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Antes de mais, parabéns meus amores por mais um aniversário. Eu sei que vocês passam a vida a ouvir isto de toda gente que vos conhece desde que nasceram mas é a mais pura das verdades: vocês estão enormes, vocês são lindas e o tempo passa mesmo rápido. Não para vocês que andam a desejar fazer anos desde julho de 2013 e ainda não chegou o dia 27 de julho de 2014 e já pensam no aniversário de 2015. Einstein, um cientista fabuloso de quem eu gosto muito, explica tudo isto com a sua Teoria da Relatividade. O mesmo tempo que para vocês tanto demora a passar, para mim, passa muito rápido. E daí eu vos dizer tantas vezes que até parece mentira, vocês tão pequeninas e, de repente, já tão crescidas...

 

Hoje, gostaria de vos contar como nasceram e o que senti quando vos vi. Não vou demorar muito, prometo.

Depois de muita confusão com internamentos e tratamentos, na 6ª feira, dia 27 de julho de 2007, por volta das 11h, a médica manda-me para o bloco de partos (vocês estavam em amena cavaqueira, voltadinhas de frente uma para a outra, sentadinhas na boa, mas a apertarem imenso os meus rins) para cesariana depois de saber se havia vagas nas incubadoras, o que acabou por não ser preciso. Já estava a dieta 0 desde a véspera. Vieram uma enfermeira e uma auxiliar preparar-me, puseram-me numa maca e ala para o bloco.

Lá, a equipa de enfermeiros apresentou-se e tentaram acalmar-me (estava um bocadinho nervosa e ansiosa por vos conehcer, para ver a vossa carinha...) e começaram os preparativos. Entretanto, chegam os anestesistas que me perguntam se queria fazer a cesariana com anestesia geral ou com epidural mas eu não fazia ideia! Expliquei-lhes que só tinha 2 exigências: não sentir dor alguma e que a gémea da minha esquerda era E. e a da minha direita a B. (escreveram os vossos nomes e o meu nas pulseiritas que vos colocaram mal nasceram. Eu já sabia bem quem vocês eram e nem as vossas muitas mudanças de posições me enganaram). Bem, o anestesista explicou-me que, em termos de recuperação, com epidural era muito mais rápida e que não havia interferência alguma com os bebés enquanto que a anestesia geral já comporta mais riscos a nível de reacções alérgicas, complicações cardíacas e recuperação mais lenta. Perguntei o que seria melhor para os bebés e ele respondeu-me que seria a epidural e eu decidi que o que era bom para vocês, seria bom para mim.

Piolhas, não custou nada e a sensação que eu tinha era que estava no dentista: sentia remexer e repuxar como se me estivessem a arrancar um dente mas na barriga e não na boca. Tudo tranquilo!  A certa altura, ouvi o aspirar de águas e a médica a perguntar-me o teu nome, tu 1ª gémea, a da minha esquerda, que nasceste às 12h46, com 2,430 kg, já a fazer xixi e có-có,  muito despachada. Não há palavras que descrevam o que senti nesse minuto... Eu queria tanto tanto tanto ver-te e pegar-te mas a enfermeira disse-me que a primeira pessoa a ver os bebés era sempre o pediatra. Dois minutos depois nasces tu, minha piolha B., com o mesmo peso da tua mana, 2,430 kg... e volta a sensação indescritível. Mostraram-me as meninas mais bonitas do mundo e, mais uma vez, nada descreve o que se senti no momento... É algo tão arrebatador, tão pleno, tão inundante de amor, que parece que vai rebentar o meu coração. O pai viu-vos pouquinho depois e deu logo colinho a uma de vocês enquanto a avó C. deu colinho à outra.

 

Descobri medos que julgava não serem possíveis existir, descobri que é possível dois seres minúsculos nos ensinarem mais que um mestre, descobri que o amor pode muito bem ser verdadeiro/repleto/sincero/indescrítivel, descobri forças que nem sabia possuir e descobri que me assemelho cada vez mais a uma mãe-ursa com as suas crias bem debaixo do nariz.

Descobri que, graças a vocês, amores da minha vida, somos - eu e o vosso pai - muito mais felizes e mais completos; vocês trazem luz, brilho e felicidade às nossas vidas todos os dias. Amamo-vos infinitamente.

 

Termino aqui, princesas. Desejo que passem um dia muito feliz e que gostem das surpresas que vos preparámos, que se divirtam muito e que, acima de tudo, sejam sempre - sempre! - felizes.

 

(só para a saudade e suspiro da mãe, vou colocar aqui uma foto vossa, assim pequeninas, do dia em que viemos para nossa casa... )

 

 

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publicado às 00:02

Só uma espreitadela...

por t2para4, em 26.07.14

 

Um especial obrigada à Mee, que ofereceu estas - e outras belezas! - às piolhas, que, claro, deliraram!

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publicado às 22:02

As piolhas estão quase quase quase a fazer anos. Andam a contar os dias desde o início do mês mas esta semana entrámos no verdadeiro countdown.

Não terão a festa que tinha planeado fazer porque o marido está com uma escala de serviço muito complicada. Mas, nada que não se resolva e, em vez de trazer a festa a casa, levamos a festinha ao ATL. Ta-da!!!

Assim sendo, o t2 e seus habitantes (exceto os gatos), estão em modo preparação da festinha de aniversário. Falta muito pouco para tratar. Modéstia à parte, está tudo lindo lindo lindo. As piolhas vão delirar.

 

Curiosos? Saberão tudo tudinho muito em breve, todos os detalhes e fotografias.

Ah, tema? My little pony, claro, eh eh eh eh

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:50

Lista de compras

por t2para4, em 23.07.14

Chama-se a isto "delegar funções". Enquanto eu tomava o pequeno-almoço e tratava da lancheira das piolhas para levarem para o ATL, fui ditando as coisas de que necessitava de comprar. À vez, com alguns erros no meio e uma caligrafia medonha (questões de motricidade e estamos ainda à espera de avaliação e apoio de terapia ocupacional), a lista ficou muito supimpa:

 

 

 

De salientar a organização: total de produtos à direita e bónus de 2 frases, no singular e no plural, sobre uma ação presente: os gatos a comer queijo (é verdade, eu dei um pouco de queijo aos gatos...)

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publicado às 11:50

Sociedade Civil - julho 2014 - Autismo

por t2para4, em 23.07.14

O marido tratou das gravações e conversão do video. Confesso que ainda só vi uma pequena parte e, como sempre, fico de coração pequeno e apertado, acabando a chorar de revolta, angústio, receio pelo dia de amanhã, ressentimento pelo passado.

 

Considerado como a Epidemia do século XXI, o autismo caracteriza-se por perturbações no desenvolvimento social que varia de doente para doente e que pode sofrer alterações ao longo da vida em função da idade e da aquisição/perda de competências. Estas perturbações comprometem o desenvolvimento da comunicação, da interação social, da perceção/imaginação e do comportamento.
É possível um autista ter uma vida livre e independente, desde que seja devidamente acompanhado por um médico e que tenha acesso a uma educação especial, adaptada às suas capacidades e necessidades. O autismo é genético? Como posso detetar que o meu filho é autista? Quais as medidas a adotar? Existe algum cuidado especial a ter? Que tipos de apoios existem para um autista adulto? A nível de relações afetivas, existe alguma limitação ou podem ter uma vida dita normal?
São estas e outras questões que vão ser debatidas neste Sociedade Civil.

 

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publicado às 11:43

Enough is enough!

por t2para4, em 22.07.14

Depois da fase dos mosquitos e das melgas, que quase me comiam as piolhas, e que resolvi com BioKill (amei, amei , amei!!! Andei a pôr spray em todas as frestinhas, calhas, luzes, etc da casa e, até na cozinha, que tem sempre uma frestinha da janela aberta para os gatos irem à varanda, deixámos de ter problemas com essas bichezas. Na sala, durante a noite, com as portas abertas para o corredor e quartos, coloco um difusor elétrico da Raid. Nem um nem outro deitam cheiro e fizeram maravilhas. Das moscas, os gatos dão conta.

Mas, as I was saying, a fase da bicheza ainda não acabou. Pela 1ª vez, em quase 7 anos, as piolhas apanharam piolhos!!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Odeio esses bichos e todo o raio do trabalho que dão!!!!!!!!!!!!!!!

Eu sei que somos animais e tal e temos parasitas e tal mas eu tenho tanto cuidado com a higiene das piolhas e com o cabelo delas e, pumba!, toma lá uma piolhada. Perco a conta dos banhos hoje... Descobri bichezas durante o intervalo entre banhos no rio. Rezei aos santinhos para que fossem bichezas da água do rio. Viemos para casa e tomámos um bom banho, coloquei o spray de prevenção e, quando o cabelo estava seco, fui ver. Eu choro... Tanto piolho... Toca de sair para ir comprar um bom champô.

Comprei o Paranix na farmácia. É um champô que se aplica com o cabelo seco, deixa-se atuar durante 15 minutos e depois lava-se com o nosso champô e condicionador habitual. E, pronto, mãos à obra, lá tratei de 2 cabças + a minha, voltámos ao banho + eu, verifiquei bichezas com o pente fino a 2 cabeças + a minha - antes e depois do banho definitivo, desfiz camas/almofadas/mantas/etc para pôr tudo a lavar e nem os peluches escapam. No meio, ainda levei novo banho de amaciador da roupa que caiu desamparado no chão. Uma beleza... Pelo menos cheira bem, valha-me isso...

 

Basicamente, senti-me um macaco a catar as crias... E se as minhas crias se queixavam, coitadinhas... Raios partam estes parasitas.

 

Nunca mais volto a queixar-me que tenho muito para fazer e cedo a uma sesta. Agora sim, tenho tudo para fazer...

 

E, se vamos voltar a ter um Inverno/Primavera/Verão tão húmidos como estes, juro que me zango a sério. Estas pragas adoram tempos assim... Se eu vir nuvens de gafanhotos a esvoaçar na minha localidade, acho que já não vou achar estranho.

 

E, por favor, para todos os pais: os piolhos não aparecem de geração espontânea. Verificar a cabeça dos filhotes de vez em quando, fazer prevenção de vez em quando e evitar estas pegas, agradece-se. Dá trabalho mas nunca ninguém disse que ser mãe ou pai era fácil e simples...

 

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publicado às 18:52

(suspiro)

por t2para4, em 18.07.14

 

 

 

Posto isto, vou sair. Com as piolhas e o amiguinho - que também é uma criança com NEE. Aviar recados e sair. Para longe de pessoas.  

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publicado às 14:05

Sabor agridoce

por t2para4, em 17.07.14

Aproveitei a manhã e o dia fresco para as limpezas. Ao olhar para a amálgama de listas, fotos, ímans e desenhos no frigorífico, deparo-me com um particularmente brilhante pelo que tem escrito.

Trata-se de um desenho de um pony - claro - com a respetiva legenda.

 

 

De acordo com a piolha, é a Applejack, sentada no sofá a ver TV. Repare-se "É a Applejack" = "It's A.J. (o diminutivo de Applejack)". Nunca ninguém lhe ensinou estas coisas, nunca viram a fórmula "it's" escrita e muito menos como reproduzir A.J. de Applejack...

Nesta parte, se eu fosse uma mãe normal, estaria aos pulos de contentamento a achar que a minha filha é o próximo Noam Chomsky... E, no entanto, apesar de eu rejubilar com este desenvolvimento autónomo da língua inglesa, no seu mais puro autodidatismo, é amargo o sabor que sinto pois, em comportamento e em linguagem (não fora a ecolália funcional) são crianças de 4 anos e não de quase 7... E isto dói horrores...

 

A disparidade de desenvolvimento entre a aprendizagem e tudo o resto é enorme... E pensei que pudesse ser encurtada com o passar do tempo mas, olhando para crianças mais novas e para os seus pares, noto que as minhas adoradas filhas não são, de todo, como os seus pares... E elas já estão num 2º ano de escolaridade, numa sociedade que não tem a sensibilidade necessária para estas coisas que só pais de crianças assim notam...

 

Vou continuar as limpezas. Estou sombria...

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publicado às 11:04

Publiquei isto no mu perfil pessol e seria uma pena não me alongar um pouco mais aqui.

As peças noticiosas da SIC sobre ao incentivos e apoios à natalidade no Jornal da Noite desta noite até me colocaram indisposta. Que lindo que é lá fora!! Cá? Portugal não é país para se ter filhos, é a verdade.

* vacinas, algumas consultas - paga se quiseres

* em caso de necessidades especiais, as terapias, alguma medicação, estímulos - paga se quiseres

* leite adaptado, fraldas, etc. - paga e não bufes. Não entendo o absurdo do preço do leite em pó. E em caso de intolerâncias? Paga, se quiseres.

* em caso de gémeos, apoios e descontos zero ou muito poucos.

E creches? Paga.

E jardins de infância com horários compatíveis com os horários de trabalho dos pais? Paga.

E quem fica com os nossos filhos depois da escola, enquanto não saímos do trabalho? Paga.

E ser despedido por ter engravidado?

E estar desempregada com 2 bebés de meses mas ser obrigada a aceitar "ocupações"?

E as bocas parvas de colegas que não sabem o que é ser-se mãe/pai?

E a discriminação de ser-se progenitor de um filho com necessidades especiais?


E, como se aqueles exemplos fossem representativos da realidade, colocam uns casais da classe média que ainda existe - não escolheram ninguém que estivesse desempregado ou com contrato a terminar! Ou com ordenados de 500 euros/mês -, a falar do sexo dos anjos.



Incentivos? Benefícios? Não falamos de Portugal, certamente. Criem-se as respetivas infraestruturas, apoiem-se os pais que trabalham, valorize-se quem consegue gerir família e trabalho. Aí se verão as diferenças. Falemos para um Portugal inteiro e não para uma minúscula percentagem que já tem o futuro dos filhos garantidos ainda antes do encontro do espermatozoide com o óvulo.


Até lá, poupem-me.


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publicado às 00:13

Apendicites e distâncias

por t2para4, em 15.07.14

O que têm uma a ver com a outra?

Nada, exceto se não fosse o caso de o meu pai ter sido operado hoje de urgência a uma apendicie aguda - eu faço ideia do estado dele, pois já andava desde ontem com vómitos e febre -, e, apesar de vivermos na era da tecnologia e dos transportes e blá blá blá mi mi mi, custa-me horrores não poder estar perto dele e não ter como visitá-lo...

Isto é uma bela de uma treta, é o que é...

Custa-me imenso não ter notícias dele a não ser apenas amanhã, quando ele telefonar. Não sei em que hospital/clínica está, se a cirurgia correu bem, se já saiu do recobro, quanto tempo ficará internado, quem o vai ajudar até a minha mãe ir ter com ele, se terá juízo o suficiente para não abusar nestes primeiros dias (está demasiado barrigudo e já teve um ataque de coração há uns bons anos), se aguentará o repouso obrigatório que tem de ter para evitar o risco de hernias.

Falta tudo: falta disponibilidade profissional do marido para me acompanhar, falta disponibilidade financeira para 4 idas e voltas de avião + local onde ficar, falta gestão de tempo e preparação das piolhas, falta tudo no caso de ser eu a única a visitá-lo (onde e com quem deixar as piolhas, gerir os horários do ATL, quem as leva e quem as vai buscar, em que aeroporto saíria eu, onde ficaria, etc.),  falta - acima de tudo - dizer às piolhas que o avô pode demorar ainda mais a vê-las este verão...

Porra, pá.

 

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publicado às 20:50

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