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Tagarelice #8

por t2para4, em 30.10.12

A piolha, farta de perguntar a mesma coisa durante dias a fio, vezes sem conta durante o dia:

- Pai, um dia destes vamos a Coimbra?

 

E eu respondo: "Sim, um dia destes vamos...".

 

A piolha coloca o dedo em riste, olha diretamente para mim e diz em tom bem firme:

- És o pai? Não és o pai, pois não? Pai, responde: vamos a Coimbra ou não?

 

E esta hein? 

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publicado às 22:47

Na volta do correio...

por t2para4, em 28.10.12

... as piolhas receberam livrinhos en français, pour être un peu différent, e lápis e até a mãe foi contemplada com livros, en français, e uma caneta :) Só me resta um obrigada enorme e que a nossa querida amiga espere pela sua volta do correio :)

 

 

As reações? Risota pegada quando comecei a tentar ler-lhes os livros em francês. Mas riem e não é por mal, acho que a sonoridade da língua lhes dá piada :) 

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publicado às 21:56

Decoração de Halloween - parte 2

por t2para4, em 28.10.12

Ora aqui está o desfecho da nossa decoração halloweenesca. Queria ter conseguido fazer uma coroa para colocar na porta mas já não deu tempo. 

Com a ajuda do pai, começámos a estraçalhar a nossa abóbora. Desenhei os locais a cortar, as piolhas retiraram o seu interior e colocou-se a vela acesa. Tão simples quanto isso.

 

 

 

Uma das piolhas diverte-se a esvaziar a abóbora de sementes, enquanto a outra já tinha retirado o pavio à vela...

 

 

 

A taça ao lado serviu para guardar as sementes para secar e jogarmos à terra na devida altura, o saco serviu para colocar as aparas e raspas da abóbora. Aqui já se nota qual o aspeto que terá a nossa abóbora.

 

 

Terminada a escultura dos olhos, nariz e boca (uma boca feliz!), aprecia-se a obra de arte e acende-se a vela.

 

 

 

 

 

As reações? Bem, uma delas achou imensa piada à nossa Jack o' Lantern enquanto a outra disse que não gostava porque dava medo... E lá temos a nossa amiguinha, acesa, na cozinha, até o Halloween passar. Foi a 1ª vez que fizemos algo semelhante apesar de eu saber que este tipo de coisas não faz parte da nossa cultura, embora tenhamos algo similar.

Como sou profissional (ou, pelo  menos, tento) da área do Francês e do Inglês, há uma data de aspetos culturais que gosto de transmitir às piolhas, nas suas aulas e em casa, a par com as nossas próprias tradições. Para já ficou o Halloween e, quando forem mais velhas - talvez para o ano já dê - , farei o paralelismo com o nosso equivalente - os bolinhos e bolinhós - que também tem a sua origem nas remotas tradicões celtas.

 

Esta abóbora tem o nome de Jack o' Lantern, uma história engraçada que mexe com o submundo dos espíritos e afins. Não contei a história às piolhas - ainda - mas tenciono fazê-lo de forma muito adaptada e simplista (trocando o deus/diabo por outros seres e não referindo os aspetos mais assustadores, digamos assim). Para saber mais sobre o Jack, basta ir aqui.

 

Happy Halloween!! 

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publicado às 21:25

Jogos de relaxamento

por t2para4, em 28.10.12
Encontrei estes jogos por acaso quando comecei a dar aulas nos jardins de infância e necessitava de uns momentos de sossego para mim e para os meninos. Achei que, em determinadas alturas, até poderia ser interessante utiliza-los com as piolhas e ver no que dava. A parte respiratória para acalmar, o ensinar a respirar fundo até correu bem... Fica a partilha.

 

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publicado às 14:43

Bora lá brincar

por t2para4, em 25.10.12

Se eu imaginava que as piolhas alguma vez fossem capaz de brincar assim? Desejava ardentemente que isso acontecesse!! Porque elas não sabiam brincar... Atiravam as coisas ao ar, desarrumavam, davam outras funções aos brinquedos que só faziam sentido nas suas cabeças... Agora já se notam brincadeiras com objetivos, com imitação, com jogo simbólico enriquecido. 

No outro dia, tivemos um piquenique. Acabei eu a arrumar tudo mas esta fase também já passou. Custou mas agora já são capazes de arrumar as coisitas delas e de não sairmos de casa sem as camas feitas e os brinquedos arrumados. Menos mal!

 

 

 

Recentemente, por influência da Barbie, houve uma encenação com direito a "en garde"! O trabalhão que a piolha teve para arranjar o galho indicado, tirar-lhe as folhas todas e alisá-lo até ele servir como espada. Foi fantástico.

 

 

 

Já conseguimos sentarmo-nos à mesa e trabalhar em livros de atividades e fazer grafismos e pôr o cérebro a ativar zonas importantes :) E o pai já consegue estar com elas nesses momentos, sem que haja focos de atenção dispersos. Acho que a grande evolução está nesta área.

 

 

 

As bonecas Barbie têm sido as eleitas das brincadeiras. Já contam com um total de 9 e já pediram para chegar ao 11 com mais 2 mas só para o Natal (comprámos-lhes umas bailarinas articuladas numa liquidação e elas vão delirar pois são as barbies do filme "as 12 princesas bailarinas") - olha o raciocínio matemático eh eh eh - mas acabam nuas pelas divisões da casa... E assim andam imenso tempo. Acho que é mal comum pois há muitas mães de meninas a queixarem-se do  mesmo. O que eu acho? Acho ótimo! Venham daí umas barbies nuas, então!

 

 

 

Mas também se passeiam bonecas porque as piolhas já estão demasiado grandes e pesadas para serem elas a estar naquele carrinho...

 

 

 

Mas... E há sempre aquele "mas" que eu tento desvalorizar mas que noto que existe... Não faço nada para as impedir e encaro aquelas "brincadeiras" como uma necessidade de regulação e como algo que as faz sentir bem, apesar de não ser "normal"... O mais notório é o desejo de continuar a fzer torres com os mais variados materiais (aqui foram as pedras do jardim dos meus pais... A foto é de janeiro mas este verão fizeram o mesmo) e o andar à volta no baloiço: sentam-se, à vez, no baloiço e ajudam-se uma à outra, enrolam o cordel até estar bem apertadinho e soltam. Ficam ali a andar à roda em vez de estarem a baloiçar... E saem na boa, sem estarem tontas nem nada! É desviante mas não lhes digo nada e deixo-as estar à vontade.

 

 

 

 

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publicado às 21:36

Tal como prometido, aqui está o video.

 

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publicado às 21:49

Mais uma reportagem fantástica que me deixou com a cabeça a mil e de lágrimas nos olhos, com a minha resignação nada resignada...  Mas gostei de ter visto. Vou tentar colocá-la aqui, se conseguir.

 

Esta reportagem focou 4 pessoas com deficiências distintas entre si (intelectural; autismo; física; mental) inseridas no mercado de trabalho: em contratos ou estágios. Estou familiarizada com a ingressão de pessoas portadoras de deficiências físicas ou mentais no mercado de trabalho pois na localidade onde vivemos há associações que promovem e beneficiam isso. Gostei de ter visto destaque dado ao autismo. 

 

O jovem autista da reportagem faz uma vida autónoma e quase quase independente. Vai para todo o lado com amigos, trabalha de forma meticulosa, é empenhado e o seu salário é gasto com juízo. A mãe pareceu-me uma senhora muito sensata e ponderada, de pazes feitas com a vida - algo que ainda me custa fazer. Fiquei com o coração a rebentar de alegria por aquele rapaz, pelas conquistas que foi capaz de fazer, pelo caminho que percorreu, por ter um trabalho estável, por ganhar um salário, por ter amigos que gostam dele e o respeitam como ele é. Fiquei mesmo feliz!! A lágrima veio no final, quando a mãe referiu os seus receios do "amanhã"... Ele não tem irmãos... Ele vai ficar sozinho, mais tarde ou mais cedo... Será que vai conseguir? 

Ninguém consegue imaginar as vezes que já me passou pela cabeça ter mais um ou dois filhos - situação económica à parte -, de modo a que as piolhas tivessem semptre quem olhasse por elas, quando os pais já cá não estivessem. Mas que vida pretendo eu para as piolhas e para os piolhitos que viessem depois? Atribuir-lhes a responsabiblidade de tomar conta das irmãs e eles considerarem isso um fardo? As piolhas já contam com 5 anos... Iriam os irmãos lidar com essa diferença de idades? 

Bottom line: não é fácil pensar no futuro das nossas filhas sem a nossa presença terrena. Não sabemos o que lhes está reservado, se se adaptarão, se farão as escolhas certas, se - à semelhança daquele rapaz - terão amigos que gostem delas pelo que são. Ainda não fiz as pazes com quem deveria (vida, entidade divina, deus, o que quiserem chamar-lhe) mas desejo poder fazê-lo, tal como aquela mãe fez. Até lá, tal como diz o Pai, desistir não é opção.

 

 

 

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publicado às 21:49

Decoração de Halloween - parte 1

por t2para4, em 20.10.12

Em ajuda à mamã Sílvia mas não só, aqui ficam os trabalhos que fiz recentemente com as crianças com necessidades especiais. É muito simples e lida com a questão sensorial do tacto, ou seja, usei tintas de dedos e decalquei mãos e pés, aproveitando a altura em que eles já estavam preparados para o fazer com a sua professora do ensino especial. 

Para evitar questões mais chatinhas com o uso do pincel (cócegas ou aversão), era espalhada tinta num prato (dos descartáveis) onde se colocava a mão ou  o pé de palma para baixo e depois era só imprimir na folha.

 

Para os fantasmas, usei a tinta branca espalhada com pincel porque estive com um menino que tolera bastante este tipo de sensações e gostou bastante de estar a decalcar-se. Ria imenso e desafiava-me para mais.

 

Assim sendo, do que precisamos e como fazemos:

- tintas de dedos ou guaches

- pratos descartaveis (ou dos outros, se se lavarem  na máquina a altas temperaturas)

- pincel para espalhar tinta

- folhas brancas

- cartolina ou papel de cenário

- lápis de cera

- cola

- googoo eyes (olhos que mexem - vendem-se aos sacos por poucos cêntimos em lojas chinesas)

- marcador preto

- lã preta

 

Pintar as mãos ou pés da criança e imprimir numa folha à parte. Quando se imprimir o pé, usar tinta branca. Usar tinta preta apenas algumas vezes nas mãos. Deixar secar. Recortar pelo contorno das mãos e criar faixa com dizeres Halloween, aranhas, gatos e fantasmas como nas imagens em baixo. Dar cor de fundo com lápis de cera, colar lua ou morcego em cartolina, em nova cartolina ou papel de cenário (um rolo de 10 m custa cerca de 7 euros na Stapples), colar os recortes em formas de fantasma ou aranha ou gato, pôr os olhos ou pintar e enfeitar o local que se pretende :)

 

 

 

Tamém se podem fazer silhuetas. Esta é de uma bruxa e foi só fazer o contorno e recortar. Fica lindamente pendurada no meio da sala ou numa parede, numa escola/infantário/biblioteca, etc.

 

 

Espero que ajude. Não tenciono fazer este tipo de trabalhos com as piolhas porque já fiz outro, que também serviu para eu levar para o infantário delas.

Pintei uma cartolina em tons que lembram o anoitecer e criei personagens halloweenescas em feltro. Essas personagens ficam soltas de modo a que as piolhas e os colegas possam criar e inventar histórias. Estes materiais serviram, inicialmente, para aliar o ensino das cores à temática da festividade anglo-saxónica que se aproxima.

 

 

 

 

 

E se quiserem ir mais longe, em casa ou arriscando fora de casa, podem experimentar rechear uma abóbora e servir como refeição. Foi o nosso jantar hoje e correu lindamente. Estava tudo delicioso.

Basta arranjar uma pequena abóbora e abrir-lhe um chapéu, retirar as sementes e untar com azeite e sal. À parte, faz-se um refogado com cebola e alho picado, junta-se bacon aos pedacinhos e peito de frango às tirinhas que se deixa corar, acresce-se polpa de tomate e deixa-se ferver um pouco. No final, verte-se tudo para dentro da abóbora e vai ao forno cerca de 50 minutos. 

 

 

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publicado às 20:29

Coroa de Outono

por t2para4, em 17.10.12

Adoro crafts e nem quero saber de críticas. Acho que é uma atividade adaptável a qualquer idade, com qualquer pessoas - e acreditem que tenho umas ideias fantásticas para colocar em prática na Unidade Multideficiências para breve (estou a fazer um "trabalho" de contrato emprego-inserção, os antigos programas ocupacionais, numa escola onde há ensino integrado e existem salas de ensino estruturado e este tipo de unidades e quero fazer uma atividade manual com as crianças que lá estão) -, que estimula e que ajuda à criatividade e que também é boa em termos sensoriais.

 

Desta vez, optei por uma coroa de Outono que vai sendo alterada consoante a festividade e a estação do ano. Não a coloco na porta nem na lareira e como não me decidi a furar a parede da varanda (pois não sei onde passam os fios elétricos), pendurei-a na torneira da varanda. E fica lá mesmo bem!

 

Com a ajuda das piolhas, fomos apanhar pinhas, vides, caruma e bolotas pois já tínhamos nozes em casa; pedimos uma abóbora à avó e roubámos-lhe um bocadinho de casca de madeira. Depois foi espalhar tudo na mesa da cozinha e começar a inventar, com a única ajuda da pistola de cola quente e uma toalha de proteção para não estragar a mesa. As piolhas estavam mais interessadas em cortar as nozes com as tesouras delas (ainda hoje lá estariam pois são das que só cortam papel) do que em ajudar-me mas apreciaram o resultado final. E eu também! 

Para pendurar, foi só fazer um laço fita de organza castanha e pronto. Nada mais simples.

 

A confusão inicial:

 

 

E o resultado final:

 

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publicado às 21:56

Repost - 2ª consulta de desenvolvimento

por t2para4, em 14.10.12

Mais um repost, originalmente publicado em fevereiro de 2011 e que relata a nossa vida depois do baque...

 

Fevereiro 17 2011

Em Outubro recebo informação escrita por parte do hospital para nova consulta de desenvolvimento, já depois de dado o possível diagnóstico de desvio do espectro autista. A consulta correu mais ou menos e a triagem correu muito bem: peso semelhante nas duas (13, 200 kg) e altura semelhante (94 cm uma e 95 cm outra), perímetro cefálico normal. A espera não demorou quase nada. Entrámos e começou a festa: não pararam quietas, mexeram em tudo o que não podiam (principalmente pionaises – nem sei onde os viram com tanta nitidez), começaram a ficar extremamente eléctricas, com calor, a transpirar, a fazer todas as estereotipias possíveis até que a uma das piolhas morde os dedos e diz à médica que era um chupa (que nem sequer comem!). A psicóloga estava presente e verificou que, de facto, havia sinais que estavam a piorar. A médica apercebeu-se de que eu estava muito informada acerca dos nomes que se dão a determinados comportamentos e foi sempre muito aberta e franca connosco. Mantém-se o diagnóstico inicial e o encaminhamento para a equipa de autismo foi feito (demorará porque entraram de férias quando regressou a médica delas…), a avaliação para terapia da fala será em Novembro. Disse que lamentava ter incomodado com o telefonema que fiz mas sentia-me desesperada com a intensificação de comportamentos desviantes e falta de resposta. Ela respondeu que a partir de agora muito estava a ser feito.

Conversámos sobre esses mesmos comportamentos: as birras constantes, o soluçar absurdo no final da birra ou o vómito, o olhar vazio e alheado no final de uma birra, a irrequietude, a ausência cada vez mais marcada de medos, as associações de ideias brilhantes (do género: baleia-mar-fato de banho-praia e pôr isto num desenho – mesmo que seja na parede do corredor…), a ecolália (repetição exacta de frases ou palavras que memorizaram e utilizam nos mesmos momentos em que as ouviram, tipo, uma das piolhas deixa cair água na carpete e diz “olha pra isto!” no  mesmo tom de voz, gesto e expressão que eu, sem alterar para “oh, está molhado”, por exemplo), as constantes diarreias que nem com dietas rígidas passam, a automutilação (que era o que me andava a preocupar mais), a genialidade de desenhos iguais aos meus alunos do 1º ano de escolaridade. A médica diz que elas são muito inteligentes, com áreas nas quais são geniais mas com falhas na socialização (o estar sentado quando se almoça fora ou se conta uma história ou o dar a mão para atravessar a estrada, por exemplo) mas que estão muito destruturadas e que precisam de ser muito trabalhadas para melhorarem estes comportamentos. Dado o estado de nervos em que estavam, notou-se bem que tipo de comportamentos as gémeas têm quando se sentem assim. Receitou risperidona, dose mínima, para minimizar estas ansiedades (as diarreias finalmente foram embora. No Jardim de Infância, as auxiliares dizem que estam mais calmas)

Falei da tentativa de conciliação entre Infantário e HPC e a médica disse que iria fazer  o seu TPC e enviar-nos toda a documentação: recebi depois os relatórios gerais e os atestados médicos para mim e marido. O relatório geral diz que as meninas (individualmente, portanto, 2 relatórios) foram observadas em consulta de desenvolvimento em Agosto por alterações na linguagem. Apresentavam agitação psico-motora, ausência de contacto visual e estereotipias motoras, ecolália ocasional. O diagnóstico mais provável é de perturbação do espectro do autismo. Vão ser avaliadas para terapia da fala e encaminhadas para orientação pela unidade de autismo. Necessitam de intervenção directa e sistemática de Educação Especial e acompanhamento em terapia da fala e ocupacional, sinalizadas à equipa de apoio das escolas. Dada a agitação motora e por a irmã gémea apresentar quadro semelhante deverão ter o apoio de uma tarefeira no jardim de infância.

 

Saímos mais esperançados de dias melhores, de melhores vitórias, de apoios finalmente.

Todas as informações de que vou dispondo vou transmitindo à educadora que tem sido incansável nas suas tentativas de ganhar tempo e apoios. Conseguiu fazer o pedido de tarefeira à direcção do infantário e tratou da documentação para o PIIP (Programa de Intervenção Precoce - uma equipa de técnicos constituída por Educadores de Infância Especializadas, Psicólogos, Técnica de Serviço Social que fazem uma Intervenção centrada na Família, baseada na interligação dos Serviços Comunitários (agrupamentos de escolas, etc. e intervêm precocemente junto das crianças em situação de risco ou com atraso de desenvolvimento até aos 3 anos.)

A reunião informal com a professora de apoio do PIIP tem feito pressão para que se arranje a tal tarefeira e, agora com os documentos, trabalhará lado a lado com o HPC, podendo, se for nosso desejo, acompanhar-nos às consultas. Já falou com a equipa do PIIP que trabalha na nossa área de residência, pessoal altamente qualificado e, no mesmo dia, telefonou-me a informar de uma reunião da equipa connosco (eu e o marido apenas, para já) para nos explicarem como tudo se processa, onde e como se farão tratamentos/trabalhos/terapias, etc. Há a hipótese de ser 2 vezes por semana, em nossa casa e no infantário ou só no infantário. Por muita vergonha que eu tenha do estado da minha sala (e móveis) e paredes neste momento, acho que beneficiar de terapias em 2 espaços onde passam mais tempo é algo de muito valioso. Iremos, sem dúvida, optar pela 1ª hipótese.

 

Deixei os documentos que recebi (cópia porque temos sempre que apresentar esta documentação em sei lá quantos locais) no infantário para os dar à direcção e agrupamento de escolas para ver se vem a tal tarefeira, agora que já há um suporte real e fidedigno por parte do hospital.

 

Apesar de tudo isto parecer estar encaminhado, não se imaginam quantos telefonemas estão por trás de tudo, quantas horas de reunião e conversas com educadora, prof de apoio, favores que se pedem (educadora à prof e vice-versa), o meu voluntariado (para poder ficar mais perto das gémeas e ir controlando o que se aprende), viagens entre hospital-infantário-correios-entidades patronais para entregar documentos e falar com superiores, o desespero que às vezes bate bem fundo quando se vêem injustiças, etc. É desgastante mas finalmente parece-me que começo a ver frutos de tudo isto. Nunca, por um segundo, me arrependi de ter inscrito as gémeas ali: é um infantário coladinho a uma escola primária da moda antiga, com recreios comuns, espaços simples mas com tanto tanto tanto profissionalismo, bons profissionais, boas pessoas e tanto empenho. Fico muito contente com isto. E acho que as próprias gémeas apaixonam qualquer um à sua maneira! Acho que tudo conjugado, abre-nos barreiras.

 

Não gosto da sensação de tempo perdido ou tempo de espera vazio. Sei que desde a 1ª consulta até agora não passou muito e até foi rápido mas para quem já vem a alertar médicos de sinais que aparentemente só eu via desde os 7 meses de idade, é muito tempo! O 1º sinal a ter em conta deveria ter sido logo a ausência de características de prematuridade e a dificuldade que o médico teve em avaliar o seu desenvolvimneto aos 7 meses de idade. Engonhou-se, não se deu ouvidos a dados importantes, não houve apoios… mas paciência, até aos 3 anos, ainda não é tarde. E isso, felizmente, esteve do nosso lado.

Quanto a mim, para os meus acessos de dor e choro e revolta e sei lá mais o quê, estou seriamente a pensar em contactar a APPDA : associação de pessoas com perturbação do espectro autista e obter ajuda, quanto mais não seja, ideias para lidar com os diferentes sentimentos que temos – como pais – e aprender a fazer terapias em casa com os filhos, ter uma ideia real do que será o futuro. Ainda não tive coragem para lá ir mas talvez não seja má ideia fazê-lo.

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publicado às 20:59

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