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Chego ao infantário e dou com uma das piolhas de carteira ao ombro, com um look todo feminino - acredite-se que é possível, mesmo com bibe! - e a dizer-me "Mãe, oilha! É a minha cateia!".
E agora, adivinhe-se o que estava lá dentro? Um lápis de cera grosso, azul escuro, ao qual ela carinhosamente chamava de "o meu batom". Ora viste? Temos uma vaidosona em casa :) E quem disse que elas tinham um jogo simbólico pobre? Fico tão feliz com estas pequenas coisas que quase parecem ridículas...
Outra muito boa.
Arrumei o quarto e encontrei umas 4 barbies que coloquei todas juntas numa prateleira, organizei o trolley do chá, separei brinquedos para dar/guardar/deitar fora e coloquei tudo no sítio. E fui à minha vida. Passados uns bons momentos, acho estranho tanto silêncio e pensei que deveriam estar a fazer asneiras. Vou espreitar e vejo: - uma piolha na cama, sentada à chinês, com imensas Hello Kitty (têm umas 5 ou 6 de peluche) a brincar às escolas; - uma piolha sentada na cozinha da Kitty, a conversar como uma menina crescida com as suas 5 barbies que estavam todas sentadas no caixote dos brinquedos, a (pasme-se!) tomar chá!! Com os pires e as chávenas ao lado de cada uma e a piolha com a sua, claro, a servir de anfitriã; o trolley ao lado com os queques e as torradas... Indescritível. Não me lembro se tirei foto mas postarei uma se voltar a acontecer.
Fiquei histérica de felicidade!!! Já tinha desistido de pensar que elas seriam alguma vez capazes de brincar às casinhas ou de inventar histórias de meninas com bonecas. É tão bom mas tão bom ver estes pequenos (e, às vezes, breves) momentos de imaginação e brincadeira pura. E um grande alívio.
