Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A isto chamamos maturidade e integridade

por t2para4, em 31.08.22

Foi sugerido às piolhas, por amigos, que contactassemos os Coldplay explicando que não conseguimos bilhetes para nenhum dos concertos apesar de vivermos aqui ao lado quase, apelando ao lado inclusivo da banda, expusessemos a condição de autistas delas e justificando que elas gostam das suas músicas.
Falei com elas e elas, mais uma vez, mostram que são maiores que este mundo.
"Mãe, nós sabíamos que podia ser difícil conseguir bilhete e não faz mal não termos conseguido. Nós queríamos ter comprado pelas vias habituais, como nós tentámos e tu foste para a fila. Não queremos usar o autismo para passar à frente de ninguém e não queremos ser injustas. Vamos ter outras oportunidades, está tudo bem."
Quem tem as melhores filhas do mundo, quem é? Ah pois é bebé! Estas miúdas são qualquer coisa! Palminhas para nós e para elas e palmadinhas no ombro!

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 20:32

"Estavas linda, Inês, posta em sossego..."
Poucas serão as pessoas que não conhecem a história de amor de Inês e Pedro, em terras de Coimbra, os namoros e beijos na Fonte das Lágrimas, as suas gotas de sangue, a vingança terrível de D. Pedro contra os assassinos de Inês, a rainha que foi Inês depois de morta.
Isabel Stilwell traz-nos uma visão mais completa de Inês: a mulher bela que foi espia, amante (barregã) e rainha. A sua história está intrinsecamente ligada à de Pedro de Portugal e os pormenores das suas vidas esculpidos no túmulo de D. Pedro, no Mosteiro de Alcobaça onde encontrava refúgio e aconselhamento (e compreensão) devido à sua perturbação da comunicação, uma vez que D. Pedro tinha gaguez.
Romance histórico de extrema qualidade, com aquele sentimento de pertença, em especial para quem vive na zona de Coimbra. Inês, a galega que é tão portuguesa e tão trágica, Inês, a protagonista de uma historia de amor que não deveria ter terminado de forma tão cruel... A roda da fortuna não para de girar...

 

w.jpg

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 20:17

É à fartazana... e acabámos sem nada

por t2para4, em 25.08.22
São 4 (quatro!!!) concertos na nossa cidade, quase ao lado de casa... As piolhas têm nas suas preferências top Coldplay, além de Linkin Park, Maroon 5, Imagine Dragons, The Score, Bishop Briggs. Assim que souberam que haveria um concerto em Coimbra (em Coimbra, carago!!!!) pediram para ir. Certifiquei-me de que percebiam a dimensão do evento: ruído, pessoas, movimento, distância em que poderíamos ficar em relação ao palco, preços, espera, confusão. Anuíram a tudo e pediram para comprar os bilhetes. Caramba, o primeiro concerto das minhas piolhas, a pedido delas!!!

Preparámos tudo online. Fui para a fila na Worten. As datas iam esgotando de 15 em 15 minutos e de 3 em 3 horas abria uma nova data. O pai, online, com as plataformas todas em espera e/ou em baixo. E eu lá fui aguentando e perguntei se arriscaríamos o relvado. Elas lá disseram para arriscarmos. Chegou a minha vez e não havia lugares para nenhuma das 4 (quatro!!!!) datas confirmadas e nenhum lugar juntos, nas bancadas mais baratas. O orçamento não vai para além do relvado. Desisti. E elas ficaram muito tristes pois houve colegas que conseguiram sem esforço... E, nós explicámos com calma que, um dia terão novas oportunidades de ir a um concerto, mesmo que não seja em Coimbra. E que talvez não seja suposto. Há outras prioridades e o que não gastaram (pois seriam elas a pagar os bilhetes) poupa-se. Haja limite na loucura.

 

@coldplay see you in another lifetime. My girls were ready to go but I guess life has other plans for them in May...

 

@everythingisnewpt lamento a (des) organização. A abertura de datas de 3 em 3h gerou uma confusão tal que havia bilhetes de todas as datas à venda quando já estavam cartazes e redes sociais entupidas com a faixa "esgotado". Online, nada foi atualizado. Filas de espera virtuais para um evento esgotado... Novas datas que não surgiram nas páginas oficiais. Se houvesse outro tipo de coordenação nas datas, talvez os nossos 4 bilhetes (nós pais e elas que não poderiam de todo ir sós) tivessem sido comprados mesmo antes de, no balcão, me terem dito que já não havia nada. E nós até fazíamos questão absoluta de ficar lá longe, ao fundo, naqueles lugares em que ninguém vê nada sem óculos de opera. Talvez um dia, quem sabe?

 

 

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 19:51

Leitura leve, sem grande aprofundamento histórico, embora bem contextualizado e que nos dá uma noção do que se poderá ter passado. Peca por não desenvolver toda a trama que levou à Restauração da Independência e passa muito pela rama.
D. Sebastião, se vivo na altura já seria idoso, é constantemente invocado, tal é o desejo de liberdade, de reconquista da coroa portuguesa.
É uma boa leitura de férias para quem quiser perceber minimamente o que se passou ao longo de 60 anos de subjugação espanhola até à independência mas não é um tratado histórico. Fica a sensação de que falta ali algo mais.

 

294695106_778950896879695_7496019654026380349_n.jp  

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 17:37

"Luís Vaz faz do verbo amar o seu verbo maior".
A vida de Camões, mais do que a sua obra, aos olhos das mulheres que o amaram com toda a profundeza das suas almas: da sua mãe de leite até à Condessa de Linhares.
Luís Vaz, que tantas arrelias e preocupações, deu à sua mãe, Ana de Sá, desde miúdo, passando pelos seus tempos na Universidade de Coimbra, o seu tempo de soldado em Ceuta (onde foi ferido no olho, acabando por perdê-lo), à sua viagem para a Índia, à escrita apaixonada da sua epopeia e ao seu regresso a Lisboa.
Luís Vaz, cheio de amor sem saber bem o que era o amor, para si, algo plural, pois o seu amor maior seria a Pátria, que se finou no mesmo tempo que o Poeta.
Luís Vaz, que desde tenra idade, sabia que iria escrever uma epopeia, uma que estaria na mesma prateleira que a Ilíada e, ao longo de tantos anos, foi compondo os cantos, em versos decassilábicos, salvando os cantos que já conseguira escrever na Índia do naufrágio onde perdeu Dinamene, um grande amor.
Luís Vaz que conseguiu "levar à estampa" a sua obra e que, apesar dos elogios, não foi arrebatada por D. Sebastião, aquele rei tão desejado e que tanto perigou o país ao recusar matrimónio e descendência, e apenas ficou a receber uma vença mínima em comparação com outros do Reino.
Luís Vaz, que tanto amou e tanto foi amado, morreu por causa da peste, tendo ao seu lado a sua mãe adotiva, o seu criado jau, o velho Chiado (poeta vagabundo e citadino) e D. Manuel de Bragança, que lhe deu o lençol onde foi embrulhado a sepultar, sem que por ele dobrassem os sinos, numa sepultura destinada às vítimas da peste, pobre e esquecido. A sua morte coincide com a perda do Reino para D. Filipe II, rei de Espanha, a malfadada e desgraçada campanha militar em Alcácer-Quibir onde se perderam o rei reinante e os possíveis herdeiros, a morte do cardeal D. Henrique antes de dispensa papal para contrair matrimónio e assegurar descendência, com "Os Lusíadas" impressos mas pouco divulgados, apesar de já estarem em Espanha e Itália.
A 10 de junho morre o Poeta. E o seu verdadeiro valor, como em quase tudo, surge depois da sua morte. Hoje, volvidos mais de 500 anos, o Poeta, seguramente, estará feliz e saberá que a sua epopeia é a nossa grande obra e é leitura obrigatória e faz parte dos programas escolares nacionais. A sua epopeia e a sua lírica, apaixonada, ardente, única.

"Até que o amor me mate", de Maria João Lopo de Carvalho, é leitura obrigatória para quem quiser saber mais deste nosso bon-vivant que tinha tanto amor para dar e tanto para versar.

 

293431544_4179132248878660_1209714810331141311_n.j

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 13:33

Um dia, a Educação implodirá

por t2para4, em 04.07.22

Um dia, mais cedo do que se possa imagina, a Educação implodirá. Este é um texto muito longo mas verdadeiro. E cru.
Do número excessivo – dizia-se, na altura – de cursos universitários voltados para a educação, turmas cheias e imensos alunos – a ponto de se encherem auditórios -, com o passar dos anos, alguns fecharam, outros desapareceram, veio o Bolonha, os novos alunos universitários não querem ser professores.
Do número excessivo – dizia-se, na altura – de candidatos ao concurso de professores, com o passar dos anos, vejamos o que veio afinal a acontecer para que, hoje, neste momento, não haja número suficiente de professores para colmatar as falhas sentidas e há, pasme-se, alunos que não tiveram uma única aula durante todo o ano letivo a algumas disciplinas (o futuro dirá o que colheremos dessa falta).
- temos de começar, obviamente, pela emigração sugerida por um Governo há anos. Professores a mais em Portugal  - > solução simples = mandá-los embora.
- cursos de ensino a mais  - > solução simples = terminar tudo ou quase tudo e limitar o ensino a quem tem mestrados ou semelhantes.
- aumento geográfico dos QZP (Quadro de Zona Pedagógicas) e mudança constante de regras de inserção nestes quadros que impacta diretamente no acesso de docentes aos QE/QA (Quadros de Escola/Quadros de Agrupamento).
- mudanças constantes e regras dúbias no acesso à Mobilidade por Doença, o que faz com que muitos professores não possam concorrer a determinadas escolas ou, pelo contrário, aproveitem alguns buracos na lei e concorram desmesuradamente para onde querem, apesar de estarem afetos a outros locais.
- congelamento na progressão da carreira, com acessos quotizados aos escalões e com um 10º escalão praticamente inalcançável.
- alteração do preçário e regras em relação ao ensino noturno.
- aumento salarial pouco significativo face às restantes profissões e ordenado mínimo nacional.
- duas tabelas salariais + dois horários (25h vs 22h) que discriminam educadores de infância e professores do 1º ciclo em relação aos restantes.
- reduções de horário (por idade, por artigo, por outros motivos) diminuída, número de dias de férias atribuído diminuído ao longo destes anos, possibilidade de utilização do artigo 102 diminuída ao longo dos anos também.
- proporção de trabalho relativo a exames vs dias de férias atribuídos
- calendário escolar completamente desfasado por ciclos
- estágios profissionais não remunerados e de apenas alguns meses, ao invés de um ano letivo e remunerado, como se fazia até ao início dos anos 2000.
- (não)renovação de contratos de professores contratados e injustiça criada com medidas como a Norma-Travão.
- concurso externo complicado, moroso, burocrático, desfasado que dura quase um ano letivo a concluir, onde ainda se verificam erros, ultrapassagens injustas, etc.
- alteração injusta na declaração de dias à Segurança Social para horários incompletos (abaixo de 15h, menos dias são declarados, ao invés de um mês inteiro como se fazia há pouco mais de 3 anos), o que, impacta diretamente no direito à atribuição de subsídio de desemprego;
- intervalo de horários a concurso injusto: são apenas 3 intervalos (8h-14h; 15h-21h; 22h) que diferem como o dia da noite em termos de remuneração e tempo de serviço e, obviamente, impactam diretamente na forma como um professor concorre.
- não atribuição de direitos a professores contratados com descendentes/ascendentes com deficiência (aproximação à residência, meia-jornada, baixa médica por deficiência, etc.)
- desconto salarial de quase 50% do ordenado em caso de atestado médico e sem esquecer os 3 primeiros dias sem qualquer retribuição.
- número de crianças inscritas na escola a diminuir, o que em algumas escolas, se traduz indubitavelmente em horários incompletos porque, simplesmente, não há alunos suficientes para que se possa ter um horário completo.
- profissão que trabalha fora do seu horário de 35h/semanais (22h são letivas) a preparar aulas e materiais ou reuniões para usar essa preparação na aula e depois volta a trabalhar fora desse período para correções, textos, etc. Horas extra, serviço excessivo que não é pago. E que é maioritariamente feito em casa, pois os recursos de que o docente necessita estarão em sua casa.
- quezílias eternas entre professores do quadro e contratados (“A menina é colega ou estagiária?” foi-me perguntado numa sala de professores)  -> desunião de classe
- sindicatos numerosos e, alguns, incompetentes.
- estratificação desnecessária e injusta: os professores de AEC (Atividades de Enriquecimento Curricular) são técnicos, o seu tempo de serviço não é contabilizado para efeitos de concurso no caso de docentes não profissionalizados e o ordenado é miserável; alguns docentes do Ensino Profissional trabalham anos, na mesma escola, a recibo verde e a fórmula de cálculo de tempo de serviço é injusta.
- programas excessivamente complexos e longos, repetitivos e que obedecem a uma série de documentos que vão mudando consoante os ministros da educação e que assentam, maioritariamente, numa visão de empinanço de matéria para a vomitar em testes e exames, ao invés de verdadeiramente ensinar e preparar o aluno para o futuro.
- burocracia desmesuradamente inútil e excessiva em todos os aspetos que envolvem a escola, desde a avaliação dos alunos até aos projetos que são impostos às escolas.
- Avaliação de Desempenho Docente completamente inútil, quotizada, injusta e desnecessária sem qualquer impacto na vida ou carreira ou carteira de um professor contratado mas que impede a justa progressão de um professor do quadro porque há listas e quotas e não há vagas...
- trabalho de secretaria atribuído aos professores: matrículas, impressão de documentos, preenchimento de campos nos programas de gestão escolar, preenchimento de mapas (leite fruta, AECs, EMRC, devolução de manuais, etc.).
- escolas como depósitos grátis de crianças devido aos seus horários alargados e calendários letivos extensos
- existência de ameaças à integridade física e moral do professor (para não falar dos seus pertences).
- a tragicomédia que envolve atestados médicos, substituições e juntas médicas.
- ADSE – motivo de inveja para uns, motivo de horror para outros mas que pagamos por 14 vezes (12 meses, 1 subsídio de Natal e 1 subsídio de férias)
- outros (seguramente mais haverá mas já não consigo elencar e não vou falar sequer de motivação ou (in)disciplina de alunos)

Posto todos estes motivos, sejamos honestos, quem quer ser professor? Quem quer ingressar nesta profissão? Quem vier, virá definitivamente por gosto e vocação e, isso, lamento, não é valorizado. Eu não quero que as minhas filhas sejam professoras, apesar de eu adorar o que faço.
Um dia, e esse dia estará para breve, o ensino em Portugal implodirá e teremos soluções de pensos rápidos a tapar rachas em barragens, veremos a qualidade elogiada no estrangeiro do nosso ensino a desaparecer, teremos um acréscimo da indisciplina, um cada vez maior incumprimento de direitos dos alunos (alunos com necessidades específicas serão os primeiros alvos), veremos pessoas não qualificadas a fazer serviço especializado e teremos cada vez mais alunos sem aulas e profissionais de atestado médico.
Entristece-me um país que não valoriza a profissão que faz todas as outras profissões e que, constantemente, me maltrata, me agoira, me sobrecarrega, não desvaloriza, me arrasta durante anos sem vínculo. Entristece-me um país que sofrerá amargamente com as suas atitudes para com os professores e, até ao momento, navega à toa, sem um plano correto, justo e adequado para professores, alunos e pais.

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 10:29

Gaja sofre - e gasta...

por t2para4, em 29.06.22

Poupanças de verão (que, na verdade, dão para todo o ano):


- manicure e verniz gel (x3);
- pedicure e verniz (x3);
- buço (x3);
- sobrancelhas (x1);
- axilas (x3);
- epilação meia perna (x3)
- limpeza facial (x3)


É uma renda, só vos digo. Isto de ter gajas em casa, em idades de desenvolvimento piloso e hormonal, é um sem fim de pacotes de pensos e treinos maternais de esteticista. Já sei o que poderei fazer se a profissão de docente der para o torto.

Vivam as máquinas que fomos comprando, as lojas que também vendem produtos de qualidade a não profissionais e algum jeito para a coisa com o YouTube a ajudar se precisarmos. Amen.

(As minhas desculpas às esteticistas)

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 20:45

Basta.

por t2para4, em 27.06.22

Ao longo destes anos, quase desde que nasceram, tenho verificado determinadas atitudes e comportamentos que tenho feito um esforço para ignorar. Mas, como tudo tem um limite, o meu também foi atingido e estou verdadeiramente cansada, do género exausta.
Não temos que provar nada, as piolhas não têm que provar nada, as minhas filhas não têm que provar nada a ninguém - a não ser a elas mesmas.


A maioria dos nossos familiares e alguns conhecidos tem vergonha delas, da sua deficiência. De nós por acréscimo porque elas são a nossa prioridade. São as miúdas estranhas, que não estão interessadas em conversa da treta ou em falar do tempo, que têm interesses específicos (caramba! Elas estão, neste preciso momento, com o pai a tirar um curso de programação na Coursera!!!), que falam inglês fluentemente como nativas e que não têm noção de que as pessoas são, na sua maioria, parvas. Nós somos os pais que se sacrificam por elas e as coloca em primeiro lugar e não desiste de se reinventar para que elas sejam cada vez mais autónomas, independentes e felizes.


Ainda não percebo qual a vantagem de todos checkarmos os mesmos quadradinhos nas tabelas de desenvolvimento; ainda não percebo porque temos todos de pender para o mesmo lado; ainda não percebo porque incomoda tanto que a divergência exista; ainda não percebo porque temos todos de gostar das mesmas coisas; ainda não percebo porque a diferença continua a incomodar tanto; ainda não percebo porque temos de estar na corrida dos ratos do timing de desenvolvimento.
Não me importam as grelhas, não me importam as opiniões alheias, não me importam os outros. A família que somos, quem nos quer por bem e nos aceita t-a-l e q-u-a-l como somos, é autossuficiente.
Não temos nada a provar a ninguém. Lamento que incomodemos os demais. Não, não lamento. Quem não gosta, põe no bordo do prato. Somos como somos e nós aceitamo-nos assim, não precisamos do aval de terceiros.

 

2022-06-27_183753.jpg

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 20:38

Aos que:
- céticos, sempre nos disseram que nunca iríamos dar certo ou conseguir ou ultrapassar;
- condescendentes, nos dizem que "isso não é nada", "são coisas da vossa cabeça", "há bem pior";
- embaraçados, sentem vergonha de terem uma relação mínima connosco;
- desistentes, nunca acreditaram no sucesso académico delas;
- ausentes, nunca estão por perto, não querem saber de nós, não dão notícias, não se interessam pelo que fazemos, não ajudam;
- bullies, fizeram a vida negra das piolhas;
- cínicos, sorriem pela frente e maldizem por trás;
- críticos, sempre opinaram sobre tudo e sobre nada mas nunca se chegaram à frente e disseram "ora, como podemos ajudar" ou, mais simples ainda, "respeito a vossa decisão";
- maldosos, ainda estão na Idade da Pedra e não mudam de mentalidades porque, enfim, o cérebro ainda não evolui nesse sentido;
- incapazes de se colocarem no lugar do outro, não sabem minimamente o que é empatia;
- sobejam e só chateiam...


... Nós conseguimos. Nós ultrapassámos. Nós evoluímos. Nós somos uns pais do c@r@lho. Nós somos fortes. Nós somos vencedores. Nós somos capazes. Nós somos sobreviventes. Nós somos empáticos. Nós batalhamos. Nós aceitámo-nos. Nós somos nós.
As piolhas são as miúdas mais incríveis que já conheci. Elas são extraordinárias. Elas aceitam toda a deficiência sem questionar valores de uma vida. Elas são grandes. Elas são empáticas. Elas têm valores. Elas conseguem. E não deixaremos que ninguém - ninguém mesmo - venha alguma vez questionar seja o que for. E se, na eventualidade de não conseguirem, em que é que isso afeta o mundo? Em nada. Por isso, let it be.
Elas são umas filhas fenomenais e nós temos um orgulho imenso nelas. Esta é a minha família. E eu continuarei a ser como sou.
Ponto final.

 

287564791_447852337342664_7526633037369844966_n.jp 

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 17:21

Falta muito para as férias?

por t2para4, em 12.06.22

Não tenho memória de um ano letivo tão exigente e exaustivo como este. Talvez pelas acumulações, talvez pelo trabalho, talvez pelo excesso de burocracia.
São avaliações, rubricas, provas de equivalência à frequência, provas extraordinárias de avaliação, critérios de correção e critérios de classificação, informações-prova, provas orais, cotações. E repete a preparação das provas não uma, não duas, mas três ou quatro vezes porque as coisas não batem certo logo à primeira e há toda uma formatação excessivamente formal para manter.
São grupos de trabalho, aplicações, vigilâncias, correções, impressões, autoavaliações, grelhas, plataformas.
São festas e ensaios e poemas e desenhos e palcos e público.
São horas de downloads no IAVE para impressão de provas de treino para as piolhas e áudios e correção. E vai mais uma voltinha que, apesar de as provas não contarem para nada, sei lá eu o que o futuro nos reserva e se elas quererão fazer exames nacionais no secundário.
São conteúdos para terminar e é aquele velho malhar em ferro frio: eu já não aguento, os miúdos, então, estão de todo. Só me apetece fugir. Aulas? Rua. Todos, eu e eles. Jogos.
Almoços, jantares, lanches, café. E há almoço no frigorífico, liguem se tiverem alguma dúvida, está aqui uma lista de tarefas para fazer. Ficam sozinhas em casa mas já sabem as regras todas, em última instância, peçam ajuda aos vizinhos ou lojas ali da frente porque toda a gente vos conhece. Vão dando notícias durante o dia. E, no final das aulas, 45 km = 40 minutos.
E viroses. Puta que pariu. Eu já estou tão cansada... E ranhos e vómitos e bílis e alergias e viroses e dores de garganta e um calor que parece que estamos todos na menopausa e febre, a puta da febre, que não deixa ninguém dormir.
Estou exausta. É isto quando chego a casa. Preciso mesmo de parar um bocado, fechar os olhos, descansar a cabeça antes de me atirar ao trabalho, aquele que não se faz na escola, que não se vê, não se valoriza, ninguém conhece (a menos que seja prof) e não é, de todo, pago.
Tenho tentado acompanhar o ritmo e até pus aquele artigo para poder fazer tudo o que estava em atraso.
A coisa vai, só preciso de descansar um bocadinho.

 

286499975_3310143889307003_7839191704597334685_n.j

 

 

-------------- Estamos também no Facebook e no Instagram ------------

publicado às 13:36

Direitos Reservados

Algumas das fotos publicadas neste blog são retiradas da Internet, tendo assim os seus Direitos Reservados. Se o autor de alguma delas discordar da sua publicação, por favor informe que de imediato será retirada. Obrigada. Os artigos, notícias e eventos divulgados neste blog tem carácter meramente informativo. Não existe qualquer pretensão da parte deste blog de fornecer aconselhamento ou orientação médica, diagnóstico ou indicar tratamentos ou metodologias preferenciais.


Mais sobre mim

foto do autor







Parceiros


Visitas


Copyright

É proibida a reprodução parcial/total de textos deste blog, sem a indicação expressa da autoria e proveniência. Todas as imagens aqui visualizadas são retiradas da internet, com a excepção das identificadas www.t2para4.com/t2para4. Do mesmo modo, este blog faz por respeitar os direitos de autor, mas em caso de violação dos mesmos agradeço ser notificada.

Translate this page


Mensagens