de espera em filas ou em locais que não dissessem muito às piolhas.

- tentaríamos estacionar numa zona relativamente segura e próxima da área que pretendíamos visitar e almoçaríamos por lá.

 

No domingo, acordámos cedo com miminhos das piolhas por ser dia da mãe e, pela 1ª vez, vimos que havia pouco trânsito eheheheh nem parecia Lisboa. Chegámos a Belém pelas 8h45, estacionámos no parque ao lado do Monumento ao Combatente e preparámo-nos para visitar o máximo possível a pé.

A 1ª paragem foi em passagem pelo Monumento em si, a que apenas aludi que homenageava todos os soldados portugueses mortos em combate ou funções militares e expliquei que a maioria das placas com nomes e nomes quase sem fim se referia à guerra do Ultramar (o nosso Vietnam, por assim dizer). Não quisemos entrar em muitos pormenores pois esse conteúdo será mais tarde abordado na escola. Referi a importância do respeito pelos locais onde passávamos: tirar fotos e selfies é fantástico e sou totalmente a favor mas desrespeitar túmulos ou invadir áreas fechadas ou interditas é, além de proibido, de uma desconsideração e desrespeito atroz. Vimos gente a tirar fotos em cima do túmulo do soldado desconhecido para ficarem bem ao lado da chama ou em janelas do Palácio da Pena. Visitar sim, respeitar sempre.

 

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Próximo foi a Torre de Belém que nos maravilhou novamente. O Tejo estava em maré baixa, havia um cheirinho fantástico a maresia, não se via ninguém por ali (à exceção de algumas pessoas a correr). Vimos tudo o que conseguimos por fora, analisámos a miniatura e até percebemos a sua importância na saída das naus pela altura dos Descobrimentos.

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Dali, depois de vermos o avião alusivo à 1ª travessia aérea do Atlântico Sul por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, avançámos para o Padrão dos Descobrimentos, sempre à beira rio, a ver entrar um navio-cruzeiro e passarem os rebocadores, os veleiros, as lanchas. Lá, vimos as figuras em relevo nas laterais do monumento, o desenho do monumento em si, a espada que “segura” tudo e as piolhas correram pela roda dos ventos a identificar os pontos cardeais de que se lembravam.

 

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Atravessámos a rua, pelo túnel, em direção aos Jerónimos, mas não deu para irmos pelos jardins centrais por causa de um evento, mas fomos pelos laterais e ainda vimos patinhos bebés. No Mosteiro dos Jerónimos já havia filas intermináveis e ainda não eram 10 horas. Vimos o exterior e ponderávamos seguir, mas reparámos que a entrada para a Igreja/Panteão estava sem pessoas. Vimos os túmulos de Luís de Camões e de Vasco da Gama, que as piolhas identificaram logo, e a beleza da pedra trabalhada com elementos a lembrar o mar e a natureza. Mesmo na penumbra, é sempre deslumbrante.

 

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Próxima paragem quem adivinha? Pois claro! Ali na zona, tinha mesmo de ser no belo do pastel de Belém! E foi! Mais um deslumbre das piolhas naquela fábrica com ar de café que afinal é um autêntico mundo de salas.

 

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Fomos para o MAAT pelo jardim. Ainda fomos abordados por uma senhora idosa cigana que nos queria ler a sina e afiançou logo que estávamos carregadinhos de inveja. Sorrimos perante o óbvio, mas recusámos, apesar da simpatia (e do desconto do preço que nos fazia) da senhora. Deu para as piolhas ficarem a conhecer a residência oficial do Presidente da República e acharem o máximo ele viver mesmo lá.  Na direção oposta à caminhada que encontrámos (algo relacionado com a Dona Estefânia e que associei a maternidade e ao dia da mãe), caminhámos à beira-rio até ao MAAT, passando pelo Museu da EDP. Que vistas deslumbrantes! E o Tejo tão lindo, toda aquela luz… Lisboa é uma cidade extremamente luminosa que parece sempre tão jovem.

 

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Não avançámos mais e decidimos adiar uma visita ao Aquário Vasco da Gama para uma próxima – por causa do estacionamento. Voltámos para trás sempre à beira-rio, a aproveitar toda aquela luz e sol e maresia. Eu aproveitei para rever alguns dos monumentos e as piolhas para os conhecer – ainda que fosse só pelo exterior. Mais tarde, numa altura menos movimentada e com menos calor, faremos o mesmo percurso, mas a visitar o seu interior e até alargar para o Museu de Marinha, Museu dos Coches e afins.

 

Chegámos cansados ao carro mas com aquele cansaço bom de quem gostou do que fez e viu. E decidimos, sem mais nem menos, regressar a Sintra.

 

 

 

 

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publicado às 11:17

Fim de semana fora - Algés - parte 1

por t2para4, em 16.05.17

Tentei não me entusiasmar muito antes da data marcada para não ter expectativas muito altas e, depois, acontecer algum imprevisto e não irmos para lado nenhum. A ideia era participar num encontro de proprietários Volvo no âmbito da Volvo Ocean Race, passar a noite num hotel perto de Lisboa e conhecer Belém e aproveitar o 1º domingo do mês para visitar alguns museus sem pagar. Correu tudo muito bem, conseguimos finalmente concretizar um desejo que já aqui andava há muito tempo, acabámos por fazer isso tudo e ainda apresentar Sintra às piolhas.

 

Marcou-se um encontro da Volvo, associado à Volvo Ocean Race. As condições para nos inscrevermos e participarmos eram apenas ser proprietário de um veículo (não importa qual, pois, no encontro até um camião apareceu) da marca Volvo. Os únicos custos envolvidos foram mesmo em combustível e refeições.

 

Por partes: a Volvo Ocean Race consiste no seguinte: É uma regata em vela, que parte a 22 de outubro de 2017 em Alicante, Espanha, durará oito meses e será a mais longa de sempre, com 11 etapas nos cinco continentes. Este percurso, que terá passagem em Lisboa, é o mais longo e exigente da história das 43 edições da competição. A primeira etapa de mar ligará a cidade espanhola a Lisboa, a 22 de outubro, num total de 1.300 quilómetros. Lisboa terá direito igualmente a uma regata costeira, a 28 de outubro, para, a 05 de novembro, os barcos largarem de Lisboa rumo à África do Sul, sendo que a 08 de dezembro haverá nova exibição em frente à Cidade do Cabo. Mais informações em http://www.volvooceanrace.com/en/home.html

 

Para nós, participantes do encontro, houve a oferta de test-drives de várias viaturas (desde jipes a híbridos), visita guiada ao armazém/estaleiro de construção dos barcos e passeio no Tejo num speedboat (também fabricado pela Volvo).

Escusado será dizer que, uma vez lá, aproveitámos para fazer o gosto ao dedo. Eu conduzi um jipe com mudanças automáticas pela Doca de Pedroços (deus ma livre ter de sair dali e enfiar-me naquelas ruas, desculpem, mas aquele trânsito assusta-me). O marido conduziu um híbrido de 2 motores, versão break: elétrico e combustível. As mudanças automáticas não me apaixonaram (gosto muito de controlar a condução do carro) e o silêncio dos motores do híbrido intrigaram o marido (habituado a motores que roncam). Mas foi bom conduzir carros novos pelo menos uma vez na vida eheheheheh As piolhas andaram sempre connosco e davam a sua opinião sobre tudo, obviamente. Continuam a preferir os nossos carros velhinhos embora tenham gostado da break.

 

O recinto tinha rolotes para que pudéssemos petiscar e tomar um café sem necessidade de sairmos da Doca e as casas de banho eram nos armazéns. 

 

Passeámos imenso por aquela área, desde a zona de rebentação do Tejo, ali mesmo na foz, até ao final do passadiço, cheio de gaivotas. Ainda deu para darmos um pulinho a pé à Torre de Belém, depois de almoço, para dar um pequeno vislumbre daquele local lindíssimo e cheio de turistas nacionais e estrangeiros às piolhas. Explicámos-lhes também sucintamente em que consiste o Museu do Combatente e o Monumento erigido. Deu para perceber que elas quase que sentiam o peso de tantos nomes naquelas paredes…

 

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De regresso à Doca, apanhámos a visita guiada aos barcos e ao estaleiro. É incrível ver como funciona um verdadeiro trabalho de equipa onde todos metem as mãos na massa, desde o diretor neozelandês ao engenheiro português. Os barcos são praticamente feitos à mão e todos colaboram para um mesmo fim.

 

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Terminada a visita, hora de passeio. E posso garantir que, apesar de ter sido fantástico, não é uma experiência que volte a repetir. De coletes colocados, com as crianças nos bancos em frente aos adultos, lá fomos, com duas piolhas cheias de entusiasmo, a falar e a falar e a falar e a falar. Mal saímos da zona do porto, começam a aceleração (que afinal “só” foi até a um máximo de 60km/h) e as acrobacias. O-h   m-e-u   d-e-u-s…… eu só fincava os pés no chão do barco, agarrava-me ao banco e segurava uma das piolhas, repetia incessantemente “segura-te, agarra-te” enquanto ela gritava histericamente de felicidade, repetia “É brutal!” e estava mesmo com a adrenalina no máximo. O marido tinha as alças do colete da outra piolha bem presas numa mão enquanto fincava os pés no chão do barco e tentava filmar alguma coisa. E lá íamos dizendo à piolha mais incomodada “está tudo bem” ao que ela respondia “não, está não!” mas nem pensar em levantar o braço para mandar parar o barco. E eu só temia que uma delas vomitasse em jato e era uma vergonha pegada. Mas não. Elas estavam mesmo a aproveitar aqueles 20 minutos ao máximo - apesar dos saltos, das ondas, das rotundas doidas em água, de mais saltos, de guinadas para a direta e para a esquerda.

Fomos da Doca de Pedroços até aos pilares da Ponte 25 de Abril e Crsito Rei, sempre no Tejo (que depois de levarmos com uma onda na cara, descobrimos ser salgado).

Foi porreiro mas confesso que desperta todos os meus sinais de alerta e de atenção. Mas depois vem a parte racional que nos diz que há crianças a bordo e os condutores fazem aquilo na boa, a velocidades bem maiores e não são amadaores. 

 

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Foram experiências incríveis e que, certamente, se transformarão em memórias fantásticas. Elas gostaram imenso e nós também. É o que verdadeiramente importa.

 

 

 

 

 

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publicado às 11:28

Sair, por cá ou por acolá

por t2para4, em 11.10.16

Saímos muito, sempre que podemos. Em família, para mais perto ou mais longe, mas saímos. E saímos porque queremos proporcionar o máximo possível de vivências às piolhas e porque gostamos - eu e o pai - de sair, de passear, de ir para outro local que não o nosso "quintal".

 

Não é fácil sair com as piolhas. Para elas, mesmo que seja para ir ali ao lado ou a um local de que falem imenso, a resposta a "querem ir a...?" é sempre um redondíssimo "não". 

Mas saímos à mesma. Porque lá em casa não reina uma democracia e porque elas precisam mesmo de sair, senão isolam-se mais e mais e, se a vontade é pouca, a partir de certa altura, passa a nenhuma. Saímos nem que venham de arrasto. Saímos com negociações: "podes levar o tablet até ao local x, e quando chegarmos desligas e arrumas. Não quero tablets na rua" ou "acabando a bateria, acabou" e "não há net". Negociações estas para saídas e viagens mais longas ou mais exigentes ou mais cedo ou para locais habituais. Locais novos, com paisagens novas não carecem de tablet. As negociações passam, portanto, por outras opções: "podes levar um brinquedo - só um - mas não quero ver nada disso fora do carro".

 

Tem de haver preparação prévia, sempre. O facto de sairmos à aventura, sem quê nem para quê, pode dar azo a ansiedades desnecessárias que arruinam uma saída. Com a devida antecedência - em caso de imprevisto, basta apenas explicar o porquê -, falamos acerca do local para onde vamos, o que vamos fazer, por onde vamos, o que vamos visitar, onde e o que vamos almoçar, onde poderemos tomar um café, quanto tempo demoraremos na viagem e no local, etc. Ou seja, tentamos pensar no máximo de variáveis e ir respondendo às questões delas. Não precisamos de debitar toda a informação - até porque, no dia a dia, na vida real, isso não acontece - mas podemos incluí-las no que tencionamos fazer.

 

De um modo geral, apesar de ter corrido bem, custa convencê-las a sair. E custa mantê-las interessadas na saída sem que dispersem e comecem a desregular. Mas com os estímulos certos e a atenção focada, temos conseguido pequenos milagres, cada vez maiores e mais amiúde.

A última coisa que, como pais, queremos é que elas se isolem e desistam de sair, seja por que motivo for. Não podemos deixar que isso aconteça, que surjam novos medos, que o autismo ganhe terreno que já desbravámos e conquistámos. Por isso, vamos insistindo, vamos teimando e vamos saindo. Mesmo que nem todas as pessoas que nos rodeiam concordem ou entendam. Mas, assim como assim, os pais somos nós pelo que, nesse campo, a opiniões e votos dessas pessoas valem zero.

 

Saímos. Saímos muito, sempre que podemos. Em família, para mais perto ou mais longe, mas saímos.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 11:55

Ir para fora, cá dentro

por t2para4, em 27.08.16

Antes de sermos pais, passeávamos muito e, na maioria das vezes, saíamos de madrugada de casa apenas com o destino pensado mas sem nada definido. Se nos atrasássemos, até passaríamos a noite fora, num solar ou hotel. Engravidei e foi impossível andar de um lado para o outro; nasceram as piolhas e a logística era tal que cansava só de pensar em sair: primeiro porque eram muito pequenas, depois porque não conseguiam estar em lado nenhum, depois porque não aguentavam ir a lado nenhum sem uma gritaria descomunal, depois porque não é fácil passear com crianças de quase 5 anos que ainda usavam fraldas. Fomos desistindo de arriscar saídas para longe e nunca mais passámos noites fora.

Entretanto, com o trabalho desenvolvido pelos técnicos e professores e por nós, com a maturidade que foi surgindo nas piolhas, começámos, pouco a pouco, a experimentar percursos cada vez maiores e mais elaborados e, apesar de uma ou outra contrariedade, tem corrido bem. Não podemos esquecer-nos de antecipar uma saída – para evitar episódios de ansiedade – nem de parabenizar bons comportamentos – que pode ser algo tão simples como poderem levar e usar o tablet (mas só no carro e durante a viagem).

 

2016 tem sido um ano generoso em saídas uma vez que conseguimos conjugar vários fatores:

- vivemos no centro do país pelo que, facilmente e em poucas horas de viagem, conseguimos percorrer vários km e visitar locais onde não precisamos de pernoitar;

- aproveitamos o período da manhã bem cedo para fazer o percurso e estar no local por volta das 9h ou 9h30, o que não constitui sacrífico pois as piolhas dão o toque de alvorada bem cedo e o café é sempre um amigo presente para mim;

- utilizamos muito autoestradas (a história de poupar em portagens e usar nacionais, para mim é uma falácia, a menos que queiramos conhecer localidades por onde passem. O carro tem muito menos desgaste, gasta menos combustível e pneus em autoestrada, não há desvios entre localidades centrais, por exemplo);

- conjugamos a visita a várias localidades e pontos de interesse numa só viagem, criando, para isso, um itinerário e calculando o tempo que despendemos em casa local (anotamos os locais que queremos visitar, verificamos a proximidade entre eles e criamos um percurso, anotamos as coordenadas GPS, definimos um tempo para a visita e para a viagem, levamos uns lanches para a viagem, decidimos onde almoçaremos - com ou sem picnic- e cumprimos o que estabelecemos, explicamos/contextualizamos a história do local às piolhas);

- podemos conciliar saídas com folgas do marido ao invés de aguardar por férias.

 

Já conseguimos visitar quase toda a área central do país, aproveitando, principalmente, locais de grande interesse histórico, antecipando, assim, alguns dos conteúdos que serão lecionados na escola.

Ainda sentimos muita dificuldade com o passar noites fora do nosso ambiente familiar. Acredito que, com a devida preparação, as piolhas até delirariam com a ideia mas fica muito caro. Temos pesquisado locais onde aceitem 2 adultos e 2 crianças no mesmo quarto e os preços disparam. Alugar 2 quartos e ter as piolhas num e nós noutro está fora de questão; pôr uma a dormir com a mãe e outra com o pai não me parece muito adequado nos dias que correm; um quarto para tantos é uma suite e não há bolsa para isso… Por isso, ainda não foi desta que arriscámos ir para lá de Guimarães, nem para lá de Monte Real e muito menos ilhas…

 

No entanto, e como somos umas mulas teimosas, quando decidimos que é para sair, é para sair. Mesmo que as piolhas digam que não e que fica muito longe de casa e que vão ter saudades e que isto e que aquilo. Vão para onde formos e mais nada. Quando tiverem idade para ficarem sozinhas em casa, já terão voto de decisão; até lá, mandamos nós.

Assim, este verão conseguimos fazer algumas rotas interessantes. O acaso tem sido nosso amigo e, por vezes, proporciona-nos algo diferente como atividades de rua ou feiras medievais ou exposições. E ainda bem pois se soubéssemos de antemão, dado o evitar de possíveis crises de ansiedade e meltdowns, provavelmente iríamos noutras datas e perderíamos pequenos espetáculos. Que foi o que aconteceu quando fomos a Guimarães, aproveitando uma ida ao aeroporto para ir buscar a avó: a feira afonsina esperava-nos e foi muito engraçado ver canções na rua – apesar de as piolhas terem tido medo e se terem recusado a aproximar-se do grupo. A pé, subimos a avenida principal até aos Paços dos Duques de Bragança (e adorámos ver uma das piolhas a comparar estilos arquitetónicos com o Mosteiro da Batalha), dali para o Castelo e capela onde, supostamente, D. Afonso Henriques foi batizado. E andámos pelo espaço da feira sem dificuldades.

 

Já conhecemos outro lado do Porto: começámos na zona da Foz e do estuário, passámos por baixo da ponte da Arrábida e viemos por Vila Nova de Gaia, até perto da marina. Depois fomos pela zona das caves até à Ponte D. Luís e atravessámos até à Zona Ribeirinha, que adoro imenso. Não comemos francesinhas mas andámos de barco (porque o preço do teleférico, desculpem-me, é um abuso) e aproveitámos cada momento da viagem. As piolhas gostaram pois já tinham andado nos moliceiros na Ria de Aveiro e gostariam de andar de barco de novo. Dali, fomos até ao Senhor da Pedra, ver aquela pequena capela fantástica no meio da praia, sempre atentos à subida da maré pois a ideia era visitar a capela por dentro sem nos molharmos. Ficámos impressionados com a praia lindíssima, limpíssima e águas transparentes. Parámos em Santa Maria da Feira para visitar o Castelo e terminámos o dia na Costa Nova, por onde já tínhamos andado no ano anterior mas, desta vez, com muito menos gente e muito menos confusão.

 

Também já fizemos uma volta na zona litoral: começámos na Nazaré – onde abusei das bolachas de amendoim fantásticas que lá vendem, adoro! – no Sítio e Forte de São Miguel, seguimos para São Martinho do Porto e Foz do Arelho – onde passeámos a pé pelas marginais e praias, aproveitando uma manhã extremamente agradável sem sol -, depois para Óbidos – e a respetiva ginjinha, pois claro, e ainda nos rimos às gargalhadas com a conversa entre um casal “-Estou um pouco tremeliques das pernas, por causa da muralha – dizia a mulher. – Precisas é de outra ginjinha – responde o marido”; as piolhas descobriram que detestam andar empoleiradas em muralhas sem proteções e a tia, a certa altura, também ficou a parecer estar a precisar de outra ginjinha. Almoçámos em Peniche, que percorremos desde o Farol até ao Forte (que não visitámos por estar fechado) e terminámos o dia no Budha Garden. Sem se aperceberem, as piolhas fizeram km a pé, sem queixas. Foi de estranhar e espantar.

 

Também voltámos a Águeda e aos seus chapéus-de-chuva coloridos. E aproveitámos para conhecer a Lagoa da Pateira – que achei linda!!! As Grutas da Moeda e de Mira d’Aire, numa outra saída, foram uma boa experiência para as piolhas: um ambiente completamente diferente e uma boa desculpa contextualizada para falarem de tipos de rocha (tema recorrente cá em casa desde maio). Aproveitámos estar na área para conhecer o Castelo de Ourém e só não vimos as pegadas de dinossauro porque estava fechado.

 

Infelizmente, neste país, a cultura é cara. As entradas para os museus e monumentos não são propriamente baratas e, como não temos os 1º domingos de cada mês sempre disponíveis, tentamos aproveitar os descontos família ou rotas de monumentos ou outro tipo de oportunidade. E mesmo assim, gastamos alguns euros. Vale a pena visitar a nossa História, as nossas coisas, os nossos cantinhos, apesar de tudo.

 

Se correu sempre tudo bem? Não. Houve alturas em que foi preciso perguntar o porquê de uma choraminguice ou ameaçar com um castigo (Eu juro que te tiro o tablet!) ou deixar dormitar um pouco no carro para recuperar energias ou compensar com uma refeição num shopping MAS nada disto era possível há um ano ou dois atrás. Sentimos que estamos a compensar anos de limitação ao espaço familiar: casa-Coimbra-Figueira da Foz–serras. Apesar de, por vezes, ainda levarmos com um “fogo, vocês fartam-se de passear…”. O que não se vê nesses passeios é o trabalho que tivemos para chegar tão longe, todo o tempo que estivemos impedidos (sim, impedidos, é essa a palavra) de arriscar saídas tão longas, o proporcionar vivências às piolhas que dificilmente teriam com a escola ou outro meio, o querermos ser nós também merecedores de momentos diferentes, o termos direito a férias – seja qual for a definição que lhe deem -, o podermos sair em família para além do nosso limite geográfico. Não vejo mal nenhum nisso. 

 

 

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publicado às 18:23

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